História A garota dos cabelos de fogo - Capítulo 82


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags April, Grifinória, Harry Potter, Romance, Saga
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Palavras 2.219
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello!

Voltei o mais rápido possível, e estou com uma p*ta dor nas costas de tanto ficar sentada escrevendo... Minha coluna vai pro beleléu, mas vale a pena, eu acho...

Espero que gostem!

Boa leitura!

Kisses
*3*

Capítulo 82 - Cap 18: Vocês não sabem como é.


Por alguns segundos, ninguém falou nada. Os garotos pareciam raciocinar a ideia enquanto nós éramos obrigadas a esperar uma resposta. Até que pareceram notar o nosso olhar de impaciência e Harry respondeu, já que era o citado.

— Eu? Sério? É algo absurdo!

— Sinceramente, não achei ruim... — Rony comentou, sua testa estava ligeiramente enrugada enquanto pensava no assunto. — Mil vezes melhor do que não ter aula nenhuma...

— Exatamente! — Hermione concordou, assentindo com a cabeça.

Olhei para Harry, que estava sorrindo. Não como quem aprovava a ideia, mas como quem pensava que estava sendo alvo de alguma gozação.

— Harry, não estamos brincando. — Comentei, segurando sua mão. — Nós realmente queremos que seja o nosso professor!

— Mas eu não sou professor, não sei... — Harry foi parando de falar lentamente, como se não precisasse argumentar mais nada.

— Harry... — Hermione começou. — Você é o melhor da turma em Defesa Contra as Artes das Trevas.

— Não é verdade, Harry... — Comecei, logo depois percebendo o que havia dito. — Desculpe, Hermione. Mas... — A morena apenas balançou a cabeça, como se não se importasse com a afirmação. — Você bateu a todos nós no terceiro ano: o único em que nós dois prestamos exames e tivemos um professor que realmente conhecia o assunto. 

— E além do mais, pense em tudo que já fez, Harry! — Hermione complementou. Ele ainda nos encarava como se fôssemos loucos...

— Como assim? — Meu Merlin... Mais lerdo que esse garoto não existe nada que chegue perto.

— Sabe de uma coisa, não tenho certeza se quero alguém burro assim como professor. — Rony disse a nós duas, me fazendo franzir o cenho. Espero de verdade que essa ideia seja brilhante. — Vamos raciocinar... — Começou, olhando para Harry. — Uh... Primeiro ano: Salvou a pedra filosofal de Você-Sabe-Quem.

— Mas aquilo fora pura sorte. — Harry retrucou. Felizmente, conseguimos ser tão insistentes quanto ele! — Não foi...

— Segundo ano: Você matou o basilisco e destruiu Riddle.

— É, mas se Fawkes não tivesse aparecido, eu...

— Terceiro ano. — Rony disse, ainda mais alto para se sobrepor a Harry. —, você enfrentou e pôs para correr uns cem dementadores de uma vez só...

— Sabem que aquilo foi por acaso, se o viratempo não tivesse...

— No ano passado. — Rony continuou, agora quase aos berros. —, você tornou a enfrentar Você-Sabe-Quem...

— Escutem aqui! — Harry exclamou, percebi certa irritação em sua voz, o que acabou nos fazendo rir da cara dele. — Querem me escutar um instante? Parece muito legal quando vocês falam, mas foi tudo sorte: metade do tempo eu nem sabia o que estava fazendo, não planejei nada, fiz apenas o que me ocorreu na hora, e quase sempre tive ajuda... 

Tentei parar de rir, sério. Só que chegava a ser hilário as tentativas falhas dele tentar se justificar e não nos ensinar, só que mesmo assim ele salvara o mundo bruxo várias vezes e sabia mais do que todos nós! Ou seja, a modéstia é desnecessária neste caso.

— Não fiquem aí sentados com esse sorriso bobo como se soubessem mais do que eu, era eu quem estava lá, ou não? — Perguntou. — Eu sei o que aconteceu, está bem? E não me safei de nada porque era genial em Defesa Contra as Artes das Trevas, me safei por que... Porque recebi ajuda na hora certa ou por causa de um palpite certo... Mas foi tudo às cegas, não tinha a menor ideia do que estava fazendo... E PAREM DE RIR!

Harry se levantou bruscamente, derrubando a sua tigela e virando a minha quando bateu a mão nela, derrubando todo o líquido não tão morno assim na minha roupa, o que acabou me fazendo gritar. Socorro, eu vou morrer com isso aqui!

— Tergeo! — Hermione disse, fazendo a minha roupa voltar ao normal e o liquido sumir. Já não riam mais como antes. Suspirei fundo, pronto... Acabou, não incomoda mais!

— D- Desculpa... — Harry sussurrou, parecia um pouco preocupado comigo, pelo menos isso...

— Acontece... — Respondi, forçando um sorriso. — Então... Sobre o que estava falando mesmo? — Perguntei, tentando não demonstrar que me importei muito, embora esteja ardendo até agora...

Harry engoliu um seco antes de continuar ao discurso inútil, provavelmente já não estava tão confiante assim sobre o que estava falando. Por fim, fechou os olhos e quando os abriu, começou a falar, desta vez mais calmo.

— Vocês não sabem como é. Nenhuns dos três tiveram de encarar Voldemort, não é? Vocês pensam que é só decorar uma pá de feitiços e lançar contra ele, como se fosse dentro da sala de aula? Mas não é, o tempo todo você sabe que não tem nada entre você e a morte a não ser o seu... O seu cérebro ou sua garra ou o que quer que seja... Como se alguém pudesse pensar direito quando está a um nanossegundo de ser morto ou torturado, ou está vendo os seus amigos morrerem... Nunca nos ensinaram aí sentados, achando que sou um garoto sabido por estar de pé aqui, vivo, como se Cedrico fosse burro, como se tivesse feito alguma besteira; vocês não entendem, poderia ter sido eu, e teria sido se Voldemort não precisasse de mim... 

Arregalei os olhos quando ele finalmente terminou de falar. Ele pensou que queríamos lutar contra Voldemort e que pensávamos que iríamos vencer diferente de Cedrico... Sendo que é justamente algo diferente disso! Só queremos aprender a nos defender decentemente para nossas chances de morrer diminuir em pelo menos 0,5%. Além dos NOM’S, claro.

— Harry... — Comecei após aquele tempo em silêncio. — A ultima coisa que pensamos foi sobre Cedrico... Ele foi importante pra você e pra mim também, mas não queremos falar que ele era bobo ou algo do tipo... Sabemos muito bem que não. É exatamente por isso que precisamos de você...

— É... — Hermione concordou timidamente. — Precisamos saber como é realmente... Enfrentar ele... Enfrentar o V- Voldemort.

Essa foi a primeira vez que ela citou Voldemort na cara dura, letra por letra, e talvez tenha sido justamente por isso que ele se acalmou totalmente. Harry se sentou ao meu lado novamente e fez uma rápida careta de dor... Ninguém mandou quebrar as nossas tigelas.

— Bom... Pense no assunto. — Hermione pediu, baixinho. — Por favor.

Harry apenas concordou com a cabeça. Hermione e Rony foram dormir, nos deixando ali, calados no meio do salão comunal, agora com o chão sujo pelo estrago causado com as tigelas de murtisco.

— Vai pensar no assunto, não vai? — Harry me olhou e, meio sem jeito, assentiu com a cabeça. — Bom saber... Não queremos te forçar a nada, certo? Vamos dar um jeito, nem que seja indo pra Hogsmeade, a gente consegue arrumar alguém rebelde o suficiente para isso.

Vi um pequeno sorriso se formando no rosto de Harry, que aos poucos foi virando o rosto na minha direção. Parecia pensar em alguma coisa a meu respeito.

— Sabe... Me pergunto por que não teme o nome de Voldemort... — Dei de ombros.

— Bem, ele vai continuar matando as pessoas que dizem ou não seu nome, pelo menos eu morrerei sem passar vontade. — Harry sorriu tristemente.

— Não quero que morra...

— Também não quero... — Respondi, sentindo um aperto no peito. — Só que depois de tudo que aconteceu no ano passado... Já não me parece algo tão irreal assim.

Senti a mão dele tocar na minha. Sabia que ele era o único que conseguia entender minha dor, embora tenha sido um pouco diferente... Harry parecia compreender o que eu sentia e me consolava mesmo não falando uma palavra, sua presença bastava.

— Vou te proteger de qualquer coisa... — Murmurou, tocando na minha bochecha com a mão livre, balancei um pouco a cabeça.

— Não... Proteja a si mesmo. Apenas isso. — Respondi um pouco mais alto, segurando a sua mão. — Eu me viro do jeito que der, não importa como.

Harry bufou, percebendo que não conseguiria mudar o meu pensamento. Ainda bem que ele sabe, não quero e muito menos preciso de alguém para me proteger... Faço o que conseguir e se não der, bem, pelo menos eu tentei. Não pretendo deixar de lutar nessa guerra só porque ele quer que eu fique bem. Não sabendo que todos se arriscarão...

— Reparo... — Murmurei, apontando a varinha para os cacos de porcelana que Harry derrubara no chão, montando as duas tigelas novamente.

— Obrigado... — Harry agradeceu. — E desculpa pela sua tigela, de novo. — Sorri de lado.

— Tudo bem, não é como se eu realmente precisasse dela, é? Vou sobreviver sem isso.

— Ótimo, fica as duas tigelas pra mim na próxima! — Revirei os olhos.

— Pode ter algo melhor do que duas simples tigelas, Harry... — Comecei, me aproximando de seu rosto.

— É? — Perguntou, se fingindo de inocente. — O quê?

— Não sei... Pode tentar descobrir, Potter. — Murmurei, deslizando a mão do seu ombro até parar perto do pulso.

— Com prazer...

Harry me puxou pela gravata da Grifinória com cuidado e me beijou. Já não tínhamos mais a delicadeza que tínhamos antigamente, e isso não nos incomodava. Pelo contrário, parecia só melhorar toda a situação.

Sinto minha gravata ser solta aos poucos enquanto Harry me segurava pela cintura e me puxava cada vez mais perto de si, provocando uma onda de calor em mim. Droga... Quando entrei em Hogwarts, não pensei que me sentiria tão feliz assim, e ele conseguia isso com tanta facilidade que era algo impressionante.

Encerramos aquele beijo um pouco mais delicadamente, algo que me deixou com aquele leve gostinho de quero mais. Esse garoto por acaso é alguma droga que me viciou? Porque é o que parece agora!

— Você é uma droga, sabia? — Balbuciei, aproximando os meus lábios de sua orelha.

— O quê? — O mesmo perguntou, sem entender o sentido da frase.

— Você é um tipo de droga... O tipo mais viciante, irresistível e que não machuca de droga. — Sussurrei em seu ouvido, percebendo o arrepio que havia causado nele. — E agora eu nem consigo tentar sair desse maldito vício, Potter...

— Nem tente... — Respondeu, se afastando o suficiente para observar o meu rosto.

Dei um selinho no mesmo antes me levantar do sofá. Senti Harry me observar até eu chegar à escada, quando me virei e comentei.

— Boa noite, droga. 

(...)

Durante duas semanas, não mencionamos mais as aulas que Harry poderia nos dar, contudo quase sempre repetíamos a dose do que fizemos naquela noite, após as detenções com a Umbridge, que aliás, acabaram. Duvido que as palavras vão sair da minha mão, então já estou pensando o que falar para o meu pai quando ele ver a cicatriz na minha mão.

O assunto só foi tocado em uma noite durante o final do mês, na biblioteca.

— Estive me perguntando... — Hermione começou, repentinamente. — Se pensou na Defesa Contra as Artes das Trevas, Harry.

— Estava um pouco ocupado, mas pensei. — Harry respondeu rabugento, contudo senti um leve duplo sentido ocultado no “ocupado”. Contudo não comentei nada. —, não é fácil esquecer aquilo, e mesmo se quisesse não conseguiria, com aquela megera nos ensinando...

— Não é disso que ela tá falando, Harry. — Comentei. — Nós queríamos saber se... Pensou na proposta de nos ensinar. — Harry não respondeu, fingia estar lendo uma página de contravenenos asiáticos, sendo que esse nem é o foco da matéria. — Os contravenenos estão interessantes, querido? — Perguntei sarcasticamente. O mesmo ergueu a cabeça, surpreso por ter sido pego no flagra.

— Bom... — Começou, olhando bem no meu rosto. — Pensei um pouco sim...

— E? — Hermione perguntou, fazendo Harry olhar para Rony.

— Achei uma boa ideia desde o começo. — Interveio o ruivo, fazendo o outro se mexer na cadeira desconfortavelmente.

— Por acaso vocês prestaram atenção quando eu disse que muita coisa foi sorte?

— Prestamos atenção em cada detalhe... — Respondi.

— Mas isso não esconde que você é bom na matéria. Foi o único a se livrar da Imperius no ano passado, é capaz de produzir um Patronum Corpóreo... — Hermione completou. — Alguns bruxos adultos não conseguem isso. Vítor sempre disse que...

Rony se virou tão bruscamente quando ouviu aquele nome que deu até mau jeito no pescoço, falou enquanto o esfregava.

— É? Que foi que o Vitinho disse?

— Disse que Harry era capaz de coisas que nem ele sabia fazer... — Hermione respondeu, entediada pela provocação do ruivo.

Rony e Hermione continuaram a discussão e provavelmente continuaram por muito mais tempo se eu não resolvesse intervir e falar sobre o assunto principal, que com certeza não era Vítor Krum e suas correspondências com Hermione.

— O.K. Vai nos ensinar, Harry? — Perguntei, balançando a cabeça.

— Só vocês três, O.K.? 

— Bom... — Hermione começou, parecia um pouco ansiosa. — Agora que não vai perder as estribeiras outra vez, por favor... Mas poderia ensinar qualquer um que quisesse aprender. Quero dizer, estamos falando em nos defender de V- Voldemort. Não parece justo que não ofereçamos a oportunidade a outras pessoas.

— É... Talvez eles gostem, qualquer um vai adorar alguém que não seja Umbridge... — Concordei, pensando na ideia.

— Duvido que mais alguém me queira como professor. Mas tá... Se alguém aceitar o pirado...

— Bom, você ficaria surpreso com o número de pessoas que estariam interessadas no que tem a dizer... — Hermione disse. — Escute. — Ela se curvou para Harry, eu e Rony (ainda emburrado) nos curvamos também para ouvir. —, você sabe que o primeiro fim de semana de outubro é o da visita a Hogsmeade? E se dissermos a quem estiver interessado para se encontrar com a gente na vila e discutir o assunto?

— Por que fora da escola?

— Porque a Umbridge pode descobrir... — Respondi o óbvio. — Caso ela descubra, ficaremos os quatro com novas tatuagens exclusivas... Só por isso.


Notas Finais


O que acharam? Comentem!

Quem tá achando que vai rolar hot nesse ano, já aviso que provavelmente não shaushsu

Até o próximo!

Kisses
*3*


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