História A Garota Dos Meus Sonhos - Capítulo 15


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags A Aposta, Colegial, Fanfic, Garota, Revelaçoes, Romance, Shoujo
Exibições 14
Palavras 712
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá meus amores, tudo bom? Eu achei bem triste e talvez alguns de vocês se emocionem. Já estou praticamente de férias e, a partir da semana que vêm eu vou postar três capítulos ou mais por dia.

Capítulo 15 - Liar.


Fanfic / Fanfiction A Garota Dos Meus Sonhos - Capítulo 15 - Liar.

-Esperando a gente?-franzi o cenho.

-Isso aí, Pedrão.-Caio sorriu, e logo depois puxou Isabella em sua direção.

-Vamos, Isa? Aposto que vai se divertir muito.-era óbvio que tudo aquilo apresentava um duplo sentido. Ingênua, não entendeu suas palavras dotadas de puro sarcasmo. 

Quando adentramos à sala, ela me parecia estar bem receptiva. Não pude deixar de notar a presença de pessoas do colégio, e o que mais me chocou foi Lola também estar presente. 

-Pedro? Essa é a sua namorada?-perguntou, algum colega no qual não me recordo bem. Seus olhos a encararam, olhou  para mim novamente, e debochando soltou um riso.

-Você está regredindo, desde quando namora garotas como essa?-perguntou enquanto bebericava sua cerveja. 

-Isabella, esse é o nome dela.-disse, ignorante enquanto o encarava austero. Como ele poderia se referir a ela dessa forma?

-Isso não me interessa.-deu de ombros.

-Se não te interessa sobre ela por que veio falar comigo? Eu não me lembro de você, talvez seja porque você é insignificante.-devolvi na mesma moeda e o observei evaporar do ambiente.

-Pedrinho, já está arrumando confusão?-Caio chegou colocando seu braço por cima do meu ombro.

-Não estou arrumando confusão nenhuma, aliás me chamou aqui por quê?-cruzei os braços irritado, e ele sorriu perverso.

-Já quer adiantar o espetáculo?-perguntou cínico.

-Do quê você está falando?-questionei, confuso.

-Prepare-se.-disse, e sumiu de minha vista.

Isabella estava sentada no sofá. Deslocada, parecia não socializar com ninguém. E aquilo me causou uma enorme inquietude, sentei ao seu lado e acariciei suas mãos.

-Você está tão calada, o que houve?-perguntei, acariciando sua bochecha com o polegar. Soltou uma risada doce e corou ao notar que  éramos constantemente observados.

-Estou ficando com vergonha, Pedro.-ela disse, se encolhendo entre as almofadas.

-É por causa deles?-apontei para Caio e alguns outros garotos com um olhar.

-Eles estão zombando de mim.-abaixou sua cabeça, amedrontada. 

-Hey, Isa. Isso é coisa da sua cabeça.-levantei seu queixo e plantei um beijo em sua testa. Observei sua pele se eriçar diante ao toque dos meus lábios, e ao ver aquela reação não contive meu riso.

-Ficou toda arrepiada, né?-brinquei e ela corou imediatamente.

-Pare de me constranger, Pedro.-ela escondeu seu rosto atrás de uma almofada e eu a retirei de seu rosto.

Naquele mesmo instante, a voz de Lola soou aguda no ambiente.

-Não retire a almofada, se eu fosse ela também gostaria de me esconder.-Lola disse em um tom ameaçador.

Senti meu corpo tremer, minhas pernas ficaram bambas e minhas mãos soavam frio.

Isabella engoliu em seco, e pelo seu tom de voz eu pude perceber o quanto ela estava receosa.

-Eu nã-ão entendi o que quis dizer, Lola.-gaguejou e não a encarou pois não era valente para enfrentar alguém.

Eu estava tão desesperado que não conseguia sequer, defendê-la.

-Ah, é mesmo? Então deixa que eu te explico.-lambeu o controle sedutoramente e mordeu os lábios, logo depois soltando uma risada rebelde.

-Sinto pena de você...vadia.-sorriu maldosa, e desfilou até o sofá.

E o pesadelo começou. Aquela aposta, aquele vídeo, aquelas fotos e principalmente, a reputação de Isabella. O vídeo se iniciou e eu queria impedir, mas as palavras não alcançavam a boca, não emitiam som. Minhas pernas  pareciam estar grudadas no chão, eu estava completamente imóvel. Isabella assistia o vídeo como se não acreditasse no que via, seus olhos marejados de lágrimas despejavam toda a dor que sentia naquele momento. Meu coração também doía pois eu não queria fazê-la chorar, não queria vê-la derramar lágrimas, não queria vê-la sofrer. Mas decidi isso tarde demais. E as gargalhadas começaram a se manifestar, alguns garotos a xingavam explicitamente e ela aguentava tudo, calada. As cenas de mais intimidade, horas que ela fazia algo errado e eu parava para ensiná-la acabavam como  motivos de risadas e zombarias. Abaixou a cabeça frustada, suas lágrimas não eram mais quietas, seus gestos pediam socorro. Não aguentando as risadas e xingamentos ela se levantou abruptalmente. Não olhando para ninguém, apenas de cabeça baixa. Ela gemia de dor, seu rosto clamava por aconchego. Aqueles olhos que sorriam sempre, aquela voz doce e o bom humor de todos os dias sumiram e um sentimento de tristeza se alastrava em seu semblante.

-Estava pensando em leiloar a sua virgindade, Virgem Maria. Mas, vejamos...ela já foi apostada.-frisou "apostada".

Isabella saiu correndo, eu deveria ir atrás dela? Mas quando estava prestes a fechar a porta, mencionou as últimas palavras que eu ouviria de sua boca.

-Mentiroso.-ela disse sem emitir som para que somente eu entendesse.








Notas Finais


Tudo que você plantar, você vai colher.


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