História A Garota Dos Meus Sonhos - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags A Aposta, Colegial, Fanfic, Garota, Revelaçoes, Romance, Shoujo
Exibições 12
Palavras 1.167
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Capítulo extra está sorrindo pra vocês, amores! Estou amando escrever essa fanfic que é bem adolescente! Aproveitem e boa leitura!!

Capítulo 18 - Quem é você?


Fanfic / Fanfiction A Garota Dos Meus Sonhos - Capítulo 18 - Quem é você?

[...]

Outro dia nasceu e eu decidi que não iria à escola. Estava furioso com Caio e principalmente com Lola, meu ódio corroía meu peito por dentro. Repreendi aquele sentimento, mantendo o foco em qualquer outra coisa. Tomei um banho rápido e parti para o hospital em que Isabella estava. Ao chegar lá, informei a atendente o horário de visita e ela consentiu a minha entrada. Haviam muitas portas na clínica e meus olhos buscavam o número anotado no papel, 345. Entrei em uma antessala que precedia o cômodo em que ela se encontrava. A enxerguei de longe, me aproximei dela vagarosamente e notei que seus olhos foram abrindo gradativamente. Naquele momento, meu peito se encheu de esperança. Toquei sua mão direita e meus músculos cederam a um longo sorriso. Sua mão não tocava a minha, ela me olhou confusa como se eu fosse um mero desconhecido.

-Quem é você?-ela me olhou com o cenho franzido, retirando a mão imediatamente de perto da minha.

-Como assim, Isa?-perguntei, a encarando ainda com o sorriso nos lábios como se fosse uma brincadeira e ela estivesse furiosa comigo.

-Desculpe, mas não sei quem é você.-me olhou novamente como se não me reconhecesse.

Por um minuto, eu fitei aquele olhar perdido. Como ela poderia ter se esquecido de mim? Logo eu? Não impedi que algumas lágrimas solitárias jorrassem pelo meu rosto. Virei-me para que ela não pudesse ver, mas infelizmente ela notou. Talvez toda aquela situação estivesse servindo como  feedback dos meus atos. Reprimi as pálpebras para que nenhuma lágrima escorresse. Cerrei os punhos com força, como se pudesse cessar toda a minha dor com este gesto. Mas nada adiantava. Ela ainda permanecia estática, como se estivesse intronizada em seu próprio mundo. Seu olhar era vago e imóvel. Mordi o lábio inferior na tentativa de resistir quando ela começou a tocar em minha pele e se aproximou para sentir meu cheiro. Ergueu o dorso altivo com certa dificuldade, aproximou-se de meu pescoço e começou a aspirar meu cheiro. O vento de suas narinas ao cheirar, trazia arrepios em minha nuca. Respirei fundo quando senti seus dedos tocaram meu rosto. Ela balançou a cabeça negativamente como se nenhum desses toques a fizera lembrar.

-Por que você está chorando?-ela tocou em meu rosto e ao sentir aquele toque novamente, meu corpo ruborizou e uma onda elétrica percorreu cada cavidade.

-Desculpe? Você era algum amigo especial?-segurou minha mão esquerda e a apertou.

Em um momento, eu fiquei sem resposta. Eu deveria dizer éramos namorados?

-Sou apenas um amigo seu.-eu disse, simplesmente.

-Onde estão os outros? Só você veio?-perguntou, com certo desdém.

-Sim, apenas eu. Não está satisfeita?-irritei-me ao notar seu tom menosprezador.

-Desculpe, mas nem sei o seu nome.-falou em um tom mais baixo e então eu notei em que sua soberba não havia sido intencional.

-Pedro Lindgreen.-estendi a palma da mão como se me apresentasse pela primeira vez. 

Riu fraco e quando foi estender a mão para mais perto da minha, murmurou.

-Minha cabeça dói.-colocou a mão em sua testa e urrou ao sentir que havia tocado diretamente na ferida.

-Não faça isso, vai estragar o curativo.-peguei sua mão suavemente e a depositei descansada na maca. 

Ela me olhou profundamente e entrelaçou nossos dedos. Aquele gesto significou muito para mim, por um instante eu acreditei que ela estivesse se recordado de mim. Mas a aposta...

Bufei exausto. Por que eu havia feito aquela idiotice? Tolo. A culpa era definitivamente minha. Ela sorriu para mim, radiante. Como se tudo estivesse bem.

-O que eu estou fazendo aqui?-ela sorriu e fechou os olhos.

-Você sofreu um acidente.-eu disse não entendendo sua expressão encantada.

-Obrigada Senhor.-ela murmurou sorrindo, ainda de olhos fechados.

Olhei para os lados, pensando que ela estivesse agradecendo ao médico. Mas ninguém estava lá. Então, ela levantou suas palmas e começou a cantar baixinho.

-Isa...o que você está fazendo?-franzi o cenho, não entendendo sua reação.

-Agradecendo ao Senhor pois eu sobrevivi. Agradeça também!-ela pegou minhas palmas e as erguiu, pediu também para que eu fechasse os olhos. Obedeci ao seu pedido e copiei as suas falas. E então eu fiquei encantado com a sua gratidão e humildade diante de seu Deus. Uma paz invadiu aquele ambiente de uma forma tão avassaladora que eu não saberia explicar. E naquele momento, eu apenas agradeci por ela estar viva. E esse já era um grande motivo para agradecer.

-Sr. Lindgreen?-o médico nos interrompeu.

-Pois, não?-perguntei o encarando ansioso.

-A família da paciente quer visitá-la.-ele disse eu bufei.

-Tudo bem, estou indo...-fiz a menção de levantar-me mas Isabella puxou minha mão.

-Deixe-o ficar.-sorriu com os olhos semi cerrados. Nossa, não me lembrava que ela gostava tanto da minha companhia.

-Srta, seus pais estão preocupados e querem ficar a sós.-o médico comunicou e a expressão de Isabella não se comoveu.

-Eu quero ficar com ele, não tem como chamá-los aqui? Acredito que eles não vão se importar.-disse, sem expressão.

-Se insiste que seja dessa maneira.-disse com desdém e abandonou a sala.

-Por que insiste que eu fique com você?-perguntei alegre, colocando uma mecha de seu cabelo para trás da orelha.

-Porque sua companhia me faz bem.-não contive que meus lábios se curvassem a um sorriso sincero.

-Você nem sabe o quanto é especial para mim.-segurei sua mão, ainda olhando para seus olhos intensamente. Beijei seus dedos e ela riu um pouco.

-Sinto que temos algo mais forte, mas não me lembro de absolutamente nada que aconteceu há pouco tempo. Há coisas que eu lembro...outras não.-arqueei a sobrancelha e soltei uma risada amarela.

-Sério?

-Sim, nós já tivemos algo?-ao perguntar isso suas bochechas ruborizaram.

-Se eu te falasse você não acreditaria.-ela soltou um murmúrio baixo.

-Ah, eu acredito sim.-estendeu o dedo mindinho em minha direção. Ao notar que eu não entendia aquele gesto, pronunciou-se novamente.

-Prometo de mindinho.-sorriu e esticou o dedo em direção ao meu.

Ri com aquele gesto, no mínimo bobo ou engraçado. Isabella ainda continuava sendo a mesma e aquilo fazia meu coração pular por dentro.

-Nós namoramos.-eu disse como se soletrasse aquele pequena e tão significativa frase. Ela me olhou incrédula e escondeu o rosto no travesseiro do hospital, aquela cena não me deixou tão feliz pois me lembrou de coisas que eu gostaria de esquecer.

-Mentira.-me olhou de cima a baixo e corou imediatamente.

-Você prometeu que acreditaria, Isa.-toquei a ponta de seu nariz.

-Mas você é tão...-ela ficou tão vermelha que eu mesmo me constrangi querendo de qualquer modo ler seus pensamentos.

-Tão...?-perguntei, englobando as reticências e sorrindo divertido.

-Gatinho.-ela soltou aquela palavra tão juvenil e se escondeu embaixo do cobertor. Ela era tão boba...e de certa forma aquilo me encantava.

-Ah... é mesmo? Quer dizer que eu sou gatinho?-sorri galante com o elogio.

-Para, isso está me constrangendo...-riu alto e se encolheu entre as cobertas. Levantou rapidamente com um sorriso malicioso.

-Quer dizer que eu já beijei você?-ela perguntou impressionada, e eu quis rir com aquilo. Ela não estava bem, quem em sã consciência perguntava aquilo?

-Muitas vezes. Mais de mil para ser específico.-ela abriu a boca e soltou uma risada comemorativa. Eu estava adorando aquilo...

-A gente já...-antes dela perguntar eu assenti.

-Sim, mas foi uma vez só.-eu disse, um pouco cabisbaixo ao lembrar da aposta. Ela riu anasalado.

Quando ela iria fazer mais uma pergunta, o médico trouxe os pais de Isabella. 


Notas Finais


Um beijo no coração de vocês!! 😍


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