História A garota dos olhos não azuis - Capítulo 10


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, estou tendo alguns problemas com o computador. Então... Não há muita coisa a dizer.

Capítulo 10 - Você não confia em ninguém.


 2016, 20 de julho – Cleveland, Ohio.

 Ando rápido pelos corredores do colégio vazio. Havia um motivo muito simples para estar tudo vazio, todos estavam no refeitório. Assistindo Thomas e Anthony brigarem como se fossem galos.

 – Thomas – me enfio no meio da roda que havia se formado. – Thomas.

 Ele pare de bater em Anthony e me olha com seu rosto coberto de sangue. O olho meio assustada, me perguntando qual foi o motivo dessa vez.

 – O que pensam que estão fazendo? – o diretor chega todo escandaloso. – Na minha sala. Agora. Os dois.

 – O resto, circulando – diz o professor Lee. – Vão.

 Começo a sair devagar de lá, encontrando no caminho Megan.

 Megan Danvers. A garota de óculos de grau e aparelho. A garota que era uma ótima pessoa para se conversar. Diferente de que muitos pensam Megan não era uma CDF, como diziam. Tinha suas notas na média, mas não eram as maiores da escola, ela fazia parte do grupo dos Inferiores.

 – Oi. Como ele está?

 – Acabado, igual àqueles galos que perdem na briga de galo, sabe?

 – Para onde ele foi?

 – Pra diretoria.

 Um policial negro passa por nós, ele parecia furioso. Será possível que o idiota do Anthony vai armar mais barraco? Como ele tinha coragem de chamar um policial? Tinha certeza que havia sido ele que tinha começado a briga.

 Sigo o homem sem que ele percebesse. Se ele tentasse prender o Thomas, eu pulava no pescoço dele.

 Surpreendi-me quando ele não foi para a diretoria, mas sim, entrou na sala do Steven West. Ouvi barulhos de coisas se quebrando, será que os dois haviam voltado a brigar?

 – Thomas, já chega – ouço uma voz desconhecida gritando, provavelmente era do policial.

 Se o policial sabia o nome de Thomas, então ninguém havia o chamado para prender Thomas. Aí, Deus. O estava acontecendo? Estava tão presa em meus pensamentos que nem percebi que eles começaram a sair da sala.

 Thomas estava de cabeça baixa, O policial desconhecido atrás dele com a mesma expressão de furioso, mas talvez ele não estivesse furioso exatamente com Thomas. Assim que o homem percebeu minha presença, suavizou a expressão e me mandou leve aceno com a cabeça.

 – Bom dia senhorita.

 – Oh... Bom... Dia – respondi pausadamente.

 O garoto loiro ergueu a cabeça rapidamente percebendo que eu estava ali, mas logo a abaixou novamente, talvez envergonhado.

 Anotação 9: Deixar Thomas longe de brigas. 

...

 2016, 30 de julho – Cleveland, Ohio.

 Durante duas semanas ele não apareceu aqui em casa. Não que eu sentisse sua falta, minha mãe que estava perguntando dele.

 Na escola, ele praticamente me ignorava e parecia fugir de mim o tempo todo. Cheguei a pensar que ele apenas estava me dando um troco por ser rude com ele. Mas não era isso, eu não liguei muito, afinal era algo que eu estava adorando. Finalmente um pouco de paz.

 – Oi – ele chega perto de mim sussurrando.

 – Oi.

 Olho para o lado vendo Hollie Martin conversando com uma garota qualquer, ou xingando e a botando para baixo. Depois de uns minutos ela sai desfilando até onde as outras duas frangas alaranjadas se encontram. Fico olhando aquelas três idiotas quase gritando.

 2 Anos atrás.

 Eu havia ido ao banheiro quando ouvi um barulho estranho em uma das cabines, apesar de ser estranho eu sabia muito bem o que era. Alguém estava vomitando.

 Devia ter ido embora, mas não, eu tinha que ter a ideia mais idiota do mundo. Bati na porta esperando que a garota abrisse a porta.

 - Você tá bem? – perguntei a ela. – Quer que eu chame alguém?

 - Não... Só... Vai embora – disse ofegante.

 Não sei por que, mas acho que conhecia aquela voz.

 Eu sabia qual das três era. Eu não iria contar nada, mas aquilo, naquele dia, era como se fosse todo seu orgulho sendo posto para fora. 

...

 2016, 1 de agosto – Cleveland, Ohio.

 Faço uma cara de tédio assim que o vejo na minha porta.

 – O que você quer?

 – Não está feliz em me ver? – diz sorrindo.

 – Não.

 O gato que se encontrava dentro de casa, passa pelas minhas pernas e corre pela rua logo sumindo na escuridão.

 – E o gato...? – diz apontando para o nada.

 – Minha mãe descobriu. E agora deve ter saído para comer um rato, sei lá. O gato, não minha mãe.

 Entramos em casa e fomos nos sentar no sofá. Não sem antes Thomas cumprimentar minha mãe.

 – Porque estavam brigando dessa vez? – pergunto a ele de uma vez.

 – Não acho que você precise saber – me olha com uma das sobrancelhas arqueada.

 – Sério que não vai me contar?

 – Sério.

 – Vamos procurar meu gato sem nome então.

 – Tá.

...

 2016, 20 de agosto – Cleveland, Ohio.

 – Você confia nas pessoas a sua volta? – pergunta cruzando os braços.

 – Eu devia?

 – Não parece calma. Você está escrevendo como eu mandei?

 – Eu já acabei o texto.

 – Deixe-me ver então – diz esticando a mão em minha direção.

 – Não – digo indignada. – Só porque você me mandou fazer, não quer dizer que vai pode ver.

 – Eu tive a ideia, o que não quer que eu veja que você escreveu, aí?

 – Vamos voltar a falar sobre confiança, por favor? – digo acabando com aquele assunto de uma vez.

 – Tudo bem... Imagine que alguém está a ponto de enfiar uma faca em você... Você tem três suspeitos: Anthony Martin, Thomas Harris e por último... Eu.

 – Quer que eu diga qual deles seria o “assassino”? – pergunto a ele.

 Ele faz um movimento com a cabeça indicando que sim.

 – Bom... Anthony só consegue bater nas pessoas, duvido que tenha coragem de enfiar uma faca nas costas de alguém. Talvez Thomas fosse até provável.

 – E eu? 

 – Você... Você seria o assassino. Você sabe como funciona, você tem inteligência para fazer isso.

 – Confia até em Anthony e em mim não? – disse brincando.

 – É – o respondo seriamente.

...

 “De 0 a 10, dê uma nota de como se sente feliz hoje”.

 “7”.

...

A confiança perdida é difícil de recuperar. Ela não cresce como as unhas. 

– Johannes Brahms.

 


Notas Finais


Até Happy Little Pills


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