História A garota estrangeira (Artificial Love) - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Personagens Originais
Tags Chanyeol, Mama Park, Romance, Viva Polo
Exibições 63
Palavras 1.542
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu jurei na vida que não seria como algumas autoras, que somem e nunca mais postam.

Mas eu fiz isso.

Desculpa gente, de verdade!

Eu tive um bloqueio criativo e só consegui escrever yaoi esses dias.

Mas prometo me empenhar.

Estou escrevendo o próximo capítulo e vou postar mais rápido.

Obrigada pelos comentários! Me incentivaram bastante! Vocês são uns amores.

Capítulo 12 - Artificial Love


아닌 걸 알면서도

널 찾게 되는 나

안 될 걸 알면서도

포기는 싫은 나

Now you wanna play me

내가 원하는 건 다 가진 너

완벽하게 설계된 차가운

Artificial love

 

I know it’s not right

But I still come looking for you

I know that this isn’t meant to be

But I don’t want to give up

Now you wanna play me

You have everything that I want

You are perfectly built, a cold

Artificial love

 

Eu sei que não é certo

Mas continuo tentando te encontrar

Eu sei que isso não é para ser

Mas eu não quero desistir

Agora você quer brincar comigo

Você tem tudo que eu quero

Você foi feita perfeitamente

Amor frio e artificial

 

 

 

Depois do meu momento de surto no elevador com o EXO, eu fui até o andar do estacionamento. Ainda não acreditava que ia tomar um café, casualmente, com o Chanyeol e o Kai. Queria me beliscar para testar se não era um sonho.

O estacionamento estava lotado de carros SUV, aqueles que levavam os idols para todos os lados. O lugar parecia sediar um evento do FBI - todos aqueles veículos pretos, um do lado do outro, com seus motoristas em ternos impecáveis. Eu me escondi atrás de uma pilastra, de alguma forma eu me sentia uma criminosa.

Ei, onde você está?

Tô numa pilastra, setor A. Tô me escondendo.

Por que mano?

To intimidada.

Vai se acostumando.

Era uma frase que na época eu não dei o devido valor. Eu nunca me acostumei com todo aquele ambiente, sempre me senti como um peixe fora d'água. Esconder que eu já conhecia o Chanyeol e fiz de tudo para me aproximar dele consumiu todas as minhas energias. Tudo bem que a culpa foi minha, eu deveria ter sido sincera logo no começo.

Eu lembro desse dia do café com carinho especial. Foi um dos poucos dias que me senti amiga deles e não uma completa intrusa, como no dia da festa. Quando eles me encontraram na pilastra, eu esqueci que era uma fã e passei a agir como amiga deles.

Chanyeol foi na frente, suas pernas eram compridas demais para o banco de trás. Aproveitei a oportunidade para conversar com o Kai, sem o efeito de álcool.

– Desculpa por aquele dia da festa. Eu bebi demais e fui intrometida – eu confessei, com uma voz tensa. Ainda tinha vergonha de querer forçar um encontro entre o Kyungsoo e o Kai.

– Ah, que isso. Eu bebi além da conta também – ele sorriu e deu uma piscada. Eu poderia facilmente ter derretido ali mesmo, não fosse o olhar mortal que Chanyeol me deu pelo retrovisor.

– Você gosta muito dele, não é? – vi o sorriso dele desmanchar à mera menção do D.O.. Ele concordou, mudo, olhando para a paisagem através da janela.

– Sobre isso, eu tenho uma coisa para falar – Chanyeol se intrometeu na conversa – Eu chamei o D.O para tomar café com a gente também – ele disse e ainda teve a pachorra de dar um sorriso safo.

O Kai agarrou o banco com os punhos. Coitado, ele era puro nervosismo.

– Ya! Você não fez isso, Yoda! – ele gritou, quase pulei do banco. Depois, eu tive que segurar o riso depois de ouvir o apelido carinhoso para as orelhas do Chanyeol.

– E o que é que tem? Ele também é meu amigo... – ou o Chanyeol estava se fazendo de bobo, ou era só sacanagem mesmo. De toda forma, não deixaria de parecer uma espécie de encontro de casais. Era a situação dos sonhos, a não ser pelo fato de que Kai estava muito nervoso.

Eu olhei para ele e decidi deixar meu lado histérico-estou-em-um-econtro-duplo-com-o-EXO dormir um pouco. Na hora, tive uma ideia que pareceu genial. Mais tarde, eu percebi que foi o começo do fim.

– E se a gente fingir que somos namorados? – ele me encarou, confuso – Podemos provocar ciúmes no Kyungsoo. Quem sabe ele não decide assumir que gosta de você?

– Espere, é só isso? – Chanyeol questionou – Magicamente o Soo vai se declarar só por que sentiu ciúmes? E por que você tem que estar envolvida nisso? – ele completou, aparentemente puto de raiva.

– É uma ideia boba, admito. Mas funciona nos doramas, não?

Eu expliquei melhor para eles o que tinha planejado. Era só a gente implicar um pouco com ele, depois deixar os dois sozinhos e esperar a magia acontecer. Era simples, mas se desse certo, resolvia anos de amor platônico.

Quando todos nós estávamos na cafeteria, apenas esperando o Kyungsoo chegar, Chanyeol ainda não tinha desfeito a cara de cu.

– Ei mano... – cutuquei suas costelas – O plano é deixar o Satansoo com ciúmes e não você.

Ele deu uma risada irônica e sugou o café do canudinho.

Pouco tempo depois, Kyungsoo apareceu na cafeteria. Ele caminhou discretamente até nós. Antes de gritar “ ai meu Deus é o D.O. do EXO”, eu lenbrei do plano e agarrei o braço do Jongin.

– Oppa, seu amigo chegou... – eu disse, com uma voz falsa de menina frágil. Recebi o primeiro olhar de demônio-Satansoo da minha vida. De quebra, outro do Chanyeol. Ignorei.

– Olá – ele nos cumprimentou e se sentou ao lado de Chanyeol – Você não é a mesma menina do elevador? – ele era muito perspicaz. Rezei para ele não descobrir nossa farsa.

– Essa é... Uma amiga minha – Chanyeol me apresentou como amiga e confesso que doeu um pouco – Marina.

– Oi, Marina. Você também é a amiga do Jongin? – primeiro passo: check. Kyungsoo estava com ciúmes.

– Ah, nos conhecemos naquela festa da SM – eu joguei meu cabelo para o lado e belisquei a bochecha do Kai.

Ele me deu o segundo olhar demoníaco da tarde. Segundo passo: check.

– Oppa, vou buscar café para seu amigo... – eu fiz um sinal com a cabeça e Kai se levantou para puxar a minha cadeira – Qual você prefere? – eu não usei nenhum tratamento para me referir a ele, o que causou outro tremor no canto do seu olho.

– Americano. Sem açúcar – ele era mais amargo que café, nitidamente estava com ciúmes.

Quando fui ao caixa, recebi uma ligação do Hong. Ele queria saber como eu tinha ido na entrevista. Eu me senti mal por ter me esquecido dele por algumas horas, apenas pensando no meu momento com o EXO. Fui para o corredor dos banheiros, onde eu tive o ledo engano de achar que não seria encontrada.

Foi então que meu lado fã falou mais alto. Eu comecei a conversar empolgada com Hong. Demais. Dando gritinhos. Falei que estava fazendo nosso otp Kaisoo ser realidade, contei do plano maligno de unir os dois. Depois falei da entrevista, disse que tinha a possibilidade de ir trabalhar em alguma turnê em um dos grupos da SM.

– Tudo está bem melhor do que você planejava ein? – ele comentou.

– Sim. Eu só queria tocar no Viva Polo, isso bastaria para eu me realizar na vida. Mas eu meio que estou com o Chanyeol agora, posso trabalhar na SM...

– Ei, você já contou tudo pro Chanyeol né? Que conhecia o EXO e tudo mais? – nesse momento, eu deveria ter percebido a presença de outra pessoa no corredor. Quando paro pra pensar que mais alguns centímetros e eu veria que tinha alguém ali, me ouvindo... Nada teria dado errado. Eu ainda poderia estar com Chanyeol hoje.

– Claro que não contei nada pro Yoda – ainda chamei Chanyeol por um apelido que eu nem tinha inventado – Se eu conto agora, ele pode me odiar para sempre. Eu preciso ter certeza que estamos bem e...

E aí eu finalmente virei para o lado. Para encontrar o começo do fim.

Chanyeol estava parado lá, me encarando com um olhar indecifrável. Ele segurava meu café nas mãos, apertando a xícara com força. Eu fiquei muda. Desliguei a chamada e não pensei no que falar, atropelando as palavras.

– Chanyeol, o que você está fazendo aqui? Por que não ficou na mesa? Não é nada disso que você tá pensando... Porra, que merda – terminei em português.

– Eu entendi que era parte do plano deixar os dois sozinhos. Você saiu e eu vim atrás. Mas isso não importa agora... – ele se aproximou de mim – O que você não me contou?

Eu queria esconder por mais tempo. Queria ser a pessoa especial para ele, quem sabe eu teria alguma chance do seu perdão. Mas naquela situação, pega em flagrante, poucos dias que nos conhecíamos, eu estava perdida.

Então, confessei tudo para ele.

---

Chanyeol escutou tudo calado. Pegou o celular e mandou mensagem para alguém, me puxou pelos punhos até a rua. Fez sinal para um taxi e me jogou na porta de trás. Esbravejou com o motorista, jogando dinheiro no colo dele. Eu não conseguia lutar, reclamar. Ele estava muito puto comigo. E tinha direito.

Olhei pela janela e o vi entrar no carro preto da SM. Aparentemente, ele deixou Kai e D.O na cafeteria. Menos mal, pelo menos algum casal terminaria feliz naquela noite. Eu mesma fui pra casa chorando.

Nem mesmo quando recebi o email da SM, dizendo que eu tinha sido contratada como trainee, eu consegui parar de chorar. Eu tinha estragado algo que nem teve a chance de ser alguma coisa de fato. E ainda teria que trabalhar na mesma empresa que Chanyeol. Quando eu deitei na minha cama, desejei nunca mais levantar.



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