História A Garota Que Eu Gosto - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Asuma Sarutobi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kizashi Haruno, Kurenai Yuuhi, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki, TenTen Mitsashi
Tags Sasusaku
Exibições 799
Palavras 5.123
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá amores <3
Sim não mereço perdão de vcs pela demora, mas vou fazer essa pergunta ridícula; Vocês me perdoam?
Desculpe pela demora da atualização, dois meses sumida e deixando vcs na mão, foi mal.
Bom esse capítulo era para ter postado semana passada, mas me bateu uma falta de inspiração no meio do capítulo que resolvi parar, e só agora que acabei o capítulo, confesso que ele foi complicado. Aliás, a fanfic é complicada pq ela é toda narrada pelo Sasuke, e cá entre nós, narrar Sasuke tem que ter muita atenção.
Mas enfim... Como estou dizendo em todas as fanfic, essa é a última atualização do ano.
Motivo: vou tirar o mês de dezembro para finalizar Ela é Demais.
Agradeço a todos os comentários e favoritos, estou muito feliz que alcançamos os mais de seiscentos favoritos com apenas sete capítulos, isso é muito bom *---*
Ah, queria dizer que a fanfic está de capa nova, pois a antiga era temporária.
Bom chega de falar e vamos ao capítulo, espero que gostem, e já digo não está essas coisas.
Boa Leitura.

Capítulo 8 - Trabalho.


 

A Garota que eu Gosto

Aos poucos aquele tumulto de curiosos foi se dissipando, mas havia algumas pessoas na rua que ainda olhavam Karin irritada e toda descabelada gritando e rogando praga para a Haruno como se ela estivesse ali para poder escutar.

Karin não havia se mancado que estava bancando a ridícula fazendo aquele escândalo. Sakura havia a massacrado e a humilhado em praça pública. Ela havia sido alvo de apostas e pela alegria de alguns alunos que iam embora com um sorriso nos rosto e contando o dinheiro na mão, completamente haviam apostado em Sakura. O pior seria amanhã, os comentários maldosos quer iriam fazer só deixaria a reputação de Karin arrastada na lama. Sorte a dela que passaria alguns dias em casa para não passar pela vergonha.

- Me larga Naruto! - Karin gritava se contorcendo nos braços do primo, os cabelos bagunçados e a cara vermelha e arranhada pelos tapas que recebeu de Sakura.

- Karin fique quieta e se acalme.

Pelo tom de voz e o rosto sério de Naruto, ele não estava gostando daquela situação. Naruto era como o Neji, zelava pela reputação da prima, mesmo ele sabendo que Karin não era flor que se cheire, mas ele fazia isso por que gostava dela, os dois foram criados juntos e ele a vê como uma irmã mais nova.

- Eu já estou calma.

Meio que hesitante Naruto afrouxou aos poucos o aperto em volta da cintura de Karin até soltá-la de vez. A ruiva vadia tentou recompor-se, puxando sua saia minúscula para baixo e ajeitando sua blusa que estava suja de terra.

- Eu vou matar aquela desgraçada. - ela ralhou, seu corpo tremia de raiva. Ergueu o olhar para o redor. - Vocês estão olhando o quê, seus idiotas? Vão cuidar de suas vidas.

Não queria mais ficar vendo os chiliques de Karin, apenas dei as costas e voltei para o estacionamento, sentindo meu estômago ainda doer pela cotovelada que recebi de Sakura. Aquela garota era bruta e tinha uma força impressionante, pelo seu tamanho de nanica.

Entrei no meu carro, joguei minha mochila no banto de trás e dei a partida. Vi meus amigos voltando para trás e entrar nos seus carros. Naruto arrastava Karin consigo, e Hinata estava do seu lado falando coisas para a amiga que apenas fazia umas caretas de desagrado. Passei direto por eles e entrei na rua. Com toda aquela confusão não tive tempo de comunicar a Haruno que iriamos fazer o trabalho de física - e que era para ser entregue amanhã -, e nem fudendo eu iria fazer aquele trabalho sozinho.

Eu prestava atenção nas calçadas por onde eu passava, atento para se eu via alguma cabeleira cor-de-rosa andando por aí. Mas não demorou muito para que eu a visse mais a frente, andando com passos lentos com seus dois amigos a tira coloco. Desacelerei o carro e abaixei o vidro do lado do carona quando me aproximei.

- Ei. - a chamei, enquanto buzinava parando o carro ao seu lado e atraindo sua atenção como também dos seus dois amigos para mim.

Prestei atenção na expressão de seu rosto, com as bochechas pouco coradas que eu deduzia ser pelo sol. Por um segundo seus olhos verdes ficaram surpresos por me ver, mas logo se dissipou dando lugar a uma expressão fechada enquanto unia as sobrancelhas com um misto de curiosidade e desconfiança.

- Olha, o Uchiha babaca! - o comentário debochado do tal Kiba me fez desviar meu olhar de Sakura e o fitar com a cara fechada.

Crispei os lábios, e vi o tal Gaara me fuzilando com os olhos como se eu tivesse feito algo para ele. Ele era estranho e não era só por que ele não tinha sobrancelhas, mas seu jeito esnobe e arrogante fazia a antipática que eu tinha por ele crescer a cada dia mais.

- O que você quer, playboy? - voltei minha atenção para Sakura quando ela questionou com sua delicadeza de búfalo. Ela deu dois passos para perto da janela do meu carro e cruzou os braços, naquela pose de marrenta.

Consegui ocultar com perfeição e ignorar as batidas aceleradas do meu peito e aquele remexer no estômago quando sentia toda a minha pele queimar como chamas diante daquele olhar apertado e verde de Sakura.

Porra de Garota intimidadora, eu estava me sentindo um otário.

- Nós temos um trabalho de física para fazer. - agradeci por minha voz ter saído normal, fria e sem um pingo de humor.

Eu era bom em ocultar as coisas, e transmitir a frieza quando meu interior estava bagunçado.

Observei a expressão dela se desmanchar aos poucos e suas sobrancelhas erguer-se para cima. Aposto meu carro que ela havia se esquecido.

- Ih caralho! - a voz alta e escandalosa de Kiba chamou nossa atenção. - Me esqueci da porra do trabalho.

Sakura revirou os olhos soltando o ar pela boca, descruzou os braços e se virou para seus amigos.

- Vocês dois vão passar perto da oficina? - ela perguntou.

- Você vai ir com esse cara? - perguntou Gaara com a voz azeda e lançando mais outro olhar desgostoso para mim e voltando a olhá-la em seguida.

- O que você tem haver com isso?

Ai, aquela tinha doido até em mim. Virei meu rosto para o lado, enquanto eu tentava reprimir um sorriso que teimava em aparecer, diante daquele corte que Sakura deu naquele cabeça de fosforo. Estava surpreso por um lado por eu não ser o único que levava patadas daquela baixinha marrenta.

- Esquece Sakura, eu vou é procurar a minha dupla agora para fazer essa droga de trabalho. - disse o babaca do Kiba.

- Tá, eu dou um jeito.

Sakura deu as costas para eles e veio em direção ao meu carro, abriu a porta e sentou-se ao meu lado, no banco do carona. Não esperei e voltei a dirigir, tentando novamente ignorar aquela sensação estranha que eu sentia por aquela garota está ali no meu lado.

- Vamos fazer esse trabalho aonde? - a voz desconfiada de Sakura soou, quebrando o pequeno silêncio que havia se manifestado no carro.

- Na minha casa. - respondi sem tirar minha atenção da rua, mas eu podia ver pelo reflexo ao meu lado que ela terminava de colocar o cinto de segurança e ajeitava sua mochila nas pernas.

Mas de repente parou.

- Sua casa?

Dei uma rabada de olhou para ela, podendo ver sua atenção em mim, suas sobrancelhas unidas, ela estava na defensiva mais uma vez.

- Você tem lugar melhor? - questionei, voltando a prestar atenção na frente, mas estava atento a ela.

- Você não tem lugar melhor? - ela me respondeu com a mesma pergunta.

Suspirei levemente, sentia minha pele queimar com seu olhar mais uma vez.

- Não.

O silêncio mais uma vez reinou dentro do carro. O dia estava meio louco, muitas coisas aconteceram, coisas fora de qualquer dia normal e tudo por culpa dela. Ainda tentava formular uma lógica cabível de como Sakura conseguiu a tal proeza de vingança em tão pouco tempo e sem levar a culpa de nada. Mesmo que Karin tivesse a acusado de ser a autora das pichações - o que eu acredito ser a mais pura verdade -, ela não poderia provar o contrário. Sakura havia passado o intervalo no pátio aberto aos olhos de todos. Karin que havia se dado mal no final, sem contar na humilhação que sofreu por aquele ser diabólico ao meu lado.

Escutei ela remexer em sua mochila de jeans puído e desbotado que estava em suas pernas. Desviei meus olhos para ela e a vi abrir o pequeno bolso retangular que ficava na frente e tirar um celular preto e arranhado, era de um modelo muito antigo e barato, o display era tão pequeno que mal dava para ver as letrinhas. Ela apertou os botãozinhos minúsculos fazendo um tuco, tuco ecoar pelo carro para em seguida levar o aparelho ao ouvido direito, e não demorou para que ela começasse a falar:

- Sasori? O Hidan está aí? - ela esperou um pouco, voltei minha atenção para frente, mas atento em sua conversa. - Tá, fala para ele que hoje eu não vou aparecer por aí... Não... Isso não te interessa. - ela deu outro pausa. - Tu é chato em? Vou fazer um trabalho de escola com um maluco aí.

Virei meu rosto na mesma hora unindo as sobrancelhas. Maluco? Ela havia me chamado de maluco?

Sakura olhava a paisagem pela janela enquanto falava:

- Babaca. - ela murmurou. - Diz pra ele que eu vou no domingo e cubro a hora dele. - outro pausa. - Valeu.

Ela desligou o telefone barato, e não contive minha expressão desgostosa.

- Obrigado por me chamar de maluco. - disse ironicamente, vendo que o sinal havia fechado.

- De nada. - ela respondeu tranquilamente, como se não fosse nada.

Parei o carro e virei meu rosto para ela.

- Seu cabelo está um ninho.

Ela virou sua cabeça e me olhou com aqueles olhos grandes e verdes e revirando-os em seguida.

- Culpa da idiota da sua amiga. - ela levou suas mãos aos cabelos os soltando.

Observei o gesto dela voltando a prender os cabelos num coque mal feito, um gesto totalmente desleixado, ela era totalmente desleixada em quesito beleza, mas acho que aquilo era a sua marca registrada dela ser única.

- Você diz como se não tivesse uma parcela de culpa. - retornei a conversa depois de três segundos em silêncio, voltando a dirigir quando vi o sinal ficando verde.

Ela soltou uma risada sarcástica.

- O que você está insinuando, playboy?

- Não estou insinuando nada. - disse. - Eu sei que foi você que fez aquelas pichações.

- Ah é? - seu tom era desafiador, e não precisei fitá-la para saber que um pequeno sorriso sarcástico estava no canto direito dos seus lábios. - Como você pode ter tanta certeza disso, sabichão?

Pelo seu tom de voz zombeteiro eu soube que ela não estava levando aquele assunto a sério e estava pouco se fudendo para a minha acusação.

A fitei rapidamente só para confirmar que ela ainda olhava para mim.

- Por que você é diabólica.

Por um segundo seus olhos se arregalaram levemente para depois lentamente seus lábios se comprimissem, reprimindo um sorriso até que as gargalhadas altas e escandalosas soassem por todo o carro.

Sakura ria com vontade, seu corpo todo tremia enquanto se inclinava para frente.

Nunca a vi rir daquele jeito, e de alguma forma - mesmo sabendo que era de mim que era estava zombando - eu gostei de tê-la feito sorrir.

Consegui com muito custo manter minha expressão séria e não ser contagiado com suas gargalhadas.

- Não sei onde está a graça. - eu disse com uma pequena irritação fingida.

Aos poucos ela foi parando de rir e voltou a falar com seu jeito debochado que de alguma forma me irritava:

- Então eu sou diabólica? - não respondi. - Já fui chamada de coisa pior. - eu sabia que aquela indireta era para mim, resolvi ignorá-la. - E você não tem medo da diabólica aqui não?

- Nem um pouco.

- Mas devia.

Virei uma curva e entrei em outra rua, e desviei o olhar para ela. Sakura me fitava com aquele jeito desafiador, seus olhos demonstravam atitude e uma pitada de zombaria. Aquela garota conseguia ser de todas as formas... Irritante.

- Isso é uma ameaça? - questionei, erguendo as sobrancelhas.

Seus olhos fitavam os meus, e por um momento - mesmo que mínimo e rápido o bastante -, eu vi quando ela desceu seu olhar para a minha boca, um gesto que passou tão rápido que seu eu não tivesse prestando atenção nela eu não teria notado, mas logo me fitou os olhos novamente.

- Não. - seu rosto agora sem nenhum vestígio do humor - É um aviso para você não mexer com que não deve.

Automaticamente o canto da minha boca ergueu-se para cima, voltei minha atenção para frente.

- Até parece que uma baixinha como você me colocaria medo.

Eu tive o prazer de dar uma olhadela nela rapidamente só para constar que minha provocação havia a atingido, ela parecia irritada e aquilo de alguma forma de animou.

- Idiota. - ela resmungou, voltando a olhar a janela ao seu lado, e o nosso assunto morreu ali, deixando o silêncio reinar novamente.

Não demorou para eu chegasse ao condomínio fechado onde eu morava, estacionei o carro em frente a minha casa e comecei a tirar o cinto de segurança.

- Essa é a sua casa? - Sakura perguntou, com os olhos na mansão onde eu morava.

- Sim.

Virei meu corpo para trás e peguei minha mochila do banco de trás. Sakura olhou para mim, e por um momento vi meu rosto próximo do seu. Voltei o meu lugar.

- Que humilde.

Não consegui evitar o pequeno sorriso escapar pela minha boca com seu comentário irônico. De humilde minha casa não tinha nada, meus pais não poupava dinheiro quando o assunto era residência, eles gostavam de todo o conforto possível. Exagero? Um pouco, eu também gostava do conforto.

- Vamos. - saí do carro, e logo em seguida Sakura fez o mesmo. Ela olhava curiosa ao seu redor, e por um segundo eu vi uma menina fascinada com o novo, e não a marrenta briguenta que ela era.

Caminhamos até a entrada e abri a porta de madeira dando passagem para ela e entrei em seguida. Observei atentamente todos os seus gestos e expressões enquanto seus olhos varriam toda a sala luxuosa de minha casa, sua boca estava entreaberta.

- Uau. Eu sabia que tu tinha grana, mas não que tu era podre de rico. - ela comentou, para depois me olhar. -Vem cá, tu não se perde nessa casa enorme não?

Sorri comprimido, com o tom impressionado dela e os olhos levemente arregalados. Se ela achava que essa casa era grade era por que ela não havia visto que a maior mesmo era que ficava em New York.

- Não. - respondi. - Primeira vez que entra numa casa grande?

Ela sorriu irônica.

- Garoto a maior casa que eu entrei na minha vida foi uma de cinco cômodos em cima de uma borracharia.

Desta vez eu tinha que rir, tanto por eu ter achado a sua resposta engraçada, como na minha pergunta idiota. Era claro que Sakura nunca deveria ter entrado em lugares luxuosos. Pelo seu jeito nada feminino e nas coisas que ela possuía, era óbvio que era uma garota pobre e humilde, e pelo jeito ela não tinha vergonha do que ela era. E eu gostava disso.

Era estranho tê-la na minha casa, Sakura era a primeira garota que eu trazia para cá, nem mesmo Ino que eu tive um rolo por alguns meses ou Karin - meu rolo secreto - havia colocado os pés aqui. Para falar a verdade só Naruto Suigetsu que vieram em minha casa pouquíssimas vezes.

- Vamos pro meu quarto. - disse voltando a retomar os passos.

- Seu quarto? - ela questionou me fazendo parar e olhar para trás. Ela continuava parada.

- Está com medo de mim? - provoquei.

Ela bufou enquanto revirava os olhos.

- Não seja hipócrita.

Em seguida ela apressou os passos e passou por mim, começando a subir as escadas com uma ousadia e abuso que só ela tinha.

E novamente eu me via sorrindo levemente enquanto eu começava a seguir, pareando meus passos com a garota briguenta.

A guiei até o corredor e parei de frente a porta do meu quarto e abri, revelando a minha batcaverna que estava totalmente escura. Entrei primeiro, caminhando sob a luz do corredor que iluminava o quarto até a janela e abri a cortina, deixando o quarto iluminado.

Joguei minha mochila em cima da cama e olhei a garota que estava parada na porta do meu quarto.

- Pode entrar.

Ela deu os primeiros passos para dentro, seus olhos captando tudo no meu quarto, das paredes pintada de cinza-escuro até os móveis.

- Legal seu quarto.

- Valeu.

- Mas já vi melhores. - sorriu provocativa, ela não perdia uma.

Revirei os olhos e fui até a mesa onde eu colocava o computador e o liguei, percebendo Sakura agora andando pelo meu quarto, olhando meus pôsteres de bandas de rock e de filmes clássicos pregados na parede.

Gostei daquela sensação de tê-la no meu quarto, meu mundo interior que eu havia nomeado como Sasukelândia, ou como Itachi dizia; a toca do lobo.

- Não sabia que curtia AC\DC. - a voz de Sakura me trouxe de volta, e meus olhos foram direto ao pôster da banda que estava ao lado de um do Darth Vader.

- Você curte? - respondi sua pergunta com outra pergunta.

- Uhum. - ela murmurou, voltando a sua atenção em minha direção, mas automaticamente seus olhos foram para trás de mim, e suas sobrancelhas arquearam para cima. - A coelhinha de Julho.

Virei meu corpo para trás só para ver o pôster da coelhinha loira da playboy colado na parede em cima da minha cama. Eu gostava daquele pôster, havia pegado de Itachi, ele colecionava e o seu quarto era um antro de mulheres nuas em pôster. Uma a menos não iria fazer falta.

Voltei minha atenção para ela, que olhava aquele pôster com desprezo, resolvi provocá-la.

- Não sabia que curtia as coelhinhas.

O seu olhar que veio para mim se tivesse o poder de me pulverizar eu já estaria acabado.

- Eu não curto isso seu babaca. - ela ralhou. - Mas eu trabalho com três imbecis que pensam com a cabeça de baixo e que gostam de espalhar esses postes ridículos pela oficina toda.

- As coelhinhas não são ridículas. - questionei, eu tinha que defender as coelhinhas, elas eram incríveis e gostosas. - Elas são perfeitas e tem mais atributos do que você.

Tá eu sei que peguei pesado agora, mas não consegui evitar.

- Eu garanto que eu sou melhor. - ela cruzou os braços e me olhou de baixo para cima, com a sua costumeira pose de marrenta.

Não conseguir aguentar sua provocação, dei alguns passos e parei a sua frente, próximo o suficiente para sentir seu cheiro doce e a olhei de cima para baixo.

- Ah é? Então prova?

Eu fitava seus olhos verdes, e por um segundo os vi pouco hesitante, mas ela tentava não demonstrar, e ergueu o queixo mais para cima e empinou o nariz. Era até engraçado a nossa diferença de tamanho, e mesmo assim aquela baixinha não tinha medo de me peitar.

- Sasuke meu filho, você chega e não vem falar com a sua... Mãe.

Olhamos ao mesmo tempo enquanto nos afastamos um do outro rapidamente pelo susto. Minha mãe estava na porta do meu quarto nos olhando com o cenho levemente franzido.

Porra, não sabia que ela estava em casa!

Não era preciso muito para notar que ela estava criando coisas em sua cabeça, principalmente pelo seu olhar entre mim e Sakura ao meu lado.

- Mãe...

- Não sabia que estava com uma amiga.

Olhei rapidamente para Sakura e a vi com as bochechas levemente vermelhas.

- Mãe essa é a Sakura... - dei um passo para frente. - Ela veio... Nós vamos fazer um trabalho juntos.

Eu queria me dar um pontapé por está me atrapalhando nas palavras. Porra, eu estava parecendo um virgem quando é pego com uma garota.

Virei-me para Sakura.

- Sakura essa é a minha mãe Mikoto.

Minha mãe olhou Sakura de cima a baixo, deveria está achando estranho o jeito dela de ser vestir. Mas como dona Mikoto nunca julgava o livro pela capa, ela abriu um sorriso e se aproximou da gente, especificamente de Sakura que estava parada como uma rocha, com o rosto tenso.

- Olá querida, tudo bem com você? - minha mãe a abraçou, e eu percebi que o ato espontâneo dela havia pegado Sakura desprevenida. Ela não havia se movido.

Estranho.

- S-sim. - e quando minha mãe ameaçou em se soltar, os braços da Haruno a capturaram de volta no abraço.

Minha mãe se afastou dela e sorriu e veio até mim e me deu um beijo na bochecha.

- Você chega e não fala com sua mãe. - ela brigou.

- Não sabia que a senhora havia chegado.

- Cheguei umas dez horas da manhã, seu pai ficou e só voltará à noite.

- Hm.

Minha mãe desviou sua atenção de mim para Sakura e sorriu daquele jeito simpático.

- Estou realmente surpresa por vê-la aqui.

- Eu... Eu não quero incomodar. - a voz de Sakura havia soado baixa, ela estava tímida? Cadê aquela garota abusada de agora pouco?

- Não querida, eu só estou dizendo que estou surpresa de Sasuke ter trazido uma garota para casa. - explicou minha mãe. - Geralmente ele não trás ninguém, só uns amigos dele vem aqui de vez enquanto.

- Ah.

- Mãe. - chamei, não podia deixá-la continuar. Dona Mikoto era daquelas que não podia ver um amigo meu que já puxava para o canto para mostrar todo o álbum de fotografias da família.

Ela me olhou.

- O que foi meu bebê?

Não, excesso de amor não. Minha mãe era coruja demais, me mimava demais, e era constrangedor como ela me tratava como se eu tivesse dois anos. Esse era um dos motivos de eu quase nunca trazer meus amigos aqui, principalmente quando ela estava em casa. Minha mãe me matava de vergonha com seus apelidinhos bobos e seu acesso de zelo. Ela não havia se conformado que eu havia crescido.

- Nós temos que fazer um trabalho de escola para ser entregue amanhã. - eu disse entredentes, como um meio dela poder se mancar e sair do quarto, antes que ela dissesse algo comprometedor.

- Nada disso. - ela franziu o cenho. - Estudar depois de almoçar, a Maya está terminando de por a mesa, então vamos descer.

Apenas suspirei cansado.

- Tudo bem mãe.

Minha sorriu mais uma vez antes de se afastar. Fiquei olhando minha mãe sair do quarto, deixando a porta aberta. Esperei enquanto me preparava psicologicamente para uma sequência de zoação e piadinhas de Sakura com o modo carinhoso demais que minha mãe me tratava, mas para a minha surpresa não veio.

Olhei para a garota um pouco atrás de mim, ela fitava o corredor, com um olhar perdido e uma expressão meio que triste. A reação dela foi estranha, o humor dela havia mudado depois que minha mãe apareceu, e aquilo me deixou curioso.

- Ei. - a chamei, fazendo-a me olhar em seguida. - Deixa a mochila aí e vamos descer, depois fazemos o trabalho.

Sakura ficou me olhando por alguns segundos, arregalou os olhos levemente e comprimiu os lábios, desviando os olhos para os lados.

- Er... Você pode descer que eu fico aqui esperando. - sua voz era notável que estava sem graça.

- O quê? - franzi o cenho e virei todo o meu corpo para ela. - Por que não vai descer?

- Eu não estou com fome. - ela respondeu rapidamente, mas seu estômago na mesma hora roncou alto.

Suas bochechas ficaram coradas e não deixei de sorri com isso.

- O que você disse? - questionei totalmente irônico.

Ela crispou os lábios e franziu o cenho.

- Idiota.

- Está com vergonha? - perguntei, agora eu entendia o seu comportamento tímido e acanhado.

Ela bufou enquanto cruzava os braços, aquela atitude só me fez ter mais certeza que ela estava totalmente envergonhada.

- Claro que não.

- Então se não está com vergonha, então vamos.

Não pensei duas vezes - e muito menos quis saber de sua reação - pegue sua mão soada e gelada, fazendo-a descruzar os braços e a puxei para fora do quarto.

- Ei. - ela puxou sua mão para trás, mas apenas forcei meu aperto. - Eu não quero.

Parei, me virando para trás.

- Por quê?

Eu podia ver que ela estava tensa, olhava para os lados.

- Eu... Eu... - ela bufou totalmente desinquieta coçando o pescoço. - Eu nunca comi com ninguém chique, tá? E não sei comer essas comidas granfinas que vocês ricos comem. E muito menos sei pegar nesses montes de garfos e montes de facas, essas frescuradas de vocês. Eu vou passar vergonha!

Processei lentamente tudo que ela havia dito e... Prendi uma gargalhada, mas eu estava falhando. Minha nossa, então era isso? Sakura só estava com vergonha por que não sabia se portar numa mesa?

- Se você começar a rir vai ficar sem alguns dentes na boca. - ela ralhou terrivelmente irritada, me metralhando com o olhar.

- Ei, calma, não precisa dessa violência. - dei um passo para trás, mas não havia soltado sua mão. - Olha, esquece isso ok. Só vai está eu e minha mãe a mesa, e nós não nos importamos com isso, pode comer do jeito que você sabe.

Ela agora me olhava desconfiada.

- Isso não é uma boa ideia.

- Não é uma boa ideia você ficar com fome.

Ela pareceu pensar, mas não esperei, voltei a puxá-la pelo corredor.

- Por que você está segurando a minha mão?

Soltei imediatamente e desci as escadas um pouco a sua frente, não queria que ela visse que seu comentário havia me desconcertado.

Entramos na sala de jantar, minha mãe já estava sentada em sua cadeira, apenas estava nos esperando. Sentei-me na cadeira a sua frente e Sakura sentou-se ao meu lado.

O almoço se seguiu tranquilo, Sakura apesar se sentir ainda acanhada, me imitava, de colocar o guardanapo no colo até o jeito de pegar nos talheres. Era meio engraçado o jeito como ela estava se esforçando para fazer nada errado, mas ela estava se saindo bem.

Minha mãe como uma boa curiosa e faladeira, mantinha uma conversa banal, incluindo Sakura em tudo. E dessas conversas banais eu pude descobrir que Sakura morava numa quitinete alugada com o pai e a madrasta e o irmão pequeno de dois anos. Ela não havia dado detalhes de sua vida e parecia incomodada com o assunto. Lancei alguns olhares sutis a minha mãe e ela se mancou.

Depois do almoço, subimos para o meu quarto e começamos a fazer o trabalho que estava dando muito trabalho. Pesquisamos a experiência na internet e tive que ir ao quarto de Itachi procurar algumas coisas que eu precisasse para montar a experiência e quando voltei peguei Sakura de pé, com uma caneta hidracor preta na mão a tampando. Apenas deixei de lado e comecei a montar a experiência enquanto Sakura descreia-o no Word.

Passamos a tarde toda nisso, o humor sarcástico dela havia retornado, e de vez em quando eu levava patadas, tudo normal. Minha mãe apareceu no final da tarde em meu quarto dizendo que teria que sair para resolver alguns assuntos jurídicos, e aproveitaria o embalo para pegar meu pai no aeroporto.

Quando terminamos o trabalho era quase seis horas da noite, o dia estava escurecendo, mas pelo menos a nota alta seria garantida.

- Outro trabalho desses, eu estou fodida. - eu podia ouvir Sakura resmungar enquanto guardava suas coisas na mochila.

- Não estava tão difícil assim. - eu disse, terminando de imprimir o trabalho escrito.

- Não foi difícil para você que entende física, essa matéria veio diretamente mandada do inferno.

Ajuntei as folhas do trabalho em bloco e os grampeei.

- Para de drama.

Sakura ergueu a cabeça e me fitou.

- Acho que fazer trabalho contigo tem a sua vantagem, pelo menos um dez eu tiro.

Ergui uma sobrancelha.

- Sabia que esse seu comentário foi totalmente interesseiro?

Ela sorriu debochadamente.

- Interesseiro não, totalmente favorecido para mim.

Revirei os olhos.

- Folgada. - murmurei.

- Bom playboy, chegou a minha hora. - ela colocou a mochila nas costas.

- Vamos que eu te levo.  - falei, me preparando para pegar minhas chaves do carro.

- Olha, realmente não precisa, eu posso ir muito bem sozinha.

Olhei para ela.

- Está escurecendo.

Sakura olhou automaticamente para a janela.

- Parando para pensar - ela me olhou. - você não faz mais sua obrigação. Você que me trouxe, agora você que vai ter que me levar.

Ela sorriu sarcástica, dando um tapinha em meu ombro antes de caminhar para fora do meu quarto.

Precisei de um segundo para processar. Ela tinha decretado a última palavra. Eu que havia proposto em levá-la, mas Sakura contornou e fez com que eu fosse seu pau mandando, seu cachorrinho.

Era só o que me faltava.

Suspirei pesadamente, peguei a chave do carro em cima da cômoda e saí do quarto. Sakura terminava de descer as escadas. A alcancei e saímos da casa e entramos no carro que estava no mesmo lugar que eu havia estacionado.

Não dissemos nada o caminho todo, a não ser o local que Sakura falava onde que eu deveria seguir. Dirigi por uns quinze minutos e estacionei em frente a um pequeno supermercado, local onde ela havia me mandado parar, no bairro onde ela morava.

- Você vai ficar aqui? - perguntei a vendo tirar o sinto de segurança.

- Eu preciso comprar umas coisas, minha casa não é longe, eu vou a pé.

Apenas assenti com a cabeça e Sakura me fitou.

- Valeu aí pela carona.

- Tá. - eu disse. - Foi mal pelas perguntas impróprias da minha mãe.

- Sua mãe é muito legal. - ela sorriu mínimo, e eu senti que pela primeira vez aquele sorriso era sincero. - Tchau playboy.

Ela abriu a porta e saiu do carro, fechando em seguida. Eu fiquei observando ela andando pela calçada e entrar no supermercado, e nenhuma vez ela olhou para trás.

Suspirei cansado, tanto fisicamente quanto mentalmente e segui para a minha casa. Guardei o carro na garagem assim que cheguei e entrei na casa, escutando a voz de Itachi jogando charme - que ele não tinha - para a Maya, a nossa empregada de sessenta anos. Itachi às vezes conseguia ultrapassar sua linha de escroto.

Subi para o meu quarto rapidamente, para que ele não me visse e ficasse me enchendo, e me tranquei no quarto. Deixei minhas chaves num canto e pegue uma roupa limpa no guarda-roupa. Quando virei meu corpo para ir ao banheiro, uma coisa me chamou atenção.

Não consegui evitar a pequena gargalhada que agora ecoava pelo meu quarto. No meu pôster da coelhinha de julho estava algo escrito com letras grandes com uma caneta hidracor preta a seguinte frase:

SAKURA HARUNO É MELHOR

Continua.


Notas Finais


O que acharam desse momento sasusaku?
O que dizem desse comportamento de Sakura com a mãe de Sasuke? Algum palpite?
Espero que tenham gostado e quero ver suas opiniões ou críticas reconstrutiva.
Ah e só reforçando o que eu disse nas notas iniciais, essa é a última atualização do ano, voltarei só janeiro com fanfic nova, e capítulos novos.
E mais detalhes sobre os projetos 2017 convido a dar uma passada no meu jornal, lá terá o cronograma do ano inteiro e vcs poderão votar entre três fanfic para encerrar o ano. Deixarei o link aqui em baixo.

Link do jornal: https://spiritfanfics.com/perfil/cherry-bomb91/jornal/calendario-fanfic-2017-6911236

Bom gente é isso, desejo um feliz natal e um próspero ano novo para todos vcs.
Bjs.


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