História A garota que quebrou o tempo - Livro I - Capítulo 13


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Palavras 3.153
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá galera, mais um capítulo para vocês. Espero que gostem.

Capítulo 13 - Liberto para sentir emoções verdadeiras


Lena vestia o seu maiô com um grande sorriso no rosto. Sua barriga parecia ter milhares de borboletas com a ansiedade, que persistia apesar do remédio que tomara a pouco tempo. Mas ela não se importou muito, após anos aquele sentimento que ela tanto temia pareceu fazer sentido agora. Lena sentiu-se feliz por estar ansiosa, e com o direito de estar, pois aquela era o primeiro Luau da sua vida, sua primeira vez na praia de Santa Mônica após a sua volta à cidade.

Olhando-se no espelho do banheiro ela pode ver o quanto estava bonita. O seu maiô era frente única com bojos franzidos no busto e passantes de metal dourados. Ela deu meia volta e viu que as costas tinham um decote arredondado e um rolete para amarrações. Era o traje de banho mais lindo que já vira e custou pouco para muita coisa. Curvas saltavam perfeitamente no reflexo do seu corpo nas quais ela nem sabia que tinha. Aquela bunda sempre esteve ali? Cosima ia enlouquecer quando a visse, então ela não demorou muito para cobrir-se com um roupão e caminhar de volta para o seu quarto.

No corredor era possível ver que todas as garotas iam para o Luau, pois todas corriam de um lado para outro com os mais diversos trajes de banho possíveis, dos mais exóticos aos mais simples. Cosima estava esparramada sobre o carpete com um pirulito na boca. Ela notou a presença de Lena quando a porta bateu e sentou-se para ver a amiga. Ela usava somente a parte de cima do biquíni com modelagens de cortininha de babado e ajustável e um short jeans.  Os cabelos encaracolados estavam presos em um coque alto e dois cachos saltavam para fora dele na frente no rosto.

- E então? – ela perguntou ansiosa.

Lena tirou o roupão do corpo revelando o que Cosima ansiava ver. Lena fez uma pose desengonçada.

- Eu vou mostrar ao mar que quem domina ele sou eu.

Cosima riu.

- É assim que se faz.

Lena sorriu de volta quando alguém bateu na porta.

- Quem é? – Cosima perguntou sem dar-se ao trabalho de levantar.

- Sou eu, a Portia. Você vai para o Luau?

- Acho que sim. – Cosima continuou no seu lugar.

Lena conhecera Portia a pouco tempo, mas o suficiente para saber que ela havia sido trazida da Carolina do Sul e fazia parte da roda de amigos de Cosima. Sempre com o seu rabo de cavalo preto tremelicante e seu sorriso de princesinha da fraternidade. Mas ela parecia ser uma boa garota. Portia vivia chamando Cosima para fazer coisas com ela e as outras garotas, como se estivesse tentando salvá-la de algo. Ela nunca chamava Lena, e ela também nunca se incomodou por isso.

- Quer carona no nosso táxi? – perguntou Portia do outro lado da porta.

- Tá tudo bem, Portia. – Cosima disse. – Eu vou com a Lena e a irmã dela.

- Ok. – era possível ouvir Portia se afastando no corredor.

- Bem, o que estamos esperando? – Cosima perguntou erguendo-se do chão e entregando uma camiseta de lycra com mangas longas de surf feminina para Lena. – Vista-se para descermos ao estacionamento.

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O opala diplomata prateado de Halina havia chegado exatamente no horário que ela havia marcado. Lena quase não reconheceu a irmã com a parte de cima do biquíni e uma canga branca presa do quadril e caindo até os pés. Halina sorriu ao ver a cara de surpresa da irmã.

- Então é assim que você fica com um traje de banho? – indagou Halina olhando a irmã de cima a baixo.

- É melhor guardar bem essa lembrança, não é todo dia que você tem a chance de ver uma perfeição como essa. – Lena retrucou sorrindo.

- Vocês tem certeza de que são irmãs? – Cosima entrou na conversa. – Porque, tipo, vocês são muito parecidas. Até parecem gêmeas.

- Deus é mais. – as duas falaram ao mesmo tempo, se entreolharam e lançaram língua uma para outra.

- Quando a genética é boa... – Halina comentou.

- Nossa quase esqueci. Halina essa é Cosima, Cosima essa é a minha irmã bruxa má, Halina.

- É um prazer. – Cosima esticou a mão.

- Bruxa má? É assim que você me chama pelas costas? Como você é cruel! – Halina apertou a mão de Cosima.

No meio do caminho Halina e Cosima se divertiam com a playlist bizarra que tocava no Opala. Elas haviam ficado bem próximas e aquilo pegou Lena de surpresa. Enquanto as duas cantavam com suas vozes horríveis algumas músicas da Lady Gaga, Lena – que estava no banco de trás por querer – olhava a paisagem da cidade pela janela do carro. Era difícil ver o céu com tantos prédios o apagando. A cidade realmente havia se modificado com o tempo e Lena já estava aprendendo a se acostumar com aquilo. Um pensamento recorreu a sua mente, sua antiga casa também havia mudado? O seu antigo bairro? Era difícil saber com tantas lembranças negativas por lá, mas, só por curiosidade, Lena queria ir até lá para ver.

 

 

A paisagem foi se modificado e enquanto que os prédios sumiam e o céu ia aparecendo, os coqueiros e o calçadão de ladrilhos brancos iam aparecendo. Já no começo da principal avenida que levara a praia era possível ver uma enorme fogueira e caixas de som que emitiam uma batida violenta por toda a praia. Não havia mais ninguém ali a não ser a multidão de estudantes da USM.

As três deixaram o carro em um estacionamento perto, onde Halina discutiu por minutos com o segurança pelo – no qual ela dizia ser um absurdo de caro –, que se não fosse pela intervenção de Cosima elas ainda estariam ali olhando a discussão do dois a noite toda, pois ambos eram cabeças duras. Lena afundou os dedos na areia gélida e ficou parada lá por segundos, pois aquela sensação era nostálgica e profunda, foi quando um flashback vívido surgiu diante dos seus olhos. Quando ela tinha sete anos costumava correr por aquela praia branca e quente ao lado da mãe, um ano após a sua morte.

- Lembra-se de quando éramos pequenas e a mamãe sempre nos trazia aqui para ela poder surfar? – perguntou Lena se aproximando de Halina, ela percebeu que Cosima as olhava atenta.

- Ela nos colocava de baixo do guarda sol e nos enchia de protetor solar antes de ir para o mar. – comentou Halina sem olhar para a irmã.

- Você sempre dormia em cima daquela canga verde e a mãe sempre voltava com dois cocos e nos dava para bebermos. Droga, eu amava aquilo. – Lena sorri, havia tantas memórias doces enterradas naquela areia.

O som foi tornando-se mais intenso à medida que elas se aproximavam da multidão de estudantes de branco. Lena sentiu-se deslocada enquanto exprimia-se no meio de meninos e meninas bêbados e alterados. O cheiro de bebidas e drogas era perceptível de longe. Lena deu a volta na fogueira e viu o quanto a decoração do local estava bonita. Lanternas alaranjadas de papel compridas iluminavam a enorme tenda armada na areia e em todo o lugar era possível ver máscaras Tiki enfeitando o ambiente. Várias mesas e cadeiras estavam alinhadas, e bebidas diversas estavam disponíveis em todo o lugar. Era claramente um Luau.

No meio de algumas pessoas dentro da tenda, Lena avistou rostos familiares. Joyce e seus colegas. Ela sentiu um leve arrepio correr sua espinha com aquela visão. A garota loira e com cílios grandes se chamava Samantha Sparks, e a ruiva era Alison Willians. Junto a elas estavam Michael Stwart e Caleb Richards, mas... Onde estava Israel? Teria vindo? Claro que sim, ele não deixaria a namorada só em um lugar como esse. Lena deu meia volta e percebeu que não estava mais com Halina e Cosima, as perdera de vista no meio daquela batida eletrônica pesada que fazia a areia subir no seu ritmo. O desespero começou aí.

Lena não queria ser deixada para trás. E se elas de repente decidissem voltar para casa e pedir uma pizza? Onde Lena iria dormir naquela praia? Era muito perigoso para uma garota como ela dormir em um lugar público. Lena atravessou alguns corpos perdida nas diversas possibilidades de dormir naquela praia, quando ergueu a cabeça Lena percebeu que quase ia esbarrar-se em outra pessoa. Por centímetros um desastre não ocorreu. O corpo da sua frente também foi muito ágil recuando para trás no momento certo.

- Me desculpe. – Lena disse envergonhada.

- Foi mal. – respondeu a voz grave na sua frente.

Lena percebeu que se tratava de Israel e arregalou os olhos incrédula. Porque eu sempre estou em um carrinho bate-bate perto dele? Ele, por outro lado, quando percebeu que era Lena, fechou a cara. Lena tentou pronunciar alguma palavra, mas não conseguiu, estava em choque. Ele estava parado na sua frente com apenas uma bermuda, assim ela podia ver o quão largo são os seus ombros e aquele abdômen com o triângulo invertido... Deus do céu. Israel manteve-se parado também fitando Lena com dois blocos de gelo nos olhos enquanto segurava duas Heinekens na mão. Oh não, o mar congelou. Então ele fez algo que surpreendeu Lena, passou por ela retomando o seu caminho.

Ela o viu partindo da mesma maneira. Sempre dando meia volta e o vendo seguir seu caminho como se nada tivesse acontecido. Lena tinha uma impressão de que era um problema na vida dele, a maneira como ele parece sempre estar incomodado com sua presença por lá e como ele a olha com arrogância. Por algum motivo Lena sentiu-se atraída por aquilo, era como se ele a estivesse desafiando-a a provar que era uma pessoa boa o suficiente para fazer contato como uma pessoa normal com ele. Não sabia ao certo o que era aquilo, ou o que significava, mas queria muito tentar.

- Ei... – chamou-o Lena. Ela sabia que a música era mais alta que a sua voz, mas então viu Israel parando e virando-se. Ele parou alguns metros e voltou a lançar aquele mar gélido e intimidador para ela.

- Podemos começar de novo? – perguntou ela com a voz alta o suficiente para ele ouvir. Israel não disse nada, mantinha a expressão neutra. Lena achou que era melhor aproximar-se um pouco mais, e , quando ele não recuou da aproximação, ela continuou timidamente. – Sei que não nos conhecemos, mas... Você já percebeu que sempre que nos encontramos é por meio de batidas? Parece que somos formigas. E, francamente, eu não quero ser uma.

- Formigas? – ele perguntou erguendo as sobrancelhas, surpreso. Bingo, uma nova emoção havia saltado na sua face, aquele era um sinal bom, certo?

Lena sorriu meigamente.

- Sim, formigas. Eu quero dizer... Nós passamos pela vida... –  Lena levou os dois indicadores até o topo da cabeça e os balançou, como antenas. –...  Esbarrando uns nos outros sempre no piloto automático, como formigas. Não sendo solicitados a fazer nada verdadeiramente humano.

A postura de Israel pareceu relaxar e como ele não disse nada, ela continuou.

- “Pare”,”siga”,”ande aqui”, "dirija ali". Ações voltadas apenas a sobrevivência. Toda a comunicação servindo para manter ativa a colônia de formigas... De um modo eficiente e civilizado.

A batida da música estava agitando todos ao redor, exceto os dois que estavam parados no meio de tudo trocando olhares, mas para ser sincero e como eu preciso narrar bem essa história para que vocês possam entender, devo dizer que Lena já não ouvia mais aquela música. Não sei dizer Israel, pois esse capítulo não é focado no ponto de vista dele. Para ela, parecia que os dois estavam em um quarto tendo uma conversa louca e filósofa sobre o novo relacionamento que estava prestes a florescer.

- “O seu troco”, “papel ou plástico?”, “crédito ou débito?”, “ aceita ketchup?” Eu não quero um canudo! – sem perceber, Lena falava com ele de maneira mais aberta. Sua timidez havia sumido. Era como se ela estivesse falando com Cosima ou Halina. Ela sentia-se solta a medida que dialogava com ele e mexia as mãos teatralmente como se estivesse querendo passar seus sentimentos a ele. – Eu quero momentos humanos verdadeiros! Quero ver você. Quero que você me veja. Não quero abrir mão disso. Não quero ser uma formiga como os outros, entende?

Lena respirou fundo quando terminou seu texto confuso e enorme para Israel. Ela havia falado o que conseguiu e queria muito que ele tivesse entendido. Ah, claro Lena, vamos ser amigos, enquanto a música voltava a preencher seus ouvidos ela pode ouvir isso saindo da boca dele. No fundo, atrás dele, Lena viu que Joyce não tirava os olhos dele. Parecia um gavião prestes a atacar, Lena teve medo de que ela pudesse ouvir a conversa mesmo sendo algo impossível de se acontecer com aquela distância. Lena a ignorou, quando voltou o olhar para Israel, viu que ele estava sorrindo. Que lindo. A gargalhada dele era graciosa e arrancou um sorriso da boca dela também.

- Você bebeu quantas hoje? – ela perguntou ainda rindo. O sorriso de Lena se desfez bem rápido. – Que viagem louca essa a sua.

Lena sentiu o coração murchando.  O rosto dela havia ficado vermelho, Lena abaixou o olhar e cruzou os braços na frente do corpo. Como ela podia ter sido tão burra?

- Olha... Lena, certo? Eu realmente tenho muito que fazer agora, minha acompanhante está me esperando a um tempo e conhecendo bem ela, sei que não gosta que eu demora. – ele levou uma Heineken até a boca. – Sinceramente, você não faz o meu tipo. Recatada, caladinha... Não mesmo. Acho melhor continuarmos sendo apenas formigas mesmo e seguir o nosso caminho. Sinto muito.

Isso foi  que havia acontecido de verdade. Na cabeça de Lena a ação foi um pouco mais devastadora. Israel havia rido e sacado do bolso uma pistola. Ele mirou no peito de Lena e atirou. A música alta impediu as pessoas de ouvir o disparo. A bala atravessou a sua carne com violência, perfurou o coração dela e saiu por trás rompendo os pulmões. O sangue jorrou da ferida recém-aberta. Lena, que estava de pé, pôs a cair na areia, que formava uma poça com o líquido vermelho e viscoso. Israel guardou a arma e riu da sua vítima, saindo como se nada houvesse acontecido. A verdade era que nada realmente aconteceu. Não para ele. Seu subconsciente a repreendeu, pedindo para ela se recompor. Aja como uma pessoa normal, agora mesmo!

De volta à realidade, Lena permaneceu enraizada no seu local em choque. Podia sentir as lágrimas embaçando seus olhos e os queimando. Ela havia levado um fora e foi humilhado, o que mais poderia fazer? Via Israel entregar a garrafa para Joyce e os dois tiveram uma rápida conversa – que, aliás, foi sobre Lena –, quando já estavam colado um no outro e a mãe de Israel segurava a cintura nua dela. Ele bebeu a Heineken e seus olhos frios se encontrar com os molhados de Lena. Ela o encarou tentando não demonstrar emoção alguma, assim como segurava as lágrimas. Foi ele quem desviou o olhar, com suspiro pesado e uma emoção no rosto. Seria pena?

Frustrada, Lena caminhou até a mesa portátil de baixo da tenda, bem longe daquele casal, encheu um pequeno copo de plástico de tequila e saiu de perto daquele amontoado de gente decidindo-se isolar um pouco. Lena percorreu a baía onde alguns casais estavam deitados olhando para o céu e sentiu um aperto no coração, será que um dia ela faria isso também? Lena sentiu as ondas se desmancharem nos seus pés, a água estava quente. Ela ergueu o olhar e emoções indefiníveis a agitaram quando viu a negritude do mar alastrando-se no horizonte até se juntar com o céu, no qual as nuvens resolveram tirar férias deixando a mostra os inúmeros pingos de estrelas e o contorno prateado da lua nova.

Lena encontrou um ótimo refúgio em cima de uma pedra onde as ondas do mar batiam e molhavam seus pés. Ela tomou um gole da sua tequila enquanto meditava consigo sobre o que acabara de acontecer. Foi um belo de um assassinato. Ela tirou do bolso o seu celular, era um LG preto e largo, bem bonito. Teria que se livrar dele graças ao seu incrível intrometimento nas coisas. Lena fechou os olhos, abaixou a cabeça e apoiou o celular contra a testa. O quão diferente poderia ter sido essa noite? Ela queria muito voltar no tempo e esbofetear seu eu do passado até convencer de que falar com Israel era um erro. Na verdade, ela já não sabia se sua presença ali fazia alguma diferença, estava totalmente desmotivada para continuar naquela festa fingindo estar gostando.

Lena lançou o celular no mar o mais longe possível. Despediu-se nos pensamentos enquanto ele afundava lentamente até o fundo daquele abismo obscuro. Ela despejou o resto da tequila na sua boca, no canto do olho Lena pode ver algo se destacando no mar, várias cores começando a dar vida naquela escuridão. Lena achou que fosse efeito da bebida e ignorou.

- Lena!

Alguém chamou o seu nome. Lena olhou e viu Cosima próximo a sua rocha da solidão segurando uma prancha branca e algumas pulseiras rosa e verde neon. Ela acenou para Lena e a chamou. Lena ficou de pé e deu uma última olhada para o mar. Ela ficou sem chão ao ver os surfistas no meio dele. Homens e mulheres navegando em suas pranchas e controlando ondas. Todos destacados e coloridos por milhares de pulseiras neon que brilhavam na escuridão. Aquilo era uma obra de arte. Lena desejou sua câmera naquele momento, mas por ironia do destino nunca estava com ela nesses momentos. Seria aquilo o seu farol? Queria muito estar no meio deles, talvez pudesse se esquecer de tudo e deixar as ondas varrer os seus pensamentos.

Lena foi até Cosima, que estava com o sorriso de sempre no rosto.

- O que é isso? – perguntou Lena olhando para a prancha, enfeitiçada. – Você também sabe surfar?

- Não bobinha, eu consegui para você. – Cosima riu e entregou-a para Lena, que hesitou um pouco antes de pegar.

- De quem é? – Lena não tirava os olhos da prancha. Era incrível sentir a espuma arranhando seus dedos.

- Um amigo meu, ele estava bastante bêbado e eu pedi. Aqui. – Cosima pegou o braço de Lena e colocou as pulseiras neon. – Use isso para não se perder.

- Cosima... Eu não posso aceitar. Estou muito enferrujada.

- Cale a boca e entre naquela merda de mar agora. Mostre a ele quem é que manda.

Lena olhou para Cosima e se jogou nos seus braços. Um abraço carinhoso envolveu o corpo das duas.

- Estou com Halina, se divirta.

- Obrigado por tudo.

Cosima segurou bem as lágrimas, aquela sensação era incrível, não tinha preço. Ela manteve-se parada enquanto via Lena correr até o mar com os outros surfistas. Ela precisava aproveitar o máximo possível.


Notas Finais


Os capítulos enormes voltaram ( que cansativo ¬¬ ... ). Hihi, esse capítulo está recheado de referências e admito a vocês que eu tive uma overdose enquanto escrevia ele.

Caramba, Israel é ridículo. Coitada da Lena. Acredito que o próximo capítulo também será um Bíblia, como se costuma. Conto com a presença de vocês lá :D.


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