História A garota que rolava - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Vocaloid
Personagens Personagens Originais
Tags Angst, Drama, Mistério, Morte, Rolling Girl, Songfic, Suícidio, Tragedia, Twt
Exibições 16
Palavras 685
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Estupro, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Já sim


Fanfic / Fanfiction A garota que rolava - Capítulo 5 - Já sim

Final de ano.  Falta menos de Final de ano.  Falta menos de duas semanas para o fim das aulas. Falta menos de duas semanas também para o fim das agressões. Falta menos de duas semanas para o fim.

E Mais uma vez. Mais uma vez, hoje...

''Eu vou rolar.''

A garota já não escondia mais os hematomas. “Não é como se alguém fosse ligar’’ ela pensa.  Todo o desespero, toda angústia e agonia que antes lhe tiravam o sono, agora não a incomodam mais. O dinheiro que a mão da garota deixou já está acabando. A garota quase não tem o que comer. Porém isso não lhe incomoda. ‘’Hoje eu vou rolar’’. As palavras sem significado saem da boca da garota. ‘’Não tem problema’’. Ainda dá para dizer isso? Não importa.  “Eu disse, não disse? Seja o que vier, vai ficar tudo bem. ’’ Eu não aguento mais.

Doí.

E a garota rolava.

E o dia terminava.

E o dia começava.

‘’Mais uma vez. ’’

 Passaram-se duas semanas. Hoje é o último dia de aula. O dia em que os alunos se reúnem para comemorar o início de uma nova vida. Menos a garota. A vergonha da sala. A única que reprovou. “Sem problemas. Dá para tentar de novo ano que vem. Por enquanto eu vou só rolar...’’

Doí.

Eu queria implorar. Eu queria muito. Mas lá está ela. Rolando outra vez. Deixando a escola mais cedo. Segurando as lágrimas. “Dá para tentar ano que vem, não é? ’’ Tentando convencer a si mesma. Só pare de uma vez. ‘’O dinheiro acabou. Não resta muito tempo’’. Digo. “Eu sei. Por enquanto vamos para casa, sim? ’’ A garota sorri. As lágrimas descem.

Lá está a esquina. O lugar onde tem sido agredida por dois anos. Mas hoje ela saiu mais cedo. Hoje é o último dia. Sim. Talvez hoje ela consiga. Talvez seja um sinal...

Na verdade, não.

Eles a seguiram.

De repente a garota desmaia. Desacordada, eles a levam para um beco. Ela acorda pouco tempo depois, mas finge continuar desacordada. Assiste toda a cena. Sente toda a cena.

Em risadas, o trio de garotos saem, deixando a garota ali. No chão. A Pobre garota rolante, frágil e quebrada, no chão. Relutante ela pega suas roupas. Se veste. Com uma imensa dor a garota caminha para casa.

Enquanto caminha sua vida passa em seus olhos. Quando pequena. Sozinha no playground. Primeira vez na escola. Seja a melhor. No colegial. O bullying. A separação de seus pais. As agressões. O abandono do pai. O abandono da mãe. A reprovação na escola.

 O abuso sexual.

E então a garota chega em casa. As pernas bambas. A garota já não consegue ficar em pé. Apoiando em mim, ela senta com dificuldade.

Silêncio.

As palavras “sem problemas’’ já não existem.

Sento-me de frente para ela. Ela fita o chão. Eu a encaro. E assim permanecemos até a noite.

Meia noite.

Sinto a fraqueza da garota. Seu coração começa a acelerar. Sua pele começa a ficar fraca. Seu corpo começa a tremer. A anemia se torna evidente.

Me levanto. Coloco minhas mãos entorno de seu pescoço. O que vai ser?

Meia noite e uma.

A garota levanta o rosto. Não me olha nos olhos.

“Mais uma vez. Mais uma vez eu...’’

Chega.  

Isso doí. Doí tanto que chega me irritar. Isso. Estou irritado. Estou muito irritado. Eu não aguento mais. A dor da garota é a minha dor. Eu existo para ela. Estou aqui por ela.

Eu não a deixo completar a frase. “Eu vou parar sua respiração[...]’’

A garota não reluta. Abaixa a cabeça. Fecha os olhos.

Não. Eu não vim sufocar ninguém.

Minhas mãos já não estão em seu pescoço.

Eu a abraço.

Seus olhos se abrem. E quase como instantaneamente, ela me abraça de volta.

Um simples abraço. Era tudo que a garota precisava.

Então ela chora. Como nunca chorou, a garota chora. Toda a sua dor se vai com as lágrimas. Então, pela primeira vez, me olha nos olhos.

Meia noite e dez.

“Pronto? ” Pergunto.

“Sim. Chega. ’’ A garota diz.

[...] Agora. ’’


Notas Finais




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