História A Gata - Capítulo 10


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Categorias Batman, Gotham, Mulher Gato
Personagens Alfred Pennyworth, Barbara Gordon, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Edward Nashton/Nygma (O Charada), Harvey Dent, Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Selina Kyle (Mulher Gato)
Tags Ação, Aventura, Batman, Luta, Mistério, Mulher Gato, Romance, Suspense, Violencia
Exibições 53
Palavras 1.354
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Finalmente! Saiuuuu!! 😂😂
Não tenho nada a declarar, apenas leiam...
Porque minha vida nao ta facil! Hahsua
Boa Leitura! ❤

Capítulo 10 - Dia Solitário


Fanfic / Fanfiction A Gata - Capítulo 10 - Dia Solitário

Esse é o dia mais solitário de minha vida, e eu não sei se serei forte o suficiente para aguentá-lo. É um tipo de dia que nao sentirei falta. E se voce se for, eu quero ir com você. E se você morrer, eu quero morrer com voce. Pegar na sua mão e ir embora. Esse é o dia mais solitário de minha vida. E fico feliz por ter sobrevivido, mesmo estando morta.

 

 

Eu ouvi barulhos de tiro, pareciam ser ecos da morte. Meu coraçao se sentiu perdido e meu corpo estremeceu. Eu queria saber o que ocorria, o que aconteceu com Henry, eu só queria vê-los de novo, ele e o Bruce. Aproveitando-me de uma força desconhecida, consegui me soltar da corda, eu nao sei como, mas meu pensamento em Henry me motivou a tamanho evento. Corri tentando achar a saída daquele corredor, meu coração acelerado, como um som de um tiroteio só que dez mil vezes mais veloz.

Achando o caminho das escadas, subi rapidamente, tão rápida que quase caí, ainda assim prossegui. Eu levantei o olhar e deparei-me com homens jogados ao chao, quatro homens na verdade, os dois capangas, Sr. BlackBerry, e... E, meu Deus! Ele não! -ah, o que ele estava fazendo jogado ao chao? Ele precisava acordar! Precisava! Fui até ele e o sacudi. Lágrimas brotaram dos meus olhos. Precisava de uma explicação para aquilo. Eu nao me conformo! - Olhei para Michelle que chorava inconsolável e tornei a olhar para ele, eu o tomei nos braços, chorei junto ao seu corpo. Bruce, bem, ele  estava abraçando Michelle, foi o meu Henry quem fora atingido, era ele quem estava jogado no chao e imóvel, o meu Henry...

-Não! -gritei enquanto o abraçava.

Ele estava fraco e impotente, pálido, nem um sentimetro de vida poderia ser encontrado ali. E o odiei por isso, me odiei por isso. Lamentei como nunca havia lamentado, por que ele? Eu nao consigo aceitar! Nós discutimos, essa foi a última conversa entre nós e eu, eu nem pude dizer o quanto eu o amava e certamente ele veio até aqui por mim. Eu sou culpada, culpada, e culpada! Mil vezes culpada! -ah, por que isso doi tanto? Meu rosto esta coberto por tristeza. - Com os olhos marejados e aperto no coraçao, tornei a olhar para Bruce, sim, ele estava feliz de certa forma, mesmo que sua expressao estivesse triste por Henry, pois ele estava com a Michelle, ele tinha o seu final feliz. Mas eu, eu reparei algo que nao devia estar ali, uma arma bem na sua mao, meu coração bateu ainda mais acelerado, eu nao conseguia acreditar.

-Você o matou! -o acusei ao levantar meu olhar para ele.

-O que? -perguntou pasmo enquanto soltava-se de Michelle. -Não! 

Coloquei o corpo de Henry ao chao novamente com a maior delicadeza possível. Fui até Bruce o encarando.

-Admita! Está segurando essa droga de arma! -apontei para o objeto enquanto chorava.

-Não! Mas olhe ao seu redor, a muitas armas por aqui! -suspirou. -Não fui eu! Eu nunca o mataria!

-Assim como você nunca me trairia? -cruzei os braços.

-Do que voce está falando?

-Para com esse jogo! -disse furiosa enquanto batia com minhas maos em seu peito. -Voce me apagou e me amarrou naquela cadeira! -apontei para o andar de baixo.

-Selina, eu...

-Não foi ele. -disse Michelle ao se intrometer. -Foi o meu tio! 

-Ah, o seu tio! -falei ironica. -Você está mentindo!  Você quer defendê-lo! To errada?

-Está. -ela pareceu temer a minha fúria do momento.

-Selina, era para mim estar no lugar dele. Mas ele, ele se intrometeu na minha frente. -disse com a voz tremula.

Eu nao acreditava no que ouvia, nem podia. Não havia outra explicaçao, nao para mim, foi Bruce, eu tinha certeza que foi!

-É mentira! Vocês todos estam mentindo! -gritei. -E do que adianta tudo isso? Ninguém vai trazê-lo de volta!

-Entendemos a sua dor, mas não pode acusar Bruce desta maneira... -Michelle disse incerta.

-Você! -levantei o olhar para ela. -Você é a culpada disso! Vocês dois sao! -apontei para ambos.

-Selina, vai para casa e descansa! -disse Bruce ao encostar em meu braço.

-Descansa? -disse me livrando de suas maos. -Como voce pode dizer isso? Eu queria descansar sim, mas com ele! -lágrimas tornaram a cair sobre meu rosto. -Por que nao me mata também, Bruce? Quase o fez a pouco, não? 

Ele pareceu decepcionado, soltou a arma com repulsa.

Balbuciou, mas não foi capaz de dizer nada.

-Você o colocou nessa, Bruce! -continuei. -Devia ter contratado um detetive para esse caso, mas você o colocou nessa! A culpa foi sua! -meu olhar tristonho o encarou.

-Selina, vou provar para voce. -disse confiante. -Quando Jim investigar a cena do crime, você vai ver que sou inocente.

-Ah... Quando o Jim investigar? -caminhei por detrás dele. -Ele é o seu "amiguinho"! Ta na cara que isso é um complô! Ainda que voce fosse o pior assassino do mundo ele o inocentaria!

-Não confia em um policial? -ele questionou.

-Não confio em nenhum homem de farda azul! -retruquei.

-Mas vai ter de confiar. -disse quando eu já estava de costas. -Já temos um assassino...

-Que é você! -reliquei.

-Nao! O Sr. BlackBerry! -assentiu. -Ele já o encontrou, eu confio na justiça dos policias e que eles sempre encontram um culpado!

-Como encontraram o assassino de seus pais? -perguntei ironica.

Ele abaixou a cabeça, sabia da resposta, sabia que eles ainda não o haviam encontrado.

Saí correndo sem olhar para trás, eu nao teria forças o suficiente para recoar. Desci as escadas, percebi que os policiais entraram no galpão passei por eles e acabei por esbarrar em Jim que chamou pelo meu nome, mas fingi nao ouvir, a verdade era que eu nao queria falar com ninguém, muito menos com um homem de farda azul.

Eu senti meu coração se desintegrar aos poucos, como se uma faca estivesse cravada ali e nao quisesse mais sair. Eu deveria imaginar o quao perigoso aquilo podia ser, e eu nem tive a oportunidade de dizer adeus ao Henry. -um nó na garganta de repente se forma e uma bola prende seu estômago fazendo com que voce mal consiga respirar. É essa mesma a sensação? Por que eu me sentia morta, eu nao estava viva antes, mas agora, menos ainda. -Eu nao pude acreditar, mesmo que o mundo inteiro prove o contrário, tenho certeza que fora Bruce quem atirou, ele me traiu! E eu pensei o tempo todo nele. -por mais que me doa aceitar. -pensei nele ate mesmo mais que em Henry. 

Eu nao o verei mais, nem ouvirei sua voz nem que pelo menos uma vez ao dia. Isso doi, e é dificil aceitar. Por que eu acreditei que o mundo fosse bom? Por que Henry me deixou acreditar nisso nesses últimos tempos? Talvez ele achasse que pudesse me defender, e esse era o problema, se ele nao houvesse me defendido, ele estaria bem. Eu estava acostumada, sempre fora esperta, nunca demonstrei me importar com ninguém, mesmo que no fundo eu me importasse, mas quando ele chegou, ele mudou isso tudo! E eu o odiei tanto por ter o mudado que nao consegui admitir. E agora o que resta? Lembranças! Mais assustador do que sentir seu próprio coração parar é ver o da pessoa que ama findar-se.

E agora, entrando nesse quarto, onde passei tantos momentos felizes ao lado de Henry, vejo meu coração fragilizar-se ainda mais. A morte nao tem nada haver com o corpo, na maioria das vezes você está viva e ao mesmo tempo morta, e essa é a pior morte de todas. -mas daqui, em frente a porta, vejo tudo o que me restou dele. Retratos, roupas e... -olhei para baixo e sorri de canto. - E o relógio de bolso, o relógio do nosso primeiro encontro que nao fui capaz de roubar após a nossa primeira noite juntos. O relógio que agora tenho de uma forma justa, que serviria para pagar todas as minhas dividas, que era valioso demais para mim, mas que acaba perdendo seu valor perto da falta que Henry faz.


Notas Finais


~Caraí! Entrei numa Bad agora :'(
~Próximo capítulo vai explicar todo o mistério sobre a família da Michelle.
~Espero que tenham gostado, bjs! 😘


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