História A gente mereceu - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Broken!otp, Jongin, Kaido, Kaisoo, Kyungsoo, To Só O Pó Da Rabiola
Visualizações 63
Palavras 440
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O que um looping infinito de Florence Welch + remédios pra dor não fazem, né?

Espero que gostem.

Capítulo 1 - Único, como pensava que era.


Eu não preciso ser formado em letras para saber que a gente mereceu em todo o sentido do verbo, Jongin.

A visão do coração partido desagrada, mas é uma realidade subversiva no meio de uma geração tão plácida e inapetente. E que vá em paz o resto do sentimentalismo ainda não morto, pois já não há no mundo alguém que seja capaz de amar. Nas tantas bocas cheias de votos vazios e pieguismo, eu me contrapunha ao complô contra o romantismo. Meu amor era legítimo e — coitado — igualmente desaproveitado.

Você foi aquele cara errado que tanto dizem na televisão que um dia, em algum momento, chega. Me vi arrebatado, sôfrego e engajado e louco; só não te vi chegar, mas tudo bem — foi como ser feliz de novo. Você me virou do avesso e fez o inferno ter cara de nirvana, da mesma forma que meu Tártaro, contigo, era elíseos.

Mas o meu colorido, nos seu olhos, era só preto. E você era tão oco, sisudo e retraído... Eu não sou uma pessoa exigente, mas o que a gente tinha? Distância, o meu sentimento e a escassez maldita do seu.

Era só o começo, mas já tinha dito para mim "Kyungsoo, desencana! Isso nunca vai dar certo". Estender a bandeira branca nunca nunca fora do meu feitio, então fiquei. Fiquei mesmo que, em meu âmago, desejasse bater em retirada e preservar o coração ainda inteiro naquele sentido poético e figurado. Mas minha falta de instinto de autopreservação não me prezou. Fui capaz de eu mesmo me destruir, isso é possível?

É engraçado: te amei como nunca amei ninguém em toda a vida. Sua fala me fascinava e sua presença me deixava em frenesim. Queria declarar meu amor todos os dias, mesmo que o seu fosse de mentira. Eu amava a sua mentira, porque era uma mentira do bem. Seu amor me compunha dos pés ao topo da cabeça, mas o ludibrio fodido igualmente me desconstruía. Peça por peça e pedaço por pedaço, até que me visse mutilado e perdido.

Acho que mereci ter meu coração partido quando você se foi sem aviso prévio. Quando desmoronou sobre mim e esperou que eu me levantasse do chão como se fosse feito de titânio. Doeu como o inferno, sim, e eu senti sua falta. Não a simples saudade, que me fazia esporadicamente pensar em você. A sua ausência doía. Não, não doía. Dilacerava. Remoía minha pele, carne e ossos como um bilhão de facas acutilantes.

No final das contas, eu mereci. Isso me fez aprender que sou bom demais para caras como você. Então, muito obrigada, Kim Jongin.

Mas você... Ah, você não me mereceu.


Notas Finais


Desabafo mesmo. Belê, belê.


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