História A gente sobrevive - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~LexiCaffrey

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Dean Winchester, John Winchester, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Família, Spanking
Visualizações 206
Palavras 2.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores, pedimos desculpa pela demora... No caso a culpa é minha (Lexi), já que eu estava responsável por esse capítulo... Me desculpem kkkkk
Mas aqui está o capítulo, espero que gostem, para compensar a demora ele ficou um pouquinho grande rsrsrs
Aproveitem a leitura :)

Capítulo 9 - Neal


Fanfic / Fanfiction A gente sobrevive - Capítulo 9 - Neal

   Neal não podia acreditar no que estava acontecendo, havia sido idiota ao ponto de entrar em uma briga de rua, havia amassado a lataria de um carro jogando uma pedra. Claro que essa pedra não deveria ter acertado o carro daquele senhor e sim o garoto imbecil que havia iniciado a briga.

   E agora esse indivíduo havia evaporado! E o dono do carro estava furioso, exigindo falar com os responsáveis do rapaz de cabelos castanhos. Neal tinha certeza que seu avô iria mata-lo quando soubesse. Sim, porque geralmente era John quem cuidava disso. Sam nunca havia encostado um dedo no filho, já que Neal não era de aprontar muito.

   O adolescente deu o endereço do bunker ao senhor, vendo que ou era isso ou delegacia. Respirou fundo quando o homem tocou a campainha. Demorou um pouco para atenderem, já que provavelmente, todos já deveriam estar dormindo. Já era tarde para alguém estar acordado, e todos ali tinham horário para dormir.

   Mas o senhor era insistente, e não desistiu. Até que finalmente abriram a porta, e para surpresa de Neal, era ninguém mais que seu pai.

  — Neal? – Sam o olha com a surpresa estampada no olhar. – Filho, você não deveria estar na casa do Eliot?

  — Eu... Eu deveria... Mas houve um incidente e...

   Sam não o deixou terminar, de repente todo o seu sono havia desaparecido, dando lugar à preocupação.

  — O que houve? Você está bem? Quem é esse senhor?

  — Calma papai... É uma longa história. – Suspira o garoto, um pouco aliviado pelo fato de não sido John a atendê-los, sabia que seu avô era bem capaz de lhe dar umas palmadas ali mesmo, na frente daquele desconhecido. Sam não faria isso, Neal tinha certeza absoluta.

  — Estou ouvindo...

   Neal respira fundo pouco antes do homem começar a falar, se via de longe que o mesmo estava realmente irritado, e estava exigindo que Sam pagasse os danos causados ao seu automóvel.

   Neal escutava tudo em silêncio, e de cabeça baixa. Não sabia o que dizer... Não iria negar na cara do seu pai... Porque era tudo verdade.

  — Neal... Quer dizer que você e Eliot saíram de madrugada para andar de skate, se meteram em uma briga de rua, e você acabou jogando uma pedra no carro dele?! – Sam aumentou um pouco seu tom de voz, o que surpreendeu seu filho mais velho.

  — Sim papai... Mas eu não fiz por mal...

   Sam respira fundo, olhando Neal nos olhos. O garoto tinha lindos olhos verdes, que sempre chamavam a atenção de todos... Sam sempre se encantou por esses olhos, bastava um olhar do filho que já amolecia o coração do pai. Mas dessa vez não foi assim. Neal havia extrapolado todos os limites, e Sam sabia disso, sabia que deveria fazer algo a respeito:

  — Filho, suba e tome um banho. Me espere em meu quarto. – Avisa em um tom calmo, mais incrivelmente efetivo. Neal se desculpou com o senhor e obedeceu o pai, sentindo uma pontada de medo. Seu pai havia pedido para que o mesmo lhe esperasse em seu quarto, porque não no quarto com os meninos? Claro que Sam queria privacidade...

   O garoto pegou seu pijama, que consistia em uma calça de tecido mole, branca com detalhes azul, e uma blusa do mesmo tecido, com mangas. Apressou-se em entrar no banheiro, tomando um banho rápido.

   Sam por sua parte conversou com o senhor, se comprometendo a pagar pelos prejuízos causados no carro. Depois de mais de meia hora, o homem finalmente vai embora, bem mais calmo do que quando chegou. Sam Winchester realmente parecia ter um dom para falar com as pessoas. Com meia dúzia de palavras já bastava para acalma-las.

   Respirou fundo, fechando a porta. Agora teria que lidar com Neal, o que não seria tarefa fácil. Nunca havia castigado seu primogênito de forma física. Em quinze anos o máximo que havia feito havia sido tirar alguns privilégios do garoto como forma de castigo, por alguma travessura ou resposta afiada. Mas Sam sabia que dessa vez apenas isso não bastava, Neal havia feito algo demasiado sério para passar assim.

   Pensou em chamar John, mas sabia que seu pai ficaria furioso, e poderia acabar sendo bem duro com o neto, e Sam não queria isso. Sabia que seu filho merecia um castigo dos grandes, mas John iria realmente pegar pesado, todas as vezes que seu pai havia castigado Neal, foram castigos bem severos, ao ponto do garoto passar horas trancado no quarto sem querer falar com ninguém. De fazer careta toda vez que se sentava. E Sam não queria que isso acontecesse. Por esse motivo se obrigou a ser forte e lidar com seu filho sozinho.

   Bebeu um copo de água, aproveitando para esquentar um pouco de leite. Talvez Neal estivesse com fome, depois de uma briga...

   Uma briga que poderia ter saído bem mal, o que seu filho tinha na cabeça ao entrar numa briga de rua?

   Suspirou, pegando o copo de leite e um pacote de bolinhos doces. Os preferidos de Neal. Não demorou para subir, encontrando o adolescente sentado em sua cama.

  — Papai... Eu sei que não deveria ter... – O garoto começou a falar rápido, se levantando com um olhar vidroso. Era obvio que estava tentando segurar o choro.

  — Calma filho... Senta e respira. – Fala o mais velho, se sentando ao lado do menino de olhos verdes. – Está com fome?

  — Um pouco... – Admite envergonhado.

   Sam sorri fraco, entregando o leite e o bolinho ao filho:

  — Coma isso enquanto conversamos. – Diz olhando o filho nos olhos.

  — Sim senhor... – Neal bebeu um gole, atento ao pai. Seu pai sempre foi de dialogar, e Neal agradecia por isso.

  — Me conte exatamente o que houve, como a briga começou e tudo o mais.

  — Eliot e eu estávamos jogando play na casa dele quando um amigo nosso ligou, falando que teria uma competição de skatistas, e seria incrível porque poderíamos andar pela pista, já que é bem menos movimentado agora de madrugada...

  — Quer dizer que você estava andando de skate na rua Neal?! Tem pistas de skate por uma razão sabia?

  — Eu sei... Desculpa, eu sei que não foi muito inteligente... Mas acabamos aceitando. Mais pela emoção do que por outra coisa... – Explica, mordendo um pedaço de seu bolinho. – Chegando lá, encontramos um grupo que meio que é nosso rival. Um dos integrantes desse grupo nos odeia... E ele começou a provocar. Mas parece que a rixa dele é mais comigo, porque assim que Eliot e outro garoto saíram para competir, ele veio me provocar novamente, eu juro que tentei ser paciente pai, mas ele não parava. Aí entrei no jogo, e isso não acabou muito bem. Ele quis me bater, mas eu não deixei... Então tentei acertar uma pedra nele, foi mais no impulso mesmo. Mas acabou pegando no carro daquele senhor, que passava bem no momento da briga. Todo mundo correu e eu tentei correr também... Mas acabei me assustando. Do resto você já sabe...

   Sam ouviu tudo sem interromper o filho, imaginar Neal em uma briga era difícil. O garoto era calmo, bem parecido com o pai... O Winchester mais velho soltou um suspiro, havia sido um dia cheio, Chris e Vick mal se falavam, Dean estava mais mal humorado do que nunca, as crianças não paravam de aprontar e agora isso...

  — Neal, eu não vou aceitar que um filho meu faça tudo isso e saia impune. Você sabe melhor do que ninguém o que eu penso sobre brigas de rua. Foi perigoso, além do fato de que alguém poderia ter se machucado feio, tanto na briga como na volta de skate.

  — Eu sei... Sinto muito. – Murmura baixinho, colocando o copo vazio sobre a mesinha de cabeceira. – Você vai chamar o vovô?

  — Dessa vez não Neal, acredito que como seu pai, a tarefa de castiga-lo dessa vez seja minha.

   No mesmo instante em que essa frase saiu da boca do moreno, Neal levantou a cabeça surpreso:

  — Você? Mas... Mas você nunca fez isso comigo...

  — Tem uma primeira vez para tudo Neal... – Sam se acomoda na cama, aquilo realmente seria difícil – Venha aqui.

  — Papai...

  — Não discuta Neal, eu já ouvi tudo o que tinha para ouvir, e definitivamente você precisa de uma lição.

   Neal se levanta a contragosto, com os olhos marejados e para diante do mais velho:

  — Vai usar o cinto?

  — Não, claro que não! – Sam o olhou, nunca usaria o cinto com seus filhos, a menos que fosse realmente em último caso, talvez nem mesmo assim. Para Sammy, aquela coisa era algo fora de cogitação para usar com seus filhos.

   Neal concorda com a cabeça, respirando fundo e deixando que Sam o tombasse de bruços sobre suas pernas. Sentiu sua bochecha corar, era constrangedor estar assim no colo do seu pai... Em muitas ocasiões Sam já o tratava como um adulto, e agora estava prestes a lhe dar uma surra por te agido mal... Fechou os olhos quando sentiu seu pai abaixar sua roupa.

  — Porque você vai receber essas palmadas Neal?

  — Por que... Porque eu briguei, andei de skate de madrugada quando deveria estar dormindo na casa de um amigo... E isso não se faz... – Murmura baixinho, quase de forma inaudível.

  — Espero que isso não volte a se repetir Neal, ou teremos essa conversa novamente, só que pior. – Avisa Sam, levantando a mão e a deixando cair com força sobre a boxe do filho:

 

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PLASS PLASS Auuuu PLASS PLASS PLASS PLASS PLASS PLASS PLASS PLASS

PLASS PLASS PLASS PLASS PLASS  Não papai!!

 

   Neal começou a se mover no colo do pai, que apenas o segurou com mais firmeza. Odiava estar fazendo aquilo, mas sabia que era necessário.

   O garoto podia sentir sua pele esquentando, a vergonha inicial já havia passado, agora Neal só podia pensar no fato do seu pai ter uma mão de ferro! Aquilo estava doendo horrores!

   Sem dizer nada, Sam se dispôs a abaixar a boxe do filho até os joelhos, e isso bastou para fazer o choro do menino aumentar de intensidade.

  — Assim não papai... Por favor... – Choraminga Neal, escondendo o rosto entre os braços.

  — Isso sou eu quem decide Neal, da próxima vez pense antes de agir de forma tão irresponsável como fez hoje!

   Dizendo isso, o maior recomeçou o castigo, dessa vez aumentando a força das palmadas, sobre o traseiro desnudo e levemente rosado do filho:

 

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   Neal começou a soluçar alto, como aquilo estava doendo! Se duvidasse nunca mais iria dormir na casa de ninguém! Não queria passar por isso novamente, nunca mais!

 

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   Sam parou ao ver como o bumbum do filho havia adquirido um tom de vermelho vivo, além do fato de estar bem quente. Levantou o menino com cuidado, subindo sua roupa no processo:

  — Nunca mais faça algo como isso filho, eu não quero ter que fazer isso novamente... – Diz Sam, acariciando o cabelo do filho, que tentava a todo custo controlar o choro. Sem pensar o garoto pulou no colo do pai, se agarrando ao pescoço do mesmo:

   — Desculpa papai, me desculpa! – Chora ele – Eu nunca mais... Nunca mais vou fazer isso...

   Sam o abraçou de forma carinhosa, envolvendo o filho em seus braços:

  — Está tudo bem meu amor, já passou... Eu sei que você não vai fazer mais.

   Aos poucos o garoto se acalma, ouvindo palavras doces de consolo. A voz de Sam já bastava para tranquilizar o menino.

  — Eu te amo Neal, por isso tive que fazer isso filho... Espero que entenda isso. – Murmura Sam, acomodando o filho na cama e deitando-se ao lado do mesmo.

  — Eu entendo papai, embora não goste... – Reclama infantilmente, se acomodando no peito do pai, que o abraça de forma protetora, puxando a manta para cobri-los.

  — Não seria um castigo se você gostasse meu amor... – Brinca Sam.

  — Eu te amo papai... – Murmuro Neal, depois de alguns segundos em silêncio, estava quase caindo no sono.

  — Eu te amo mais filho... – Sorri Sam, ao ouvir as palavras do garoto. – Boa noite Neal...

  — Boa noite papai... – O adolescente sorriu levemente, fechando os olhos em seguida. Não demorou para pegar no sono, estava exausto e dolorido... Mas por incrível que pareça, também estava feliz de estar com seu pai. Saber que mesmo agindo mal, Sam continuaria com ele, sendo carinhoso e paciente... Se sentiu mais próximo do seu pai do que nunca.

   E Sam sentia a mesma coisa, nunca haviam tido tanta intimidade como naquela ocasião, e ambos puderam sentir, que aquilo só os aproximaria mais e mais.


Notas Finais


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Abraços a todos!


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