História A Girl Like Me - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Katy Perry, Rihanna, Selena Gomez
Personagens John Mayer, Katy Perry, Rihanna
Tags Jaty, Katyanna, Katycats, Navycats, Navys, Rihkaty, Romance, Traição
Exibições 103
Palavras 3.961
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Bad Things



              Katy •


        Depois de uma noite daquela, o que eu mais desejava era dormir até tarde, acordar com carinhos e beijos e depois tomar meu café da manhã as duas da tarde.Mas não foi assim que aconteceu.Acordamos com a campainha tocando loucamente, meio desnorteada Rih se levantou pegou algumas peças de roupas no armário e nos vestimos correndo.Desceu para abrir a porta, de início achei que fossem minhas filhas, e já estava tentando arrumar uma desculpa para tudo.Mas eu me surpreendi ao ver quem era.


        -Bonnie? – Eu disse da sacada do quarto. – Aconteceu alguma coisa? –Eu desci quase correndo em direção a ela.


        -Ainda não mulher, mas se veste, correndo, o mais rápido que puder… –Ela parecia nervosa. – Minha empregada me ligou a uns cinco minutos falando que um homem ligou lá para casa e fez um monte de perguntas, tenho certeza que é seu marido. – Ela estava afobada.


        -Como assim, ele disse que só voltaria amanhã. – Eu disse já nervosa. – E como chegou tão rápido aqui?


        -Por Deus eu estava a duas quadras daqui, agora só se veste e vamos embora… – Ela olhou no relógio. – Vai Katy, o tempo está passando… ele não te achou em casa e nem na minha, ele deve tá vindo para cá.Se você não quer um barraco vamos logo antes que ele apareça.


        -Tá, tá! – Eu disse meio desnorteada indo a procura de minhas peças de roupas pelo loft.


        -Entra, quer alguma coisa? – Rihanna disse com calma para Bonnie ao fechar a porta.


        -Não obrigada, só quero que a Katy ande logo, imagina dar de cara com ele no elevador?


        -Por mim seria na minha cama mesmo.


        -O que você disse Rihanna ? – Eu perguntei ao parar e olhar para ela.


        -Que por mim seria na minha cama mesmo. – Ela disse alto como se eu fosse surda.


        -Está falando que queria que ele nos pegasse na sua cama? – Eu disse sem acreditar.


        -Exatamente. – Ela disse séria. – Assim acabava logo com essa palhaçada toda.


        -Não acredito que estou ouvindo isso. – Eu disse ao tirar a blusa de Rihanna que eu estava vestindo,e agora estava só com a calcinha que ela havia me emprestado,e fui colocando  minha roupa de qualquer jeito.


        -Eu que não acredito que depois de ontem você ainda tem a capacidade de pensar em continuar com ele.


        -E quem disse que eu quero? – Eu disse ao colocar os sapatos.


        -Se não quisesse você ficaria.


        -Eu quero ficar, mas não assim. – Eu peguei minha bolsa. – Não vou deixar as coisas acabarem em um barraco.Não faz sentido algum isso que você está falando.


       -Se não for em um barraco nunca vai ser, porque você é covarde de dar um ponto final de verdade.


        -Hum… pegou pesado. – Bonnie disse mais para ela do que para gente.


        -Não estou acreditando nisso, qual o seu problema Rih? – Eu disse ao me aproximar dela. – Porque está querendo brigar logo agora?


        -Porque eu não aguento mais só ter um pedaço seu, não aguento mais essa situação de quando meu irmão aparece você tem que colocar o rabo entre as pernas e correr para a casinha.Porque eu não aguento mais ser apenas a outra.Quero você só para mim… Sem ter que te perder toda manhã… – Ela parecia meio triste ao dizer aquelas coisas.


       -Me dá um tempo, por favor, deixa eu terminar de uma maneira digna.Estamos falando de um casamento e não de um namorico.


        -Quero ver por quanto mais tempo você vai me enrolar Katheryn… – Ela disse fria ao abrir a porta.


        -Me da um tempo, só isso… – Eu tentei beija-la para me despedir mas ela me empurrou.


        -Vai, vai embora…


        -Eu amo você. – Eu disse ao passar a mão em seu rosto.


        -Tchau. – Ela virou a cara.


        -Desculpa qualquer coisa… – Bonnie disse para Rih,que a ignorou e fechou a porta na nossa cara.


        Como uma noite tão magica poderia ter uma manhã tão péssima… Esse tipo de coisa deveria ser proibido, na verdade qualquer mudança brusca na vida, deveria ser proibido.As coisas deveriam seguir como em um gráfico que sobe e desce lentamente.Bonnie foi falando sem parar até minha casa, falando mil coisas ao mesmo tempo, do qual não faço ideia do que era.Eu só queria tomar um calmante ou um whisky, precisava me acalmar e pensar no que realmente iria fazer.Eu já sabia que queria ficar com Rihanna, mas tinha que resolver como isso iria acontecer.Ao chegar em casa minhas filhas e Samara estavam na sala como se estivessem à minha espera.


        -Ai, amém, amém, amém! – Millena disse ao se levantar do sofá, parecia mesmo aliviada ao me ver.


        -Onde você estava mãe, onde? – Camille disse em tom de briga, como minha mãe costumava fazer.


        -Oi meninas. – Bonnie disse totalmente descontraída logo atrás de mim.


        -Aconteceu alguma coisa gente? – Eu disse preocupada


        -Responde mãe, onde você estava? – Camille parecia bem nervosa.


        -Onde eu disse que estaria. – Eu disse como se fosse obvio.


        -Não estava não, meu pai ligou para casa dela – Ela apontou para Bonnie. – E a empregada disse que não tinha ninguém lá.


        -Claro que não tinha, saímos bem cedo para caminhar na praia.Minha empregada nem estava lá em casa ainda… Mas ficamos mais tempo sentadas no quiosque conversando do que caminhando. – Ela riu como se fosse uma piadinha interna nossa.


        -Mãe, onde você estava, responde logo!


        -A Bonnie acabou de falar filha, você não ouviu?


        -Você está com roupa de sair à noite e de salto, como foi caminhar assim? – Ela estava parecendo com o John falando daquele jeito.


        -E-eu me troquei no carro. – Tentei parecer natural e verdadeira.


        -Mãe porque está mentindo para gente? – Já Millena estava mais triste do que com raiva, diferente de sua irmã.


         -Não estou mentindo para ninguém.


        -Não? – Ela disse com deboche. – Você está com roupa de sair, de salto e com a cara amassada como se tivesse acordado a dez minutos, tem certeza que não está mentindo para gente Katy? – Eu vi foi o John em Camille e não minha filha.


        -Fala a verdade mãe, fala, para de mentir para gente.


        -Não é mentira meninas, a gente saiu bem cedo para caminhar, e a Katy se trocou no carro, essa cara de amassada é porque fomos dormir tarde e acordamos cedo.


         Nada daquilo estava adiantando, nada do que a gente falasse ia faze-las acreditar em nós.Então resolvi usar minha autoridade de mãe, para ver se pelo menos elas engoliam as nossas mentiras.


        -Olha só. – Eu disse firme. – Eu falei a verdade, querem acreditar, ótimo, não querem? Problema de vocês.Eu estou cansada e com fome.E não estou afim de ficar levando bronca de crianças.


       -Então espero que goste de levar bronca do meu pai, porque essa historinha ai que você inventou não vai colar com ele. – Camille disso antes de dar as costas e ir em direção a escada.


         - Espero pelo menos que esteja valendo a pena toda essa mentira. – Millena disse meio triste puxando Samara para se levantar. – Vem, vamos subir Samara…


        E lá se foram minhas meninas, que já nem eram tão meninas assim.Eu estava chateada com aquilo tudo, queria poder dizer a verdade a elas.Queria poder ser feliz sem medo.Poder tomar meu café todos os dias com Rihanna e dormir ao lado dela todas as noite.


        Antes de ir para parte de trás da casa com Bonnie eu me troquei colocando qualquer roupa.John ia chegar a qualquer momento e ele não podia me ver vestida daquele jeito.


        -O que você vai fazer Katy?–Ela perguntou baixinho ao repousar sua xícara no pires.


        -Eu quero ela Bonnie, eu quero ela… mas… – Eu disse certa do que queria.


        -Mas como, como você vai fazer isso? Você pretende mesmo largar tudo?


        -Não sei, eu estou confusa, não sei o que pensar.Quero ela, mas tenho medo.


        Nesse momento ouvimos alguém passar pela cozinha e logo John surgiu pela porta.Sua cara era de poucos amigos, eu conseguia sentir o ódio vir de dentro dele.


        -Você pode nos deixar sozinhos? – Ele falou com Bonnie.


        -Claro, eu já estava indo mesmo. – Ela se levantou com pressa. – Foi tudo ótimo amiga, espero poder te ver mais. – Ela me deu dois beijinhos.- E vê se libera mais essa mulher homem, a noite das meninas tem que acontecer pelo menos uma vez no mês. – Ela disse para meu marido que não esboçou nenhuma expressão.


        -Pede para alguma empregada abrir a porta para você.


        -Ok, até mais gente. – Ela disse ao entrar pela cozinha e partir.


      John estava sério, mas eu sabia que estava explodindo por dentro.Sabia que vinha uma bomba para cima de mim.Ele passou a mão nos cabelos e olhou ao redor, eu fiquei calada apenas observando, ele veio até mim e se abaixou a minha frente apoiando as mão em minhas pernas.Por mais calmo que ele parecia, eu sabia que não era bem assim.


        -Eu vou ser claro e objetivo. – Ele disse em tom baixo me encarando. – Eu sei que você se divertiu muito noite passada com minha irmãzinha, mas…. – Ele disse com um tom de nojo e deboche, eu ia dizer algo, mas antes de qualquer som saísse de minha boca, ele colocou o dedo sobre meus lábios me impedindo de prosseguir. – E não adianta falar nada, nem mesmo chorar ou gritar, eu fui até o famoso loft da Rihanna te procurar, mas você já havia ido.Então depois de brigar um pouco com ela eu pensei muito e tomei uma decisão.


        -John, eu juro que estava com a Bonnie…


        -Shiii… – Ele colocou o dedo em minha boca outra vez. – Não quero que você fale.Você não tem esse direito. – Ele ainda falava em tom baixo.


        -Mas John, eu não fiz… – Ele tampou minha boca com a mão.


        -Cala a boca Katy, cala a boca… – Ele ainda estava aparentemente calmo. – Fica caladinha e ouve ok? – Eu afirmei com a cabeça e ele retirou a mão de mim. – Então como eu disse… eu tomei uma decisão, e a escolha é sua. – Ele respirou antes de continuar. – Ou você escolhe ela, ou escolhe duas filhas.


        -Hã? – Eu realmente não entendi.


        -Se você quer ficar com ela, pode ir.Está livre para isso, mas saiba que toda ação tem uma reação.Se você for, eu sumo com as meninas, e você só vai vê-las outra vez depois que completarem a maior idade e tiverem seu próprio dinheiro para voltarem para você.


       -Você não pode fazer isso. – Eu disse sentindo meu coração martelar.


       -É claro que eu posso, eu sou o pai delas, e tenho muitas influências.Posso ir para qualquer lugar com elas.Lugares que nem você imagina que existe. – Ele estava falando serio, e aquilo estava me apavorando.


        -Não John,você não pode fazer isso, elas são minhas filhas, você não pode leva-las de mim.Eu não sei viver sem elas.


        -Como disse é uma escolha sua, se você quer ficar com elas só tem que deixar de ver minha irmã.Mas deixar mesmo, nem mesmo um telefonema, nem nada.


        -Mas eu trabalho com ela John. – Meus olhos começaram a marejar.


        -A escolha é sua.Se eu ver, ouvir, ou saber que você falou, viu, ou qualquer coisa com a Rihanna,eu vou embora com as meninas e você não vai vê-las tão cedo.A escolha é sua. – Ele se levantou.


        -Calma, vamos conversar John,vamos conversar. – Eu segurei em sua mão.


        -Não toca em mim, ainda estou com nojo de você.


        -Por favor, vamos conversar melhor sobre isso.


       -Não tenho mais nada a dizer ou ouvir.Já disse tudo, ela ou as meninas.Agora a escolha é sua. – Ele foi em direção a cozinha.


         -Não, calma, espera, para, por favo… – Eu me levantei indo atrás dele já com algumas lagrimas rolando. – Não faz assim….


        -É tão difícil de entender assim Katy? – Ele levantou um pouco a voz pela primeira vez. – Minha decisão foi tomada e não tem volta, agora é a sua vez de tomar a sua.Você tem duas opções, qual delas vai escolher, em amor? – Ele disse com deboche. - Suas filhas ou uma vagabunda?


        Eu fiquei calada, deixei as lagrimas correrem, enquanto meu marido ficou ali parado a minha frente como se esperasse uma resposta.


        -As meninas… é claro…. – eu disse de cabeça baixa totalmente sem chão.


        -Por isso que eu te amo sabia? – Ele disse com um sorriso na voz e beijou minha cabeça em seguida. – Eu vou trocar de roupa para dar uma corrida na praia você quer ir amor?


        -Não obrigada. – Eu disse sem forças.


        -Eu volto para almoçar com vocês, me esperem ok?


        - Está bem. – Eu disse ainda paralisada, de cabeça baixa e chorando.


        -Toma um banho está bem amor, você está com cheiro da vagabunda. –Foi a última coisa que ele disse ao entrar em casa e sumir.


         Eu desabei, simplesmente desabei.Não sabia o que fazer, não tinha ideia de como reagir.Eu queria chorar no colo da Rih,queria ligar para ela e pedir ajuda.Mas como? Eu tinha que arrumar um jeito de falar com ela sem ele descobrir, eu precisava arrumar um jeito de me despedir.


        Camille •


       Meu final de semana havia sido bem diferente do últimos.Fui a uma festa com minha irmã e Samara, fiz o que melhor sabia fazer, pegar todo mundo.Mas pela primeira vez eu me senti podre por fazer isso.Me senti suja como se fosse uma vadia.Mas tentei não me abalar.Eu realmente precisava dar um jeito naquela situação, ou eu esquecia de vez Bianca ou eu investia nela.Passei o resto do final se semana tentando achar uma resposta para meus problemas.Mas o que eu tinha realmente que fazer, só me viu a cabeça na terça, assim que a última aula chegou ao fim.


         -Millena, se minha mãe perguntar onde eu estou, fala para ela que tive que ficar na escola para estudar… Ok? – Eu disse para minha irmã que ainda guardava seu material.


         -O que? Como assim? – Ela perguntou sem entender.


        -Eu não vou para casa agora, tenho que resolver umas coisas. – Eu nem sabia se daria certo, mas eu estava decidida.


         -Tá, mas onde você vai? Vai resolver o que?


        -Vou atrás da Bianca. – Eu disse me enchendo de esperança.


        -Como assim sua maluca? – Samara disse parando de guardar suas coisas.


        -Não sei ainda, mas eu vou atrás dela.


       -Não vai não, você já sofreu demais por ela.Ela não te quer, aceita isso. – Minha irmã disse com firmeza.


        -Nem você nem ninguém vai me impedir de fazer o que tenho em mente.Só não deixa minha mãe preocupada. – Eu disse dando alguns passos para trás. – Eu vejo vocês mais tarde.


        Eu sai praticamente correndo pelos corredores da escola.Esbarrei em várias pessoas e quase derrubei uma lixeira.Todo me olhando assustados, mas eu não parei, não hesitei em nenhum momento.Sai pelos portões principais e fui andando até o estacionamento dos professores.Chamei um taxi e entrei nele, e lá fiquei por alguns minutos esperando que Bianca saísse da escola.Quando a reconheci dentro de um dos carros eu mandei que o motorista a seguisse.Quase a perdemos algumas vezes, mas como sabia que ela morava por ali, logo a achamos.Assim que ela parou eu pedi que ele seguisse mais um pouco.Paguei a corrida e desci praticamente correndo.Por sorte deu para ver em que casa ela entrou.


        Me senti nervosa, meu coração estava na boca.Era como se eu realmente tivesse tomando a decisão da minha vida.Eu nunca havia feito algo parecido, nem estado em qualquer situação semelhante.Fiquei ali parada sem saber se batia na porta dela naquele momento, ou depois…


        Olhei ao redor e vi que o lugar era bem agradável, havia até um bar bem bonitinho na esquina.Mas nada daquilo realmente me interessava no momento.Tomei a coragem que precisava e fui até o portão de sua cara, onde estava aberto.Entrei e toquei a campainha, eu realmente estava em prantos por dentro.Até dor de barriga eu estava sentindo.


        Não demorou nem um minuto para que a porta se abrisse e eu desse de cara com Bianca.


        -Camille? – Ela disse assustada, mas parecia feliz. – O que você está fazendo aqui?


        -Você está sozinha? – Eu perguntei ignorando o que ela havia dito.


        -Você me seguiu, foi isso? Você é completamente louca! – Ela estava realmente indignada, mas com um leve sorriso nos lábios.


        -Me responde, você está sozinha? – Eu disse em tom alto, querendo que ela respondesse primeiro a minha pergunta.


        -Estou, estou. – Ela disse ainda assustada e com certa raiva.


        -Ótimo. – Eu disse a empurrando para dentro da própria casa batendo a porta atrás de mim.


        -O que você está fazendo garota? – Ela me olhava com os olhos arregalados. – Você é completamente louca! – Ela repetiu.


        -Eu sei.Por isso que vim aqui.Porque eu sabia que você nunca seria louca o suficiente para aceitar que gosta de mim e que sente minha falta.


        -Eu não gosto de você! – Ela disse meio travada.


        -Gosta sim. - Eu disse séria largando minha mochila no chão. – Só não me aceita porque sou mais nova que você.


        -Eu não gosto de você! – Ela disse mais parecendo querer se convencer do que me convencer.


        -Não?…


        Eu fui me aproximando dela e ela chegando para trás.Eu vi em seus olhos, que por mais assustada que estivesse, ela estava feliz em me ver ali.Eu sabia que estava.
  
        -Oque você pensa que está fazendo Camille? – Ela disse em tom baixo ainda chegando para trás.


        -Oque você também pensa. – Eu a encurralei na parede. – Eu posso ser louca, criança, egocêntrica, irritante…. Mas eu sei, eu sei que você sente minha falta.Eu sei que você gostava de me beijar escondido no banheiro da escola.Eu sei que você adorava os olhares que eu te lançava durante a aula.Até mesmo antes de descobrir que minha tia era minha tia.Isso nunca teve haver com ela.Sei que disse aquelas coisas para eu me afastar de você, e sentir raiva de você. – Eu vomitava as coisas em cima dela, e a cada palavra eu sentia ela se deixar levar. – Mas eu não aguento mais. – Eu senti uma lagrima se formar no canto do meu olho esquerdo. – Eu vim aqui para te dizer que… Eu sinto sua falta…


        -Ai criança… – Ela respirou fundo como se tivesse sem ar, balançava a cabeça negativamente e encostou a cabeça na parede olhando para o teto, mas logo voltou a me olhar – Você é realmente doida… – Ela disse com um sorriso de canto. – Completamente doida… – Eu ia dizer alguma coisa, mas ela foi rápida o bastante para tampar minha boca com uma de suas mãos. – Já falou demais não acha? – Ela disse séria. – Que tal parar de falar um pouco e agir mais? – Ela sorriu totalmente sexy para mim.


        Foi naquele momento em que eu entendi.Ela realmente sentiu minha falta.Eu não era tão louca assim.Sorri como uma criança na noite de natal e a beijei como se fosse meus últimos minutos de vida.Um beijo intenso e cheio de saudades.Eu a abracei com medo de que fosse só um sonho, já ela me segurava do mesmo jeito.Foi um beijo quase interminável. Mãos por todas as partes.Eu nem havia pensando naquilo antes.Mas ali naquele momento, naquele lugar, eu sabia que ia acontecer.


         -Você sempre brinca comigo não é criança…. – Ela disse em sussurro ofegante enquanto eu lábia seu pescoço.


        - Nem comecei… – Eu disse eu seu ouvido voltando a beijar sua boca em seguida.


      Parece que era aquilo que faltava para as coisas realmente saírem do lugar.Ela arrancou sua própria camisa e veio até a minha em seguida.

        -Com a camisa da escola é sacanagem… – Ela riu ao tira-la de mim. - Assim é bem melhor. – Ela voltou ame beijar.


        Eu estava me sentindo como fogos de artificio.Tudo ali era mais que perfeito.Seu cheiro, seu gosto, sua respiração junto da minha.Nossos corpos que logo ficaram nus se encaixando perfeitamente.Aquela mulher era a mulher mais maravilhosa de todo o planeta.Nada nem ninguém conseguiria chegar perto de todo aquela perfeição.Nos deitamos ali no chão mesmo, ela por cima de mim rebolava sobre meu sexo segurando em seus cabelos, aquilo era tão sexy, tão excitante… Na verdade tudo que vinha dela era assim… Eu puxei seus cabelos, mordi seu corpo, fui arranhada nas costas, lambi cada pedacinho seu.Cheguei ao êxtase mais vezes do que achei que fosse possível… Não só eu, como ela também… Nos amamos no corredor, na sala, no quarto e por fim estávamos na cozinha.Famintas, com sede, e cansadas.


          Eu me achava a pessoa mais experiente do mundo, mas depois de fazer tantas coisas, e ser feita também, descobri que aquela sim era a primeira vez da minha vida.
        Bianca estava quase deitada na cadeira da cozinha, enquanto eu caçava alguma coisa em sua geladeira que estava completamente vazia.


        -Você só tem dezesseis anos mesmo garota? – Ela disse me olhando ainda com desejo. – Porque o que você fez comigo agora, nem em sonhos eu achei que fosse possível…


        -Fisicamente falando sim… Mas acho que sexualmente não – Eu disse em tom de piada para ela ao fechar a geladeira. – Estou com fome. – Eu fui até ela e me sentei em seu colo de frente para ela.


        -Tem um bar/restaurante na esquina, podemos comprar algo para comer. – Ela disse me olhando com ternura.


        Ficamos nos olhando por alguns segundos.Ela era tão perfeita, eu era tão sortuda de tê-la encontrado.E o melhor de tudo é que eu senti que era reciproco.Eu sentia algo bom vir dela.


        -Você jura que não vai me deixar de novo? – Eu falei com medo.


        -Olha… Não vamos falar disso agora está bem? – Ela disse séria. –Vamos só aproveitar esse momento tão único… – Ela me beijou como se realmente não quisesse falar do assunto.


       -Está bem… – Eu me levantei de seu colo. – Eu vou lá comprar alguma coisa para gente comer.


        -Não deixa que eu vou. – Ela se levantou.


       -Não, eu que vou.Arruma a mesa para gente enquanto isso. – Eu queria pensar um pouco em tudo.


        -Está bem.Deixa só eu pegar o dinheiro na minha bolsa. – Ela ia em direção a sala, mas segurei em sua mão.


      -Só arruma a mesa ok? Eu faço o resto. – Confesso que me lembrei de meu pai naquele momento.


       -Ai garota… – Ela disse sorrindo e me dando um selinho em seguida.


       -Vou me vestir e vou lá….


       E foi o que eu fiz.Coloquei minhas roupas que estavam próximas a entrada, peguei minha carteira e fui até o tal bar da esquina.Entrei e logo pedi o prato do dia.Qualquer coisa estava bom para mim.Pedi uma coca também.Enquanto a comida não saia eu fui ao banheiro.Quando estava quase saindo eu ouvi uma voz um tanto familiar dando ‘Boa Tarde’.Lá de dentro eu fiquei ouvindo sem entender a conversa do homem com o cara que deveria ser o dono do estabelecimento.


        -Boa tarde Sr. John, como estão as coisas? E o neném novo?


        -Está ótimo, está grandão para um mês e meio.Você tem que ver, todo sorridente já.


        -É eu o vi com a Dona Marcela na semana passada… – Ele fez uma pequena pausa. – E você garoto, está gostando do seu irmãozinho novo?


        Eu estava paralisada dentro do banheiro, não podia ser, talvez fosse só uma coincidência.Alguém com o mesmo nome e uma voz idêntica.Mas eu não conseguia me mexer para saber se aquilo era real ou não.


        -Claro… Mas ele tem que crescer logo, porque eu, papai e Bento vamos poder jogar futebol juntos. – O menino parecia ter uns quatro anos.


        -Vamos sim, ai você vai ensinar tudo que você já sabe para o seu irmão.


        -Esse menino é muito esperto mesmo.


        -Muito, é o meu maior orgulho.


        Naquele momento eu não consegui mais ficar ali dentro, eu tinha que ver, tinha que saber se aquele era mesmo meu pai… Sai do banheiro e de cara eu pude ver.Eu só podia está tendo um pesadelo… Todo meu mundo desabou, e tudo de bom que eu sentia pelo meu herói, pelo meu grande pai, se transformou em cinzas.


        -Pai? – Eu disse com a voz totalmente falha, sem perceber que já estava chorando.


        -Camille? – Sua expressão era como se eu fosse um demônio, ou algo pior.
 


Notas Finais


Eita...e agora?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...