História A Grande Guerra - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Grega, Percy Jackson & os Olimpianos
Exibições 4
Palavras 1.167
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 8 - 8.Bianca


Janeiro de 1945
Me pego pensando no passado e quase caio da escada, limpo as lagrimas do meu rosto, termino de arrumar o letreiro do cinema onde trabalhava, vou descendo a escada e escuto alguém.
Barbara!
Assusto por um segundo e lembro que esse é meu nome falso, olho para trás e vejo um rosto que rezava para nunca mais ver.
Ah oi Wagner, o que você quer?
Termino de descer as escadas, me viro para ele e cruzo os braços. Ele levanta os braços em sinal de paz, o ignoro e começo a arrumar minhas coisas.
O que eu fiz pra você me tratar assim?
O que você fez? Nada, só voltou vivo.
Nossa, pra que essa agressividade? Eu só ia te convidar para um jantar.
Olho ele dos pés a cabeça desconfiada.
De graça?
Ele da um sorriso bobo.
Eu pago tudo!
Ok. Dou de ombros
Onde vai ser o jantar?
No La Porta Del Principe às 19 horas, te vejo lá.
Ele se vira e sai, o observo ir até virar a esquina. O Wagner é um bom pretendente, se não fosse grego, penso comigo mesma, Wagner é filho de Hefesto e o padrasto dele é um grande general do exercito alemão, o conheci a dois meses em uma seção do cinema, o seduzi e depois de alguns beijos consegui roubar todo o dinheiro de sua carteira, infelizmente ele se apaixonou. Termino de arrumar as coisas, pego uma garrafa de vinho, dou um gole e entro no cinema, passo pelo balcão, entro pela porta atrás do balcão e vejo Giuseppe dançando com uma garrafa de vinho e um jornal na mão, era uma visão engraçado, Giuseppe é um Italiano gordo de 50 anos de idade, tem o cabelo já grisalho e um grande e branco bigode. Levanto a sobrancelha, dou mais um gole no vinho e encosto na porta.
O que é isso?- pergunto rindo.
Bianca! Ele vem até mim e da um beijo em cada bochecha minha.
Não me chame assim velho tonto, é Barbara não se lembra?
Me desculpe, mas, você não ficou sabendo? As tropas aliadas dominaram boa parte da Itália, em alguns dias eles estarão aqui em Roma!
Dou um risinho baixo.
É eu ouvi falar, mas é melhor o senhor parar de beber, você já não tem mais idade para isso.
Ele ri da minha cara, se senta em uma poltrona e fica bebendo lendo o jornal, dou mais um longo gole e deixo a garrafa em cima da mesa, me viro e vou para meu quarto, abro o guarda roupa e tiro todas as roupas tentando escolher a melhor, escolho um vestido rosa com bolinhas pretas que vai até meu joelho, coloco uma faixa preta na altura da barriga que me da a aparência de ser mais magra, deixo a roupa em cima da cama e vou para o banheiro, tomo um demorado banho, saio com a toalha amarrada sobre os peitos, me sento de frente a penteadeira e passo maquiagem e um perfume Frances que ganhei de Wagner, pego minha escova azul e fico penteando os cabelos, olho para o relógio e vejo que já são 19:30.
Droga, estou atrasada!
Visto o vestido, coloco um salto  vermelho e corro para o restaurante.
Vou ter que pegar um atalho. Pensei.
Entro em um longo beco que ia dar na porta do restaurante, no meio do beco um ser surge na minha frente, me assusto e caio sentada em poça d’água reconheço as vestimentas, um soldado alemão, penso cuidadosa, vejo o símbolo em seu braço de uma bigorna com dois martelos cruzados, filho de Hefesto.
O que a senhorita faz andando em um beco escuro a essa hora?
Levanto-me e olho o estado do meu vestido.
Primeiro não é da sua conta. Segundo você estragou minha roupa!
Ele da um sorriso e anda em minha direção, assustada começo a recuar devagar.
Me desculpe, molhada assim vai acabar pegando um resfriado, que tal você tirar essa roupa? Ele da um sorriso maldoso e faz eu recuar até uma parte mais escura do beco.
S-se afaste, eu conheço seu meio irmão Wagner, ele vai te matar quando eu contar o que você está fazendo!
Ele ri, tento me virar para correr mas bato de cara contra o peito de outro pessoa, estava muito escuro para ver seu rosto, só vi o símbolo em seu braço, uma coruja.
Calma senhorita, Wagner é um covarde, filhinho de papai, você precisa de homens de verdade. Eles andam em minha direção, minhas pernas começam a tremer quando de repente alguém surge atrás do filho de Atena. Acho melhor vocês deixarem a senhorita em paz.
O sujeito misterioso era menor que os outros dois e tinha um forte sotaque britânico. Os dois homens se viram para o sujeito que acabara de surgir.
E você vai fazer o que?
Não consigo ver seu rosto por conta da escuridão, só vejo quanto do nada uma espada de bronze aparece em sua mão, a espada parece emanar uma luz própria fazendo eu desviar o olhar, sinto alguma coisa úmida tocar em meu rosto e a luz da espada some, olho de volta e vejo os dois soldados mortos e o sangue cobrindo o chão do beco, de repente escuto alguém correr atrás de mim e um outro soldado alemão aparece com um revolver aponta a arma para o homem misterioso.
Parado ou eu atiro!
O homem misterioso levanta as mãos calmamente, olho para o soldado armado, de repente o soldado cai no chão, atrás dele aparece um homem que devia ter  quase dois metros de altura, muito musculoso, com um cigarro no canto da boca e uma faca ensanguentada na mão.
Nunca abaixe a guarda Choquinho.
Eu não baixei a guarda, só sabia que você estava me cobrindo cara de porco.
O homem mais alto bufa, me encolho com medo, quando três soldados alemães aparecem no fim do beco armados com metralhadoras e começam a atirar, fecho os olhos e espero a morte que parecia iminente, logo agora que eu ia ganhar um jantar de graça! Penso, porem escuto um barulho de água e abro os olhos devagar, um pouco a frente no beco um homem levantou uma barreira com a água da poça.
Vocês dois abaixaram a guarda.
Calada cabeça de peixe. Disse o mais alto.
O homem que eles chamaram de “cabeça de peixe” da um riso e coloca as mãos para trás com os braços esticados fazendo a onda aumentar, ele com um movimento rápido volta os braços a frente ao corpo batendo uma palma que ecoou por todo o beco, a onda avançou com tudo e derrubou os três soldados, ele se vira para mim.
Você está bem senhorita?
Afirmo com a cabeça.
Ótimo, soldado Stravinsky, carregue ela.
Sim senhor. O soldado mais alto vem até mim e me joga por cima do ombro me carregando.
Agora vamos! Antes que chegue reforços.
Eles começam a correr e vejo o mundo girar até cair no sono.



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