História A Hard Day's Night - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Beatles
Personagens George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr
Tags Drama, George Harrison, John Lennon, Paul Mccartney, Ringo Starr, Romance, The Beatles
Visualizações 14
Palavras 2.088
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpe-me a demora, estava sem tempo de postar!
Espero que gostem <33

Capítulo 6 - A Terrível Tragédia


Fanfic / Fanfiction A Hard Day's Night - Capítulo 6 - A Terrível Tragédia


          15 de julho de 1958, Liverpool, England

  Depois de John acabar com o momento de felicidade de George e Stu no banheiro da casa de Pete, a harmonia tomava conta dos cinco rapazes. Nada parecia diferente, estava tudo igual, não tinha o que reclamar, mas depois deste dia, a vida de John Lennon não seria mais a mesma.

 

    -Com licença? - perguntou uma voz doce e gentil.

   "Quem será?" pensou Mimi Smith junto de seu sobrinho, John Lennon. Mimi era uma mulher sisuda e clássica, e que nunca acreditou no futuro de seu próprio sobrinho.

 

    -Depende de quem é. - disse John com um tom de ironia para a tal pessoa, entrando nos pensamentos de sua tia.

    -Sou eu, John! - disse a dona da voz doce e gentil, Julia, sua própria mãe.

    John não estava reconhecendo sua mãe só por sua gentil voz, até que sua tia alegremente disparou:

    -Julia! Entre, Por favor! - Disse Mimi fazendo com que Julia ficasse mais acomodada.

 

    Ao ver que John não a reconhecia por voz, Julia deu uma enorme gargalhada, fazendo com que John ficasse envergonhado. Mimi pareceu muito feliz com a visita de sua irmã; depois de tudo aquilo que acabara de acontecer Julia deu um enorme abraço em John com muita saudade de seu querido filho, ambos sorriram e gargalharam deles mesmos, fazendo Mimi perder seu tom sério.

 

    -E então, o que anda fazendo, John? - perguntou Julia com um grande sorriso em seus lábios.

    -Ele anda por ai com uns quatro rapazes mal criados de um lado para o outro, fazendo a maior barulheira - afirmou Mimi fazendo com que Julia sorrisse orgulhosa de John.

     -Ah! Mas que fantástico, John! E quem são esses quatro rapazes com que anda? ou melhor, quem são os membros de sua banda? - perguntou Julia cada vez mais animada com esta história, fazendo com que Mimi arregalasse seus olhos quando ouvira a palavra "Banda" sair da boca de Julia.

     -Mãe, na banda somos em cinco, eu, Paul, George, Pete e meu amigo de escola, Stu. Eles virão, talvez você possa os conhecer. - disse John mais animado do que nunca.

     -Irei esperá-los ansiosamente, Filho. - assentiu Julia com a cabeça.

 

     John tinha ficado maravilhado com a visita de sua mãe, aliás, foi ela quem lhe comprou seu primeiro violão, e também foi ela quem o ensinou a tocar, nem que tenha sido apenas algumas notas. Mimi, ao ter descobrido tudo isso, ficou muito decepcionada, como sempre, mas mesmo assim ficou animada assim como John com a visita de Julia.
     Passou se o tempo e os quatro rapazes tão esperados chegaram na casa de John. Paul tocou a campainha e suplicou para que John atendesse a porta, e não sua tia, os rapazes não queriam ver um olhar de desprezo logo cedo. Quando John abriu a porta, soltaram um suspiro de alívio, fazendo com que John desse um pequeno riso para os quatro. Lá da porta, John gritou para sua mãe e sua tia anunciando a chegada dos rapazes, fazendo com que Mimi fosse para à cozinha e
preparasse rápidamente o chá para as visitas.
     Os três, exceto Pete, observando aquela cena toda, se entreolharam com muitas dúvidas em suas cabeças, e pensaram a respeito de Pete novamente, naquele instante, parecia que George, Paul e Stu conversavam por telepatia, estavam pensando na mesma coisa, e se olhavam com pena, eles sabiam que Pete não era mais aquele máximo que costumava ser antes, mas mesmo assim continuavam a encorajá-lo em relação a bateria, o que lhe deixava muito feliz.
     Naquele mesmo instante, John os recebeu com um olhar e um sorriso doce, o que fez George, Stu e Pete ficarem com medo, exceto Paul, que ficou ainda mais apaixonado pelo seu amigo, brevemente amante.


      

    -Entrem, rapazes! Quero que conheçam alguém muito especial para mim... - disse John totalmente emocionado - Aqui, esta é minha mãe, Julia! - disse John novamente, agora apontando o polegar para sua mãe com alegria e orgulho.

    -Olá, rapazes! - disse Julia com um sorriso em seus lábios balançando a mão como um ato de afeto.

    -O-olá, senhora! - responderam os quatro envergonhados.

    -Ora! Não precisam me chamar de senhora, me chamem apenas de Julia! - disse rindo - John! Não fique ai parado me apresente os rapazes, me digam seus nomes!

    
     Os quatro se entreolharam vermelhos como pimentões, eles não sabiam como aquela mulher de feição gentil e totalmente engraçada poderia ser mãe de John, ela mais se parecia com a irmã do mesmo; ela era totalmente ao contrário de Mimi, era alegre, livre, vivida, boemia. Ela com toda a certeza lembrava John, mas de repente, estes pensamentos desapareceram, pois Mimi com xícaras nas mãos fez medo aos quatro igualmente.

 

 

    -Olá a todos os quatro, se acomodem por favor, sintam-se em casa - disse Mimi com um sorriso sincero e de vontade prória.


     Mimi depois de deixar todos de boca aberta, até mesmo sua própria irmã, serviu o chá para a mesma. John deu um suspiro de alívio por sua tia não ter maltratado seus amigos, como sempre faz, e continuou a conversar com sua mãe a respeito dos rapazes.

 

 

    -Mãe, este aqui é Stu, meu amigo de escola. Este é Paul, meu... amigo - John deu uma risada no final fazendo com que Paul se envergonhasse instantaneamente - este é George amante de Stu.

     Antes que todos que estavam na sala, principalmente George e Stu, pudessem perceber o que John acabara de dizer, Pete deu um grito de dor que todos da cidade poderiam ouvi-lo neste instante. Foi Paul quem tinha pisado em seu pé, ele fez isso com a intenção de que que ninguém prestasse a atenção na conversa fiada de John. Pete olhou para Paul com uma cara de quem só queria saber o porque das coisas sempre acontecerem com ele, e rapidamente uma lágrima caiu dos olhos claros de Pete que somente Paul percebeu. Os outros continuaram a conversa sem se importarem para o que tinha acabado de acontecer.

 

 

    -Como eu ia dizendo, este é Pete, o inútil da banda! - disse John em um tom de ironia, o que fez Pete correr com lágrimas em seus olhos e subir as escadas até o quarto de John.

    -O que deu nele? - perguntaram George, Stu e Paul assustados com a atitude de Pete.

    -Ele esta muito ansioso para ensaiar, Rapazes, vamos, esta é a nossa hora! - disse John acalmando os três.
    
    -Mãe, Mimi, vamos ensaiar, não queremos barulho, então... não nos incomode! - reclamou John com as duas irmãs que riram da postura de John diante de tudo aquilo que acabara de acontecer.


     É claro que Pete estava se sentindo abandonado, ainda mais com as palavras de John. Rapidamente ele se sentou no chão perto da janela do quarto de John e silenciosamente começou a chorar, até que Paul o encontrou antes dos outros, e ao ver o rapaz chorando e pensando em tantas coisas ruins, disparou:


   

    -O-oh! Pete, me desculpe por ter pisado em seu pé tão bruscamente, é que John havia falado uma de suas besteiras sem pensar novamente, espero que você não fique com raiva de mim como ficou de Stu, eu sou seu amigo, não? - perguntou Paul com medo da resposta que Pete estava prestes a lhe dar.

    -Sim, Paul, você é meu amigo, mas não entendo porque pisou em mim daquela forma, e também não entendo o porque de John ter dito aquilo sobre mim - respondeu Pete com medo de Paul o repreender por tudo aquilo que disse.

    -Ele fala as coisas sem pensar, Pete, não ligue! No fundo ele te ama, assim como me ama. - afirmou Paul com um grande sorriso nos lábios sem perceber o que tinha acabado de falar.

    -Como? - perguntou Pete ainda confuso com tudo aquilo, incapaz de pensar no que Paul tinha acabado de falar.

    -Q-quer dizer, no fundo ele te considera muito, assim como eu! - disse Paul envergonhado e totalmente vermelho, dando um sorriso envergonhado, deixando Pete mais seguro.

     
     Antes que Paul e Pete dissessem mais alguma coisa a respeito daquela conversa, John chegou junto de George e Stu, de mãos dadas, para avisar que não iriam ensaiar, e sim "passear". É claro que John estava totalmente morto de ciúmes de George e Stu por não conseguir ter aquela facilidade de expressar seus sentimentos por outra pessoa, como eles tinham, e também porque Paul estava totalmente colado com Pete abraçando-o e o mimando.
     Os rapazes foram na frente, John ficou mais um pouco, queria organizar algumas coisas, e quando foi se dar conta, estava 10 minutos atrasado para ir até ao parque encontrar os rapazes. John pegou seu violão e passou pelo quintal avistando sua tia e sua mãe se expondo ao sol.

 

 

    -Olha se não são as duas garotas mais lindas de Liverpool - disse John para as duas irmãs, que depois de ouvi-lo riram de gratidão.

    -Ora, John! - disse as duas entre risos.

     
     John iria finalmente para seu destino, o parque, e depois provavelmente, iria tocar em algum bar com os rapazes, mas o que viria a acontecer depois de tudo aquilo deixaria John em uma dor profunda e incurável, que poderia ser até mesmo eterna.
     Passou-se o tempo e o dia foi virando noite, fazendo com que Julia e Mimi entrassem para dentro de casa.

 


    -Mimi, parece que o tempo passou tão rápido hoje, igual nos velhos e perdidos tempos! - disse Julia com um olhar nostalgico.
 
    -Me lembro como se fosse ontem, mas mesmo assim, fique mais um pouco, se não for lhe pedir muito. - disse Mimi como se já soubesse o que viria.

    -Oh! Melhor não, Mimi, está escuro demais e preciso voltar para casa. Talvez eu venha mais vezes para visitar você e John. - disse Julia já se distanciando.

    -Seria muito gentil de sua parte. Até logo! - disse Mimi fechando sua porta.

    -Até logo, Mimi! - disse Julia balançando sua mão e pensando o quão bom foi visitar John e Mimi.


     Mas de repente surgiu um carro desgovernado na direção de Julia, que nem teve tempo de olhar para os dois lados. Ela pensou que como era noite não teria perigo de acontecer algo. Julia só deu mais quatro passos quando o tal carro apareceu, e não faziam nem menos de dois minutos que Mimi tinha fechado sua porta. Quando o barulho da batida chegou aos ouvidos de Mimi, já era tarde. Julia Stanley Lennon, mãe de John Winston Lennon, estava estirada no chão, Morta por um policial bêbado de folga. Mimi a socorreu, sem sucesso, aos gritos tentando tirar a cena de Julia morta em seus braços da cabeça. "Porque?" pensava Mimi, porque tinha que acontecer aquilo com sua querida irmã? Era um castigo por todas as coisas que fez? Porque um episódio tão horrível poderia estar acontecendo com Mimi? Ela queria que aquilo não estivesse acontecendo, mas infelizmente era o que estava a ocorrer. Mimi acompanhou Julia até o fim, não deixou de ficar do seu lado nenhum minuto, mas não restava nada que a trouxesse de volta, ela tinha sido morta na noite de 15 de Julho de 1958.
     Quando John soube da notícia devido a um telefonema, não resistiu, ele foi até sua mãe, e ao ver Mimi no corredor chorando incontrolavelmente disparou um alto e desesperador grito:

 

 

     -O que aconteceu? O que houve? Onde esta minha mãe? Eu quero vê-la, quero abraça-la, deixe-me entrar, sou filho dela! - gritou John desesperado.

     Mimi o pegou pelo braço fazendo com que sentisse uma pontada em seu coração, suspirou e com os olhos cheios d'água e disse:

     -Ela se foi, John! Se foi para sempre! - disse Mimi com uma imensa tristeza em seu peito.

     -Faça-me o favor! Quero vê-la, não quero mais ouvir suas histórias, Mimi Smith - gritou novamente John agora totalmente apreensivo pela resposta.

     -Ela se foi John! - gritou Mimi para seu sobrinho que ignorou-a novamente.


     John saiu para as ruas, confuso, com raiva, não queria acreditar no que estava acontecendo, ele queria simplesmente sumir daquele mundo, ele não queria mais existir. Ele simplesmente desistiu de tudo e de todos naquela noite; naquela noite renasceu um novo John, com a dor de perder uma mãe, com a dor de não ter um pai, com a dor de não receber o devido amor que deveria ter recebido desde o começo, com a dor da perda, com dores que só com o tempo serão curadas, ou talvez nem o tempo será capaz disso.



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