História A Herdeira - Capítulo 14


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Categorias Harry Potter
Tags Filmes, Harry Potter, Hogwarts, Jkrowling, Livros, Magia
Exibições 28
Palavras 1.820
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Magia, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - 12


-Esperamos você chegar para colocar a decoração toda.

Meu pai explicou. Eu estava ajoelhada no chão da sala, separando os enfeites da árvore. Meu pai colocava os enfeites na árvore e minha mãe pendurava os outros enfeites pela casa. Era véspera de natal e eu já tinha visto meus amigos no campo de lacross e treinado um pouco. Meu treinador disse que eu estava um pouco enferrujada.

-Laurent, nessa sua escola chique não ensinam lacross? Que tipo de escola inglesa não tem lacross? - Disse Elliot, no meio do treino.

-Temos outros esportes, Elliot. Melhor do que lacross.

Mordi a língua para não acabar dizendo;''Que envolvem voar e vassouras mágicas.''

-Sei, sei...

Encontrei Danielle e fomos tomar sorvete. Eu gostaria de dizer que tudo continuava igual como antes, mas não. Eu não podia lhe contar nada sobre Hogwarts e ela parecia pouco interessada em me contar qualquer coisa sobre Londres e a escola. Eu não a culpava.

-Claire, você pode ajeitar a mesa por favor querida.

-Claro, mãe.

-E tire essas botas... - Meu pai reclamou.

-Onde eu vou guardar minha varinha?

-Você não precisa guardar a varinha sempre com você, pode deixar no quarto. - Papai disse.

-A professora Locke sempre diz que um bruxo deve manter aua varinha sempre perto de você, mesmo que não possa fazer mágica.

-Você não pode? - Mamãe me encarou. - Estamos de olho, mocinha.

Eu ri e revirei os olhos. Arrumei a mesa do jeito que a minha mãe mandou e em alguns minutos, estávamos prontos para jantar.

Tinha um peru recheado, torta de abóbora, purê de batata, pães caramelados, nozes, bolo de limão com recheio de morango frescos.

Comemos muito e depois fomos assistir especiais de natal na televisão. Não era o mais animado dos natais, nem o mais rico, mas era apenas nosso. Tomávamos chocolate quente, enrolados em um cobertor quente, enquanto a neve se acumulava nas calçadas sujas do East Village.

Quando deu uma hora da manhã, eu subi para o meu quarto e meus pais me deram boa noite antes de dormir. De manhã abririamos os presentes, como era de costume. Eu havia comprado um casaco novo para papai e um perfume para minha mãe.

Até Zia, que estava dormindo na gaiola, coberta com um cobertor quente com uma pequena fresta para o ar entrar, ganharia um presente; uma cesta cheia de frutas frescas.

No meio da noite, a janela do meu quarto se abriu e o vento frio entrou. Corri para fecha-la, vendo, na janela da casa vizinha, um corvo preto, me encarando fixamente. Dei de ombros e fechei a janela.

Me enrolei nos cobertores e adormeci.

***

-Calada.

A voz sussurrou no meu ouvido, ameaçadora. Abri os olhos e encarei na escuridão do meu quarto uma pessoa usando uma máscara que lhe cobria o rosto, deixando a mostra apenas os olhos, azuis e frios como o gelo. A pessoa pressionou na minha testa algo pontudo e frio e eu percebi que era uma varinha.

Arquejei, supresa, e a pessoa pressionou a varinha mais forte contra minha testa.

-Quieta. - Pela voz, percebi que era um homem. - Fique queita, senhorita.

Medo se instalou dentro de mim. O que estava acontecendo? Meu coração começou a bater muito rápido e minhas mãos tremiam.

-De pé. - O homem disse. - Fique de pé.

Eu fiz o que ele mandou. O chão estava congelando, mesmo que eu estivesse de meia. Eu dormia de pijama e um casaco, mas isso não impediu que o frio entrasse pelas minhas roupas. O homem não estava sozinho; no meu quarto havia mais duas pessoas, provavelmente dois homens. Eu também não podia ver seus rostos, mas um tinha olhos verdes e outro castanhos.

E os três apontavam varinhas na minha direção.

-Desça e continue calada. - O homem de olhos verdes disse. Engoli em seco, minhas mãos estavam tremendo. Meu corpo todo estavam tremendo. E eu tinha certeza de que não era só do frio.

Desci as escadas, com um homem a minha frente e os outros dois. Se eu soubesse fazer algum feitiço... Minha varinha estava no meu casaco, em um lugar seguro para não quebrar. Eu só tinha aprendido sete feitiços até então; Wingardium Leviosa, Expelliarmus, Reparo, Nox, Lumos, Lumos Máxima e Lumos Solem.

-Essa é a menina? - Disse uma mulher, também de máscara, no andar de baixo. Prendi a respiração quando vi meu pai estirado no sofá, desacordado. Minha mãe estava na poltrona, também desacordada.

-Mãe... Pai... - Eu sussurrei, meus olhos enchendo de água. Eles estavam bem? Eu rezava para que eles estivessem bem.

-É, é ela. - O homem de olhos azuis disse. - Pequena, não? Não entendo como uma cosinha dessas é chave para o plano da Milady.

-Não como ela pode ser. Mas vamos, sem enrolar. Milady está esperando.

A mulher puxou meu braço com força, me empurrando para frente.

-Meus pais... - Eu disse. - Eles vão ficar bem?

Mas eles me ignoraram. Eu estava com tanto medo... Por que eles vieram atrás de mim? E quem era Milady? Eu queria muito gritar, lutar, chutar, morder. Mas eles tinham varinhas, eram bruxos. E provavelmente sabiam feitiços que eu não sabia e me derrotariam fácil.

Eles me empurravam para fora de casa, uma varinha pressionada contra as minhas costas. Eu tinha que tentar, pelo menos tentar. A mulher largou meu braço e eu os cruzei por baixo do casaco. Respirei fundo quando minha mão agarrou o cabo da minha varinha.

A mulher abriu a porta da minha casa e saiu. Um plano maluco formou-se na minha cabeça. Assim que a mulher saiu da minha frente, eu puxei a varinha, corri para a rua e apontei para o céu.

-Lumos Solem!

Um facho de luz incandescente saiu da ponta da minha varinha e eu tive que fechar os olhos por causa da claridade. Aproveitei essa chance e corri, o máximo que consegui, enquanto a luz ainda se dispersava. Um raio vermelho passou a centímetros de mim.

Eu esperava, desesperadamente que algum bruxo na região visse meu sinal e fosse me ajudar. Se existiam tantos bruxos, não era possível que algum deles não visse o clarão de luz. Eu nem estava ligando para o fato de que eu acabara de assinar minha expulsão de Hogwarts.

-Expelliarmus! - Eu apontei minha varinha para trás e gritei repetidas vezes. Eu nem sabia se estava acertando ou não os meus captores. Continuei a correr a esmo pelas ruas de Londres.

-Estupefaça! - Alguém gritou atrás de mim. Corri ainda mais rápido, virei apenas um instante para trás e gritei:

-Lumos Máxima! - Mais uma vez, o clarão de luz me ajudou e eu corri. Eu não fazia ideia de para onde estava correndo. Tudo o que eu sentia era medo.

Me deparei com uma área arborizada e pensei que tivesse chegado ao Hyde Park, mas era só um quintal cheio de árvores. Corri para lá e subi na primeira árvore que encontrei.

Prendi a respiração quando um dos meus captores passou por mim, mas não me viu. Suspirei aliviada e me encostei no tronco da árvore, exausta e morrendo de frio.

Não nevava, mas isso não significava que estivesse congelando. E ainda tinha meus pais. Eu nem fazia ideia do por que aquelas pessoas estavam atrás de mim, mas o que elas tinham feito aos meus pais? Eles estavam vivos? A última pergunta me fez chorar.

E se eles não estivessem vivos. E se aquelas pessoas tivessem os matado. O que é que eu faria sem meus pais? Chorei ainda mais, o que era ruim por que até minhas lágrimas estavam geladas.

-Quem está aí? - Uma voz conhecida chamou. Mas não podia ser ela... Não podia.

-Rose? - Eu a chamei, descendo da árvore.

-Claire? Claire é você mesma? - Ela estava correu na minha direção. Eu mal sentia minhas pernas de tanto frio, elas estavam dormentes, por isso quase caí ao aterrissar no chão.

-Rose. - Eu a abracei. Ela me abraçou de volta, mais forte.

-Você está congelando! O que está fazendo aqui? Nós vimos o clarão e viemos ver o que era...

-Nós temos que nos esconder... - Eu a puxei para perto da árvore. - Vem, sobe, a gente tem que se esconder.

-Por que, o que aconteceu? Foi você que deu o sinal de luz?

-É, foi eu.

-Claire, mas o que...

Fiz sinal para Rose se calar. A mulher de máscara estava perto da árvore, olhando para cima, onde a alguns segundos eu estava escondida. Porém, eu estava com Rose, tremendo de frio, encolhida ao lado da árvore. A mulher avançou no meio das árvores e Rose me puxou, por um caminho que ela conhecia.

Corremos em meio as árvores e avistei uma casa de dois andares, iluminada. Corremos ao lado da casa e eu segui Rose quando ela foi para a frente da casa. A mulher que eu tinha visto em King's Cross, de cabelos castanhos cacheados e o homem ruivo estavam lá, juntamente com um menino de não mais do que nove anos de idade, moreno e de olhos castanhos.

-Abaixem! - A mulher gritou e eu puxei Rose para baixo enquanto um raio verde passava acima de nossas cabeças. - Estupefaça! - Ela gritou.

-Protego! - O homem disse e eu levantei a cabeça do chão para ver o que estava acontecendo. A mulher morena estava duelando contra a mulher de máscara e o homem ruivo contra o homem de olhos azuis. Mas eu não via os outros dois homens.

-Fiquem abaixadas! - A mulher de cabelo cacheado gritou para nós duas. O menino também estava abaixado, com a mão nos ouvidos. Havia gritos para todos os lados, raios de diferentes cores e feitiços que eu desconhecia.

-A menina! - A mulher de máscara disse. Eu ergui a cabeça para ver que os dois homens estavam vindo na minha direção. Apontei minha varinha para uma pedra que havia perto dali.

-Wingardium Leviosa! - Gritei. A pedra levitou até suas cabeças e caiu em cima de um deles. O outro olhou para mim e aparatou, levando seu amigo junto. O outro homem, o de olhos azuis, também aparatou. A mulher porém, permaneceu na luta por alguns minutos.

-Estupefaça! - Ela gritou na direção do homem ruivo e em seguida defendeu-se de um feitiço. Todas as vezes que ela dizia um feitiço, ela dava um passo na minha direção. Eu comecei a me arrastar para longe da batalha, agarrando minha varinha. Consegui ficar atrás da mulher de cabelos cacheados e ajudei Rose a se levantar.

O duelo prosseguia, mas a mulher de máscara estava ficando cansada. Ela olhou para mim e só então percebi que seus olhos eram completamente negros, como carvão.

-Crucio! - Ela disse, ainda olhando para mim. - Estupefaça!

O feitiço era para mim. O último.

Soube disso quando caí para trás e a escuridão se fechou ao meu redor.



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