História A Herdeira - Capítulo 15


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Categorias Harry Potter
Tags Filmes, Harry Potter, Hogwarts, Jkrowling, Livros, Magia
Exibições 32
Palavras 1.655
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Magia, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - 13


Pov. Narrador

Hermione Granger-Weasley estava nervosa.

Ela estava agarrada a sua varinha, segurando-a tão forte, que os nós dos seus dedos estavam ficando brancos. Mas não era só ela; Rony Granger-Weasley, seu marido, estava sentado ao seu lado, apertando sua mão livre com um pouco de força. Hermione notou que a outra mão dele tremia levemente. Na frente deles, Harry Potter andava de um lado para o outro, passando a mão pelos cabelos já bastante bagunçados.

-Harry, se você não quiser abrir um buraco no chão, sente-se. - Ela disse. Harry bufou, mas acabou se sentando na cadeira atrás da mesa do seu escritório.

Estavam em Godric's Hollow. Mais precisamente, no escritório de Harry, enquanto os outros da Armada de Dumbledore estavam na sala, ou no jardim montando guarda. Harry tinha pedido para conversar com os amigos em que mais confiava. Gina não estava presente por que cuidava de uma Claire desacordada, abrigada no quarto de hóspedes da casa.

-O que vamos fazer? - Harry perguntou por fim. Ele e Rony olharam para Hermione.

-Por que estão olhando para mim?

-Você que é a inteligente. - Rony disse e deu de ombros. Ele fazia círculos no dorso da palma de Hermione o que era calmante.

-Eu não sei. Eu não faço ideia. - Ela admitiu.

-Nunca achei que veria o dia em que Hermione não sabe de alguma coisa. - Harry estava tentando aliviar o clima, mas não conseguiu. As coisas estavam sérias demais.

-O que sabemos sobre o ataque? - Rony perguntou.

-Executado por quatro pessoas. Uma mulher, três homens. Os quatro fugiram e não vimos seus rostos. Estavam usando máscara e roupas pretas. Eles queriam levar Claire, usaram magia, então claramente não eram trouxas. - Hermione tinha o rosto sério, como se estivesse lembrando da cena.

-E a casa? Os pais dela? Como eles estão? - Harry perguntou.

-A casa já voltou a normal. Os pais estão no andar de cima, estão vivos, só desacordados. - Rony respondeu.

-Por que tentariam sequestrar uma menina nascida-trouxa? Ela não tinha qualquer ligação com o mundo mágico até quatro meses atrás... - A mente de Hermione estava trabalhando a mil. Harry podia ver as engrenagens na cabeça dela funcionando, as peças do quebra-cabeça se encaixando aos poucos.

-Não temos que pensar nisso agora, Hermione. Temos que decidir o que vamos fazer com os pais dela.

-Não é uma decisão que Claire deveria tomar, Harry? - Rony questionou.

-Precisamos pelo menos ajudá-la a tomar essa decisão. Dar uma opção a ela.

-E que opção você sugere? - Rony ergueu uma sobrancelha.

-Não sei. Mas as coisas não vão voltar ao normal depois disso. Os Laurent estão em perigo.

-Eu sei. Mas o que faremos? Pedir a Armada de Dumbledore que vigie a casa deles? Abriga-los em um local a prova de feitiços?

-É uma opção. - Harry concordou.

-Obliviate. - Hermione disse de repente. Ela tinha ficado calada por alguns segundos, pensando.

-Remover as memórias deles? - Rony tinha ficado confuso por um segundo. Mas Harry entendera o que Hermione queria sugerir.

-Não só dessa noite. - Harry murmurou. - Mas de Claire, como um todo.

-Vocês ficaram malucos? Estão querendo apagar onze anos de memória! - Rony se levantou e passou a mão pelos cabelos ruivos repletos de mechas grisalhas.

-Mas será mais seguro. - Hermione argumentou. -  Entenda Rony. Ninguém poderá ameaçar os pais de Claire por que não se lembrarão dela. É como se ela não tivesse existido na vida dos dois.

-E como isso pode ser mais seguro?

-Não vão atrás deles. Eles ficarão bem. - Harry disse.

-Não podemos decidir isso. É uma decisão de Claire, não nossa.

-Ela os ama. É claro que não vai fazer isso. - Harry argumentou.

-Mas não são nossos pais que passaram por isso. - Rony se arrependeu do que disse na mesma hora. Harry não tinha pais há anos e Hermione tinha feito a mesma coisa com os pais a dezenove anos atrás. - Eu... Eu sinto muito.

-Tudo bem. - Harry disse. - Você tem razão, a gente não deveria fazer isso sem ela concordar.

-Eu falo com ela. - Hermione se prontificou. - Assim que ela acordar.

-E os outros? O que estão fazendo? - Rony quis saber.

-Gina está com Claire. Fleur e Gui estão com os pais dela, tentando descobrir se foi poção do sono ou o feitiço estupefaça. Pedi a Neville, Luna, Angelina e George, que fossem investigar a casa.

-Harry? - Gina chamou, na porta.

-Sim querida.

-Ela acordou.

-Obrigada. - Harry sorriu para a esposa e Hermione se levantou.

-Eu vou lá. Volto rápido. - Rony beijou a testa de Hermione. Ela sorriu.

Hermione saiu do escritório, acompanhada de Gina.

-Como ela está,Gina?

-Confusa, assustada e preocupada com os pais. Quase morreu de hipotermia. Mas... Você notou?

-O quê? - Hermione perguntou. Gina tinha parado em frente ao quarto de hóspedes, impedindo-a de entrar.

-A menina, Hermione, é quase uma cópia dela.

Hermione engoliu em seco. Gina não precisava dizer o nome para que Hermione soubesse quem era. Na Armada de Dumbledore não havia outra ela, nem ele que eles não soubessem quem era.

-Por favor Gina... Você deve estar apenas com uma impressão.

-Então entre. - Gina desafiou. - E não diga que não avisei.

Hermione entrou e fechou a porta atrás de si. Claire Laurent estava enrolada até o queixo, com três cobertores grossos, três pares de meias e um gorro. A garota se sentou na cama, tirou o gorro e fitou Hermione.

-Olá. - Hermione disse. Claire piscou os olhos. Gina estava certa, pensou Hermione. A garota era uma cópia de Megan Whitaker, com apenas os cabelos de cor diferente. Mas os olhos, o formato do rosto, do nariz e até mesmo a maneira como ela mordia o lábio inferior, lhe lembrava Megan.

-Onde estão meus pais? Gina não me disse... - Claire perguntou. - E Rose? Ela está bem, não está?

-Acalme-se. - Hermione disse. - Estão todos bem, não se preocupe. Você pode me dizer o que aconteceu, Claire?

-Eu estava dormindo. E então um homem sussurrou para que eu ficasse calada e me obrigou a descer as escadas. Depois eu vi meus pais desacordados. - A garota desatou a falar. - Quando a mulher abriu a porta eu corri, soltei um facho de luz, Lumos Solem, e corri pelas ruas de Londres. Me escondi em uma árvore e Rose me achou. O resto da história, você sabe. Mas eu não entendi por que me pegaram. Por que eles estavam atrás de mim? Eu não fiz nada... Nem sabia que magia exista.

-Respire. - Hermione disse, colocando as duas mãos nos ombros da menina e sentando na cama, ao seu lado. Deus do céu, ela pensou, ela também fala como Megan. - Seus pais vão ficar bem. É sobre eles que vamos conversar.

-Você é a mãe de Rose? - Ela perguntou. Hermione sorriu, passou uma mão pelos cabelos castanhos escuros e sedosos da menina. Ela era curiosa, como o casal que Hermione conhecera a anos atrás. Ela se repreendeu mentalmente por isso, não deveria comparar aquela garota a pessoas mortas.

-Sim, sou. E Ministra da Magia também. E, como você, nascida-trouxa.

-Nascida-Trouxa? É sério?

-Sério. Recebi a carta de Hogwarts também aos onze anos, pela mão do professor Dumbledore. Já ouviu falar dele?

-Já ouvi falar dele, queria te-lo conhecido.

-Ia gostar. Ele foi uma pessoa incrível.

-Acho que nos desvíamos do assunto.

Hermione riu.

-Um pouco. Mas agora eu preciso lhe explicar uma coisa, bem séria.

-O que é?

-Seus pais correm perigo, criança. Você também corre. As pessoas que vieram atrás de você podem voltar e talvez a gente não consiga proteger vocês três.

-Então... A gente precisa se esconder? - Claire perguntou.

-Não garanto que se esconder, ajudará em alguma coisa. Mas temos uma solução, uma solução da que você terá de abrir mão de muita coisa.

-Diga. - Hermione admirou a menina por que ela não a impediu de falar. A admirou por que ela não estava tentando parecer forte, ou não chorar. Algumas lágrimas já tinham rolado pela sua bochecha, mas ela estava enfrentando o que lhe causava dor. Era realmente corajosa, aquela pequena menina...

-Existe um feitiço, Obliviate. O feitiço que remove a memória. Se usarmos esse feitiço em seus pais, removeríamos você da vida deles. Parece cruel, mas isso impediria que bruxos das trevas viessem atrás deles.

-Mas eles não se lembrariam de mim?

-Não. Seria como se você não tivesse existido na vida deles.

-Mas os manteria seguros? Isso os deixaria a salvo?

-Sim, deixaria. - Claire desviou os olhos e fitou a janela. Em Godric's Hollow, nevava. A neve descia lentamente do céu, acumulando-se nas calçadas e nos telhados das casas.

-Faça. - Ela sussurrou, ainda sem olhar para Hermione. - Faça enquanto ainda estão desacordados, por favor.

-Eu passei por isso querida. Eu também tive que remover as memórias dos meus pais.

-Teve? - Claire a olhou. As lágrimas rolavam livremente pelo seu rosto e ela não fazia o menor esforço para esconder, não que devesse.

-Tive e eu mesma fiz o feitiço. Não se preocupe, eu vou ser cuidadosa e fazer tudo da melhor forma possível.

-Hermione, você poderia me fazer um favor, além dos meus pais?

-Sim, claro.

-Me apague da memória dos meus amigos. Danielle, Elliot... Todos eles. Eu te dou o nome deles, se você quiser. Por favor, me apague das memórias deles.

-Mas... Por que?

-Eu também os quero seguros. Por favor.

-Prometo que farei o possível, minha querida.

Hermione abraçou Claire enquanto ela chorava, soluçando alto, abafando o som no ombro da mulher. A menina tentava inutilmente, parar de chorar mas não conseguia, e ela entendia a dor dela pois tinha passado por coisa igual e tinha chorado ainda mais do que Claire. Hermione percebeu que aquela misteriosa garota, era mais forte do que ela imaginava.



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