História A Herdeira - Capítulo 16


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Categorias Harry Potter
Tags Filmes, Harry Potter, Hogwarts, Jkrowling, Livros, Magia
Exibições 25
Palavras 1.447
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Magia, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - 14


Chorei tanto que acabei dormindo.

Quando acordei, em uma cama diferente da minha, na manhã de natal, fiquei desorientada por um instante. Até que todas as lembranças caíram em cima de mim, ao mesmo tempo.

O quase sequestro. O duelo. O feitiço Obliviate. Meus pais. Pulei da cama e corri para a janela. Mesmo que o sol estivesse alto, a neve não dava o menor sinal de que ia derreter. A estava espalhada pelo gramado da casa onde eu estava e nas calçadas dos vizinhos, como um cobertor branco.

Meu reflexo na janela me assutou um pouco; eu estava desgrenhada, com o rosto sujo, o pijama encardido de poeira e terra. Abri a porta do quarto onde estava, escutando todo o barulho que vinha de baixo. Caminhei pelo corredor e logo soube em que casa eu estava; havia fotos de Alvo, Lílian e Tiago pelo corredor, com várias crianças inclusive Rose e Scorpius e mais outras que eu não conhecia.

Encontrei as escadas e desci. O barulho lá embaixo aumentou quando eu cheguei ao final dela e fiquei observando a pequena multidão. A sala estava lotada de pessoas, a maioria delas eu não conhecia, mas me lembrava de vê-las na estação nove três quartos.

No sofá, estavam as crianças, abrindo presentes de natal. Eu iria abrir o meu presente esta manhã, junto aos meus pais, meu coração doía só de pensar neles então deixei-os de lado.

-Claire? - Gina me notou e veio em minha direção. A sala silenciou em alguns segundos. Todos me encaravam, e eu fiquei vermelha.

-Oi de novo, Gina.

-Como está?

-Faminta. E querendo um banho.

-Suas coisas estão no quarto onde você estava, querida. - Harry disse, aparecendo ao lado de Gina.

-Por que estão lá? - Eu perguntei. Eu ainda não tinha um lugar para ir, para falar a verdade. Se meus pais não se lembravam mais de mim, era óbvio que eu não podia ficar mais em Londres, no East Village.

-Vamos lá para cima. - Gina disse. - Vou lhe ajudar.

-Nós subimos as escadas e Gina me mostrou que minhas coisas estavam perto da porta e depois eu poderia colocá-las onde quisesse no quarto.

-Com o que aconteceu a seus pais, nós pensamos que você poderia ficar aqui por um tempo, se quiser.

-É sério? - Eu disse, comovida pela sinceridade de suas palavras.

-Sim, é claro. Você sempre é bem-vinda por aqui.

Abracei Gina, agradecida pelo seu ato.

-Obrigada. - Eu disse. - De verdade, obrigada.

-De nada querida, mas agora tome um banho, tem comida lá embaixo para você.

Havia um banheiro no quarto e eu agradeci por isso. A água estava quente e eu lavei meus cabelos, tirei a sujeira da minha pele e a terra dos meus cabelos. Meus pés estavam sensíveis e com algumas bolhas e eu não conseguia andar sem pelo menos dois pares de meias.

Gina não estava no quarto, quando eu voltei mas havia deixado roupas para mim. As vesti; roupa de baixo, uma meia longa preta e grossa, uma calça jeans, uma blusa de manga longa vermelha e um casaco preto por cima. Para completar, minhas botas de sempre, já um pouco gastas.

Minha varinha estava em uma mesa próxima da cama e eu a guardei na minha bota, como sempre. Então eu me lembrei de algo aterrador: eu estava expulsa de Hogwarts, jamais voltaria a escola que eu já amava.

Eu tinha feito magia fora da escola, mais de uma vez e tinha certeza de que estava encrencada.

Sequei meus cabelos com uma toalha e mesmo úmidos, desci as escadas. Ainda havia uma pequena multidão de pessoas na sala, mas não fui no meio delas, pois Gina acenou para segui-la.

-Tem café. - Eu acenei com a cabeça. - Com leite e açúcar? - Harry perguntou.

-Por favor.

-Achei que vocês londrinos só tomassem chá. - Harry disse sorrindo. Revirei os olhos.

-Detesto chá.

-Idem. - Ele disse e nós dois tomamos uma xícara de café quente.

-Obrigada por me deixar ficar, Harry. - Eu disse.

-Era o mínimo que nós podíamos fazer. Eu sinto muito pelo seus pais.

-Obrigada. - Bebi mais um gole de café.

-Fomos a sua casa, pegar suas coisas. Achamos o presente de seus pais, debaixo da árvore, para você. Está na sala, caso queira abrir.

Eu suspirei.

-Depois.

-Claire? Onde ela está? - Era Lily. Ela chegou a cozinha, me viu e me abraçou com força. Fiz questão de devolver seu abraço.

-Você está bem?

-Sim, eu estou.

Foi a minha resposta padrão. Eu a usei com Alvo, Tiago, Ted, Victorie, Dominique, Roxanne e todos os outros que falaram comigo. Eu não decorei nem metade de seus nomes, pois eram muitos, mas pelo menos eu tinha alguma ideia de quem era quem. Rose me apresentou seus irmão mais novo, Hugo e seus primos e amigos; Lucy, Molly, Louis - Irmão de Dominique - Fred, irmão de Roxanne e Lorcan e Lysander Scamander-Lovegood, que estudavam em Hogwarts, no mesmo ano que Tiago e eram gêmeos, de cabelos loiros e olhos verdes.

-Uau. É muita gente... - Eu disse para Rose.

-E ainda falta gente. Metade das pessoas nem estão aqui.

Fiquei boquiaberta. O resto das pessoas estava chegando, aos poucos, povoando ainda mais a casa. Eu precisava falar com Harry e o único lugar disponível era o escritório dele.

-Diga, Claire.

-Eu fiz magia fora da escola. Mais de uma vez. Estou encrencada? Foi só um feitiço simples, nem era tão poderoso... Eu só não sabia o que fazer, mas na hora eu nem pensei em Hogwarts e que eu poderia me meter em encrenca, eu só fiz o feitiço. Isso é ruim? Estou expulsa da escola?

-Acalme-se. - Harry sorriu para mim. Fiquei vermelha ao perceber que tinha falado demais. Quando fico nervosa, isso acontece. - Está tudo bem. Você não será expulsa, Hermione já interferiu no seu caso.

Suspirei, aliviada. Quando voltamos para sala, estava mais caótico ainda. Harry chamou a atenção de todos.

-As crianças vão a um passeio com a supervisão de Ted e Victorie. - Começamos a protestar. - Nada disso. É assunto de adulto e vocês não podem ficar. Ted, traga-as de volta ao meio-dia, por favor. Podem ir.

-Ah não, pai! - Tiago disse. - Eu não sou criança...

-Se eu que tenho 16 não posso escutar, você que tem 11 muito menos. - Ted disse. - Vamos dar uma volta por Godric's Hollow.

-Até eu tenho que ir? - Perguntei.

-Eu te conto tudo depois. - Gina disse e piscou para mim.

-Vem Claire! - Victorie me chamou. - Já que vai morar aqui, tem que conhecer a cidade, não acha?

-É. Certo.

Victorie estava atrás de mim, junto com Ted. Os dois andavam de mãos dadas e conversavam baixinho. Lorcan, Lysander e Tiago andavam mais a frente, conversando sobre quadribol. Dominique, Roxanne, Louis e Fred estavam logo atrás dos três. Ao meu lado estavam Alvo e Rose. Lily e Hugo estavam atrás, discutindo.

-Você vai gostar daqui. - Alvo me disse. - Neva quase todos os meses do ano, e caí granizo em alguns. Não faz muito sol e no verão também neva.

-Não me lembro de um verão sem neve. - Disse Rose. - Todos os verões em Godric's Hollow tiveram meio metro de neve.

Eu sorri.

-E, em Londres, meio metro de nuvens cinzentas. Lá chove quase todo dia, geralmente a noite.

-Não sei por que neva tanto aqui. Jamais entendi. - Alvo desviou de uma caixa de correio.

-Eu sei. - Rose sorriu. - As massas de ar frio que-

-Rose. - Alvo a interrompeu. - Não comece, por favor.

-Estamos de férias, Rose. Nada de escola perto de mim. - Acrescentei.

-Olhem. - Victorie nos chamou. - A casa dos Whitaker.

Paramos em frente a uma casa de dois andares, pintada de um verde descascando, em ruínas. O jardim estava morto e sem vida, não havia uma florzinha sequer. As janelas estavam quebradas e a porta da frente não existia mais. Um dia, eu tinha certeza de que aquela casa fora cheia de vida, mas agora era vazia e fria.

O mais estranho? Eu poderia jurar que já tinha visto este lugar antes. Aquela casa me era familiar, eu sintia que já tinha estado lá antes, mas eu nem sabia que a casa existia.

-Estranho. - Eu disse.

-O quê? - Alvo quis saber.

-Nada. - Desconversei, dando de ombros.

Continuamos a andar, mas a casa misteriosa não saia dos meus pensamentos. Toda vez que eu olhava para trás, esperava ver a casa de novo. Eu tinha uma leve impressão de que aquele lugar escondia mais segredos do que aparentava.



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