História A Herdeira - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Filmes, Harry Potter, Hogwarts, Jkrowling, Livros, Magia
Exibições 21
Palavras 1.342
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Magia, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


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Capítulo 21 - 19


Juliette me pediu tantas desculpas que parei de contar no trinta e cinco.

-Me desculpe, de novo, Claire. Eu não fazia ideia do que estava fazendo...

E com esta eram trinta e seis.

-Tudo bem. Já passou.

Eu disse e sorri para ela, na esperança que pudesse parar de fazer isso.

Eu estava me sentindo muito bem, depois de uma semana na enfermaria. Recebia a visita dos meus amigos todos os dias, duas vezes, e eles me colocavam a par de tudo o que perdera. Rose falava de aulas e feitiços que eu precisava aprender. Alvo me contava como andava a competição de quadribol entre as casas. Scorpius simplesmente conversava sobre qualquer coisa que lhe viesse a cabeça, não importava o quê.

Quando insisti que estava bem, Madame Pomfrey me deixou ir embora, avisando-me que a diretora queria falar comigo. Adiei a visita por dois dias seguidos, pois estava ocupada mas eu sabia que não escaparia hoje.

Procurei a professora Locke e lhe perguntei se ela sabia onde era.

-Sei, sim, querida. Me acompanhe.

-Obrigada, senhora.

-Como está se sentindo? - Ela me perguntou. Estava mais calma e tranquila do que no outro dia, no incidente dos meus olhos que mudaram de cor.

-Muito bem.

-Lamento o que acorreu no natal. Deve ter sido difícil para você.

Suspirei e tentei não pensar nos meus pais. Não podia chorar.

-Sim, foi. Mas está tudo bem.

A professora Locke sorriu e me encarou, como se estivesse me vendo pela primeira vez.

-Devo avisá-la, que seu tutor, o senhor Potter, está aqui.

-Harry está aqui?

Perguntei surpresa.

-Quase foi morta Laurent. É de se esperar que a escola chame os responsáveis por você para uma conversa.

-Mas eu... eu...

Fechei a boca, emburrada. Estava tudo bem, eu estava bem. Era certo que não tinha entendido exatamente o que ocorrera, mas pretendia investigar.

-Aqui, chegamos.

Ela disse, quando paramos em frente a uma estátua de fênix.

-Cabeça de Dragão.

A professora sussurrou. A fênix começou a se mover, para cima, revelando uma escada.

-Até mais professora.

Eu disse, me despedindo da professora Locke e corri escada acima. Estava a ponto de bater na sala da diretora, quando um trecho de conversa me fez parar.

-... Naturalmente, o senhor está investigando.

Era a voz da diretora.

-Sim, senhora. Já vi os documentos trouxas da menina, que aparentemente são falsos. Mas não temos maiores pistas do que essa. Nem fazemos ideia do por que de dois ataques a vida da garota.

E essa era a voz de Harry. Meu coração acelerou e eu fiquei escutando.

-O interessante, Potter, é que não era um veneno para matar rapidamente. Era um tipo de veneno que mata lentamente, paralisa por horas e só enfim mata.

-E a garota que entregou a caixa?

-Não se recorda de nada. Achamos que poderia ser uma possessão, como a anos atrás, a mesma que Gina Weasley sofreu. Mas, quando investigamos a senhorita Mason, não havia traços de possessão.

-A maldição Imperius suponho? Poderia ser.

-É uma hipótese. Mas quem nessa escola queria ver a Laurent morta? Não tem inimigos, pelo que sei é mal tem contato com a magia por um ano e...

Sem querer, me encostei demais na porta e ela se abriu, me fazendo cair no chão, corando furiosamente, em frente à diretora e a Harry.

-Que bom que se juntou a nós, senhorita Laurent. Mas da próxima vez, não fique escutando atrás da porta. É falta de educação.

Disse a diretora McGonagall

-Me desculpe. - Murmurei, me levantando.

-Tudo bem,feche a porta e veja aqui.

Fiz o que ela me mandou e lancei um sorriso para Harry, que me deu uma piscadela. Ele estava sentado uma poltrona, frente a diretora, sorrindo. Fiquei de pé, preferindo não encarar a diretora nem ninguém, então em vez disso, encarei os quadros.

Um me chamou a atenção, um velho de branca longa, olhos azuis e oclinhos de meia-lua me encarava, profundamente. Ele sorria para mim, inclinado na minha direção. Sorri de volta para ele, nervosa.

-Espere aqui um pouco, senhorita Laurent, enquanto termino minha conversa com o senhor Potter.

A diretora disse e se levantou, junto de Harry. Os dois saíram da sala e me deixaram sozinha.

-Ah, olá.

Disse o mesmo velhinho que me encarava, com um sorriso. Quando sorriu, o reconheci da coleção de cartas dos sapos de chocolate de Tiago; era Alvo Dumbledore!

Arregalei os olhos.

-Olá, professor Dumbledore.

-Uma jovem apreciadora das boas maneiras, que bom. Deve me conhecer das cartas dos sapos de chocolate, não é?

-Sim senhor.

Eu respondi sorrindo. Ele riu.

-E, se não me engano, você deve ser a tão falada senhorita Laurent.

Corei um pouco.

-É, sou eu.

-Se não tivessem a certeza de que você é uma nascida--trouxa, minha cara, teria lhe confundido com outra pessoa, me desculpe.

-Quem? - Perguntei curiosa.

-Ah, você não precisa saber. Não se deve falar dos mortos, deixo-os descansarem.

-Por acaso, não seria Megan Whitaker, senhor?

Perguntei, me lembrando da foto do time de quadribol e da garota que se parecia comigo. O retrato de Dumbledore, sorriu mais uma vez.

-Exatamente, senhorita. Diga-me, como soube?

-Já me disseram que sou parecida com ela. Há uma foto dela com o time de quadribol da Grifinória.

-Oh sim, eu me lembro de Madame Hooch me dizendo que ela seria uma excelente batedora...

-O senhor a conheceu? - Eu estava curiosa sobre aquela garota que se parecia comigo.

-Sim, tive o prazer de conviver com ela durante quatro anos. Era uma excelente garota, me fazia algumas visitas quando podia.

-O senhor soube de sua morte?

-Sim, eu soube. Um fato lamentável, é claro. O jovem Will era um excelente rapaz, também, embora eu não o tenha conhecido tão bem como a senhorita Whitaker.

-O senhor acha que sou parecida com ela?

-Sim, muito. Tem os olhos dela sabe? É realmente encantador e curioso...

Ele encostou -se na sua cadeira de novo e me encarou, pensativamente. Eu estava prestes a perguntar o que ele estava pensando,quando a porta se abriu e Harry e McGonagall entraram novamente.

-Falando com os quadros, Claire? - A diretora sorriu. Fiquei vermelha.

-Com o professor Dumbledore.

-Ah, olá senhor. - Harry cumprimentou, sorrindo.

-Ola Harry, meu caro rapaz. Como tem passado?

-Muito bem, obrigado senhor.

-Estava tendo uma maravilhosa conversa com a senhorita Laurent. Ela não lhe lembra, os jovens Whitaker ?

Harry sorriu vacilante e concordou com a cabeça.

-Vou deixa -los conversarem.

Alvo Dumbledore sorriu e voltou a tirar uma longa soneca.

-Sente-se Claire. - McGonagall indicou uma cadeira, a poucos metros dela. Harry sentou -se perto de mim e a diretora ficou em pé.

-A luz dos recentes acontecimentos, vocês devem saber que uma investigação se instaurou. A senhorita Mason já foi interrogada e a caixa de bombons confiscada. Mas agora, Laurent, devo me dirigir a senhorita.

-Sim, senhora.

-Tem alguma ideia do por que a senhorita Mason teria feito tal coisa?

-Ela é inocente. - Eu disse mais alto do que pretendia. - Juliette não sabia o que estava fazendo. Estava estranha, sorrindo demais, agindo como uma marionete.

-Mais baixo, senhorita Laurent. Fale mais baixo.

-Desculpe, professora McGonagall. - Murmurei.

-Tudo bem, mas continuando, ela estava estranha, correto? No que mais a senhorita reparou?

-Não parecia ser ela mesma. Quando estávamos no corredor, ela nem parecia ter ideia do que fazia. Ficou assustada quando eu comecei a sufocar.

-O comportamento é recente, ou já o havia notado antes?

-Recente. Não a vi agindo assim antes do natal.

-Antes do natal. - Harry murmurou, me encarando. - Parece que as coisas realmente pioraram depois do natal...

-Isso é tudo senhorita Laurent. Pode ir e não fique escutando atrás da porta.

Sorri amarelo e sai da sala me despedindo de Harry.

-Até mais, ainda vou ver os meninos, não se preocupe.

Ele disse e eu corri na direção da torre de Astronomia, onde eu sabia quem estava me esperando. Scorpius estava sentado um degrau acima de Rose e Alvo. Rose claramente ignorava Scorpius, enquanto Alvo tentava manter alguma paz entre os dois.

Contei tudo o que tinha acontecido a eles, desde que entrei na diretoria e os três me olharam de volta perplexos.

-Precisamos ir na biblioteca,olhar os registros. O mais rápido possível. - Eu disse.

-Alguem tem algum plano? - Alvo perguntou.

Rose sorriu presunçosamente.

-Eu tenho um.

-É claro que você tem. - Scorpius revirou os olhos.

-Não briguem. - Eu disse. - Temos muito o que planejar.

Começamos a falar baixinho. Meu coração batia meio descompassado. Talvez por que, no fim das contas, estivéssemos perto de descobrir a verdade sobre a minha vida.



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