História A herdeira do trono - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Amor, Aventura, Comedia, Drama, Ficção, Luta, Magia, Romance, Rpg
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Fuga


  O pânico tomou momentaneamente Isadora. Ela acordara em um lugar desconhecido e não fazia ideia de como chegara lá. Aos poucos as memórias do dia anterior retornaram e o medo deu lugar a raiva. Como aqueles traidores haviam ousado sequestra-la? E contar uma história sobre magia e monstros tão ridícula? Ela ia mostrar a eles que ninguém a fazia de tola!

- Vocês acham que devíamos contar o resto da história? - perguntou Joshua, sentado em uma poltrona conversando com Júlia e Noah.

- Alefei acha que não - Júlia respondeu - ele está preocupado com a Isa. Não quer sobrecarrega-la ainda mais.

- Alefei tem muito a perder não contando toda a verdade - Joshua retrucou - E mesmo assim ele só pensa no bem dela. Que droga! Sou obrigado a admitir que ele me superou. Eu não conseguiria.

- Nem eu.

- Será que Isa já acordou? - Noah começou a levantar.

- Não se mova! - Júlia e Joshua falaram em uníssono.

- Deixe de ser teimoso Noah. Você ainda não pode se mover muito. Eloise vai matar você E A NÓS se o vir passeando pela casa - reclamou Júlia, empurrando-o de volta - lembre-se que ela o deixou sob nossos cuidados.

- E respondendo a sua pergunta Noah. Bom dia Isa! - Joshua falou sorrindo

Isadora escapulira do quarto pronta para brigar, mas não resistira ao ouvir falarem dela e se escondeu para bisbilhotar a conversa. Aparentemente Joshua a notara. Sem alternativa ela saiu de seu esconderijo e postrou-se diante deles determinada a ouvir a verdade da boca daqueles que, um dia, julgou serem seus amigos.

- Algum problema? - Joshua arqueou uma sombrancelha.Isadora respondeu com desdém

- Além do fato de que fui praticamente sequestrada e me encontrar em um lugar desconhecido e isolado? Nenhum - Isadora tentava, desesperadamente, conter sua fúria. Todos os seus músculos estavam tenços e ela fazia um esforço hercúleo para não matar Joshua pela expressão irônica no rosto dele.

- Que bom pra você - ele respondeu com humor e um sorriso malicioso - gostaria uma bebida? Ou, talvez, da presença do Levi para acalma-la?

Isadora avançou sobre Joshua determinada a desfigura-lo, de tal maneira que nenhuma mulher voltaria a olha-lo. Mas a detiveram na metade do caminho. Braços fortes como aço a envolveram, sua costa se chocou contra um peito forte e em pouco tempo ela foi imobilizada.

- Acalme-se - Levi falou perto de sua orelha. Ele estava indo à cozinha quando viu Isadora atacar o moreno e resolver ajuda-lo, apesar de saber que Joshua merecia.

- Eu sei que assassinar o Joshua é uma ideia tentadora querida, mas precisamos manter a civilidade - Layla entrou carregando uma bandeja de chá. A depositou sobre a mesa de centro e encarou Isa, a raiva da amiga a preocupou.

- Levi, já pode solta-la - percebendo, pela primeira vez, o quanto estavam próximos, Levi afastou-se rapidamente encarando o chão, as bochechas assumindo um intenso tom de rosa. Um sorriso malicioso abriu-se nos lábios de Joshua e ele levantou uma sombrancelha sugestivamente. Levi corou ainda mais.

- Joshua, pare de sorrir ou o farei engolir os dentes - diferente de Isadora, Layla realmente poderia machuca-lo. Ele apertou os lábios em uma linha fina.

Layla olhou ao redor, Levi parecia um tomate, Joshua era um idiota, Noah encarava Isadora em choque. Usando todo o seu autocontrole, para não espancar aqueles homens por serem uns inúteis, ela ordenou, firmemente, que todos os possuidores de um cromossomo y se retirassem da sala.

- Por que? - Joshua a encarou ultrajado - se vocês pretendem ter uma conversa de mulher para mulher posso muito bem ficar presente! Tenho uma alma muito sensível, sabem? - ele bateu os silhos delicadamente enquanto fazia a expressão mais inocente e adorável que pôde. Depois disso Layla começou a jogar objetos contra ele. Joshua ria e desviava, mas quando ela pegou uma faca ele saiu correndo da sala.

Layla respirou fundo e calmamente arrumou suas roupas amaçadas, o cabelo, a sala. Ao terminar virou-se para as amigas. Isadora a encarava, perplexidade e raiva brigavam dentro dela, Júlia ria descontroladamente. Recomposta e com um sorriso ela perguntou:

- Aceitam um chá?

Isadora encarava Layla com assombro, a moça servia com calma e delicadeza o chá logo após uma briga.

- Você parece estar se perguntando como Layla pode estar nesse estado de serenidade - Júlia encarou Isadora com um olhar divertido - a resposta é bem simples, ela e Joshua brigam tanto que situações como aquela já são normais.

- Eu nunca os tinha visto brigando - Isadora falou depois de provar o calmante chá de camomila.

- Eles tentam ser civilizados na sua frente.

- Aquele menino é uma peste - Layla falou servindo uma xícara de chá para si.

- Você gosta dele - Júlia provocou.

- Não gosto.

- Gosta!

- Não gosto!

- Quietas! - Isadora se exaltou - Eu fui presa, pelas pessoas que eu jugava serem minhas amigas, em um lugar desconhecido. Vocês me devem respostas!

- Nós explicamos a situação, ontem, para você - Layla falou em tom conciliador.

- Aquela história absurda sobre monstros e magia? Por favor, eu não tenho cinco anos! E aquilo não respondeu a metade das minhas dúvidas!.

- Tudo bem - Layla cedeu com um suspiro - pergunte o que desejar, eu e Júlia faremos o possível para sanar todas as suas dúvidas. Espero que assim você acredite em nós.

- Por que estou aqui?

- Os monstros a estão caçando - Júlia respondeu prontamente - E nós a eles. Você ficará aqui até que todos sejam localizados e exterminados, então poderá voltar para casa, apesar de sua vida nunca mais voltar a ser a mesma - Isadora a encarou. Ela não queria conversar sobre seres mitológicos ou coisa parecida. Vendo a cara da amiga Layla enterveio.

- Seus pais aprovaram nosso método.

- Por falar em meus pais - Isadora virou-se para ela - onde eles estão?.

- Foram embora hoje mais cedo. Você é o alvo das criaturas das trevas não eles - silêncio.

- Mentirosa.

- É verdade, dou-lhe minha palavra, contanto que não estejam próximos a você não correram riscos.

- Meus pais nunca me abandonariam em uma situação como essa! VOCÊ É UMA MENTIROSA! SUA DESGRAÇADA! - Layla a olhou magoada. Ela entendia a confusão que se passava na vida da amiga, no entanto a honra era um dos pilares de um cavaleiro, principalmente de um que fora escolhido para proteger a família real, nem Joshua, durante seus piores desentendimentos, havia contestado sua honra.

- Isadora! - Júlia falou firmemente - Eu e Layla estamos a sua disposição. Mas a honra é algo que levamos muito a sério. Sugiro que volte a seu quarto e tente descançar.

- Já descansei o bastante - Isadora ergueu o queixo em uma postura desafiante.

- Então reflita sobre suas palavras. Você não é a única que está sofrendo! Quando se sentir mais calma e capaz de controlar seus nervos, volte para que possamos contar o resto da história.

Isadora a encarou petulante, Júlia sustentou o olhar. A situação fez com que Layla esquece que fora insutada e desejasse ri. Isa era teimosa igual a mãe! Mas Júlia era uma Noirot e os Noirot tinham uma tradição militar muito forte, ninguém conseguia intimida-los, muito menos subjuga-los. Após vários segundos Isadora deu a costa para as amigas e se dirigiu às escadas. Mesmo derrotada ela exalava orgulho.

- Você está bem, Layla? - Júlia se aproximou e tocou o braço da amiga.

- Vou sobreviver - Layla respondeu - Mais importante, ela é igualzinha a mãe! - os olhos de Júlia brilharam.

- Sim - as amigas encaram a porta, pela qual Isa tinha passado, enquanto lembravam de outros tempos em um lugar muito longe dali.

Naquela noite uma tempestade desabara. O vento e água assoitavam as janelas fazendo-as extremesser. Isadora estava encolhida em sua cama ouvindo os sons que provinham do andar inferior, o cheiro de comida fez seu estômago roncar, mas, desde aquela manhã, ela se recusava a por os pés para fora do quarto. Uma comoção chamou sua atenção, as vozes tornaram-se frenéticas, cadeiras foram arrastadas e passos apressados soaram na casa.

Isadora aproximou-se da janela no instante em que duas figuras encapuzadas saíram da casa. Elas postaram-se na frente da porta e encararam a escuridão. O vento soprou o capuz da figura menor revelando, por um segundo, uma cabeleira ruiva, Eloise. Ela trazia uma vara comprida, mas quando ela a ergueu e migrou, Isadora notou ser um rifle. O tiro ecoou noite adentro acompanhado de um berro que gelou o sangue de Isa. Eloise atirou novamente, dessa vez não houve resposta, ela olhou para a figura ao seu lado e fez um sinal negativo com a cabeça. Eles pareceram discutir e o maior apontou para o quarto de Isa, Eloise assentiu e eles entraram.

Isadora correu em direção a porta e a trancou. Mais cedo, antes de se enclausurar no quarto, ela revistara a casa e concluira que seus pais, realmente, não estavam ali, ela estava sozinha. Agora, pelo o que tinha visto, estavam indo encontra- la.

Passos soaram na escada fazendo seu coração disparar. Ela correu, pegou uma sacola de viagem em cima do guarda-roupa, encheu-a com todo o material de higiene que encontrou no banheiro, o pouco de dinheiro que trazia nos bolsos, uma manta grossa, a pendurou no ombro e se dirigiu à janela. A água a encharcou e o vento fez seu corpo tremer. Isadora agarrou-se ao cano de escoamento da calha, fez uma oração silenciosa e escorregou até o chão.

Alefei tremia da frio. Apesar da capa de chuva ele estava encharcado. Mas seu conforto podia esperar, Isa era a prioridade. Ele se dirigiu ao andar superior e bateu na porta do quarto de Isadora. Sem resposta. Ele tentou novamente. Nada. Incomodado com o silêncio ele chutou a porta com força, arrombando-a. O quarto estava vazio e a janela aberta. Alefei sentiu os joelhos fraquejarem ao perceber que Isadora fugira.


Notas Finais


Desculpem pelos erros de português. Espero que tenham gostado


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