História A Herdeira: Prisioneiro de Azkaban - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Tags A Herdeira, Cassie, Harry Potter, Sirius Black
Exibições 21
Palavras 3.158
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi bruxos e bruxas, desculpe-me a demora. A falta de comentários me desmotivou, mas aqui estou eu para outra batalha! Irei postar dois capítulos seguidos, espero que gostem!

Capítulo 2 - Capítulo II - O Retorno


Fanfic / Fanfiction A Herdeira: Prisioneiro de Azkaban - Capítulo 2 - Capítulo II - O Retorno

Dois anos se passaram desde que Cassie, Harry, Hermione e Rony entraram para Hogwarts, e aconteceu exatamente o contrário do que eles queriam. Logo no primeiro ano, teve o caso do Professor Espião e a Pedra Filosofal, e já no segundo ano houve a Câmara Secreta. Em nenhum momento seu pai tentará fazer contato, diferentemente dela que passou todo o seu tempo livre pesquisando algum jeito de conseguir contato com Azkaban. 

-#-

Faltando pouco menos de uma semana para o começo das aulas, Cassie estava deitada espalhafatosamente no tapete da sala fazendo as lições de casa, enquanto Emmeline escrevia alguma coisa para o jornal onde trabalhava, quando o barulho do jornal sendo entregue ecoa pela casa.

Antes que Cassie pudesse corre até a porta, Waffles -seu cachorro- trás o jornal e joga no colo de Cassie antes de voltar às suas atividades, ela se ajeita no sofá ao lado de Emme antes de abrir o jornal, era praticamente uma tradição, as duas lerem o jornal juntas. Porém, assim que o jornal é aberto, a mulher parece perder o fôlego, e as mãos de Cassie perdem a força, forçando-a a apoiar os cotovelos no braço. 
Na primeira página estava escrito em letras grossas e escuras. 
“Black Sirius um Comensal da Morte extremamente perigoso, acusado de traição e assassinato de bruxos e trouxas escapou de Azkaban essa madrugada. Será que ele foi prestar contas com o menino que sobreviveu?” 
O homem da capa era magro, ossudo e os cabelos pareciam que não eram levados a anos. Porém o que prendeu Cassie foi o olhar de tristeza que o prisioneiro demonstrava. 
-CHEGA! Nós progredimos muito para o deixarmos estragar agora! -Emmeline diz extremamente nervosa arrancando o jornal das mãos de Cassie e o jogando na lareira. 
-Mas Em, ele pode vir atrás de nós e... -Cassie começa a falar mas é interrompida. 
-Primeiramente ele nem sabe da sua existência. E se por algum acaso ele vier atrás de nós. Estaremos perdidas! Você não pode ter a menor ligação com esse homem Cassie, caso o contrário... -Agora Cassie que a interrompe. 
-Eu sei, vão me usar para acha-lo, me fazendo de refém, e me matar! -A garota completa entediada. 
-E pior, vão mata-lo! Fugir de Azkaban não vai apenas aumentar a sua pena, ele será condenado à morte! Se o ama, NINGUÉM pode saber quem você realmente é! Muito menos ele próprio! -Emma adverte pela milésima vez. 
-Ok mamãe... -Ela tira sarro.

-#-

Para variar, Cassie chegou atrasada ao trem, e quando finalmente escapou do maquinista foi correndo pelos corredores a procura de seus amigos. Quando finalmente os encontrou na última cabine, já foi entrando e soltando Spodet da gaiola. 
-Vocês não imaginam o que aconteceu! Basicamente aquele velho maluco me prendeu lá na frente por um bom tempo, me contando sobre como ele venceu lobisomens, vampiros e coisas do tipo! Quase o mandei ir se transformar num daqueles e me deixar em paz, porque vou te contar... Que chato! -Toda volta às aulas eram assim, Cassie voltava falando milhões de gírias trouxas. 
-Cassie... -Harry disse lentamente apontando a cabeça para alguma coisa, ou no caso alguém atrás dela. 
Um homem estava ferrado no sono ao lado da janela. O estranho usava um conjunto de vestes de bruxo extremamente surradas e cerzidas em vários lugares. Parecia doente e cansado. Embora fosse jovem, seus cabelos castanho-claros estavam salpicados de fios brancos. 
-Prof. R. J. Lupin -Cassie cochicha assim que lê o nome na bagagem extra- O novo professor de DCAT? 
A garota sentia que conhecia o professor de algum lugar, mas sua mente parecia ter um bloqueio a impedindo de lembrar. 
-É o único cargo disponível! -Hermione diz observando o homem. 
Cassie senta ao lado do professor ficando de frente ao trio, e eles desatam a conversar sobre as férias e coisas do tipo. 
De repente o trem para em um tranco, e em seguida as luzes se apagam deixando tudo uma penumbra. 
-O que está acontecendo? -A voz de Rony ecoa junto com o barulho de um pano passando na janela- Acho que tem gente embarcando no trem. 
Uma mistura de reclamações, e vozes simultâneas se faz presente, e Hermione sai da cabine avisando estar indo atrás do maquinista. Logo depois, Neville e Gina ocupam seu lugar alegando estarem perdidos. 
-SILÊNCIO! -Uma voz rouca ordena, e todos olham para o professor que segurava sua varinha que estava acesa como uma vela. 
Depois de um bom tempo em silêncio apenas ouvindo os ruídos de fora da cabine, Cassie se pronuncia. 
-Vou atrás da Mione! -Ela diz levantando e indo até a porta. 
Mas antes que pudesse abri-la um vulto de capa que alcançava o teto a abre primeiro. Seu rosto estava completamente oculto por um capuz. Havia uma mão saindo da capa e ela brilhava, um brilho cinzento, de aparência viscosa e coberta de feridas, como uma coisa morta que se decompusera na água... 
Mas foi visível apenas por uma fração de segundo. Como se a criatura sob a capa percebesse o olhar de Cassie, a mão foi repentinamente ocultada nas dobras da capa preta. 
-Saia da frente, eu quero passar, cara estranho! -A menina ordena, mas antes que pudesse encostar-se à criatura para empurra-la, a coisa encapuzada, fosse o que fosse, inspirou longa e lentamente, uma inspiração ruidosa, como se estivesse tentando inspirar mais do que o ar à sua volta. 
Um frio intenso atingiu todos os presentes. Cassie sentiu a própria respiração entalar no peito. O frio penetrou mais fundo em sua pele. Chegou ao fundo do peito, ao seu próprio coração... 
O cérebro de Cassie pareceu parar por alguns momentos e a última coisa que ela viu foi Harry levantando com a varinha na mão. 
-Cassie, você está bem? -Harry abanava seu rosto utilizando sua mão. 
-Q...Quê? -A garota pergunta um pouco desorientada se ajeitando no banco e olhando ao redor- Onde aquela coisa foi? 
-O professor Lupin a espantou! -Harry diz ajudando a amiga a se ajeitar no banco- Eu ouvi gritos... 
-Pode ter certeza que não foram os de Sirius Black! -Rony diz. 
Um forte estalo é ouvido, e o professor Lupin entrega um pedaço de chocolate para todos comerem. 
-O que era aquilo? -Cassie pergunta ao professor antes de comer a sua barra. 
-Um dementador. São os guardas de Azkaban! -Hermione diz num cochicho como se eles estivessem do outro lado da porta. 
-Estavam atrás de Black? -Harry perguntou mesmo já sabendo a resposta. 
-Sim, enquanto aquele maldito não for preso nossas vidas ficaram mais controladas do que a dele em Azkaban! -Gina reclamou e todos olharam assustados para a ruivinha. 
-ELE NÃO... -Cassie grita, mas para assim que se dá conta de suas palavras- Quero dizer, ele não viria para um trem cheio de alunos só para uma vingança boba! Ele seria no mínimo mais cauteloso! 
-Bom... Saúde! -O professor tenta descontrair, levantando o chocolate e lhe dando uma boa mordida depois.

-#-

Depois de serem examinados por Minerva e pela enfermeira, Cassie e Harry puderam seguir até a cerimônia de escolha, que conteve a apresentação do novo professor de DCAT (Defesa Contra as Artes das Trevas), Lupin, quando ele levantou para agradecer aos alunos, Severo mandou um olhar de nojo tão grande quanto quando Cassie e Harry começavam a conversar sobre Lilian e Marlene. E também apresentaram o novo professor de Trato das Criaturas Mágicas, o Rúbeo Hagrid, que concordou em acrescentar essa responsabilidade docente às suas tarefas de guarda-caça. 
Depois do jantar que foi excepcionalmente calmo, quando foram para a Sala Comunal da Grifinória, descobriram que a senha nova que era “Fortuna Major”, o que fez Neville soltar um gemido de reclamação, ele nunca lembrava as senhas. 
Quando finalmente estava em sua cama com Spodet descansando ao seu lado foi que Cassie permitiu seu corpo relaxar completamente, todos aqueles acontecimentos, Black, os Dementadores, Lupin e outras coisas, fizeram ela se cansar absurdamente. E antes que percebesse estava caindo no sono.

-#-

No dia seguinte Fred, Jorge e Harry comentavam sobre Malfoy estar implicando com Cassie e Harry pelo fato do nosso desmaio, Cassie não ligava nem um pouco, mas Harry sim. 
A morena só começou a prestar atenção quando um dos gêmeos comentou sobre o Quadribol. 
-Em todo caso, vamos ver se Draco vai continuar tão alegre depois do primeiro jogo de Quadribol -disse Fred- Grifinória contra Sonserina, primeiro jogo da temporada, está lembrado? 
Hermione examinava seu novo horário. 
— Ah, que ótimo, estamos começando matérias novas hoje — comentou satisfeita. 
— Hermione — disse Rony, franzindo a testa ao olhar por cima do ombro da amiga — bagunçaram o seu horário. Veja só: dez aulas por dia. Não existe tempo para tudo isso. 
— Eu me arranjo. Já combinei tudo com a Prof.ª. Minerva. 
— Mas olha aqui — continuou Rony, rindo-se — está vendo hoje de manhã? Nove horas, Adivinhação. E embaixo, nove horas, Estudo dos Trouxas. E — o menino se curvou para olhar o horário, mas de perto, incrédulo — olha, embaixo tem Aritmancia, nove horas. Quero dizer, eu sei que você é boa, Mione, mas ninguém é tão bom assim. Como é que você vai poder assistir a três aulas ao mesmo tempo? 
— Não seja bobo — disse Hermione com rispidez. — É claro que não vou assistir a três aulas ao mesmo tempo. 
Cassie e os outros decidem deixar de lado o horário de Hermione, e focaram em seus horários. 
— É melhor irmos andando, olha, Adivinhação é no alto da Torre Norte. Vamos levar uns dez minutos para chegar lá... 
Os garotos terminaram o café, apressados, se despediram de Fred e Jorge, e foram saindo do saguão. Ao passarem pela mesa da Sonserina, Draco tornou a fazer a imitação do desmaio. As gargalhadas os acompanharam até a entrada do saguão. 
A viagem pelo castelo até a Torre Norte era longa. Dois anos em Hogwarts não tinham ensinado aos meninos tudo sobre o lugar, e nunca tinham ido à Torre Norte antes. 
— Tem... Que... Ter... Um... Atalho — ofegava Rony ao subirem a sétima longa escada e chegarem a um patamar desconhecido, onde não havia nada exceto um grande quadro de um campo relvado pendurado na parede de pedra. 
— Sejam fortes, o pior ainda está por vir! — berrou o cavaleiro e os três o viram reaparecer diante de um grupo assustado de mulheres vestindo anáguas de crinolina, cujo quadro fora pendurado na parede de uma estreita escada circular. 
Os garotos subiram os últimos degraus e chegaram a um minúsculo patamar, onde a maioria dos colegas já estava reunida. Não havia portas no patamar, mas Rony cutucou Harry indicando-lhe o teto, onde havia um alçapão circular com uma placa de latão. 
— “Sibila Trelawney, Professora de Adivinhação” — leu Cassie. — E como é que esperam que a gente chegue lá em cima? 
Como se respondesse à sua pergunta, o alçapão se abriu inesperadamente e uma escada prateada desceu aos seus pés. Todos se calaram. 
— Primeiro você — disse Rony sorrindo, e Cassie subiu a escada. 
Chegou à sala de aula mais esquisita que já vira. Na realidade, sequer parecia uma sala de aula, e, sim, um cruzamento de sótão com salão de chá antigo. Havia no mínimo, vinte mesinhas circulares juntas ali, rodeadas por cadeiras forradas de chintz e pequenos pufes estufados. O ambiente era iluminado por uma fraca luz avermelhada; as cortinas das janelas estavam fechadas e os vários abajures, cobertos com xales vermelho-escuros. O calor sufocava e a lareira acesa sob um console cheio de objetos desprendia um perfume denso, enjoativo e doce ao aquecer uma grande chaleira de cobre. As prateleiras em torno das paredes circulares estavam cheias de penas empoeiradas, tocos de velas, baralhos de cartas em tiras, incontáveis bolas de cristal e uma imensa coleção de xícaras de chá. 
— Bem-vindos à aula de Adivinhação — disse a professora, que se acomodara em uma bergêre diante da lareira. — Sou a Prof.ª Sibila Trelawney. Talvez vocês nunca tenham me visto antes, acho que me misturar com frequência à roda-viva da escola principal anuvia minha visão interior. 
Ninguém fez nenhum comentário a tão extraordinária declaração. A professora rearrumou delicadamente o xale e continuou: 
— Então vocês optaram por estudar Adivinhação, a mais difícil das artes mágicas. Devo alertá-los logo de início que se não possuírem clarividência, terei muito pouco a ensinar a vocês. Os livros só podem levá-los até certo ponto neste campo...

-#-

A aula de adivinhação fora uma das mais chatas de toda a grade horária. Até mesmo Hermione que adorava todas as matérias perdeu a paciência com a professora quando ela disse para a garota que não continha clarividência para a matéria. 
E dizer que Hermione não era boa para alguma matéria era como insultar sua família do pior xingamento existente. 
Logo depois da aula de Adivinhação, o grupo fora para perto da cabana de Hagrid, era a sua primeira aula de Trato de Criaturas Mágicas, e o gigante não poderia estar mais animado. 
Na primeira aula de Hagrid, eles estavam analisando um hipógrifo. Harry fora o escolhido para conquistar o animal, e deu muito certo, pois ele terminou voando por Hogwarts nas costas do bicho, quando voltará, quase todos comemoraram a coragem do Potter, menos Malfoy e sua laia que estavam com a cara fechada. 
-Aposto que esse animal não é nem um pouco perigoso ou selvagem! -Ele diz se aproximando sem fazer a referência, ou qualquer outra parte do processo de aproximação. 
-DRACO! -Hagrid grita. 
E não deu outra, assustado, o Bicuço -nome dado por Hagrid ao hipógrifo- deu uma bicada e um coice no braço de Draco, que cai no chão gemendo de dor. 
-Ele precisa ir ao ambulatório! -Cassie diz se aproximando do garoto urrando no chão. 
-Claro. Eu sou o professor, eu levo! -Hagrid diz pegando o loiro no colo enquanto o mesmo murmurava ameaças- Estão todos dispensados. 
-Deveria me sentir mal por não sentir a mínima pena desse garoto? -Rony pergunta se aproximando dos amigos. 
-Eu não me sinto! -Harry diz entre um riso. 
-Garotos são tão idiotas... -Mione murmura de cara fechada. 
Cassie a encara como se dissesse “eu concordo”. O grupo resolve ir andando até a sala onde teriam a próxima aula.

-#-

Draco não aparecerá nas aulas até o final da manhã da quinta-feira, quando os alunos da Sonserina e Grifinória estavam na metade da aula de Poções quando ele aparecerá com o braço enfaixado e uma careta de dor. 
Até mesmo Snape pareceu preocupado com o bem-estar do aluno, porém assim que eles desviaram o olhar, Draco piscou para Crabbe e Goyle, ou como Cassie os apelidara, os dois mongoloides. 
Cassie e Hermione formavam uma dupla logo atrás de Harry e Rony, e apesar de verem todas as maldades que Draco fazia contra os amigos. Tiveram que aguentar caladas para não perderem os 50 pontos que Snape havia ameaçado. 
A poção Redutora que devia ficar verde ácido e berrante, nas mãos de Neville acabou ficando laranja. O garoto que já estava desesperado, ficou ainda mais vermelho e trêmulo quando Snape disse que no final da aula dariam algumas gotas da poção ao seu sapo e ver o que acontece, dizendo que dessa forma, ele teria um estímulo para preparar a poção corretamente. 
No momento em que ouviu isso, Neville olhou para Hermione e Cassie suplicando por ajuda. 
-Ajuda você... -Cassie sussurra para a amiga. 
-Se ele me pegar, vou levar uma detenção e ele vai tirar 50 pontos da Grifinória! -Hermione responde- Mas se ele te pegar, vai no máximo te dar uma detenção! 
A troca de lugares entre Hermione e Cassie fora mais discreta do que um elefante tocando guitarra enquanto andava de bicicleta. Mas de alguma forma, Snape só as olhou feio e voltou ao seu livro. 
Se inclinando levemente para a esquerda, Cassie começou a murmurar algumas dicas para melhorar a poção de Neville. 
Quando a aula já estava quase no seu fim, Snape se levantou indo até a mesa de Neville. 
-Venham todos! -Snape dizia e seus olhos negros cintilantes pareciam brilhar mais ainda- Se ele preparou a poção corretamente, o sapo vai virar um girino. Caso o contrário, ele vai ser provavelmente envenenado! 
Snape apanhou o sapo e despejou algumas gotas da poção que agora estava verde, na garganta do animal. 
Em poucos segundos, o sapo se transformará magicamente em um girino, e depois que Snape pingou algumas gotas de outra poção que ele retirará do bolso, e o sapo voltará ao seu tamanho adulto. 
Os alunos da Grifinória desataram a rir e aplaudir o amigo. 
-Cinco pontos a menos para a Grifinória -Anunciou ele tirando todos os sorrisos de todos os rostos- Eu disse para não ajudá-lo Srta. Granger! A turma está dispensada. 
Os sonserinos saíram satisfeitos da aula, fazendo brincadeiras de mau-gosto com todo mundo que cruzasse seu caminho. 
-Perdemos pontos por acertar a poção, Snape está a cada dia mais desesperado! -Rony reclamava enquanto os alunos iam em direção às suas respectivas aulas- Por que você não mentiu Hermione? 
Mas a garota não respondeu, e quando a viraram para a olhar, a garota não estava mais lá e sim subindo por outra escada enquanto tentava socar os grossos livros dentro da bolsa. 
-Hermione, para que tudo isso? Só temos a aula de DCAT de tarde! -Rony a lembrou espantado pela quantidade de livros. 
-Só cale a boca e me ajude a levar esses livros! -Ela responde ríspida. 
-Não está mais aqui quem falou! -Rony diz levantando as mãos em forma de rendição.

-#-

A aula de Defesa Contra As Artes Das Trevas estava sendo uma das mais divertidas, eles estavam enfrentando seus medos com o feitiço “riddikkulus”. 
-É sua vez! -Harry diz empurrando a garota para frente do palhaço gigante. 
Ela fechou os olhos e se concentrou, quando os abriu novamente, não era mais o palhaço que estava na sua frente, e sim Sirius Black. No primeiro momento, ela não havia entendido, afinal, porque teria medo do seu próprio pai? Mas depois entendeu, o seu maior medo não era de Sirius, mas sim de que ele não a reconhecesse, e que eles nunca pudessem ser uma família, e que ela fosse só mais uma na lista de pessoas para matar feita por Voldemort. 
-Vamos, o feitiço! -Lupin sussurrou para a moça. 
Sirius não fazia nada, apenas repetia casualmente “O que está fazendo aqui?”. Ela achou que seria fácil executar o feitiço, então balançou e sacudiu a varinha várias vezes, mas sua voz sempre morria no começo do feitiço. Ela era incapaz de machucar seu próprio pai. 
Quando o prisioneiro ameaça dar um passo à frente, Lupin pula e se coloca entre Cassie e o bicho-papão, e em poucos segundos o prisioneiro desaparece e uma lua cheia com várias nuvens ao redor toma o seu lugar. 
-Riddikkulus!! -A voz de Lupin ecoa pela sala, e a lua se transforma numa bexiga sendo esvaziada- Volte ao seu lugar senhorita McKinnen. 
A garota vai pro final da fila perto de Rony e Neville com a cabeça baixa. 
-Mas como... -Rony começa a falar. 
-Cale a boca. -Ela resmunga estressada.



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