História A Híbrida - Capítulo 2


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Ruki Mukami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Diabolik Lovers
Exibições 26
Palavras 1.957
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Ficção, Harem, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência, Visual Novel
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello people, Noodle aqui de novo para desejarem à vocês uma boa leitura 0//

Capítulo 2 - Mudanças


  O ambiente quente agradava Luo, que estava preguiçosa sem a mínima vontade de sair de seu conforto, Eu posso fingir que estou dormindo... pensava sonolenta, mas algo a fez despertar subitamente arregalando os olhos, A última vez que eu senti alguma coisa foi medo e frio, então por que raios eu estou num lugar tão confortável? Eu tenho certeza absoluta que não foi um sonho... o que está acontecendo? Onde estou?  A pequena se quetionava enquanto se levantava e olhava ao redor, era um quarto não tão grande, estava numa cama de casal cheia de lençóis e cobertores que a mantinham aquecida, havia uma lareira acesa se encontrava bem a frente, acima da mesma possuía um espelho com entalhes em dourados, e, ao lado dessa lareira e encostado na parede tinha uma estante com alguns livros velhos, as paredes era num tom de marrom escuro, e o piso de madeira, que, enquanto a garota saía de seu conforto sentiu o piso frio como era na sua casa. Enquanto levantava percebeu também que alguém havia trocado suas roupas, estava com uma camisola branca, que chegava até os pés e seus longos cabelos monocromáticos estavam trançados, porém completamente bagunçados, olhou pela janela do local, era bem grande e tinha cortinas brancas tampando parte dela. Seguiu até ela, colocou a mão no vidro. O branco dominava o local, quase a deixando cega, parece que eu ainda estou no vilarejo... mas, o que aconteceu? deixou escapar em voz alta.

- Você entrou em um colapso pequena jovem. - Aquela voz era conhecida, virou-se imediatamente para encarar aquele, franzindo o cenho e questionou:

- Quem é você? O que quer comigo? - Disse rispidamente, podendo se considerar num tom um tanto agressivo.

- Ora, ora... que surpresa você não saber quem eu sou. - O estranho homem disse sorrindo de uma maneira "amistosa", mas Luo sabia que era só uma fachada, e demonstrou-se descontente com a resposta. - Eu sou Karl Heinz,  o seu pai.
  Aquela declaração deixou a garota surpresa, o homem que sua mãe tanto amava estava a sua frente, o homem que a fez abandonar sua vida de princesa no Japão para viver às escondidas num pequeno vilarejo na imensa Rússia. O jeito que sua mãe se referia à ele era sempre tão apaixonante, destacava sempre suas qualidades, sua mãe era realmente uma garota ingênua no final de tudo.
- O que você quer comigo depois de tanto tempo? Ou melhor, depois de nunca ter nos procurado desde o dia em que nasci? - Indagou furiosa, os olhos de Luo eram lindas orbes esverdeadas, mas por alguma razão quando ficava com raiva ela se tornava em um tom de vermelho, e era isso que estava acontecendo, além do estranho fato de seus cabelos estarem mais negros do que o normal.
- Parece que misturar o sangue de uma descendente da deusa do Sol com o rei dos vampiros foi uma ideia... interessante. - Disse referindo-se à "mutação" da garota. - Mas enfim, vim até aqui para te levar de volta, a partir de agora você vai morar com seus irmãos. Diga se não é interessante, você perdeu um membro de sua família e logo já ganhou novos. - Afirmou rindo de forma sarcástica e numa fração de segundo ergueu sua mão direita em frente ao seu rosto para segurar o golpe que Luo transferiu a ele.

- Ela NÃO está morta. - Luo afirmou num tom quase que mortal, mas Karl não se sentiu intimidado, pelo contrário,  observava cada movimento da garota como se fosse um jogo, ou melhor, algo mais divertido que um jogo.

- Acredite no que quiser, eu não me importo. Seu povo é realmente muito ingênuo, acreditam em quaisquer palavras, principalmente sua amada mãe. - Afirmou dando de ombros. - Nosso vôo para o Japão vai partir daqui algumas horas, sua mãe lhe ensinou japonês, certo? - Saiu do quarto ignorando qualquer coisa que a garota falava.

- Eii! Espe...- Foi interrompida enquanto seguia seu pai.

- Ah. Mais uma coisa, quando chegarmos lá, me chame de Tougo, Sakamaki Tougo. E a partir de hoje você será Sakamaki Luo. Arrume-se logo.
A porta foi trancada, deixando a garota ali pensando em tudo o que tinha acontecido ... em tão pouco tempo, encostou sua mão na porta e deslizou até se sentar no chão e encostar sua testa na porta, lágrimas acumularam-se em seus olhos, Ela não pode estar... definitivamente não! Não queria encarar aquilo como verdade, seu pai era um homem aterrorizante, ela poderia até considerar que ele estivesse mentindo mas sua aparência...  ele é igualzinho às descrições dela.
Após ficar alguns minutos ali, racionalizando todas as informações e perguntas sem respostas, decidiu por fim agir, não poderia ser fraca, não num momento como aquele, pensava em tudo que sua mãe lhe ensinara, diante à um inimigo ou desconhecido mantenha sua mente ocupada com alguma coisa, para não deixa-lo que manipule ou te irrite repetira para si o que sua mãe lhe dissera, será que isso funciona mesmo mãe? Eu prometo que serei forte para sobreviver, não posso fazer nada nesse deserto de gelo, enquanto há tantos inimigos a solta, posso ser forte, mas não o bastante para enfrentar um exécito inteiro, se você estiver viva, e certamente está, saberá se cuidar não é? virou-se para a janela, conseguira ver seu reflexo, mesmo que isso não teria sido sua intenção,  temia pelo que iria ver, seu rosto demonstrava toda a solidão que estava sentindo no momento, sua aparência voltara ao normal, embora tivesse curiosidade em saber como ficava com aquelas características que sua mãe sempre destacava. Ele disse arrume-se, mas não há nada por a... sua visão se voltou para o quarto e encontrou um baú junto a cama que não havia visto inicialmente,  abriu-o, e encontrou exatamente algumas peças de roupas que formavam um conjunto perfeito. Era uma blusa social branca com mangas longas e por cima um chale preto que chegava na altura de sua cintura, um corpet preto, uma saia que chegava na altura de seus joelhos preto com alguns detalhes na barra em dourado, uma meia-calça preta e por fim um belo sapato cano alto branco com detalhes azul marinho. Decidiu por deixar seus cabelos completamente soltos, e apenas colocou um chapéu simples e preto. Ao olhar pelo espelho para ver o resultado, ficou satisfeita com o que via, estava elegante mas não de uma maneira extravagante, Será que esse tipo de roupa ainda é usado? Questionou-se, ela nunca se interessou em saber o que era popular ou não no mundo, afinal nunca precisou, a pequena cidadela onde morava apenas dispunha de conhecimentos antigos, lendas e superstições, e os ensinamentos de sua mãe, que eram muito amplos, admirava o fato de sua inteligência,  apesar de ser sempre artística, filosófica ou de guerrilhas, se perguntava se sua mãe já participou de alguma guerra, mas acreditava que não,  afinal ela era pura.
Sem ter o que fazer, decidiu se destrair lendo alguns livros enquanto esperava por alguém para vir busca-la, mas não era nada do que já não tenha lido, romances clássicos e algumas lendas da região mas era o suficiente para se distrair e aos poucos colocava a cabeça em seu lugar. Certo... definitivamente me esconderam parte da história... pensou enquanto ignorava completamente o livro em frente aos seus olhos, essa ideia a deixava deprimida, não queria acreditar que sua mãe,  sua única família, havia omitido informações importantes para ela, Luo sabia que ela vivera em um vilarejo no Japão no qual eram todos homens-lobos, ela se apaixonou perdidamente por alguém, algum tempo depois Luo nascera e ela foi expulsa do vilarejo, então veio para Rússia a mando de seu pai, ambos já estavam noivos noivos na época. Desistindo do livro que pegara jogou-se para trás deitando na cama com os lençóis bagunçados, arrumação definitivamente não era o forte da garota.

  ~~//~~

Karl caminhava apressadamente pelos corredores, estava insatisfeito com algo. Ao entrar em seu escritório daquela pequena mansão, sentou-se em sua luxuosa cadeira e chamou um de seus servos, venha o mais rápido possível ordenou friamente. Alguns minutos depois um homem com cabelos negros foi visto entrando no aposento e disse a Karl tudo o que ocorrera nos últimos dias em que esteve fora do Japão para a viajem de "negócios".

- Ahh... eu não deveria ter dado uma missão importante para aqueles inúteis. - suspirou ao ouvir as informações. - Mas eles são mais fiéis do que qualquer um, talvez eu tenha uma ideia de uma boa utilidade para eles.

- O que eu devo fazer, senhor? - Perguntou o outro.

- Por enquanto, nada. Vou tratar de avisar ao meu filho mais velho sobre a existência de algo, você pode ir embora. - Respondeu dando de ombros e o homem saiu dali sem pestanejar. Karl encostou suas costas na cadeiras colocando sua cabeça para trás,  suspirando, seu primeiro plano não havia dado certo tudo estaria perdido se não fosse pela sua invejada sorte, o timing está perfeito pensou ele abrindo um sorriso de divertimento.

  ~~//~~

O sono estava rondando a pequena Luo, a espera deixava-a entediada e como consequência estava prestes a dormir, quando então Karl apareceu em seu quarto fazendo um sinal chamando-a e guiando a garota através dos corredores.

- Houve uma pequena mudança de planos. - Afirmou calmamente,  Luo nada respondeu ou perguntou, estava esperando que o homem prosseguisse. - Você não irá morar com seus irmãos de sangue, e sim os adotivos. - Muitas questões pairavam na mente da garota, mas tinha receio do que poderia acontecer, desde que viu o que o homem fizera com o soldado/nativo e como o mesmo segurou o seu golpe sem esforço,  golpe este que facilmente quebraria uma parede ou derrubaria uma árvore. Mas talvez conseguisse respostas se soubesse como manejar suas palavras.

- Por que está me mandando para lá? O que eu teria que fazer?

- Isso é algo que você ira descobrir com o tempo. - Essa era uma resposta que ela definitivamente não gostou, incerto e evasivo demais pensou.
O resto do percurso foi controlado pelo silêncio que se tornava dominante, atravessavam corredores e mais corredores, todos incrivelmente bem decorados, com quadros lindos, esculturas perfeitas, estofados luxuosos, mesas de canto feito com o mais refinado granito ou mármore, vasos de todas as regiões do mundo mostrando culturas e habitos registrados durante séculos de diferentes regiões do mundo e tudo num estado impecável, como se fosse produzido ontem, isso deve valer uma fortuna, arqueólogos sabem da existência disso? Perguntou-se impressionada. No fim de um corredor uma porta dupla de madeira escura foi encontrada e aberta por Karl, dando num lugar completamente branco por conta da neve, um jatinho branco estava no local e quase que se camuflando. Karl foi na frente, e a escotilha se abriu revelando um estranho homem de cabelos negros que fazia sinal para o outro entrar e assim o fez depois de fazer um sinal para Luo segui-lo Eu poderia fugir... é a minha última chance... pensava relutante aquela solução, queria ter uma vida comum, sem precisar se esconder nos confins da Rússia, sem precisar temer o que as pessoas comuns achariam de sua aparência, mas e se...  ... eu conseguisse isso seguindo-o? Com essa convicção em mãos,  decidiu por ir, não que ela tivesse outra escolha, mas convencer a si mesma de que aquilo seria uma boa oportunidade para conseguir uma vida nova, já era um grande avanço. Ao entrar no jatinho e se sentar em um dos lugares de forma com que Karl estivesse à sua frente, fechou os olhos, suspirou, e por um momento uma frase do homem veio à sua mente como uma flecha... sua raça é muito ingênua.


Notas Finais


Obrigada por ler tudo *u* (ou... quase tudo vai saber >u<)
Bom... quando eu estava revisando esse capítulo, percebi que estava confuso esse negócio de mudança de fonte, então só pra garantir, quando a fonte for diferente, é o pensamento do personagem okay 0//
Bom, é isso people, até maiss~~ ♡


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