História A História Da Minha Vida - Capítulo 39


Escrita por: ~

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Categorias Fall Out Boy, Panic! At The Disco, The Academy Is, Young Love
Personagens Brendon Urie, Dan Keyes, Jon Walker, Personagens Originais, Pete Wentz, Ryan Ross, Spencer Smith, William Beckett
Tags Ryden
Exibições 12
Palavras 1.969
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁAA
Boa leitura ai (:
Até lá em baixo.

Capítulo 39 - GET OUT


(Ryan)

-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-

Desde que o Gabe foi embora, a dois meses atrás, eu estava conseguindo encaminhar a minha vida. Até esse bendito dia.

Cheguei em casa e não acreditei no que eu vi.

Meu pai estava lá. Bêbado. Para caramba. Não… não era para ele estar ali. Era para ele estar na reabilitação...

Ele e Heisel gritavam um com o outro loucamente na cozinha. Agradeci mentalmente por que eu acho que nem a Hayley nem o Peter estavam em casa.

Assim que eles me viram, ele pararam

- O QUE? Nunca me viram antes?! - eu gritei – podem continuar!

Eu sei que isso não ajudava, mas enquanto eu atravessava a cozinha para ir para sala, passei a mão pelo balcão e derrubei tudo o que estava lá no chão. Cacos de vidro e outras coisas voaram para todos os lados.

Chutei uma cadeira antes de sair.

Eu… eu queria me matar de raiva. Qual parte do “você não podem brigar” eles não entendiam?!!

Eu não queria que a Heisel fosse embora. Eu não queria que meu pai tivesse tido uma outra recaída.

Subi para meu quarto e gritei no travesseiro até chorar de tanto gritar.

Não sei quanto demorou isso, mas deve ter sido bastante.

Ouvi os passos da Hayley entrando no quarto e uns quarenta minutos depois, ouvi meu pai e Heisel entrando e saindo lá. Eles pararam na minha porta e logo depois entraram. Eu estava ouvindo Twenty One Pilots no meu MP3.

- Ryan – meu pai disse – nós precisamos conversar com você. - ele não parecia mais bêbado.

Mas não importava. Eu já tinha ouvido essa conversa antes. Puta que pariu. Puta. Que. Pariu.

Eu joguei o meu MP3 e o meus de ouvdido na parede e comecei chorar.

Isso tinha que acontecer não tinha. Tinha que acontecer…

- Ei – Heisel disse – só vamos conversar primeiro…

- NÃO! - falei – SAI… SAIAM DAQUI!

Esperei eles saírem mas eles nem se mexeram. Então eu levantei correndo e fui para o banheiro. Entrei e fechei a porta.

Eu soquei e soquei a porcaria do espelho e do armarinho por uns vinte minutos. Minhas mãos… não quero nem falar de como elas ficaram…

Toda vez que eu afogava meu rosto nelas, os cacos de vidros no chão me mostravam as marcas que sangue que elas deixaram.

Depois que eu acho que o armário já estava destruído, eu comecei a socar a parede.

Eu não acreditava que meu pai e a Heisel iam se separar. Eu não acreditava que ia perder a minha mãe pela segunda vez.

Eu sei, eu entendia. Se era difícil para mim, devia ser difícil para ela também. Muito mais difícil. Mas… eu queria tanto que desse certo. Eu… queria tanto ter uma família normal que não fosse temporária e que não me magoasse...

Eu não sei quanto tempo eu fiquei lá. Não fazia a miníma ideia.

Eu ouvir Hayley batendo na porta.

- Ry… deixa eu entrar?

- Hay… por favor… agora não ok? - eu falei - Desculpa mas agora não.

- Por favor Ry…

- E você… você vai falar o que? O que eles mandaram você falar?

- Ninguém me mandou vir aqui

- Sei

- É sério Ry… por favor… eu… fico… preocupada com você.

Eu pensei alguns segundos e, ah, qual é o mal de deixar ela entrar…

Levantei e abri a porta.

Eu nem parei para pensar que não ia ser uma boa com o tudo daquele jeito. Cacos de vidro no chão, um pouco de sangue na parede, nas minhas roupas…

Eu sentei no chão e ela sentou do meu lado.

- O que você gostaria de falar?

- Eu não sei… não sei… Eu não queria que tudo acabasse assim…

- Eu sei… - ela passou um braço envolta do meu corpo. - mas… Ryan, não… não precisa fazer isso. Não precisa assim… Quebrar sua mão não vai ajudar…

- Hayley, não é tão simples assim. Não é…

- Tudo bem… mas não faz isso não… eu… eu fico com medo por você…

- Obrigado mas… não tem muito o que eu possa fazer.

- Olha, eu sei que eu vou parecer uma babaca, mas você nem ouviu o que eles tem a dizer ainda… eu… eu acho que dessa vez não vai ser como você está pensando…

- Eu acho que nem quero saber…

Eu comecei a pensar no que eu ia fazer agora. Agora tanto no sentindo de agora nesse momento quanto no sentido de um futuro não tão distante.

Meu cérebro ainda me odiava. Ele ainda remetia direto ao “para casa do Gabe” sempre que podia. Mas agora eu não tinha mais o Gabe.

Eu acho que o que me sobrava era a casa da Jac.

- Hayley, eu acho que… que eu vou sair um pouco. Vou na casa de uma amiga minha.

- Tem certeza?

- Tenho.

- Tudo bem…

E eu levantei e sai.

Demorei para me arrumar dessa vez. Limpar a minha mão, meu rosto, toda a bagunça que eu tinha feito no meu quarto… até eu conseguir sair, demorou umas duas horas.

Eu juro que não sei se alguém veio falar comigo ou não. Eu literalmente, mas literalmente mesmo, coloquei o meu cérebro no automático.

Assim que eu cheguei na casa da Jac, ela me perguntou:

- Ryan!? O que aconteceu?!

E eu quase nunca chorava na frente dos outros, mas dessa vez eu chorei.

Eu expliquei para ela o que tinha acontecido e, como a garota incrível que ela era, ela sentiu toda a empatia existente no mundo por mim.

Eu fiquei feliz por pelo menos, ter ela. Por ter alguém para poder chorar no ombro…

Eu não queria que Brendon me visse como uma pessoa fraca.

 

                                              -*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-

 

Eu sempre pensei que eu vivia em um tipo de inferno mas não vivia. Isso aqui era o verdadeiro inferno.

Agora, sem a Heisel e sem nada, eu não conseguia mais. Não estava dando certo eu ter que se segurar todas as barras imagináveis em casa.

Eu simplesmente não aguentei. Eu apenas tinha que sair de lá.

Eu já ficava literalmente sozinho o tempo todo, mas tudo estava ficando insuportável. Eu não conseguia mais ver tudo aquilo. Ver meu pai tendo recaídas toda hora, ficar para cima e para baixo nas ruas e nós hospitais buscando ele ou procurando ele….

E ele estava ficando mais violento agora. Bem mais. E eu também.

Acho que essa foi justamente a questão. Eu agora não tinha motivos para não soltar tudo o que eu tinha dentro de mim. Eu não tinha mais algo que me fizesse querer ser ‘bonzinho’ como a Heisel fazia.

Eu e meu pai brigávamos toda hora que podíamos. Tudo bem que as vezes que a briga era física ele estava bêbado, mas mesmo assim.

O mais engraçado, é que apesar de tudo isso, tínhamos alguns momentos bons aqui e ali. Aqueles momentos que eram começo de reabilitação, que tudo ia bem… Mesmo eu tendo  plena consciência de que aquilo ia durar pouco, parecia que o meu cérebro queria me fuder mesmo. Parecia que ele queria me fazer acreditar só para, quando tudo desse errado, me ver cair de novo.

Eu só sei que não sabia o que aconteceria se eu não tivesse o Brendon e Jac.

Aliás, eu e a Jac estávamos namorando agora. De verdade.

Eu sabia que provavelmente era só por que ela me ajudava a não me sentir tão sozinho, por que ela me fazia esquecer tudo aquilo… mas não importa.

O único problema é que os pais da Jac não gostavam de mim. Acho que agora que nós estávamos namorando, eles não queriam uma pessoa como eu por perto dela.

Talvez fosse melhor. Talvez eles estivessem certos em ser assim.

Eu não sabia o que as pessoas falavam sobre mim. Eu não me importava. Com certeza elas falavam, mas foda-se.

Acho que tinha alguma coisa a ver com o fato de eu ter pegado o Pete uma época. Nós nos pegamos por uns bons três meses. O que eu gostava no Pete era que ele era tão vida louca quanto eu era. Ele sempre fazia o que queria, ia aonde queria….

Eu tive uma queda por ele por um bom tempo. E ele me mostrou… bom, ele me mostrou quem eu era de verdade (você entenderá isso mais para frente) e eu sei que isso não era bom, mas nós dois tínhamos uma visão suicida e estranha da vida. Provavelmente se nós continuássemos aquilo por muito tempo, nós nos autodestruiríamos. Juntos. Por que é assim que nós éramos. Duas bombas esperando para explodir.

Tudo isso estava no nosso inconsciente. Obvio.

Tudo aquilo começou por causa do Brendon e terminou por causa do Brendon.

Antes de tudo, se você quer saber como está a nossa relação, fique feliz em saber que está maravilhosamente bem. Como eu disse, eu tive que sair de casa. Jac praticamente morava comigo e o Brendon também. Pois é. Agora, o por que o Brendon tem a ver com o negócio do Pete? Por que o William e o Pete pararam de se pegar por causa dele. William acabou se apaixonando pelo Brendon e ele disse que não consiga mais ficar com o Pete enquanto ele não resolvesse isso.

Foi bem no começo disso que, como eu disse, eu e o Pete conversávamos bastante e ele acabou me contando a verdade: Ele gostava de um tal de Patrick Stump só que o cara era mais hétero que não sei o que. Pete e ele eram bons amigos, mas Patrick disse que eles nunca poderiam ser mais que isso. Por isso Pete começou a pegar o William e tudo mais. Ele só estava triste e tentando achar o Patrick em alguma outra pessoa e já que o William gostava dele…

Só sei que Pete disse que não tinha o reclamar do William. Ele não amava o cara, mas isso não era problema. Depois do tempo que a gente se pegou, William voltou para o Pete. Ele não quis dizer o que aconteceu com o papo dele e do Brendon para ele voltar e se ele contou que gostava dele ou não.

Eu não nego que eu achei o Pete um belo de um trouxa por voltar para o William. Mas fazer o que, não é como se nós sentíssemos coisas um pelo outro então eu não podia julgar ele por estar tentando ser feliz.

Depois de um bom tempo que eu e o Pete tínhamos parado o que estava acontecendo, eu comecei a namorar a Jac.

Eu não sei o que tinha dado errado entre o Brendon e o William, mas eu ainda achava que eles eram apaixonados um pelo outro. E isso me deixava com raiva.

Eu gostava do Brendon. Imaginar ele e o William apaixonados um pelo outro me deixava… doente. Nada contra o William mas, não conseguia imaginar o Brendon com ninguém. Não mesmo.

Acabei de me dar conta que eu menti. Eu me sabia sim uma das coisas que as pessoas diziam sobre mim. Todas as pessoas diziam que eu era gay. Talvez fosse por causa de mim e do Pete, por causa do tempo que eu passava com ele o Brendon e o William… Mas não sei, com o Spencer ninguém falava nada… será que era porque ele estava namorando a Linda?

Quando meu pai ouviu esses boatos, mais uma vez, eu não quero comentar o que aconteceu. Só saiba que eu apenas quase tive um braço quebrado.

Se isso teve alguma coisa a ver com o fato de eu ter me dado conta que (ter me convencido que) estava apaixonado pela Jac ou não, eu não sabia.

Só sei que pelo menos ela era boa em tudo e principalmente em me fazer esquecer tudo. Até o Brendon.


Notas Finais


E AE
ai gente que saudade <3 mas volteeeeeeeei s2 acabou as provas, acabou as pohas todas e maaano ferias estão tão proximaaaaaaaaaaas <3 Vou ter a noite inteira para escrever daqui a pouco. Nem acredito <3
Mas enfim,
Bolado com vocês </3 ninguém comentou nada no ultimo capitulo </3 quebraram meu coração </3 tão me largando </3 mas espero que vocês tenham gostado (:
Comentem ai huehueheuheuahsuda
E só para variar e para compensar a minha ausência por um tempo um pouco maior do que o de costume (desculpem por isso HSduiahsd) vou postar o outro capítulo que eu terminei agorinha de pouco ahsduiasdhauisdh
Até a proxima s2


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