História A história de Ágata (Steven Universe)(Guerra Gem) - Capítulo 50


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Categorias Steven Universe
Tags Aventura, Combate, Gem, Guerra, Insano, Luta, Massacre, Steven, Universe, Universo
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Palavras 1.220
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 50 - Mãos limpas, mãos sujas


Fanfic / Fanfiction A história de Ágata (Steven Universe)(Guerra Gem) - Capítulo 50 - Mãos limpas, mãos sujas

Roland me mostrou o lago que parecia ser o que mantinha toda a vila ainda viva em meio aquelas terras áridas. Às margens eram usadas para algumas plantações mas sempre mantendo espaço para poderem buscar água, parece que além de comer os humanos também precisam consumir líquidos constantemente. Embora todo o esquema de plantações parecesse primitivo, era realmente bem elaborado, principalmente considerando a baixa tecnologia humana.

   -Esse é o local mais importante daqui.- comentou Roland enquanto andávamos ao redor do lago.- Sem esse lago nunca poderíamos estar aqui.
   -Não consigo entender como podem sobreviver tendo tantas necessidades.- comentei.- Seus corpos são frágeis, precisam ficar inativos por horas, se não comerem ou beberem seus corpos falecem. Como podem ter durado tanto tempo?
   Continuamos a andar em silêncio, Roland parecia refletir profundamente sobre a minha pergunta, então preferi não atrapalha-lo, até algumas crianças passarem entre nós correndo e emitindo sons estranhos, me assustando por um momento. Mesmo tendo que interromper o pensamento de Roland senti a necessidade de entender o que elas faziam.
   -O que é isso?- perguntei.
   -São crianças!- respondeu ele sem entender de imediato.- Ah! Você pergunta o que estão fazendo?
   Balancei a cabeça concordando.
   -Estão brincando. Isso é algo extremamente comum entre os humanos jovens. É difícil acreditar que não saiba o que é isso.
   O que realmente era difícil de se acreditar é como nossas espécies podiam ser tão diferentes e mesmo assim nós nos darmos tão bem.
   Passamos mais algum tempo caminhando sem rumo até Roland dizer que precisava voltar ao seu abrigo, não entendi de imediato o motivo, mas não fazia diferença para onde íamos.
   Quando chegamos Tiger estava parada em frente à entrada da tenda com os braços cruzados, um grupo de crianças saltava ao seu redor, gritando e rindo impressionados por conhecer alguém tão diferente. Assim que me aproximei algumas delas vieram na minha direção, uma chegou a agarrar minha perna, o que me fez se espantar por um momento.
   -O que é tudo isso?- perguntei à Tiger.
   -Elas simplesmente apareceram de repente e ficaram saltando ao meu redor enquanto gritavam e faziam perguntas estranhas.- respondeu ela.- Não acho que sejam uma ameaça, então simplesmente as ignorei.
   Como que na intenção de contrariar Tiger uma das crianças tentou entrar na tenda, minha parceira não hesitou em se virar e agarra-la pela nuca, invoquei minha manopla e imediatamente me pus em posição de combate por puro instinto.
   Foi como se o tempo houvesse sido congelado, todas as crianças pararam imediatamente, tudo se silenciou e a tensão no ar pareceu disparar.
   -Ou! Ou!- gritou Roland estendendo e balançando os braços na tentativa de acalmar os nervos.- Esta tudo bem! Não vamos fazer nada sem pensar! Crianças vão para suas casas, a festa acabou!
   O grupo rapidamente se dispersou, porém Tiger continuou segurando a criança e eu me mantive em posição.
   -Solte essa criança, Tiger.- pediu Roland.- Precisaria de pelo menos dez adultos muito fortes para levantar essa coisa, uma única criança não conseguiria fazer nada.
   Tiger se manteve imóvel por um tempo que pareceu nunca terminar, mas por fim soltou o pequeno humano que correu desesperado e sem rumo.
   -Vocês não podem atacar as pessoas daqui assim, principalmente crianças!- gritou ele irritado.
   -Desculpe Roland,- respondi,- mas estamos levando algo importante demais para nos arriscarmos.
   Ele respirou profundamente para se acalmar.
   -Tudo bem.- disse por fim.- Mas não precisam se preocupar tanto com isso, ninguém na vila vai se aproximar da sua caixa.

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   Roland entrou em seu abrigo para fazer algo chamado de almoço, não sabia do que se tratava e preferi que continuasse assim. Permaneci com Tiger, vigiando nossa encomenda.
   -Por que quis ficar mais tempo aqui?- questionei ela.
   -Já disse, é mais seguro dessa forma.- respondeu Tiger irritada.- Não tenho qualquer outro motivo para querer permanecer nesse pedaço esquecido da Terra.
   -Tiger, posso ser jovem, mas não sou tão tola quanto pensa.- respondi séria.- Quero saber o verdadeiro motivo de ter feito isso.
   Ela olhou para os próprios pés pensando no que responder. Seja lá quais eram seus motivos, não pareciam tão simples quanto ela dizia.
   -Bem...- começou um pouco nervosa.- Já faz muito tempo desde que tive uma parceira que não preciso nem falar para nos entendermos... e eu vi como você gostou de reencontrar esse humano... então achei que fosse gostar de ficar mais algum tempo aqui...
   -Mesmo que isso seja errado?- perguntei.
   Ela negou com a cabeça.
   -Não á nada de errado em se fazer amizade com uma espécie inferior, Contanto que isso não interfira com sua função.
   Parei para pensar sobre isso, realmente era verdade. Roland nunca havia atrapalhado realmente minha missão, bem, nunca de forma a me fazer agir, não sei se pensar sobre o assunto conta.
   -Obrigado.- disse tímida.

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   Quando a noite começou a cair entramos no abrigo de Roland e como antes nos sentamos para conversar, Tiger e eu contamos sobre a noite que passamos no "Vale da Morte" e como escapamos de sermos destruídas.
   Ele se manteve em silêncio maior parte do tempo.
   -Bem,- disse ele após a história acabar,- entendo que estavam se defendendo dos atiradores e dos guardas da cidade, mas as pessoas que moravam lá não tinham nada a ver com tudo isso. Não precisavam mata-los.
   A tensão começou a se acomodar no abrigo.
   -Entendo sua empatia com outros membros da sua espécie, Roland.- disse Tiger.- Mas toda ação em combate tem suas consequências e nesse caso foi uma retaliação equivalente.
   -Não é apenas empatia.- respondeu ele.- Vocês mataram a mãe de duas crianças na frente delas, isso é passar de qualquer limite.
   -Talvez para um humano,- disse minha parceira,- porém nós, gems, não temos laços de parentesco.
   Quis perguntar o que era "mãe" e o que Tiger queria dizer com "parentesco", no entanto não parecia um momento apropriado, os dois estavam realmente se aprofundando muito na conversa, talvez mais do que deveriam.
   -E se fosse com alguém próximo de você?  Se fosse a Ágata?
   Me surpreendeu Roland me usar como exemplo, porém a resposta de Tiger já era esperada, não havia outra.
   -Eu continuaria.- disse ela.- Terminaria minha missão e voltaria para base, perdas fazem parte da guerra.
   -Muito bem,- continuou ele,- mas e se fosse sua adorada Diamante e não apenas mais um soldado?
   Até o vento lá fora pareceu se silenciar por um momento, não soube de imediato como reagir aquela idéia.
   Então ambas explodimos em risadas.
   -Desculpe, Roland.- disse após alguns minutos rindo.- Você não entende nada da nossa espécie.
   -Diamantes não podem ser destruídas!- gargalhou Tiger.- Elas são perfeitas, ninguém na galáxia pode derrota-las.
   Não acho que isso o tenha incomodado, nada daquilo realmente fazia diferença para qualquer um dos lados.
   -Acho que deve ser difícil para você entender.- continuou Tiger quando finalmente se acalmou.- Já que essa parte do mundo não está em guerra, alguns inocentes sempre são pegos no meio da tempestade.
   -Agora foi você quem se enganou.- respondeu ele.- Minhas mãos também estão manchadas de sangue, mas nem uma gota é de inocentes. Esse lugar é constantemente atacado pelos Ladrões do Deserto e eu tenho que protege-lo.
   Talvez nossas espécies não fossem tão diferentes, podiamos fazer qualquer coisa para proteger algo precioso para nós, claro que no meu caso era algo muito maior.
   Eu tinha que proteger todo o sistema social da Terra Natal.


Notas Finais


Postei essa história originalmente no amino, ela continua saindo lá e vou postar os capítulos lá e logo em seguida aqui.
http://aminoapps.com/p/pz748w


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