História A história de Maíra Jade - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Futebol Feminino, Jornalismo, Lesbicas, Paris
Exibições 68
Palavras 1.483
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Esporte, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


E ai

Capítulo 19 - Grávida? Eu?


Permaneci sentada no chão até a tontura passar, mas o enjoo continuava, eu precisava vomitar. Me levantei zonza ainda e fui me segurando nas paredes até chegar ao banheiro social, abri a tampa do sanitário e vomitei até minha tripas. Dei descarga e baixei a tampa do sanitário e sentei na mesma.

– O que você tem Jade? – perguntou Juliana na porta do banheiro me olhando preocupada.

– Não sei. A ex da Cris veio aqui, me alterei com ela e depois fiquei tonta e enjoada. Aí vim vomitar. Mas estou melhorando. – expliquei me levantando, me olhei no espelho e eu realmente estou com uma aparência muito doentia.

– Deve ter comido algo que fez mal. E o que ela queria? –

– Me ameaçar. Ela sabe do que aconteceu entre eu e Carlos. Não sei o que fazer, se a Cris descobrir, me mata né. –

A raiva passava por todo meu corpo o deixando tenso, parecia que eu havia acabado de levar uma surra, tudo estava doendo. Fomos para meu quarto e voltamos a deitar, peguei meu celular na mesa de cabeceira e comecei digitar o número da Cristiane. Talvez ela não atenda, pois já passa da meia-noite. Deus apenas dois toques e ela finalmente atendeu.

– Oi amor, tudo bem? – perguntou com uma voz sonolenta. Acordei ela.

– Oi, tudo bem sim e você? Desculpa o horário. Mas precisava ouvir sua voz. – menti, queria mesmo saber que a Fernanda havia falado de algo para ela.

– Estou muito cansada, mas bem. Não precisa se desculpar, é sempre bom ouvir sua voz também. Ah, no sábado estarei aí com você. –

– Certo. Vou tentar falar com meu chefe para ir te ver jogar. – falei esperançosa.

– Não precisa amor. No próximo você vai. Ficará muito cansada. – 

– Tudo bem. Mas a gente precisa conversar, mas não é nada sério. Nem se preocupe! – menti novamente. Quero contar tudo à ela, talvez não me perdoe, mas prefiro eu contar do que aquela cobra.

– Ok gata, vou dormir, vá também. Te amo muito. –

– Boa noite. Te amo vida. – 

Joguei meu celular na mesa de cabeceira e me enrolei toda. O enjoo havia passado, e a tontura também, já estava me sentindo bem novamente. Acabei adormecendo logo.

                  Na manhã seguinte...

Acordamos às 5:30 da manhã, esperei Juliana tomar banho e se arrumar e em seguida fiz o mesmo. Me arrumei, fiz uma leve maquiagem e fui para cozinha.

– Bom dia amores da minha vida. – falei sorridente e sentei na pequena mesa com Juliana. Enquanto Claire terminava de fazer o suco, parti um pedaço do bolo.

– Bom dia! – responderam juntas.

– Dormiu bem Ju? – perguntei dando uma grande mordida no bolo.

– Sim, muito bem. Vou dormir contigo todos os dias agora. – brincou ela colocando um pouco de café na xícara. O cheiro do café fez meu estômago revirar e corri até o banheiro com a mão na boca, pois sentia já vindo o vomito. Novamente me veio o enjoo e eu vomitei. Escovei meus dentes e voltei para cozinha.

– Amiga o que você tem? – perguntou Juliana pegando em minha testa para verificar minha temperatura.

– Me senti mal novamente. Claire, de que é esse suco? –

– Laranja, a senhora quer um chá? Deveria ir ao médico, a dona Cristiane ficaria muito preocupada se estivesse aqui. – dizia Claire, colocando suco no meu copo.

– Quero só o suco mesmo. Mas ela nem precisa saber disso né! Qualquer coisa vou ao médico. – disse cortando o assunto.

– Amiga, depois quero te fazer uma pergunta. No carro conversamos. – dizia Juliana se levantando para deixar sua xícara na pia e em seguida saiu. Terminei de comer e fui até meu quart buscar minha mochila e um casaco. Juliana estava na sala me esperando sentada.

– Vamos? – chamei abrindo a porta. Ela se levantou e me seguiu, fomos caladas até o estacionamento e entramos em meu carro, o dela ficará aqui.

– Jade, tu usou camisinha com o irmão da Cris? – perguntou séria me olhando.

– Hm? Camisinha? – indaguei tentando lembrar.

– Sim. Camisinha! –

– Não. Mas nem estava no período fértil... Eu acho. – falei encarando a pista. Era só o que me faltava acontecer, eu estar grávida do idiota do Carlos. Ri sem graça de meu pensamento.

– Então amiga, tu deve está grávida. Parabéns mamãe do ano. – dizia ela sarcástica.

– Óbvio que não estou. –

– Pois estaciona ali naquela farmácia. – dizia ela apontando para uma pequena farmácia na esquina da emissora. Fiz o que ela mandou, só para tirar a duvida dela. Eu tenho certeza que não é gravidez. Ela desceu do carro e foi até a farmácia, em poucos minutos voltou com o teste em uma sacola e jogou em minhas pernas.

– Vamos logo. – dizia apressada.

Dirigi mais um pouco e entrei no estacionamento da emissora, desliguei o carro e peguei minha mochila, joguei o teste dentro e descemos do carro. Andamos rapidamente até encontrar o primeiro banheiro e eu tirei o teste da mochila e corri para a cabine. Li o modo de uso e fiz xixi e o coloquei dentro do copinho. Me ajeitei e sai da cabine, Juliana estava enconstada na pia me olhando séria.

– Vai dar negat... – falei e logo fui interrompida quando vi duas listras se formando no maldito teste. Juliana arregalou os olhos para mim e ficamos paradas olhando uma para outra sem reação alguma. Eu só conguia pensar o quanto estou fodida.

– Quer saber? Você está fodida amiga. Muito fodida mesmo, vai ficar sem sua mulher e sem o pai do seu filho. – dizia ela rápido.

– Deve estar errado essa merda. Não estou grávida, não é possível. –

– Você transou com um pênis de verdade. É possível sim e essa é a prova. – dizia ela apontando para o teste em minhas mãos. Fui até o lixeiro o joguei dentro, há possibilidades de estar errado,  e eu sei que está. Sai do banheiro e fui até a farmácia novamente, era perto, fui a pé mesmo. Fui até a sessão de teste de gravidez e peguei 3 tipos diferentes. Voltei correndo para emissora e fui tomar água, tomei 5 copos de água, minha barriga iria explodir.

– Que sede é essa bicha? – perguntou Maxxie me puxando para dar um abraço. Ainda não tinhamos nos visto depois que voltei de férias.

– O calor do Ceará ainda estar em mim. – brinquei o dando um beijo nas bochechas.

– Posso até imaginar. E as novidades? Você e a Cristiane estão bem? –

– Estamos sim. Aquela fase passou. Agora vou trabalhar, até mais tarde. –

– Até Jadinha. – 

A vontade de fazer xixi estava aumentando cada vez mais. Corri para o banheiro e fiz os testes, me encostei ao lado da pia e fiquei esperando pelos resultados. Rebecca entrou no banheiro e deu de cara comigo e os testes.

– Amiga! Tu está grávida? – perguntou espantada.

– Não. Tá louca? – perguntei olhando os testes e novamente vi as listras aparecendo. Só podia ser um pesadelo. Não posso estar grávida.

– Tem certeza? – disse ela se aproximando para ver melhor os testes. Peguei rapidamente e os joguei na lata do lixo.

– Tenho. Até mais. –

Sai do banheiro e fui procurar a Juliana, minha cabeça estava a mil. É agora que a Cristiane vai me largar e como a Juliana disse, ficarei sem mulher e sem o pai do meu filho, mas ele não fará falta. Mas sou muito jovem para ser mãe sozinha. Vi Juliana sentada na nossa mesa e caminhei rapidamente até ela.

–  E aí amor? – perguntou encarando os papéis.

– Deram todos positivo. – murmurei, não queria que as pessoas soubessem, pois não sei ainda o que irei fazer.

– Sério? Faz o de sangue também. Olha amiga, você tem que contar a Cristiane e ao pai do bebê. – dizia me encarando séria.

– Não sei o que fazer. Mas agora, vou para casa, dar uma desculpa aqui pro chefe. Beijos. –

Cheguei em casa e Claire estava arrumando as coisas, pedi para que ela não me chamasse para nada e me tranquei no meu quarto. Tirei meu celular da mochila e digitei o número da Cristiane. Tenho que fazer o exame de sangue, mas é pouco provavelmente dar 4 falsos positivos. O telefone tocou várias vezes até ela atender e meu coração congelar.

– Oi amor, houve alguma coisa? – perguntou Cristiane

– O que você está fazendo? – perguntei criando coragem para contar tudo.

– Treinando amor. Mas pode falar! –

– Eu... érr bom, sabe, é que, eu... Estou grávida. – gaguejei tentando segurar o choro.


Notas Finais


Continuo? 😆


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...