História A história de Maíra Jade - Capítulo 20


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Futebol Feminino, Jornalismo, Lesbicas, Paris
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Palavras 1.060
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Esporte, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, espero que gostem!

Capítulo 20 - Separação


A ligação ficou muda por alguns minutos e eu também não falei mais nada. As lágrimas no meu rosto caíam desesperadamente, e eu tentava chorar em silêncio, mas minha vontade é de sair gritando.

 – GRÁVIDA? COMO ASSIM? POSSO SABER DE QUEM?  – gritou ela do outro lado da linha.

 – Sim. Lembra de quando estávamos no Brasil? Então, eu quis me vingar de ti, fiquei com teu irmão, o Carlos. Me perdoa. Por favor.  – pedi chorando.

 – Ah vai se foder. Procura o pai do teu filho e sai da minha casa. Tchau!  –

Ela desligou na minha cara e eu continue chorando, meu corpo todo tremia de nervosismo. Agora terei que procurar um lugar para morar sozinha, não quero mais morar com a Juliana. Digitei o número da minha mãe e liguei para ela.

 – Mãe.  – falei com a voz trêmula.

 – Oi filha, o que aconteceu?  – perguntou ela preocupada.

 – Estou me separando novamente da Cristiane e grávida. –

 – Como assim Jade? Me conta isso direito.  –

 – Quando fui para São Paulo fiquei com o irmão da Cris e engravidei. Descobri hoje. O que eu faço? Ela está viajando e volta no sábado, e já mandou eu sair daqui.  – respirei fundo e tentei manter a calma.

 – Nossa, por que você fez isso? Que decepção minha filha! Só posso fazer uma coisa, lhe acolher. Volte para cá, que cuidamos do resto.  –

 – Porque eu quis, estava chateada. Olha mãe, não posso voltar. Tenho contrato aqui! E se for para me dar lição de moral, tchau.  –

 – Calma! Não desliga Maíra.  –

 – Sem lição de moral. Por favor  – pedi impaciente.

 – Tudo bem. Quer eu fique um tempo com você aí?  –

 – Sim. Mas e o papai?  – perguntei preocupada.

 – Ele irá entender e ir algumas vezes. Quero ficar contigo até o bebê nascer, e depois que nascer fico dando um apoio e depois volto.  –

 – Quer que eu deposite dinheiro da passagem mãe? Para quando?  –

 – Calma. Quando você se organizar aí, me avisa que eu compro a passagem. Agora vou desligar, preciso pensar. Te amo, se cuida!  –

Tenho mais 4 dias para encontrar um apartamento, desde quando Fernanda apareceu, tudo da errado na minha vida. Parece que jogou praga em mim. Procurei o número de Juliana e liguei para ela.

 – Amiga, estou precisando procurar um apartamento. Vou sair daqui, a Cris já sabe de tudo. Me fodi.  – falei rapidamente.

 – Eu já sabia que isso aconteceria cedo ou tarde. Daqui a pouco saio para almoçar, vou pedir pro Max me levar aí. Até mais, beijos. –

Ela nem esperou eu responder e logo desligou. Joguei meu celular em cima da mesa de cabeceira e fui até o guarda-roupa, coloquei todas minhas roupas em cima da cama e depois peguei minhas malas. Guardei tudo dentro das malas, depois peguei meus sapatos e os guardei em duas mochilas. Ouvi leves batidas na porta, fui até ela e destranquei.

 – A senhora vai viajar?  – perguntou Claire olhando minhas malas.

 – Não. Vou sair daqui, estou me separando da Cristiane.  – expliquei triste, a palavra separação me dava um aperto no coração. Eu não queria que isso estivesse acontecendo.

 – Que pena dona Jade! Lamento muito. A senhora vai almoçar aqui?  –

 – Vou não.  –

Claire é muito discreta, jamais perguntaria detalhes para mim. E isso é bom. Terminei de arrumar tudo e tomei um banho quente, fiquei me olhando de lado no espelho fixei na minha barriga e ainda não tinha sinal nenhum de vida nela. Agora seremos nós dois contra o mundo. Me assustei ao ver a Juliana sentada em minha cama.

 – Que susto!  – falei colocando a mão no peito.

 – Calma. Agora você está grávida! Desculpa amiga. –

 – Tudo bem! Vamos comigo atrás de apartamento?  – perguntei terminando de me arrumar.

 – Vamos sim. Como você está amor?  –

 – Não estou bem. Mas vou superar amiga. –

Passamos a tarde inteira procurando apartamentos, alguns muito caros, de cara eu não quis. Até que encontramos um próximo a emissora, quer dizer, na esquina da emissora. Vou poder ir a pé mesmo. Ele era pequeno, apenas dois quartos, sala americana, uma pequena área de serviço, varanda e dois banheiros. Um no quarto e outro social.

 – Agora vamos comer, esse bebê precisa se alimentar!  – dizia Juliana pegando em minha barriga enquanto eu dirigia.

 – Não estou com fome. Mas vamos comer uma pizza, por favor!  – pedi sorrindo.

 – Vamos sim.  –

Paramos em uma pizzaria perto do apartamento da Cristiane,  nós sempre gostamos de comer pizza daqui. Descemos do carro e fomos procurar uma mesa, na calçada mesmo. Depois o garçom apareceu e fizemos o nosso pedido.

 – Eu acho que ela vai voltar pra ti amiga. Ela te ama!  – dizia Juliana pegando em minhas mãos.

 – Eu não tenho tanta certeza assim. O que eu fiz foi muito ruim! Não pensei nela, só em magoá-la.  –

Meu celular começou a tocar dentro da bolsa, rapidamente abri e tirei ele. Era ela, agora ela vai me xingar de todos palavrões possíveis. Já deve estar desocupada.

 – Olha quem é. Agora ela vai acabar comigo!  – comentei mostrando o celular a Juliana.

 – Não atende!  – dizia ela revirando os olhos.  – Ela só vai fazer você ficar nervosa e não é bom.  –

Deixei tocando até ela desistir, quando coloquei ele na bolsa novamente, voltou a tocar e não parou mais.

 – Alô. – falei

 – Só quero avisar que amanhã estarei de volta e não quero encontrar contigo no meu apartamento. Ok? –

 – Mas já? Pensei que voltaria apenas sábado.  –

 – Jade, tenho que resolver umas coisas aí e resolver nossa situação também. –

 – Tudo bem. Hoje mesmo não volto mais para seu apartamento. Tchau!  – desliguei na cara dela.

 – Ela quer que saia hoje do apartamento dela. Que filha da mãe! Pensa que se mudar é fácil assim. Que ódio! Posso ficar na tua casa?  – perguntei bufando.

 – Ela tem razão em estar com raiva amiga. E claro que pode!  –

Terminamos de comer a pizza e fomos ao apartamento da Cristiane pegar minhas coisas. Me despedi da Claire, e saímos para a casa da Juliana.


Notas Finais


Continuo? 😀😀


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