História A história de Maíra Jade - Capítulo 21


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Futebol Feminino, Jornalismo, Lesbicas, Paris
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Palavras 1.866
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Esporte, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


😆

Capítulo 21 - Cinco anos depois (...)


Coloquei o suco em cima da mesa, as frutas, torradas e a geléia. Depois fui até o quarto da Marjorie. Nesses 5 anos, cuidei dela sozinha, sem ajuda do pai e nem de ninguém, aliás, o pai nunca nem deu um telefone para saber o nome dela. Mas nunca escondi dela quem é o pai e o resto da família. Eu e Cristiane nos separamos quando engravidei e até hoje ela está com a Fernanda. E eu continuo sozinha.

– Marjorie, hoje você vai com a mamãe para o trabalho. – falei entrando no quarto. Ela estava terminando de vestir a roupa. Hoje o frio estar congelante.

– Por que? Quero ir para escola mamãe. – dizia ela penteado os cabelos. Ela estava chateada porque mandei cortar um chanel e o cabelo dela estava na cintura.

– Férias amor, férias. –

Sai do quarto e fui tomar meu café-da-manhã. Enquanto comia, passava geléia nas torradas da Marjorie.

– Marjorie, vem logo. Estou atrasada minha filha! – gritei e logo ela apareceu correndo.

Terminamos de comer, e eu peguei minha mochila e a dela. Saímos correndo do apartamento, minha sorte é que a emissora fica praticamente do lado da minha casa.

– Calma mamãe. – dizia Marjorie ofegante apertando minha mão. Diminui os passos e logo chegamos na emissora.

– Bom dia pessoas! – falei com meus colegas de trabalho e fui para a sala de meu chefe com Marjorie. Dei duas batidas na porta e entramos.

– Bom dia sr. Mário! – falei me sentando em uma cadeira de frente para meu chefe.

– Bom dia Maíra. E essa bonequinha? Veio trabalhar hoje? – perguntou ele brincando com a Marjorie. Ela sorriu e concordou com a cabeça.

– Então Maíra, hoje tu vai pro clube do PSG! Amanhã é o início dos jogos da liga e também a jogadora Cristiane vai se aposentar, quero entrevista com ela. Ta aqui as perguntas! – dizia ele me entregando um papel com as perguntas, olhei por cima e deveria ter umas 10.

– Sr. Mário, eu tenho mesmo que fazer essa entrevista? – perguntei sem graça.

– Sim. Se quiser seu emprego... Sei que você tem problemas pessoais com ela, mas aqui é seu trabalho! – dizia ele sério me encarando.
 
– Sim sr, tudo bem. Até mais! –

Guardei o papel em minha mochila e fui atrás da Juliana. Procurei ela em nossa sala, mas estava vazia ainda, depois fui para a sala da beleza.

– Mamãe, eu quero brincar! –

– Agora não bebê, lá no clube você brinca certo amor? – falei dando um beijo na cabeça dela.

Entramos na sala da beleza e a Juliana estava lá com Maxxie, Rebecca, Michael e a Josephine. Marjorie correu para o colo da Juliana e ficou grudada com ela. Ela a considera como tia de verdade.

– Bom dia amores da minha vida inútil  – falei brincando.

– Bom dia! – responderam todos juntos e caímos na gargalhada.

– Maíra, já te falei que tu está muito gostosa? – perguntou Michael. Ele não cansa de falar besteira.

– Sim. Fala todos os dias. – respondi revirando os olhos e ele riu.

– Ei Max e Rebe, hoje vamos para o clube do PSG viu! Daqui a pouco. – avisei fazendo um coque em meus cabelos. Me sentei no sofá junto com Michael e Josephine.

– E o coração como está? – perguntou Rebecca rindo.

– Ótimo. Não sinto mais nada, espero que ela esteja feliz! – menti. Juliana tossiu para esconder uma risada.

– Para de mentir amiga! Você nem mentir sabe. – disse Max terminando de  fazer escova na Juliana.

– De quem vocês estão falando mamãe? – perguntou Marjorie vindo sentar em meu colo.

– Alguém que fez parte do meu passado. Agora pede ao tio Maxxie pra fazer um penteado em ti. –

– Não da para fazer nada nesse cabelo curto assim gata! – dizia ele à Marjorie. Ela fez beicinho e começou a chorar e veio correndo para mim.

– Ô viado insensível. Ela é só uma criança seu filho da puta! – reclamou Michael e puxou Marjorie para sentar em seu colo.

– Não liga minha princesa, ele é burro e não sabe fazer. Mas assim seu cabelo está lindo. Chore mais não, vamos dar uma volta! –

– Poxa Maxxie, tu é chato demais mesmo. – dizia Josephine.

Michael e Josephine levaram Marjorie para dar uma volta pela emissora e nós ficamos na sala.

– Próxima vez que tu falar assim com minha filha, eu vou te matar, entendeu coisa? – falei brava.

– Desculpa minha deusa, não sei lidar com crianças. Mas você sabe que eu amo sua cria! – dizia ele vindo mexer em meus cabelos. Me sentei na cadeira adequada e ele começou a fazer escova em meu cabelo, Rebecca e Juliana foram para o carro me esperar. Depois que Maxxi terminou minha escova, fomos para o carro e já estavam todos lá. Não demoramos muito e logo chegamos ao clube, fazem 5 anos que eu não piso nesse clube, sempre que era escalada para vim, inventava algo e não vinha. Desci do carro de mãos dadas com minha filha e os outros saíram cada um com suas coisas.

– Mamãe vamos sentar ali, quero tirar meus brinquedos da mochila. – dizia Marjorie apontando para a arquibancada. Fiz o que ela queria e fui me sentar na arquibancada com ela.

– Pega aqui sua boneca. – falei tirando da mochila dela. Ela pegou e ficou brincando, fiquei olhando todo o campo e algumas meninas já estavam lá. Mas ela ainda não havia chegado. Juliana veio atrás de nós duas e sentou do nosso lado.

– E aí amiga? Tá bem? – perguntou preocupada.

– Sim. Faz muito tempo já, ela não deve mais nem lembrar de mim. –

– Claro que lembra. Quando eu vinha  fazer entrevista aqui e ela falava, sempre perguntava por ti e pela Marjorie. –

– Mas ela nunca teve coragem de me dar um telefonema cara, nem pra saber como estava a sobrinha dela. Mas não é pra menos também, nem o traste do Carlos nunca se importou com a menina. – falei olhando as meninas iniciarem o treino. De longe pude ver a Cristiane chegando com as chuteiras nas mãos e de seu lado a Fernanda. Ela deve marcar colado em cima dela agora.

– Olha lá. Ela e a digníssima da Fernanda. Se merecem mesmo! – comentei e Juliana e a Marjorie olharam.

– Ela sempre está por aqui com ela, acompanha tudo Jade, precisa ver a palhaçada. –

– É a insegurança amiga. Tem medinho de perder a mulher. – falei rindo

– Sim. Agora vai se arrumar, quero ver a cara da Cristiane quando ver o mulherão que tu ficou. –

Sai da arquibancada e fui procurar Rebecca. Ela estava no vestiário das meninas e me maquiou em poucos minutos.

– Obrigada amiga. Agora estou parecendo uma mulher decente. – brinquei fazendo meu rabo-de-cavalo na frente do espelho.

– Sim. Tá linda demais! Agora vá trabalhar. – dizia ela sorrindo orgulhosa de seu trabalho.

Sai do vestiário e dei de cara com Fernanda conversando com umas meninas do time, ela me olhou da cabeça aos pés e veio em minha direção.

– Quem é viva sempre aparece né. – comentou com ar de deboche.

– Sempre. E olha, vou aparecer tantas vezes ainda, agora deixa eu ir. Vou trabalhar, não tenho jogadora para me sustentar afinal. –

Virei as costas e continuei andando em direção a arquibancada, tinha deixado minha mochila com a Juliana e nem tinha pego nenhuma pergunta ainda. Subi a arquibancada e me sentei ao lado delas.

– Tu viu? A Fernanda falou comigo, acredita? Ela pensa que eu ainda sou aquela mesma idiota. – comentei olhando para Fernanda que também não parava de me olhar e nem disfarçava.

 – Ela é uma piranha idiota. – dizia Juliana colocando as mãos no ouvido da Marjorie para ela não ouvir o palavrão. Peguei minha mochila e tirei o papel com as perguntas que terei que fazer a Cristiane. Fiquei treinando as perguntas enquanto não a via para pegar logo a entrevista.

– Mamãe! A tia Ju foi fazer umas perguntas as jogadoras, você não vai também? – perguntou Marjorie me cutucando. Foi ai que percebi que a Cristiane já estava se aquecendo para começar a treinar.

– Sim amor, vou lá trabalhar. Fica aqui quietinha tá? Qualquer coisa vai atrás de mim! Estarei do lado do campo. – falei e dei dois beijos na bochecha dela e desci da arquibancada. Chamei os meninos da equipe de imagem e som e eles me seguiram até onde ela estava. Confesso, meu coração estar prestes a sair pela boca.

– Hey! Pode conversar comigo um pouco? Juro que será rápido. – falei séria e ele deu um sorriso que me deixou toda desconsertada. Lembrei da primeira entrevista que ela me deu quando cheguei aqui.

– Claro. Mas eles precisam ouvir? – perguntou ela apontando para equipe.

– Sim. Minha conversa com você é apenas profissional. Não temos assunto algum para conversar né. –

– Jade, para de fingir que não aconteceu nada. –

– Faz 5 anos. E eu não vivo de passado. Já passou, não quero ficar me lembrando de toda a merda que aconteceu Cristiane. –

Marjorie veio correndo em nossa direção e se agarrou em minhas pernas chorando.

– Mamãe, eu cortei meu dedinho. – dizia chorando mostrando o dedo cortado. Peguei ela e coloquei no colo.

– Calma amor, vamos lavar esse dedinho. – falei tentando acalmá-la.

– Vamos na enfermaria, lá fazem um curativo nessa princesa. – disse Cristiane. Ela pegou em meu braço e saiu me levando até a enfermaria que era um pouco afastado do campo. Marjorie não para de chorar por nada, e eu já estava impaciente.

– Calma bebê. – falei dando um beijo na bochecha dela. Até que chegamos na enfermaria e uma médica muito simpática deu um pirulito a ela e começou a limpar o corte.

– Ela é a sua cópia. Nem parece com o pai! – dizia Cristiane sorrindo

– Obrigada. – falei seca. Não queria dar muito assunto a ela.

– Ela sabe sobre o pai dela? – perguntou pegando no meu braço e eu me soltei.

– Não encosta em mim de novo. Sim, ela sabe que o pai dela faz de conta que ela não existe. – sussurei, não queria que ninguém ouvisse o que estávamos conversando.

– Calma Jade, eu quero muito me aproximar dela. Querendo ou não, ela é minha sobrinha. –

– Não. Ela não precisa da sua presença, nem da de ninguém da sua família. Ela é muito amada por mim, pela minha família e meus amigos. –

Ela ficou me encarando séria sem dizer nem uma palavra se quer. A médica terminou de fazer o curativo na Marjorie e nós voltamos para o campo. O treinador dela já estava visivelmente irritado com a demora dela para o treino.

– Porra, tava fazendo o que Cristiane? Nem tua mulher sabia aonde tu se meteu, bora treinar! – berrava ele.


Notas Finais


Continuo? 😊


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