História A história de Maíra Jade - Capítulo 22


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Futebol Feminino, Jornalismo, Lesbicas, Paris
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Palavras 1.619
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Esporte, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 22 - O treino


Ela ficou calada e saiu seguindo seu treinador, essa realmente não era a hora de pedir para ela dar uma entrevista. Fui com Marjorie me sentar na arquibancada, minha equipe estava toda sentada também observando o treino. Me sentei ao lado da Rebecca e do Maxxie, Marjorie estava zangada e quis sentar com a Juliana, que estava um pouco afastada com uma menina  conversando.

 – A Cristiane tomou o maior esporro do treinador. Fiquei com vergonha por ela.  – comentei rindo.
 
– Acho é pouco. Nunca fui com a cara dessa ridícula.  – dizia Rebecca mal humorada. Meus amigos ficaram contra a Cristiane, se eu voltasse com ela, todos me matariam.

 –  Nem eu.  – concordou Max.

 –  Ela é legal, só não comigo.  – falei.

 – JAAADE, vem aqui!  –  gritou Juliana me chamando com a mão. Me levantei arrumando minha calça e fui até elas.

 – Oi meninas.  – falei sorrindo.
 
 – Olha amiga, essa moça aqui é minha amiga de infância, e agora ela estar jogando no PSG. Ela também é brasileira. O nome dela é Fabiana, mas pode chamar só de Fabi   – dizia Juliana empolgada com a amiga.

 – Que legal, mais uma pra gangue. Prazer Fabi, sou a Jade  – falei cumprimentando ela com dois beijos nas bochechas.

 – O prazer é meu, sua filha é uma fofura. Me contou tudo sobre o dedinho cortado.  – dizia Fabi sorrindo e fez cócegas na Marjorie.

 – Obrigada, ela é um amor mesmo né. É louca pela Juliana! Né amor.  –  falei olhando para Marjorie e ela sacudiu a cabeça fazendo um 'sim'.

 – A tia Ju ama essa pirralha, é como se fosse minha cria também.  – falava Juliana agarrando minha filha que ria pedindo para ela soltá-la. Elas ficaram brincando com a Marjorie e eu observando a Fabiana, ela era muito bonita, tinha cabelo preto com mechas loiras, o corpo completamente malhado, mesmo sentada notei suas pernas grossas, sua pele era mais escura que as nossas, uma morena clara.

 – Ei, vou lá treinar, até mais Jade.  – dizia ela descendo da arquibancada. E eu me sentei ao lado da Juliana e da minha filha.

 –  Por que não me apresentou antes essa tua amiga hein?  –  perguntei rindo.

 – Se interessou? Aproveita que ela curte!  – dizia ela brincando com a Marjorie de boneca.

 – Calma lá. Mal conheço ela, mas achei bonita. Do jeito que eu gosto  –

 – Sim. Joga futebol, sua Maria chuteira do caralho!  – dizia Juliana tampando o ouvido da minha filha e rindo. Também ri com ela.

 – Sou nada. Me respeita!  –

 – Mamãe, quero comer!  – dizia Marjorie

 – Ju, ai na mochila dela eu trouxe iorgute e biscoito. Entrega ai à ela. – pedi apontando para mochila que estava do outro lado delas. Ela tirou as coisas da mochila da Marjorie e entregou para ela comer, ela já sabe comer sozinha. Desde muito novinha já comecei ensinar. Ficamos a manhã toda assistindo o treino das meninas e depois fomos para o refeitório. Deixei Marjorie na mesa com a Rebecca e o Maxxie e fui fazer o prato dela, depois voltei para a mesa e entreguei a comida dela e fui fazer meu prato.

 – A Fabi vai almoçar na nossa mesa hein.  – comentou Juliana rindo.

 – Se aquieta Juliana, estou tão bem sozinha. Não vem com problema pra cima de mim não amiga!  – falei terminando de fazer meu prato.

 – Faz muito tempo que tu não transa. Por isso vive irritada, relaxe amor.  –

Fiquei esperando ela terminar de colocar a comida no prato e depois seguimos caladas para nossa mesa. Maxxie, Rebecca e Marjorie ainda estavam almoçando, sentamos em silêncio e começamos a comer.

 – Posso sentar com vocês?  – perguntou Fabiana puxando uma cadeira.

 – Claro!  – respondemos em coro.

Ficamos comendo em silêncio, até que cada um foi saindoda mesa, primeiro foi Rebecca, depois saiu Maxxie e por último a Juliana com a Marjorie.

 – Vou ver se faço ela dormir no vestiário das meninas, beleza?  – dizia Juliana saindo com minha filha nos braços. Hoje acordamos muito cedo e ela estava cansada. Ainda bem que eu tenho a Ju para me ajudar com a Marjorie. Terminei de comer e fiquei com preguiça de levar o prato da mesa.

 – Faz pouco tempo que você chegou né? Eu soube por alto que entraria uma nova jogadora no time.  – falei tentando puxar assunto.

 – Eu cheguei semana passada, mas fazia um tempo que estava fazendo acordo com o clube. Ainda bem que as meninas são muito legais comigo aqui. Algumas eu já jogava pela seleção do Brasil. –

 – Ah já tem conhecidas, fica mais fácil né! Eu moro aqui há uns 6 anos, e tem dias que fico louca para voltar pro Brasil. Mas aqui minha carreira estar cada vez melhor.  –

 – Sempre da essa vontade de voltar pra 'casa' mesmo. É normal! E ai, você vai para balada com a gente?  – perguntou ela sorrindo.

 – Que balada? Quem vai?  – perguntei curiosa

 – Não sei o nome. As meninas do time vão, a Ju também vai, ela disse que ia falar contigo. Falou que desde que você terminou com a Cris, não sai mais.  – comentou ela pensativa.  – Nossa, desculpa. Falei demais, desculpa mesmo.  – disse envergonhada.

 – Não precisa se desculpar. Tem coisas que não da para apagar da nossa vida né! Essa é uma que muita gente sabe e sempre alguém vai falar. Enfim, mas eu vou ver se dar certo eu ir.  –

 – É verdade. Vai mesmo, vai ser tranquilo, amanhã a gente tem jogo. O treinador nem gosta que a gente saia antes de jogo, mas pretendemos voltar cedo.  –

 – Se eu arranjar alguém pra ficar com minha filha, eu vou mesmo.  – falei me levantando para guardar o prato.  – Vamos?  – chamei. Fomos deixar os pratos em seu devido lugar e depois fomos para a arquibancada descansar o almoço. Cristiane e a Fernanda também estavam na arquibancada, mas Fernanda estava com a cabeça nas pernas da Cristiane e deitada. Passamos por elas para sentarmos no outro lado.

 – E aí Cris, beleza?  – cumprimentou Fabiana. Ela apenas sorriu e assentiu. Fomos nos sentar do outro lado e eu pude ver que a Cristiane não tirava os olhos de nós duas.

 – Tu engravidou bem novinha né?  – perguntou curiosa.

 – Eu tinha 22 na época. Agora estou com 27, mas eu era muito infantil na época. Só fazia merda sabe?  –

 – Eu também tenho 27. Sei como é, também já fiz algumas besteiras quando era mais nova. O pai da tua bebê mantem contato com ela?  –

 – O pai dela é irmão da Cristiane. E não, nunca nem ligou, nem manda dinheiro. Quando vou ao Brasil, não levo ela nem na casa dos pais da Cristiane. – falei observando Cristiane nos olhando, parecia querer saber o que estávamos conversando.

 – Sério? Caramba! Disso eu não sabia, pensei que era outro cara. Por isso vocês terminaram? –

 – Sério. Foi sim!  –

 – Que barra! Mas sua princesa é linda, muito parecida com você.  – dizia ela me encarando sorrindo.

 – Obrigada! Vou ali dar uma retocada na maquiagem e no cabelo. Vou ter que entrevistar a Cristiane! Depois nos falamos ok?  – falei me levantando.

 – Sim. Nos encontramos na balada então?  –

 – Se der, eu vou sim. Até mais!  –

Passei quase correndo pela Cristiane e a Fernanda sem olhar pra elas. Avistei Rebecca na porta do vestiário e fui caminhando rapidamente até ela.

 – Vamos logo arrumar minha maquiagem! Cadê o Maxxie?  – perguntei entrando no vestiário junto com Rebecca.

 – Tá lá dentro com a Juliana e a tua filha.  –

Eles estavam sentados no final do vestiário, a Marjorie tava deitada em um pequeno colchão nada confortável dormindo. E Juliana mexendo no celular dela e Maxxie no dele.

 – Max, arruma meu cabelo rapidinho! Vou logo fazer essa entrevista maldita  pra ir embora logo.  – pedi me sentando ao lado deles. Ele se levantou e pegou o secador e começou arrumar meu cabelo, depois fez o rabo-de-cavalo e Rebecca veio me maquiar. Logo terminaram de me arrumar.

 – Vocês vão para balada com as meninas do psg?  – perguntei pegando meu celular. Como sempre, cheio de mensagens no whatssapp, que só olharei em casa.

 – Eu vou.  – respondeu Juliana concentrada no celular.

 – A gente não foi convidado.  – dizia Maxxie dando de ombros.

 – Pensei que tinham sido convidados também. Agora vou lá!  –

Peguei meu celular e coloquei no silencioso e guardei no bolso da calça. Depois fui chamar a equipe para começar a gravação. Fomos juntos para a arquibancada onde a Cristiane estava.

 – Pode falar agora?  – perguntei à ela.

 – Não. Não vou dar mais entrevista nenhuma.  – respondeu séria e Fernanda deu uma risada debochada.

 – Sério? Por que?  –

 – Porque não estou afim hoje. Pode respeitar? Ou está difícil?  –

 – Tudo bem Cristiane. É uma escolha sua.  – falei sem graça. Todos da equipe ficaram com cara de ponto de interrogação com a arrogância dela comigo. Eu sabia que era pessoal aquilo. Saímos de perto delas e eu peguei meu celular e procurei pelo número do meu chefe.

 – Alô, sr. Mário, é a Maíra Jade que está falando. Eu fui agora entrevistar a Cristiane, mas ela se negou me dar entrevista alegando que não está afim.  – falei revirando os olhos.

 – Sério? Que filha da mãe. Pois deixa pra lá, quando ela quiser ela fala. Amanhã mando uma das meninas pro jogo. Tchau!  –



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