História A história de Maíra Jade - Capítulo 23


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Futebol Feminino, Jornalismo, Lesbicas, Paris
Exibições 58
Palavras 1.958
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Esporte, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Alguém aqui? 👀👀👀

Capítulo 23 - Balada


"Amor que vai durar pra toda vida, eu não me separo de você mulher...". O som tocava alto e eu acompanhava cantando e dançando enquanto procurava uma roupa decente para sair. Sorte a minha que minha mãe e irmã chegaram hoje. Mamãe vai ficar com a Marjorie para nós duas sairmos.

– Mana, ainda tá assim? – perguntou Andressa entrando em meu quarto e diminuindo o volume do som. Eu ainda estava de calcinha e sutiã.

– Sim. Estou na duvida entre esses dois vestidos. – falei apontando para os dois vestidos em cima da cama. Um era preto tubinho básico, e o outro cinza com uns desenhos estranhos e aberto dos dois lados da barriga.

– Vai com o cinza e de salto. Aquele teu salto ali. – dizia apontando para o sapato que eu já havia separado para usar mesmo.

– Vou com ele mesmo. Daqui a pouco a Ju vai passar aqui pra pegar a gente. Vou logo me vestir.  – falei pegando o vestido e o vesti, peguei o sapato e calcei logo. Soltei meus cabelos e passei um batom roxo escuro, a maquiagem eu já tinha feito. Me olhei no espelho e depois de tantos anos me senti maravilhosa e bem.

– Tô muito gostosa né mana, fala aí – brinquei dando uma voltinha e rindo.

– Sim. Uma delicinha! Não pode ficar sem pegar ninguém hoje hein. Também quero muito beijar na boca mais tarde! – comentou gargalhando. Peguei minha pequena bolsa, joguei o celular dentro, um batom e dinheiro. Depois saímos do quarto e minha mãe estava na sala assistindo desenho com a Marjorie.

– Mãe, tem certeza que a senhora quer ficar com ela? – perguntei pela milésima vez. Não gosto de abusar das pessoas.

– Tenho certeza absoluta. Vá e aproveite a noite, você está muito linda filha. – falava me olhando orgulhosa.

– Tá linda mesmo mamãe! – comentou Marjorie me olhando também.

– Obrigada meus amores. – respondi indo dar num beijo nas duas. O interfone começou a tocar e Andressa correu para atender. Deve ser a Juliana.

– Vamos Jade, a Ju chegou! Tchau mãezinha, tchau amor da tia. – dizia Andressa beijando elas.

– Tchau vidas! Se comporte com a vovó viu Marjorie. – falei mandando um beijo no ar pra ela que me olhava sorrindo. Descemos rapidamente e corremos para o carro da Juliana.

– Boa noite gatas da balada! – dizia Juliana sorrindo.

– Boa noite! Hoje a noite não vai prestar, só as solteiras hein. – comentou minha irmã com um sorriso malicioso nos lábios. Nós apenas concordamos e rimos. Juliana ligou o som e colocou pra tocar uns pagodes no último volume. Aqui nunca vi ninguém escutar esse tipo de música, só brasileiros mesmo.

– Ah meninas, de última hora as meninas marcaram de ir pra um barzinho brasileiro. Só toca músicas assim, pagode, mpb, ao vivo. Esqueci de avisar a vocês. – dizia Juliana dirigindo.

– Ótimo. Prefiro essas músicas do que aquelas luzes que da dor de cabeça e aquelas batidas. – falei aliviada. E Andressa concordou com a cabeça. Eu prefiro barzinhos do que boates. Alguns minutos depois chegamos ao barzinhos, tinha cara de brasileiro mesmo, me senti no Brasil quando descemos do carro. Logo avistamos as meninas em uma mesa enorme, até as que não brasileiras vieram e pareciam estar se divertindo tanto quanto as meninas do Brasil.

– Boa noite meninas! – falamos juntas sorrindo.

– Boa noite! – responderam juntas. Sentamos uma perto da outra e logo chegou cerveja na mesa, eu peguei uma latinha e tome um gole. Fazia muito tempo que eu não bebia.

– A Fabiana não vem? – perguntei a Juliana.

– Ela já deve está aqui. Quando falei com ela, já tava saindo de casa. – respondeu procurando por ela com os olhos. Tomei mais a cerveja e vi a Fabiana e a Cristiane saindo do bar com drinques nas mãos. Acenei para Fabiana e logo ela me viu e veio em nossa direção sorrindo. Ela estava usando um vestido um pouco florido e curto e uma sandália sem salto. Seus cabelos estavam soltos e ela estava muito bem maquiada. Ignorei completamente a Cristiane, mas podia vê-la me olhando com cara de boba.

– Bebendo em véspera de jogo? – perguntei encarando-a.

– Não tem álcool. É só de frutas, só tá bebendo quem não joga amanhã! –

– Entendi. Ah essa moça aqui é a minha irmã. – falei apresentando elas duas.

– Prazer, Andressa! – dizia minha irmã levantando para cumprimentar melhor ela.

– Opa, Fabi. Tudo bem? Você mora aqui também? – perguntou Fabiana simpática.

– Tudo ótimo! Não, mas com tanto homem lindo aqui, acho que vou ficar por aqui mesmo. – falou minha irmã rindo. E nós rimos também.

– Vamos dançar mulherada! – chamou Juliana e Erika. Eu sabia dançar, minha mãe é apaixonada por pagode. Crescemos ouvindo e vendo ela dançar.

– Vamos Jade. – falou Fabiana me puxando da mesa. Nós 5 ficamos perto da banda e começamos a dançar, no começo estávamos tímidas, mas depois fomos nos soltando.

" – Deixa acontecer naturalmente, eu não quero ver você chorar, deixa que o amor encontra a gente, nosso caso vai eternizar. –" Cantávamos junto com o cantor, depois as meninas aos poucos foram se juntando a nós. Apenas Cristiane ficou na mesa sozinha olhando, ela deve ter brigado com a Fernanda. Ela não veio também. O garçom trouxe outra cerveja para mim e eu fiquei dançando e bebendo com as meninas.

– Vem pra cá Cris! Se anima mulher. – dizia uma das francesas amiga dela.

– Não sei dançar. Vocês estão dando um show aí. – respondeu sorrindo. Eu não conseguia para de olhar pra ela, era automático. Fabiana se aproximou de mim e ficou dançando do meu lado. Ela dançava muito bem.

– Vai me dar uma chance hoje não? – perguntou dando uma risadinha.

– Por que não daria? – perguntei dando um gole em minha cerveja. Ela sorriu e se aproximou mais de mim e me beijou, nossas línguas tinham uma sintonia perfeita, o beijo encaixava em tudo, coloquei minha mão nos cabelos dela e a puxei para mais perto de mim.

– Até quem enfim pegou alguém amiga! – dizia Juliana nos interrompendo. Parei o beijo e mostrei a língua pra ela. Fabiana me puxou para irmos sentar na mesa, o clima estava tenso. Cristiane não parava de olhar para mim, ela estava séria demais nos olhando.

– Cris, cadê a Nanda? – perguntou Fabiana sorrindo.

– Não sei. Hoje a gente brigou e eu não quis trazer ela pra cá. – dizia ela me encarando, desviei o olhar para as meninas que não cansavam de dançar e cantar.

– Nossa, que chato Cris! Mas aproveita a noite, aqui está tão legal. Tá parecendo o Rio de Janeiro até. –

– Muito difícil aproveitar. Estou chateada com as coisas sabe! Ainda mais com o que eu vi a alguns minutos atrás. – dizia ela tentando me provocar, talvez. Revirei os olhos e puxei Fabiana para mais um beijo, ficamos nos beijando na mesa mesmo. Fomos interrompidas com o garçom oferecendo mais cerveja, e eu peguei.

– Você gosta de cerveja? – perguntei à ela.

– Sim. Mas bebo muito raramente, mas geladinha é boa demais. – dizia ela pegando na latinha para sentir a temperatura.

– Essa aqui tá muito gelada. – comentei dando um gole na bebida.

– Imaginei. Ei, eu acho que a Cris está chateada comigo, porque nos beijamos. – sussurrou ela em meu ouvido.

– Fazer o que né, somos livres gata. – respondi dando um selinho nela.  – Vamos dançar, hoje estou feliz! – chamei ela pegando em seu braço. Fomos para a rodinha das meninas, ficamos revezando, cada uma entrava na roda e tinha que dançar um pouco. Muita gente que estava no bar, já estava participando da nossa dança. Menos a Cristiane, que continuava com cara de brava sentada sozinha.

– A Cristiane vai avançar em ti! – comentou Juliana rindo.

– Vai nada. – falei vendo minha irmã ir em direção a Cristiane, talvez foi cumprimentá-la. Fabiana estava no meio da roda dançando e cantando, ela era muito linda. Fiquei admirando com cara de boba.

– Vamos ao banheiro comigo? – perguntei a Juliana.

– É bem fácil achar o banheiro, vai lá sozinha amore! – dizia sorrindo.

– Tá bom! –

Entrei no bar e fiquei procurando pelo banheiro, era um pouco grande a parte de dentro e escuro. Senti alguém segurar meu braço com força, machucando mesmo. Me virei rapidamente para ver quem era.

– Por que tá fazendo isso comigo? – perguntou Cristiane visívelmente brava apertando meu braço.

– Primeiro: Me solta agora ou eu grito. E outra, vá se ferrar! – falei me soltando das mãos dela.

– Olha eu.. – dizia ela, mas eu não escutei o resto, avistei o banheiro e fui até ele. Fiquei me olhando no grande espelho na parede e retoquei meu batom. Hoje nada vai estragar minha noite, nem mesmo ela. Sai do banheiro e fui encontrar com as meninas, que ainda estavam animadas dançando. Mas eu me sentei na mesa junto com Cristiane, ela de um lado e eu do outro. Minutos depois Fabiana e a Erika vieram sentar também.

– Cris, o que tá acontecendo? Tu não é assim. Quer conversar? Vamos pro meu carro. Por favor – dizia Erika puxando a amiga para saírem. E ela aceitou e saiu.

– Ela está assim por causa de ti Jade. – dizia Fabiana me encarando.

– Eu não me importo. Eu sofri todos esses anos por causa dela, que simplesmente me largou quando eu mais precisava dela. Eu mereço ser feliz Fabi, e eu sei que minha felicidade não depende mais dela. Acabou! –

– Merece sim. E será muito feliz viu. Quer ir pra minha casa hoje? –

– Hoje não vou poder, mas vamos marcar depois, pode ser? – falei bebendo minha cerveja que já estava quente.

– Pode sim. No sábado vou estar livre, a gente pode sair, com sua filha também, podemos ir ao shopping, cinema, um lugar que ela também goste. – sugeriu ela com um sorriso lindo no rosto.

– Então está combinado! Vamos sim, vou perguntar a ela o que ela vai querer fazer e aviso. –

– Vou adorar sair com vocês Jade! –

– Eu também. Cansou de dançar? – falei sorrindo.

– Sim. Treinei muito hoje e dancei muito também, era pra gente estar descansando para amanhã. O treinador nos mataria se visse a gente assim! – respondeu ela rindo.

– Quer ir embora? – perguntei olhando a hora em meu celular. Já ia dar 3:00 horas da manhã.

– Quero. Preciso dormir, você vai com a Ju? –

– Acho que ela vai querer esticar o horário e minha irmã saiu com um cara e nem me avisou nada. Pode me dar uma carona? – pedi envergonhada.

– Claro. Só me ensinar o caminho. Vamos logo! – disse se levantando e eu fiz o mesmo. Mas fui para o bar pagar as bebidas que eu tomei, depois nos despedimos das meninas e fomos para o carro dela. Fui o caminho todo ensinando como fazia para chegar no meu apartamento, nos perdemos umas três vezes até chegar.

– Tá vendo, como eu sou uma boa  motorista, me perdi, mas me achei! – dizia ela rindo.

– Você é ótima linda. Obrigada pela carona e boa noite! – respondi abrindo a porta do carro.

– Não está esquecendo de nada não? – perguntou me puxando para dar um selinho demorado.

– Agora sim, boa noite Jade! – disse sorrindo.


Notas Finais


E aí, continuo? 😕


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