História A história de nós dois - Capítulo 23


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, resolvi escrever um novo capítulo para dar uma nova conclusão.

Capítulo 23 - De volta para casa


Dentro do colégio, no pátio lotado antes do começo das aulas, Gabriel e Nina sentia o peso de todos os olhares sobre eles, alguns de surpreso, poucos de aprovação e muitos de rancor, mas ninguém disse nada.

- Mas, vocês são muito caras de pau mesmo? – A voz de Lia se fez ouvir mais alta, cheia de rancor, sobre o burburinho a sua volta – Chegar assim dessa forma, mostrando para todo mundo a aberrações que são vocês.

Por alguns segundos, ficaram paralisados, sem saber como agir, até Nina soltar a mão de Gabriel e dar um passo à frente e ficar bem perto de Lia.

- Não somos nenhuma aberração. A gente só se ama – falou com a voz firme, encarando a outra, com o olhar duro.

- Vocês são duas aberrações traidoras! – Lia sustentou o olhar e quase gritou na cara da outra.

- Não somos, não! – Nina retrucou, em voz alta – Mas, nos perdoe por termos traído você – Nina abaixou o tom.

- Ei, pessoal! Vamos acabar com o circo! Todo mundo para a aula! – um dos inspetores apareceu dispersando a aglomeração em volta deles, que esperavam algum tipo de desfecho violento.

No entanto, as duas garotas permaneceram ali paradas, olhos nos olhos, desafiadoras, até que Gabriel segurar a mão de Nina e a puxar dali.

- Vamos, Nina! – E se afastaram deixando Lia para trás, com limpando, disfarçadamente, lágrimas que escorriam pelo seu rosto.

 No andar das salas de aula, o casal se separou, já que estudavam em turmas diferentes. O estranho clima e os cochichos nas suas costas incomodaram Nina e a distraía das palavras do professor a sua frente, principalmente, por pressenti o olhar perfurante de ódio de Lia sobre ela, aquilo doía muito, após tanto tempo de amizade.

Na sua sala, Gabriel não se incomodou com os olhares curiosos e os murmúrios a sua volta. Não se importava por nada, já que, agora, ele e Nina estavam juntos e não precisavam mais esconder isso, só se preocupava com ela, como estaria sofrendo pela rejeição das colegas. Entretanto, iriam conseguir superar, faltava pouco tempo para tudo aquilo acabar e começarem uma nova etapa da sua vida longe de toda aquela confusão. Pelo menos, haviam conseguido o apoio dos pais, apesar da ressalva do seu pai, que não havia gostado nada daquela situação, no entanto, enfrentaria qualquer um para ficar junto dela.

Foi no meio da manhã que foram chamados na sala da diretora, se encontraram no corredor, Nina o encarou, sobressaltada, porém Gabriel manteve o semblante tranquilo, sufocando a agitação dentro do seu peito, precisava de fazer isso por ela, manter a frieza. Ao chegarem no último andar, perceberam os olhares velados de alguns funcionários sobre eles, Gabriel segurou a mão de Nina e apertou com firmeza para dar coragem, sem falarem nada, enquanto estavam sentados, aguardando na sala de espera da diretora.

- Vai dar tudo certo – ele afirmou, olhando nos olhos dela, sem muita certeza, quando foram chamados, Nina assentiu com a cabeça, ao entrarem na sala cheia de estantes de livros e cartazes sobre educação escolar.

A diretora, sentada na sua mesa, escrevia algo concentrada e ergueu a cabeça ao perceber a sua presença, seus olhos pousaram direto nas mãos dadas deles e se arregalaram levemente, antes de subir para os rostos do casal e o fitá-los com o olhar duro e frio.

- Gabriel e Nina, sente-se! – ela se permitiu dar um sorriso, que não chegou aos olhos, os dois obedeceram, em silêncio. – Estou vendo que temos uma situação bem delicada aqui, apesar da conversa que tive com os seus pais, anteriormente.

-Uma situação delicada? – Gabriel questionou, erguendo as sobrancelhas em interrogação. – Não há nenhuma situação delicada aqui, estamos apenas namorando, e não há nada de errado nisso – ele reiterou, mantendo a voz tranquila.

- Eu sei que vocês são muito jovens e não percebem que uma situação dessa implicaria, já que quase todos nessa escola acreditam que vocês são realmente irmãos e moram na mesma casa. Poderia causar muita confusão nas cabeças dos outros alunos.

- Não podemos pagar por um equívoco – Nina retrucou, sem alterar a voz.

- Isso não importa, se é equívoco ou não, só não podemos permitir.

- Como é que é?! Não estamos fazendo nada errado! – Gabriel rebateu, irritado.

- Nós sabemos disso, e não podemos tomar nenhuma providencia contra essa situação. Então, temos um pedido especial para fazer para vocês – os dois esperaram o que estava por vir, segurando o ar. – Pedimos que vocês não demonstrarem nenhuma expressão de afeto aqui dentro da escola.

- O que? – indagaram os dois, abismados.

- Seria só um favor para manter a tranquilidade – ela deu sorriso pouco verdadeiro.

- Nós não vamos fazer isso! – Gabriel contestou, levantando-se em pulo. A diretora expirou, conformada, sacudindo a cabeça em negação.

- Nunca esperei algo parecido de vocês dois – a diretora disse, com ar consternado. – Estou muito decepcionada com vocês. Se é isso que decidiram, podem ir agora – ela o dispensou, Gabriel puxou Nina para fora da sala.

- Você acha que ela vai poder fazer alguma coisa contra a gente? – Já no corredor, Nina demonstrou preocupação, Gabriel se voltou para ela, com um olhar cheio de carinho e ajeitou uma mecha de cabelo atrás da sua orelha.

- Eles não podem fazer nada contra a gente, Nina – ele disse, com ternura, ela respirou fundo e aconchegou-se no peito dele.

- Vai ficar tudo bem – ela reiterou mais uma vez. – Mas, antes eu preciso fazer uma coisa – Gabriel a interrogou com os olhos.

 

Nina estava nervosa, com o coração aos pulos e a garganta seca, diante daquela porta tão conhecida, ainda em dúvida se devia tocar ou não a campainha. Após alguns instantes, ela ergueu o dedo e apertou o botão, esperou, mas não teve reposta, presumiu a presença atrás da porta.

- Lia, eu sei que você está aí! Abra a porta! – gritou, aguardou por um tempo, já decidida a ir embora, quando a porta escancarou totalmente, Lia surgiu com o semblante cheio de rancor.

- O que você quer?! – vociferou.

- Conversar – Nina respondeu, sem abaixar a guardar.

- Eu não tenho nada para conversar com você – ela respondeu entredentes.

- Sei disso, mas eu preciso porque estou me sentindo muito mal pelo que fizemos com você – Nina começou em um tom mais brando. – Só fizemos isso para proteger você.

- Me proteger?! Não me venha com essa conversinha! – Lia gritou – Vocês me enganaram! Eram as pessoas que eu mais amava na vida, você tem ideia de como eu sofri, quando descobri a traição de vocês? Eu odiei vocês.

- A gente não fez por mal, mas aconteceu. Eu e Gabriel sempre negamos esse amor, fugi, mas voltei disposta a ficar com ele, então vocês estavam namorando então desisti, sufoquei o que sentia o mais que pude – Nina explicou, tentando manter a calma

- E quando começou? – Lia tinha uma curiosidade mórbida que a afligia, Nina pensou por um breve momento, sem saber se deveria revelar a ela, porém, se convenceu. – No seu aniversário.

- No meu aniversário?! – ela exclamou, arregalando os olhos, surpresa, Nina confirmou com a cabeça.

- Eu estava desesperada desde que você disse que iria transar com Gabriel, no seu aniversário. Quando voltei para casa, aquele dia, sozinha, não conseguia dormir e Gabriel chegou dizendo que você estava muito bêbada e dormiu. Você nem imagina a alegria que isso me deu – ela declarou sem conseguir mentir. – Foi quando eu o confrontei, querendo saber porque não éramos mais amigos, então a gente se beijou.

- Foi a primeira vez que se beijaram? – Lia questionou com a voz sombria, Nina sacudiu a cabeça em negação.

- Só uma vez antes, depois eu fugi para o Canadá, queria ficar longe dele, mas não consegui.

-  E só foi um beijo, no dia do meu aniversário? – Lia murmurou, com medo da resposta, Nina fechou os olhos e sacudiu a cabeça em negativa. – Vocês transaram?! – Lia indagou, atônita, a outra garota confirmou com a cabeça. – Como pode fazer isso? Gabriel era o meu namorado e você era minha melhor amiga! – Ela não conseguiu segurar as lágrimas, que corriam encharcando seu rosto.

- Desculpe, mas aconteceu. Havia combinado tudo aquela noite, ele terminaria com você e esperaríamos por um tempo para mostrar que estávamos juntos, mas sua mãe se matou – Nina deu de ombros. – Ficamos preocupados com sua reação.

- Por isso mentiram para mim esse tempo todo!

- Só fizemos isso para te proteger, por isso estou aqui para me desculpar e não aguentava mais essa culpa – Nina finalizou.

- Pensa que é fácil assim, você bate na minha porta, pede desculpa e acabou.

- Não, não acho, mas eu queria contar o que aconteceu para você. Não esperava que me perdoasse tão facilmente.

- Não espere mesmo, Nina! – Lia falou, desdenhosa.

- Só queria que soubesse que eu gosto muito de você, Lia.

Lia a encarou por alguns segundos, seu olhar estava mais brando.

- É só isso? – ela quis saber, com a voz mais suave, Nina assentiu com a cabeça. – Então, adeus, Nina.

- Adeus, Lia – disse, quando Lia fechava lentamente a porta.

Saindo do prédio, encontrou Gabriel a esperando.

- E aí como foi? – ele quis saber, curioso.

- Eu não sei, mas disse tudo que eu precisava dizer – Ela deu um sorriso triste.

- E agora, sente-se melhor? – Ele questionou passando o braço sobre os ombros dela, ela o envolveu pela cintura.

- Sim – respondeu, enquanto ele dava um beijo na sua testa, e caminharam de volta para casa.

 

 



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