História A história mais chata do mundo - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Biografia, Bullying, Não-ficção, Vida Escolar
Visualizações 4
Palavras 1.915
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - 11


                                                                                                         #11 
 
 Beleza,vamos para o auge dessa história,a história do bullying,se você que está lendo esse livro foi quem fez isso comigo,ou até mesmo se você gostava de me ver sofrendo bullying,você vai dar altas risadas com esse capítulo,até mesmo você que nunca me conheceu mas que pratica bullying com outras pessoas,e para você sofredor de bullying ou ex-vítima de bullying,pode ser que você aprenda alguma coisa aqui,até mesmo você que ainda não entrou no ensino fundamental ou vai para uma escola nova,e não quer ser a vítima de bullying nem ser o bullying,apenas leia com atenção. 
 
 Comecei a sofrer bullying na escola com doze anos de idade,sem causa,motivo,razão ou circunstância,eu tinha a idéia de que eu só precisava interagir normalmente com todo mundo como eu sempre fazia que tudo iria acabar bem,mas o que aconteceu,eu era ignorante demais para pensar que a partir da pré-adolescência,a sala de aula começa a vira uma espécie de jogo de xadrez,só que um jogo de xadrez onde as peças que são idênticas, ficam sempre juntas,e não interagem da mesma maneira com as outras peças,apenas quando os interesses se igualam,(nada a ver o que você disse,você só tá inventando tudo isso,você é uma ex-vítima de bullying,não entende como o bullying é hoje em dia),pelo menos uma dessas três coisas você pensou,não negue,se eu nunca tivesse sofrido bullying e estivesse lendo esse livro agora,eu já o teria devolvido para a prateleira da livraria ou se tivesse comprado,guardaria para dar de presente do dia das mães. 
 
 Uma coisa que vocês precisam entender é que não existe muito diferença entre a vida e um jogo de rpg,você adquire novas habilidade com o tempo,passa por sufocantes missões e enfrenta vários perigos que você é obrigado a superá-los,a cada dia você acorda com aquela mesma quest(vá para escola),e a cada ano,o seu nível sobe,você vai aprimorando suas skills e começa a formular que tipo de herói você vai ser no futuro,ou um vilão(dependendo das suas escolhas). 
 
 Mas voltando às peças de xadrez,no primeiro dia de aula,quando você é o aluno novo,você não é peça nenhuma,nem mesmo um peão,de um lado estão os bispos,do outro estão as torres,e como não falar das rainhas e dos reis,embora o professor seja o rei e a professora a rainha,mas tudo bem. 
 
 Assim que é definido que peça você vai ser,você nunca mais poderá trocar,existem maneiras de trocar,mais é um pouco complicado,e você teria que ser um babaca para isso,os babacas podem andar por todo o campo que eles nunca serão comidos,as outras peças ignoram os babacas porque para eles,são uma válvula de escape do estresse que são os deveres e as provas,então os alunos nunca levam ele a sério e sempre riem quando ele faz alguma coisa,(tipo um bobo da corte),essas peças seriam consideradas os peões. 
 
 Agora você deve estar pensando,os cavalos são aqueles que são fortes e altos,ou os que tem pinto grande,não e não,os cavalos seriam aqueles que só vão para uma direção,e são fiéis a essa direção,e como no xadrez,o cavalo é uma das peças mais valiosas no 
 
 
jogo,devido ao fato de que ele pode saltar outras peças,isso significa que,ele pode passar por cima de outras pessoas porque essas são as regras,e quando eu digo”fiéis a direção” é porque eles sempre andam em forma de L,não é L de louco ou L de lúcifer,mas L de largada(não entendeu)largada quer dizer que,mesmo antes de você sair da escola e largar para começar a correr na estrada da vida,eles já estam dez,onze,doze passos a frente de você,e caso você ainda não tenha entendido,estou falando dos mais inteligentes das escolas,os CDF´S,não nerds,CDF´S. 
 
 Os bispos são aqueles que não gostam muito de ficar sempre com um grupo maior de pessoas,quando você menos esperar o bispo aparece e você não se incomoda com sua presença,devido ao fato dele parecer sempre com a cabeça erguida,ele nunca parece estar triste ou magoado,não existem muitos bispos no tabuleiro que é uma sala de aula,eles seriam a raridade que você só vê pelo menos duas vezes por escola,eu só encontrei dois assim como eu disse,e normalmente os bispos criam seu próprio grupo,e sempre são com garotas,não dizendo que os bispos são gays,raramente são,mas eles criam o próprio harém que maior parte das vezes pode ser composto de garotas bonitas,garotas feias ou garotas gostosas. 
 
 As torres meio que assim como nas histórias dos contos de fadas,são isoladas e não gostam muito de sair do chão(que metaforicamente falando,seria sair da sua zona de conforto e se abrir para outras pessoas)são pessoas inseguras que não conseguem ficar muito tempo interagindo e que são sempre julgados pelas outras peças,pelo fato de gostarem de ficar sozinhas,elas ficam sempre confusas de como devem interagir com ela,o problema,era que a ignorância reinava constantemente na mente das pessoas,mas ao invés de tentarem se livrar dela como eu fiz,eles preferem deixar esse parasita continuar se alimentando da educação e do seu bom senso,mas nem todas as torres sofrem bullying,tem torres que conseguem ser meio-cavalos ou meio-peões,conheci esses dois casos na mesma sala,só que infelizmente,nenhum deles é o meu. 
 
 O fato de ser uma torre não só fez com que eu me perdesse no caminho para o futuro,como também me deixou quase sem sonhos,sem objetivos,resumindo,me fez sentir como se eu fosse um deku(alguém que não pode fazer nada,personagem de anime muito querido),sendo assim,passei maior parte do tempo me perdendo em animes,mangás e jogos online,mas isso me fez refletir várias vezes sobre a minha vida,e vi naquele momento que mesmo que eu não tivesse percebido que eu era uma torre,eu teria passado muito mais vergonha,por sorte,eu não era a única torre lá,um dos meus amigos e não um dos meus “amigos” sofria bullying,mas não na sala de aula,mas com ele era pior,ele apanhava deles,eu era só xingado,humilhado e chateado,uma vez encontrei ele na rua,e ele me contou essa história,e nesse momento eu percebi que o meu caso não era o pior,eles podiam ter me matado se fosse ao contrário,não entendo porque eles não faziam isso comigo,já que eu era pálido,magro e fraco na época,era um alvo mais fácil que o meu amigo que era mais velho do que eu e já tinha barba,quando ele me contou essa história,eu me senti como se eu tivesse tido sorte por não ser morto naqueles anos. 
 
 
 
 Agora que eu já expliquei como são separados os grupos da sala de aula,vamos ver como era comigo(antes de começar a ler,recomendo que você coloque um soundtrack de fundo,vai ficar muito mais interessante,confie em mim). 
 
 O começo:eu chegava na sala de aula,ia para o meu lugar,e depois de apenas vinte ou trinta segundos sentado onde quer que fosse,começavam as primeiras piadinhas,ou era alguém batendo na minha cabeça,ou era alguém falando alto sobre o meu corpo,tipo,(você está muito gordo,seu cabelo tá muito bagunçado ou grande,ou tá um lixo)era assim que era até a segunda aula,sem interrupções. 
 
 Segunda aula:ainda me recuperando do início,eu abaixo a cabeça e do nada vem um dos meus “amigos” falar “olha o cabelo do Weird” ou “Eu vi alguém na televisão que parecia com o Weird”,nesse eu tenho que explicar,na verdade ele quis dizer que viu alguém esquisito,nojento ou se viu no espelho e achou que era a televisão,e sobre meu cabelo,era porque naquele tempo eu fiz pelo menos dois tipos de penteados diferentes,um com cabelo liso que foi quando experimentei pela primeira vez alisamento no meu cabelo,e foi quando eu cortei o cabelo de moicano,mas essas não são histórias interessantes então por isso deixarei elas de fora. 
 
 intervalo(eu acho):não lembro bem se havia uma terceira aula,porque não me lembro dos horários,mas o intervalo vocês já conseguem imaginar não é?,se até mesmo com professores nas salas,eu era torturado psicologicamente,era pior ainda,a única vantagem era que todos os baderneiros saiam e ficavam não sei aonde,mas com certeza em algum lugar onde ninguém visse eles fumando ou afiando um punhal(sim,eles levavam isso para escola e só um deles acabou vacilando,e tentou apunhalar um aluno,por sorte não fui eu). 
 
 Penúltima aula:depois de recobrar as energias depois de ser humilhado por duas aulas seguidas,eu tento ficar na minha e não fazer nada que chame atenção,tento falar com alguns amigos às vezes,mas isso não adianta,tento o máximo possível não olhar nos olhos de ninguém,mas não adianta,se não me jogam bolas de papel,me jogam o lixo,ou jogam as minhas coisas no lixo,por causa disso,eu sempre tenho um cuidado dobrado com as minhas coisas e não gosto muito quando desconhecidos ficam segurando elas,me dá uma vontade de tomar da mão dela,se ela ficar por muito tempo,até mesmo quando eu pego para visualizar uma coisa de outra pessoa,eu sou breve e não enrolo. 
 
 Última aula:depois que todos os alunos estão ligeiramente esgotados de fazer deveres e até mesmo,me humilhar por quase cinco horas,essa é a aula mais tranquila,devido ao fato de que até mesmo os futuros mendigos que me humilham,ficam um pouco cansados e me deixam por um tempo,o problema é que eu já estou completamente destruído e não conseguia ver o lado bom nisso,mas a melhor parte do dia é quando o sinal toca e eu vou para casa,apesar de saber que amanhã vai acontecer tudo isso denovo,eu sempre falava para mim mesmo aquela frase do galinho Chicken little,”Hoje é um novo dia”,hoje em dia eu tenho vontade de dar um chute direto naquele desgraçado,e no cara que fez o filme também,nunca era um novo dia e nunca acontecia nada de bom quando eu ia para a 
 
 
escola,nem mesmo ver os meus amigos era suficiente para fazer com que o dia realmente pareça que vai ser novo,mas isso não importa mais. 
 
 No ensino médio:A única diferença entre o fundamental e o médio era que eles tinham uma aula a mais do que no outro,ou seja,mais um tempinho extra para que os mendigos e as prostitutas comecem a algazarra para cima de mim,bastava apenas um único insulto,seja na sala de aula ou fora dela,o problema é que diferente do fundamental,eu estou muito mais exposto a todos os alunos de todas as salas,devido ao fato de que estou em uma escola pública,o que quer dizer que o público inteiro se une para fazer da minha vida um inferno. 
 
 Tudo que eu tenho a dizer sobre isso é que eu não tive tanto um bom desempenho na escola,sabendo que eu poderia ter tido se eu não sofresse bullying,mas que também perdi a oportunidade de conhecer ou ficar amigo de pessoas maravilhosas,porque ninguém quer ser amigo de alguém que sofre bullying,alguns acham que vão começar a mexer com eles se andarem com a vítima,mas isso raramente acontece,aprendi que não devemos deixar que os nossos problemas nos derrubem,porque só vai ficar pior na fase adulta,você pode acabar virando um desinteressado e parar,simplesmente parar de tentar prosseguir,já me vi muitas vezes em cima de um prédio e me perguntando porque eu simplesmente não pulo e acabo com isso,(o prédio é metafórico),apenas uma vez eu me vi quase caindo,mas eu vi duas mãos me segurando,e eram as minhas,uma era o meu “eu” criança e a outra era o meu “eu” adulto,eles me falaram que eu não devia desistir,se eu desistisse,perderia a coisa mais legal que eu faria em um futuro não muito distante,e que essa seria uma coisa tão legen….espera um pouquinho…...dária que eu esqueceria todo meu passado chato e me concentraria apenas no futuro,eu tentei visualizar o meu eu do futuro com mais clareza,mas ele estava todo borrado,ele disse que só veria ele se eu não desistisse,e hoje eu consigo vê-lo sempre que eu me acordo,e vi que realmente valeu a pena não desistir.



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