História A Humanidade que nos Resta. - Capítulo 1


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mecha, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Antes de começarem a ler, alguns avisos.
Esses capítulos vão ser contínuos, ou seja, vão acabar e começar como se nada tivesse acontecido.
Como uma grande história.
No final vão entender.
Essa é minha primeira Fic sobre o "futurista" então paciência.
Espero que gostem.

Capítulo 1 - O Baú.


O menino estava sentado em um balanço de uma árvore, balançava e balançava.

O dia já quase virando noite.

Balanços são tristes.


-Alex meu neto!! Entra pra dentro.-A senhora com cabelos grisalhos despenteados gritou da janela da pequena casa no pequeno sítio.

Os pastos cercavam a casa e atrás dela havia um riacho, ao lado do riacho um árvore bem grande onde ficava um balanço velho, e nesse balanço velho no exato momento havia um garoto triste com a vida.


-Já estou indo!!-Alex odiava aquele lugar, mas quando a mãe dele, filha da dona Lucia a vó dele, decidia viajar para lá ele ia junto, só pra poder ver ela sorrir.


Alex ficou ali mais um tempo, sentindo o vento embalar os cabelos emos.

Se sentia deslocado naquele lugar.

"Um emo em um lugar tão ensolarado." Pensava ele.

O sol irritava a pele branca.

As costumeiras roupas pretas e longas não podiam ser usadas.


-Alex!! Anda logo!!-A mãe apareceu na janela, a paz que ela ganhava naquele lugar era incrível, seu rosto perdia todo o stress que ganhava trabalhando no escritório.

Seus cabelos loiros saiam do habitual rabo de cavalo.

As olheira sumiam.


Alex levantou, arrumou um mecha do cabelo atrás da orelha e foi em direção a casa.

Passou pela varanda e fechou a porta.

Sua mãe apareceu na porta da cozinha.


-Filho, eu e sua vó estamos fazendo o jantar, vá lá encima, tome um banho cuidado para não acordar Júlio ele está bem irritado, bêbado, e estressado você sabe como ele é.


-Tá bom mãe.-Alex subiu as escada passando pela porta do quarto que estava aberta.


Dentro do quarto havia um homem barrigudo deitado.

A lata de cerveja jazia ao lado encima da mesa.

Alex passou e foi direto ao banheiro.

Naquele dia não tinha motivos para chorar no banho.

Quando saiu do banho.

O caos reinava na casa.

"Ótimos, motivos novos pra chorar."

As vezes as pessoas adivinham as coisas né?  

Mesmo sem querer, ele estava certo.

Sua mãe e sua avó discutiam com Júlio por alguma razão.

As vozes subiam as escadas e atingiam os tímpanos de Alex, agora ele entendia o real sentido de "as palavras machucam".


-Aquele viadinho!!! Onde está ele!!! Ele quebrou a merda do balanço!!! Eu vou matar aquela bichinha!!.


Por que ele estaria irritado? É só um balanço... né?  


Alex ouviu o grito estridente de sua mãe subir as escadas.

Ele fez o contrário e as desceu, preferia não ter feito.

Sua vó estava caída no chão.

Algo realmente ruim desencadeou a raiva de Júlio enquanto Alex estava no banho.

E quando Júlio viu o balanço quebrado, misturado com a bebida, e o seu temperamento, ele explodiu.

O que uma balanço tinha de tão importante pra causar a morte de uma pessoa?

Foi quando Flavia, a mãe de Alex, viu ele parado na porta, usando uma camiseta branca de manga longa, e uma calça jeans preta, ela gritou.



-Alex corre daqui!! Ele vai te matar!!.-Júlio olhou para trás.-O balanço é o...


Júlio agarrou o pescoço de Flavia interrompendo a frase.


-Nunca mais!!.-Ele cravou a faca em seu estômago.-Nunca mesmo!!.-Ele cravou a faca novamente.-Fale do balanço!!.-Ele deu uma última facada, e combinada com a mão apertando sua garganta, Flavia caiu inconsciente no chão.

Júlio se virou para Alex, que sem pensar duas vezes, correu para o andar de cima, tentou entra em um quarto mas a porta estava fechada, pensou em se trancar no banheiro mas Júlio daria um jeito de entra lá mais cedo ou mais tarde.


-Você tem noção do quanto a merda do balanço era importar garoto idiota?!!.-A voz de Júlio percorreu a casa procurando Alex.-Eu fiquei casado com aquela velha gaga só por causa da merda do balanço sua bichinha!!! Você não faz ideia da merda que fez.


Na última frase a voz dele já estava no final da escada.

Mas então Alex viu sua salvação.

Ou pelo menos pensou que fosse, porque pessoas tomam decisões tão idiotas quando estão com medo? "Nossa ouvi um barulho na cozinha, pode ser um assassino, vou lá ver." Haja paciência...

Alex viu a cordinha da escada do sótão balançando no final do corredor.

Foi correndo e a abri.

Júlio entrou no corredor a tempo de ver a escada terminar de fechar.

Foi até ela e a abriu.

Alex teve alguns segundos para pensar onde se esconder, escolheu o meio mais rápido.

Entrou em um grande baú, e fechou a tampa assim que ouviu a escada sendo aberta.

O silêncio mostrou seu presença, era como se tudo estivesse morrido.

A escuridão também era grande.

Alex depois de muito tempo escondido.

Alex pensou que Júlio tinha desistido de procurar.

Acabou adormecendo.

Depois de muito tempo, ou pouco, não sabia quanto, Alex acordou, não ouviu barulho na casa.

Então saiu do baú.

O sótão estava normal.

A escada fechada.

Ele foi até ela ea abriu.

Desceu as escadas.

E parou com o que viu.

A casa estava velha, como se tivesse passado vários e vários anos.

Umas janelas quebradas.

Ele foi até a sala e olhou pela janela.

Não havia nada lá fora além de grama morta, sol torrencial, e um vento forte.

Foi até a cozinha e reparou que havia copos sujos encima da pia, olhou pela janela da cozinha, a árvore, o balanço, o riacho, intocados pelo tempo, abaixado na margem do rio havia um menino, ele se virou como se percebesse a presença de Alex, e começou a correr atrás dele, uma pequena perseguição de iniciou na casa.


-Volta aqui!! Você não pode vir entrando na casa dos outros assim!! O que é você? Um vampiro? Fantasma?.-Alex ainda corria do garoto louco.

Este usava roupas pretas, uma calça, camiseta, jaqueta, tudo nele era preto, até os pequenos detalhes, as pulseiras, o cordão, os olhos, o cabelo, os... lábios?  

Só a pele era branca, branca como a paisagem no inverno.

Alex olhou para trás o garoto havia sumidos, ele olhou pra frente, o garoto o agarrou pela camiseta e gritou em seu rosto.


-O que é você?!!.-ele ergueu a outra mão como se estivesse segurando uma fruta, a palma de sua mão pegou fogo.-Me fala o que é você ou vai ter o rosto deformado.


-Eu sou o Alex.-Ele ofegou assustado.-Eu sou humano.


O garoto o soltou, parou olhando o chão por alguns instantes, pensativo.


-Humanos... não existem a um bom tempo, me deixe ver.-o garoto tirou uma faca de dentro da jaqueta, Alex se contraiu.-Calma, é só um corte pequeno.-Ele pegou a palma da mão de Alex e passou a faca, o corte não foi nada pequeno.


-Aii!.-Lágrimas brotaram no canto dos olhos de Alex.


-Calma, me dá sua mão.-Ele guardou a faca, Alex encostou mais na parede, desejando sumir pra dentro dela.-Eu vou curar, anda me dá sua mão.


Estendeu a mão para o menino.

Ele segurou, com uma mão em baixo e outra em cima, murmurou algumas palavras, uma energia amarelada começou a rodear a mão de Alex.

O corte se fechando lentamente doía mais do que quando foi cortado, quando o corte se fechou por completo, a dor cessou e uma cicatriz nasceu no lugar.


-Eu sei que dói.-Disse ele vendo a cara de dor que Alex, sem perceber, havia feito.-Eu não sei como sobreviveu, parece que nem foi tocado pelo tempo, está com fome?


-Não.-Alex respondeu prontamente, seu estômago roncou.

O garoto de lábios negros deu risada.


-Isso me pareceu um sim.


-Não estou com fome.


-Bom, eu estou, essas magias cansam.-Ele andou até a porta da cozinha, Alex percebeu o quanto havia corrido pela casa, o menino pós a cabeça para dentro do corredor.-Acho melhor me seguir, esta ficando de noite e os Vigias vão aparecer.


Alex foi até ele, ele podia ser um total estranho, mas Alex queria respostas do que estava havendo.

E ele pareceu amigável... né?  


-O que são os Vigias?.-Ele perguntou vendo o menino mexer em algumas panelas e ingredientes.


-Grandes máquinas que saem por aí a procura de pessoas como eu, ou como você, entre outras espécies "poderosas" mas eles extinguiram os humanos a muito tempo, acho melhor se sentar, esta pálido.-Como ele sabia que Alex estava pálido sem nem se virar? Alex não sabia, mas se sentou, e sentiu um mal estar que ele não havia sentido antes passar, ele estava sem controle do seu corpo.


-E quais são essas raças poderosas? 


-Feiticeiros, tipo eu, humanos, como você, elfos, tipo minha amiga July etc.


O garoto se virou e depositou um prato com sopa na frente de Alex e outro na frente de outra cadeira.

Se sentou.


-Eu sei que sopa é muito pouco pra quem está com fome mas é bem difícil de conseguir comida sabe? O dia já está anoitecendo e hoje é véspera do dia da Extinção....


-Véspera de que? Em que ano estamos?-Alex se queimou com a sopa.


-Devia ter avisado antes que estava quente, Dia da extinção, um dia no ano em que às espécies podem andar por ai uma hora antes do toque de recolher, a Central limitou muito a nossa liberdade, já perdi a conta de quantos amigos já perdi por causa da Central, nos estamos no ano 5045, enfim como hoje é véspera de Fogariad, a july vem aqui amanhã, o que é legal, por que a gente só se vê uma vez no ano.


Alex tentou computar tudo que o menino disse.

Mas a única coisa que saiu da sua boca foi.


-July é sua namorada?  


"Mas que merda é essa Alex?! Ele pode te matar com aquela ou sei lá." 

Ele sorriu.

Depois deu risada.

Depois gargalhadas.

Foi quando uma voz doce soou do lado de fora.


-Estou ouvindo risadas!! Espero que não esteja se divertindo com outra vagabunda!!

Uma menina de cabelos ruivos sorridentes entrou.


-Aí me desculpa.-Ela disse olhando para Alex.-Eu não sabia que estava...-Ela parou pra pensar na resposta.-Acompanhado.


Ela tinha um sotaque engraçado, Alex não sabia identificar a língua.


-Eu não estou acompanhado July, na verdade esse humano invadiu minha casa, disse que o nome dele é...


-Alex!!.-Ela pulou invadindo o espaço de Alex e menchendo em suas orelhas.-Eu nunca vi um humano tão de perto!!! Só quando queimavam eles!!

Alex arregalou os olhos.


O menino deu risada e tomou mãos uma colherada da sopa.-Você vai assustar ele July, eu desconfio que ele veio do passado, de uma época que os humanos ainda existiam, mas viagem no tempo é impossível... é não é?


-É, é sim, mas já que você veio do passado como você diz, você merece ouvir a história de tudo, é quem melhor pra contar do que eu? Né Cal?


-Não me chama assim.


-Né Carlos?!!!


Notas Finais


Essa história não foi planejada, eu só comecei a escrever em uma viagem que eu fiz e deu nisso.
Esperem o próximo Cap.
Obrigado.


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