História A Hunter - Capítulo 2


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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Luke Castellan, Percy Jackson, Personagens Originais, Poseidon, Sally Jackson
Exibições 18
Palavras 795
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiro capítulo oficial, explicando melhor as coisas. Daqui para a frente, teremos mais introduções antes do foco principal. Espero que gostem.

Capítulo 2 - Capítulo 1


Algum tempo antes …

— E desde quando um bastardo pode dividir a mesa com os filhos legítimos de um Senhor tão importante como Lorde Ollimpus? - segredou Tritão ao irmão do meio.

— Cale a boca Tritão. Quer que o pai venha nos silenciar? Hoje é o dia dele, até um bastardo tem isso.

— Por que o chamam de bastardo? Ele é nosso irmão, não é? Eu gosto dele.

— No meu dia de homem, vou querer ele a milhas daqui. E falta pouco, menos de um ano, bem menos que isso. - disse ignorando o irmão mais novo, Sonnen.

— Calem os três, não ouvem o discurso de Asa Negra? - brigou com os irmãos o governante do pai.

Perseu estava sentado algumas cadeiras adiante dos meio-irmãos. O coração estava a mil. Era a primeira vez que aparecia a vista de todos os vassalos do pai, mais de mil homens sentados no gigantesco salão. O seu dia de homem coincidira com o início do outono, quando todos reuniam para discutir as colheitas e dar o grande último banquete do ano. Mesmo de longe, podia ouvi os irmãos sussurrando sobre sua presença na mesa. Estava tão incomodado quanto eles: o gibão branco que usava estava desajeitado no corpo, e o penteado mais ainda, seu cabelo era feito para estar bagunçado. O cinto com a bainha que segurava o calção era uniforme e ficar sentado em um banco com mil olhos em você, era o pior.

Muitos diziam que era mais filho de Poseidon do que qualquer um dos três, era ele mais jovem em pessoa, dos cabelos aos pés. Tritão, Calleb e Sonnen haviam puxado tudo de Anfitrite. Os olhos verde-claros, os cabelos de areia e a pele pálida. Perseu sabia que bastardos não tinham futuro, todos seus meio-irmãos já estavam prometidos à donzelas, até mesmo o pequeno Sonnen. Mas o pior de tudo, era não saber o seu passado, quem foi sua mãe, provavelmente uma prostituta qualquer ou uma camponesa. Nunca havia conversado muito com seu pai, e nas vezes que lhe dirigiu a palavra, nem sequer tocou no assunto.

O banquete durou tanto tempo quanto merecia. Foram incontáveis horas pensando em como seria bom estar lá fora. Foi interrompido dos pensamentos pelo governante, que chamou-lhe discretamente. Já era quase o próximo dia quando encontrou seu pai. Ele estava com a mesma roupa do banquete em sua enorme sala. Aproximou-se olhando para o chão.

— Se.. Senhor?

— Chegou rápido. Venha e beba uma taça comigo - disse Poseidon apontando com a cabeça um jarro.

O vinho era adocicado e não era o melhor que já tinha experimentado. Ele tomou tudo em poucos goles, provavelmente estava nervoso demais para apreciar a bebida.

— Me lembro de quando tinha sua idade. Ganhei muito menos de que meus irmãos. Sabe, filho, quando se é o mais novo, as expectativas são grandes, querem que faça tudo e muito mais do que já fizeram, mas nunca se é possível. Se meus irmão não estivessem mortos, com certeza, eu seria quase um bastardo. Vem comigo, tenho algo para você.

Seguiram atravessando a sala, para uma pequena porta de madeira rústica. Ele retirou do candelabro pendurado uma chave e a destrancou, fazendo um som estrépito. Pegou de dentro um pano que encobria algo comprido. Depositou-o nas mão trêmulas do rapaz.

— Isso é ... uma ? - Perseu tentou inutilmente falar a palavra.

— Sim, rapaz, é uma espada - completou com uma gargalhada - Ganhei-a desonestamente, assim como você. Nada mais digno do que dá-la, não?

— Obrigado.. acho - disse-lhe ainda admirando a espada.

— Olhe para mim quando me dirigir a palavra - Poseidon levantou-lhe o rosto bruscamente - Agora vá, e crie suas próprias aventuras com ela. - Aproximando-se do menino, disse em um segredo sussurrado – Às vezes nossos maiores tesouros são aqueles proibidos.

— Obrigado, pai! - disse novamente, mas desta vez sem desviar nem por um segundo dos olhos verde-mar do mais velho.

— Você tem sorte, garoto. Enquanto todos seus irmão têm um destino já escrito, você possui tudo que precisa para trilhar seu próprio caminho, viver todas as histórias que sonhar, derrotar e conquistar quem quiser.

Depois de um rápido abraço ao garoto, o dispensou e sentou-se a mesa de carvalho, onde despiu sua capa e as luvas. Com as mão trêmulas, pegou o envelope muito bem escondido. Mesmo em sua própria sala não confiava o desleixo. A folha por dentro estava amassada e manchada com lágrimas – com as suas lágrimas. Mesmo hoje, com anos de sua morte, ver sua caligrafia ainda doía como o inferno.

Ainda conseguia sentir seu cheiro quando a deixou e sentiu uma pontada de inveja pelo futuro incerto do filho bastardo. Ele poderia ter a escolha de seguir o seu coração se precisasse, o que Poseidon não pôde ter.

 


Notas Finais


Até sábado. Se quiserem tirar dúvidas, receber alguns spoilers ou só conversar sobre vários nadas, podem puxar papo! Abraços.


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