História A idade do sucesso - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias The GazettE
Exibições 64
Palavras 1.341
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Tô há UMA HORA tentando atualizar 'saporra e o AS não deixa ¬¬

Capítulo 2 - 2- Uma cacatua estranhamente sensível


2- Uma cacatua estranhamente sensível:

 

Takanori’s P.O.V

 

        Durante o almoço inteiro permaneci calado, estava mais mal humorado do que o normal. Isso que dá ser uma bicha pobre e mal comida. Aliás, uma bicha não comida, porque o único homem que eu imaginava tocando esse corpo era Yutaka.

        Lindo moreno do terceiro ano. Objeto de minhas mais intensas masturbações e sonhos românticos depois de assistir muita novela mexicana.

        E o mais interessante de tudo era eu ter desenvolvido essa paixão por uma pessoa cujo contato mais íntimo que tive foi ter esbarrado em seu ombro, ato que fez eu me desculpar muito e como resposta só receber um aceno de dispensa com as mãos.

        Ao menos ele não me bateu. E isso era uma coisa a se admirar naquele lugar. 

- Mas que.. ?

        Me assustei ao ter o nariz lambuzado com o merengue de uma tortinha posta à minha frente.

- Você tá’ tão azedo que trouxe um doce pra ver se melhora essa sua cara de cú.

        Fiz a melhor cara feia que consegui enquanto passava um guardanapo no nariz melecado.

- Não te dei essas liberdades, Suzuki.

        E a pessoa falsamente aloirada com cabelo de palha e nariz de batata apenas riu e me entregou uma colherinha de plástico que puxei de sua mão com toda a força que consegui antes de começar a comer a tortinha de chocolate.

        O casal sentado à minha frente, do outro lado da mesa, trocou um olhar cumplice e uma risadinha.

- Um fa-fato inte-te-ressante sobre o cho-cho-co-co-co-late é...

        Yuu começou sua aula sobre o cacau, Kouyou sempre ouvindo tudo atentamente com um sorrisão no rosto.

        Aquilo só podia ser efeito de macumba.

- Takanori?

        Quase engasguei com meu delicioso doce quando um dos garotos do terceiro ano me chamou.

        Puta que pariu. Puta que pariu. Puta que pariu.

        O que eu fiz dessa vez?

- S-sim? – respondi em um fio de voz.

        Ele sorriu, empurrou Akira para o lado como se este fosse um saco de lixo, e sentou-se entre nós dois, dando as costas para meu colega inconveniente e virando-se para mim.

        Ok, aquele era um jeito novo de começar a apanhar.

- Você conhece o Yutaka?

        Senti meu coração dar uma cambalhota no peito ao ouvir aquele nome. Apenas afirmei debilmente com a cabeça.

- Ouvi dizer por aí que você gosta dele. É verdade?

        E naquele momento devo ter ficado mais vermelho do que um tomate, à medida que o rosto de Akira atrás do ombro largo do amigo de Yutaka ia se transformando em uma expressão de desgosto.

- N-não s... – antes mesmo que pudesse terminar de ficar mais gago que Yuu, ele me interrompeu:

- Não tem problema, baixinho. O negócio é o seguinte: meu amigo está super a fim de você, só que é tímido de mais pra falar algo.

        Meu Deus!

        Meu Deus!

        Meu Deus! Meu Deus! Meu Deus!

- Não, acho que você deve estar me confundindo com alguém.

- Não tem como te confundir com outra pessoa, você é diferente de todos daqui, por isso ele gostou de você.

        Tanto eu quanto Kouyou ostentávamos expressões incrédulas enquanto Yuu nem dava bola, concentrado em um livro de Física e Akira parecia bravo com alguma coisa.

- Depois da aula nós vamos para a quadra jogar basquete, você deveria contar o que sente para ele.

- Não. – arregalei os olhos – Eu não posso fazer isso.

- Claro que pode. Ele tá’ muito na sua, basta você confessar seu amor e ele vai te provar o quanto está apaixonado.

        E com aquela frase de impacto o garoto foi embora, me deixando para trás com a boca aberta e o coração acelerado.

        Um gritinho baixo, extremamente agudo e afetado chamou todos nós de volta para a realidade. Tirando Yuu, é claro, que estava imerso no complicado mundo da Física.

-Iiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaahhhhhhhhh!!!!! Takanori! Eu não acredito que o Yutaka é a fim de você! – Kouyou estava radiante, os cantos de sua boca pareciam querer se rasgar tamanho o sorriso.

- Nem eu! Hahahaha! – estava tão feliz com aquela descoberta que comecei a rir e gritar baixinho, se é que isso é possível, junto com Kouyou.

- O que você vai falar?

- Não sei.

- Tem que ser algo bonito!

- Algo inesquecível!

- Algo que faça ele querer te agarrar e mostrar para a escola inteira o quanto gosta de você!

        Kouyou e eu estávamos praticamente gritando um com o outro, rindo, quase subindo na mesa e imaginando mil e uma hipóteses até Akira se levantar num rompante, me fazendo assustar.

- Onde você vai? – Kouyou perguntou.

- Arrumar algo melhor para fazer, não tenho saco pra essas conversas estupidas. – cuspiu mal humorado antes de pegar sua mochila e se retirar.

        E aquilo foi realmente esquisito.

Suzuki era um estranho tipo de colega, pois apesar de nos obrigar a aceitar sua presença, não era amigo de ninguém.

Mesmo Kouyou sendo infinitamente mais educado que eu e o tratar melhor e Yuu... Bem, Yuu não dava muita importância para nada mesmo, nós não o conhecíamos muito bem, mas conhecíamos bem o bastante para saber que ele não era de ficar bravo à toa daquele jeito.

Mas que fosse para o inferno Akira e suas esquisitices, Yutaka estava a fim de mim! Ahhhhhhhh!!!!

De repente minha sorte começaria a mudar...

 

 

(...)

 

- Calma, acho que assim não vai dar pra notar.

- E-e-e-eu acho que ain-ain-ainda estou ve-vendo.

- Nah! Mas vai dar uma disfarçada, e o Yutaka não vai chegar olhando para a bunda dele.

- E-e-eu olhei p-pra sua quan-quan-quando co-co-meçamos a a a namo-mo-rar.

- Ooownn! Jura, Yuu?

        Kouyou se derreteu todo com a confissão de seu namorado, lhe dando um longo selar de lábios que deixou o moreno, não tão adoravelmente, vermelho.

        Eca!

        Definitivamente Kouyou ia para o céu.

        Estávamos os três no banheiro colocando em prática a genial ideia de Kou, que pegou uma canetinha preta para pintar o pedaço de chiclete rosa que não quis desgrudar da minha bunda.

        Em seguida uma generosa mecha de cabelo duro de cola foi cortada, tentamos disfarçar o penteando para o lado mas não deu muito certo.

- Você está ok, Taka. Se ele realmente gosta de você não vai dar bola pra isso. Vai lá e pega ele, tigrão.

        Levei um tapa na bunda.

        Era meio constrangedor ser tratado daquele jeito já que nunca havia feito mais do que dar um único beijo em toda minha vida.

        Era muita virgindade pra pouco eu.

- Bo-bo-boa sorte.

- Obrigado, Yuu.

        E eu realmente estava precisando de sorte.

 

(...)

 

        Inspira e expira. Inspira e expira. Calma. Está tudo bem. Tudo vai dar certo. Este vai ser o ano em que a vida do Takanori vai mudar.

        Fazia quase dez minutos que eu estava parado no meio do corredor que me levaria até quadra de basquete tentando criar coragem.

        Estava tudo bem, meus sentimentos eram recíprocos. O que poderia dar errado?

        Vai lá, Takanori. Você consegue!

- Ai! – senti dedos firmes de mais prenderem meu braço quando pensei em seguir meu caminho – O que quer agora, Suzuki?

        Perguntei irritado, me virando para o projeto de stalker.

- Não faça isso. – ergui uma sobrancelha, o questionando. – Estão brincando com você.

- Porque estão brincando comigo?

- Yutaka nunca iria se apaixonar por você. É mentira.

        Ri sem humor, pasmo com a petulância.

- Eu não sou bom o bastante para alguém gostar de mim?

- Sim. Você é ótimo, e com certeza tem alguém que gosta de você, mas não o Yutaka.

        Recuei um passo quando Akira ficou perigosamente perto de mim, deixando aquilo extremamente desconfortável.

- Eu já disse e repito: não meta esse seu nariz de batata na minha vida, eu não sou seu amigo e nunca vou ser, Suzuki.

        Apontei meu indicador para seu rosto vendo ele formar uma expressão... magoada?

        Akira estava estranho de mais naquele dia, virei as costas e segui meu caminho.

        Não estava com tempo para divagar sobre uma cacatua estranhamente sensível.

 

~Continua...


Notas Finais


Em geral os capítulos vão ser curtinhos mesmo, e a história acho que vai ter a média da tia Lumi que não passa de 11/12
Depois de escrever tantos Akiras fodidões é até estranho fazer ele bunda mole assim -q


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