História A idade do sucesso - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias The GazettE
Exibições 35
Palavras 1.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ASDFGJHKLKGJ A tia Lumi maravilhosa andou aí pela vila e conseguiu um carregador por 50 pilas 8D
To trazendo esse capítulo rapidinho que digitei agora, e não prometo com 100% de certeza que domingo que vem vou conseguir postar, porque a tia tem muitos trabalhos para entregar, provas e etc, mas tentarei.
PS:Não adianta reclamar do tamanho do cap, que eu fiz ele correndo pra vir postar -q

Capítulo 9 - 9- Colo de mãe


9- Colo de mãe:

 

Takanori’s P.O.V

 

        Pouco depois de Akira ter saído do apartamento, tomei um banho rápido e escolhi uma roupa qualquer, recolocando os óculos escuros para esconder as olheiras.

        Era interessante ver como as coisas mudavam de um dia para o outro – na realidade tinham se passado anos, mas não parecia – Quando estava na escola, se tivesse um closet daqueles com tantas opções, eu teria enlouquecido, mas agora, descobrindo tantos problemas, aquilo tudo não me chamava tanta atenção.

        Chamei um taxi indicando um endereço já bem conhecido: o da casa da minha mãe.

        Quando bati à porta, nem mesmo consigo descrever a surpresa estampada no rosto deles.

        Confuso, quis saber porque disso, e a resposta que veio a seguir me fez sentir péssimo, pois depois de ter uma briga com meus pais aos vinte e poucos anos, decidi que nunca mais colocaria meus pés naquele “lixo” que chamavam de casa.

- Taka, querido, está tudo bem agora. Já passou.

        Eu estava encolhido no sofá ridiculamente florido e cafona, mas que me fez sentir levemente reconfortado, a cabeça sobre o colo de minha mãe, me debulhando em lágrimas, o ranho salgado escorrendo do nariz e entrando na boca enquanto ela tentava me acalmar.

        O senhor Matsumoto, sensível como uma pedra, preferiu se retirar e deixar minha mãe cuidar daquilo.

- Não, mãe, a senhora pariu um monstro.

        Esfreguei as mangas do casaco pelo rosto, vendo uma mancha viscosa como rastro de lesma se formar no tecido por conta de minhas secreções nasais.

- Você se arrependeu, meu amor, nunca é tarde para mudar. Estou orgulhosa que você reconheça que errou.

- Não é só isso, mãe, minha vida inteira está toda errada. Eu nem mesmo sei o que estou fazendo com o Suzuki. E ele me xingou hoje de manhã.

        Um enorme bico se formou em meus lábios. Não estava conseguindo engolir o fato de Akira ter gritado comigo. Não o meu velho Akira nariz de batata.

- E o que você não deve ter feito pro coitadinho te xingar...

        O tom de repreensão na voz da mãe me fez levantar a cabeça de seu colo, tentando entender porque ela estava defendendo aquela cacatua louca.

- ... Porque você só se presta pra maltratar o pobrezinho...

- Mãe...

- ... O dia que você perder esse homem não adianta vir chorar nos meus ouvidos..

- Mãe, espera...

- ... Só pode ser culpa daquele seu amiguinho Teru, que fica botando pilha contra o Akira...

- Por que a senhora ‘tá falando isso?

-... Porque até o pobre do Kouyou você largou de mão...

- Do que a senhora ‘tá falando?

- ...Eu queria ver a solidão da sua vida se não fosse o Akira...

- Mãe...

- ...Eu ‘tô te falando, Takanori, ouça sua mãe, você vai perder esse homem...

- ...

- ...Você é meu filho e eu te amo, mas não sei como ele te suporta...

- ...

- ...Bem feito que ele te xingou, tem que te dar uma dura pra você aprender mesmo...

- ...

        Depois de passar na casa de meus pais até o fim da tarde, finalmente resolvi que já tinha ouvido sermões o bastante e resolvi voltar para casa, me sentido um pouco mais leve depois de ter chorado bastante e ganhado colo de minha mãe e tapinhas nas costas do meu pai.

 

(...)

 

        Quando entrei no apartamento resolvi explorá-lo, descobrindo tudo o que tinha lá dentro e tentando encontrar mais coisas que me remetessem a parte de minha vida que não me lembrava mais.

        Não tinha muita coisa ali, era bem vago e impessoal. Encontrei apenas quatro ou cinco fotos minha com Akira, alguns livros do tempo da faculdade, muitas revistas que continham meu trabalho, onde a maioria Kouyou era o modelo... Nada que me contasse muito sobre mim mesmo.

        No fundo do meu closet, em uma caixa de oncinha, encontrei alguns objetos aleatórios, dentre eles uma pequena escultura de madeira me chamou atenção.

        Era um busto de mais ou menos dez centímetros, desses que usamos para tirar medidas de roupas. Em baixo estava gravado “Reita”.

- Pensei que tivesse jogado isso fora.

        Me sobressaltei ao ouvir a voz soar da porta do quarto, Suzuki estava de braços cruzados, recostado contra o batente. E por incrível que pareça: desta vez de calças.

- E o que é isso?

- O presente que te dei de formatura. Não que o senhor limão tenha gostado, obvio.

        Desviei meus olhos de sua imagem e girei o objeto em minhas mãos, era uma peça muito bonita e bem acabada, e pelo jeito Akira devia ter feito especialmente para mim.

- Foi você quem fez pra mim, não é?

- Claro. Mas foi tão insignificante que você nem lembra mais.

        Busquei seu rosto com meus olhos querendo encontrar algum sorriso sarcástico, ou até mesmo seus lábios soltando uma piadinha qualquer, mas não tinha nada ali além de uma seriedade atípica de Akira. E meu coração apertou um pouquinho.

        Respirei fundo e apertei meu presentinho atencioso entre os dedos, sentindo um remorso sobre coisas que eu nem mesmo sabia ter feito tomar conta de mim, mas eu não podia dar meu amor para Suzuki, ah, eu não podia. O máximo que eu conseguiria dar era uma trégua.

- Akira, precisamos conversar.

Vi com clareza seus ombros tencionarem e ele se aproximar, sentando-se na beirada da cama, eu sentado no divã perto do closet. E a intensidade de seu olhar me intimidou um pouco.

- Eu... preciso de um tempo. Sozinho. – foi a forma mais delicada que encontrei para dizer que queria que ele se afastasse.

        Ele baixou a cabeça, encarando os próprios pés por alguns instantes.

- Você quer que eu vá embora? – perguntou sem me encarar.

        Refleti por alguns segundos. Eu não queria magoá-lo, mas forçar uma convivência, ainda mais de baixo do mesmo teto, iria acabar o magoando ainda mais.

- Acho que... sim.

        Em silêncio, Akira se levantou, enchendo sua mochila com algumas roupas de forma rápida e caminhando até a porta do quarto, antes de cruzá-la, de costas para mim, fez sua última pergunta:

- Isso é um fim definitivo?

        Uma vida sem nunca mais ver Akira?

        Não me parecia ser uma coisa boa.

- Não. Eu só preciso de um tempo para pensar. Ainda vamos nos ver por aí, não é? – perguntei receoso.

        Eram muitos sentimentos estranhos. Eu não queria Suzuki de uma forma romântica mas também não queria ele totalmente fora da minha vida.

- Eu estou cansando, Takanori. Não demora muito pra se decidir.

        E com essa estranha frase de impacto, me vi sozinho naquele apartamento caríssimo e maravilhoso, com todos os bens matérias que eu pudesse já ter desejado um dia.

        Não consegui me sentir feliz.

        Quando atendi o celular que tocava, era Teru querendo me visitar. E no meio de toda aquela solidão luxuosa, preferi até mesmo a companhia daquela coisa enjoada do que estar sozinho.

 

~Continua...


Notas Finais


Até qualquer hora, suas limdas <3~


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