História A ilha de Greco - Interativa - Capítulo 19


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Categorias Originais
Tags Criminosos, Floresta, Ilha, Interativa, Mistério, Original, Personagens, Prisão
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Palavras 1.348
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Esporte, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Para comemorar esse dia de céu lindo aqui em Brasília, um capítulo sobre como vão as coisas no Sul.
Boa leitura!

Músicas dos personagens:
- Amanda: Boombayah - Blackpink
- Isabele: Alive - Sia

Capítulo 19 - Reunião


Fanfic / Fanfiction A ilha de Greco - Interativa - Capítulo 19 - Reunião

Pov Adam

 

Quando as coisas se acalmaram, fomos levados para o centro da “aldeia”. Conforme avançávamos – Jennie, Noah e eu – íamos sendo escoltados por Daiana, que tinha a cara mais amarrada do mundo. Ela deixava claro que não queria a gente ali e as pessoas do local nos observavam com a mesma desconfiança.

A caminhada até o prédio feito de madeira, que ficava no centro do lugar, foi difícil. Subi escadas improvisadas e encontrei Lavínia e Samuel debruçados em um mapa, muito bem feito por sinal. Aquele povo me surpreendia, parecia que a cada pequeno detalhe daquela comunidade alternativa me deixava maravilhado.

Havia vários vigias ali dentro, mas tentei ignorá-los.

— Bom dia – falei, chegando perto do mapa, com os guerreiros de branco me observando e guardando o bem-estar do líder deles – Jenn me deu um pequeno panorama do que está acontecendo. As amazonas vão mesmo atacar?

— Não só elas – disse Samuel, com a sobrancelha franzida de preocupação – Estão unidas ao grupo de Lorenzo. Consegue imagina algo assim?

— Não parece do feitio delas – e suspirei. – Mas isso significa que haverá armas.

Daiana arregalou os olhos e se juntou a mesa. Jenn e Noah ficaram parados em um canto, junto aos guerreiros, e de alguma forma pareciam estar de olho em mim. Como se repetissem o gesto dos outros de cuidarem do líder.

Era estranho me imaginar à frente de algo, então fiz uma nota mental de que quando tudo terminasse deixaria claro que não formávamos um grupo. Éramos desgarrados, cada um iria para o seu canto depois dessa crise com os carcereiros.

— Lavínia acabou de falar sobre isso – contou Samuel. – Estamos pensando em uma forma de neutralizá-las. Não podemos contra armas de fogo.

— Nossa maior vantagem é o muro – afirmei. – Vamos manter os guardas deste lado, para nos defender.

— Tem razão – ainda não estava acostumado com a voz de Lavínia, por isso parei para ouvi-la, com atenção. – Pensei em juntarmos óleo, esquentamos acima do muro e jogamos nos inimigos antes que tenham a chance de escalar as pedras. Também posso colocar armadilhas em alguns pontos e chamar todos os arqueiros para a linha de frente. Temos que manter os demais guerreiros seguros até elas conseguirem entrar. Se conseguirem.

A ideia era boa, e forma como ela conversava parecia que já tinha feito aquilo antes.

— Sei de algumas armadilhas – falei – Do jeito que Lorenzo é tenho certeza que vai mandar as amazonas primeiro, o grupo deve ficar com armas mais pesadas logo atrás.

— Não temos como improvisar armas de longo alcance por aqui – explicou Samuel.

Pensei um pouco. Teria que haver uma forma de ganharmos essa batalha, mesmo que com poucos recursos.

— Os arqueiros são a chave para vencermos – Lavínia se apressou em dizer.

— Não temos tantos arqueiros assim – rebateu Daiana. – Apenas 2/5 dos guerreiros sabem manejar um arco.

— Pois é melhor começar a ensinar todos.

— Não! – Daiana continuou. - As pessoas daqui são pacíficas! Muitos vieram para esquecer o mal que fizeram no passado e não vão guerrear.

Samuel levantou a mão, como se pedisse silêncio. Daiana ficou quieta.

Aquilo também me influenciou um pouco e baixei a cabeça, calado, esperando ele refletir.

— Daiana tem razão – ele concluiu. – O Sul é para pessoas que encontraram seu lado pacífico. Não podemos coloca-las para matar mais uma vez.

— Besteira – disse Lavínia, ignorando o minuto de silêncio – Há mortes o tempo todo aqui, você apenas ignora ou abafa os casos. Se as pessoas quiserem esse lugar de pé todas deveriam lutar.

— Lavínia, não faça isso – pedi, chamando a atenção dela.

Por um momento pareceu emburrada, mas assentiu. Samuel nos observou, me fitou de uma forma estranha.

— Por favor, - ele disse, virando-se para os guardas – Deixem o cômodo. Quero conversar a sós com Adam.

Os homens dele obedeceram, até Daiana nos deixou. Não entedia o que aquela garota tinha contra mim.

Fiquei um pouco aéreo pensando nisso e não percebi que Jenn, Noah e Lavínia ainda estavam no cômodo.

— Tudo bem, gente – afirmei, com a voz branda – Podem ir. Vou conversar com ele.

Apenas depois que eu disse isso os três se reuniram e foram embora. Agradecia pela preocupação, mas podia lidar com um garoto de 14 anos sozinho.

— É incrível – Samuel disse. – Tenho que dizer, acho fascinante isso que você faz.

— O quê?

— Nem sequer percebe, não é? – e ele balançou a cabeça. – Veja bem, quando cheguei a esta Ilha eu era uma pessoa com medo e com uma capacidade gigantesca de mentir. Foi assim que consegui a maioria dos meus seguidores, espalhando esperança falsa e histórias bíblicas para quem tivesse fé. 

— Está falando que o Sul é uma mentira?

— Não. Mas começou como uma. Queria apenas me proteger depois de todo o mal que me fizeram. Quis construir um muro ao meu redor e para isso precisava de pessoas. Consequentemente aprendi a ser um líder – e suspirou. – Qando te vi naquela cela percebi que você tinha um dom nato para isso. Por isso pedi que viesse comigo, porque somos iguais.

— Não acho que sejamos iguais – rebati. – Não faria as mesmas escolhas que você.

— Acontece que não posso obrigar ninguém a lutar. A fé deles impedirá a maioria de matar mesmo que isso custe o fim dessa comunidade. Não vou tirar a liberdade de ninguém.

— Entendo isso, mas as amazonas estão vindo! Elas vão atacar e, pior, correm o risco de ganhar!

— Por isso pedi sua ajuda – disse Samuel.

Pensei onde ele queria chegar e cruzei os braços.

— Mostre a eles, vá lá fora e arrume uma maneira de conversar com os cidadãos. Sei que não serão todos que vão querer lutar, mas talvez suas palavras consigam trazer uma parcela considerável de gente que queira proteger esse lugar.

Achava que ele esperava demais das minhas capacidades. Eu não passava de um garoto esquentado que tinha matado o melhor amigo e se isolado no meio do nada. Tinha uma namorada que lutava melhor do que eu, estava desenvolvendo sentimentos por um garoto que era um assassino treinado e aparentemente sou a única pessoa do mundo com quem Lavínia não gostava de conversar.

Resumindo, estava longe de estar à frente de algo, mas o que Samuel disse me deu uma ideia.

— Já que é assim, tudo bem – e me afastei, indo até a porta – Mande seus homens começarem a fazer as armadilhas. A partir de hoje ninguém dorme, faremos de tudo para acabar com as amazonas.

— Pode deixar – ele falou. – Caso me ajude a acabar com essa ameaça, as portas do Sul estarão sempre abertas para vocês.

Assenti. Estava prestes a sair quando me lembrei de algo.

— Ah, minha namorada vai precisar de Katana dela. Sabe como é, garotas gostam desses brinquedos.

Deixei o cômodo e desci as escadas, indo para o lado de fora e encontrando meu grupo junto a Daiana.

— Lavínia, suba e ajude Samuel a pensar nos locais onde ficarão as armadilhas – pedi, e ela foi rápida em cumprir a tarefa. – Vocês três, venham comigo.

Daiana, mesmo que confusa, me acompanhou. Pelo visto talvez Samuel tivesse razão sobre eu ter alguma voz de comando.  

Segui entre eles, tirei minha camisa e joguei em um canto, indo para um espaço mais aberto. Pessoas começaram a se aproximar para ver o que estava acontecendo. Parece que as coisas iam conforme o planejado.

— Noah, você luta comigo – falei, e ele se aproximou com um sorriso. – Daiana e Jenn, logo em seguida é a vez de vocês.

— Aeeeeeeee. – Jenn deu um pulinho.

— Sério isso? – perguntou Daiana - Por quê?

— Menos papo e mais ação, pessoal – falei, batendo palmas e me alongando enquanto Noah chegava perto para a luta. – Pode vir com tudo, me entendeu? Nada de pegar leve. Temos que mostrar à essas pessoas que somos fortes e que podemos protege-las.

— Nesse caso, vou mostrar um pouco do que posso fazer – ele ficou em posição, fechando os punhos – Prometo não te deixar com muitos hematomas.

— Você fala demais – rebati.

Um aglomerado de pessoas veio para perto, algumas com receio e outras entendo que se tratava de uma disputa.

As garotas saíram de perto e uma roda foi feita.

Noah foi o primeiro a atacar.


Notas Finais


Façam suas apostas!
Daiana Vs Jennie
Adam Vs Noah

Quem serão os vencedores?


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