História A Ilha (Romance Gay) - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abuso, Amor, Brigas, Conflitos, Drama, Família, Gay, Heterossexual, Homossexuais, Homossexualidade, Ilha, Legal, Morte, Novela, Romance, Tragedias, Visual Novel, Yaoi
Visualizações 192
Palavras 1.298
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - A Pousada


Tirei o telefone de baixo do travesseiro após minha mãe se retirar do quarto, fiquei tentando achar o contato de Dante, até que finalmente consegui. Apertei o botão verde como ele havia me ensinado, coloquei no ouvido, apitou uma, duas, três…

– Tiê? – Dante falou com a voz mais rouca que o normal

– Oi – falei com um sorriso.

– Aconteceu alguma coisa? – ele falou esvaziando o ar dos pulmões.

– Não eu só… – me dei conta que estava tarde – Queria testar, você estava dormindo?

– É, é..

– Desculpa, eu não…

– Está tudo bem Tiê. – ele me interrompeu

– Vou desligar

– Não, não. Está tudo bem. Mesmo. É… você está sem sono?

– Sim, dormi a manhã toda.

– Estendi – ele falou se espriguiçando – Quer vir me ver? Tô aqui na pousada, no centro de Bancley.

– É, não sei… Digo... Está tarde, e..

– Está com medo de mim? – ele perguntou suspirando.

– Não, é isso Dante.

Talvez eu estivesse com um pouco de medo, mas eu queria ir, Dante aparentemente não me faria mal algum.

– Estou indo. – falei me levantando.

– Espera… O que?!

– Tô indo, só estou colocando uma roupa. – falei colocando a camisa.

– Mas a pousada está fechada acho…

– Pulo a janela. – Falei caçando os sapatos

– Mas..

– Fica tranquilo, to indo, aparece na janela.

Peguei as blusas de Dante, pulei a janela do meu quarto e fui, mesmo com medo, todas as casas estava já com as luzes apagadas, havia jovens na praça central, rindo, conversando. Cruzei a praça é finalmente cheguei na pousada. Agora eu tinha de procurar o quarto de Dante, dei uma volta pelo lado de fora até que vi Dante em uma janela de frente para uma árvore. Perfeito. Ele deu um sorriso é eu retribui. Chacoalhei as blusas dele, dando um sorriso de canto.

– Não quer que eu desça?

– Eu consigo subir – falei me pendurando no tronco com as vestes de Dante em meu ombro.

– E se você cair?

Balancei a cabeça que não e dei uma risada, Dante certamente era da cidade, não era tão alto assim. Coloquei as mãos na janela e Dante me deu uma ajuda, logo estava dentro do quarto.

– Oi – ele falou sorrindo ainda segurando meu braço.

– Oi – falei.

Comecei a rir baixinho, era a primeira aventura que eu estava fazendo por um amigo. Dante caminhou até a cama e se jogou na mesma, ele estava somente de cueca. Fiquei observando ele e joguei as blusas dele sobre ele.

– Obrigado. – falei

Dante ficou me observando e deu um sorriso, logo comecei a observar e andar pelo quarto, olhando para todo os lados.

– Aqui é legal! – disse olhando para as gravuras no teto.

– É… éh – resmungou ele

– Minha mãe quer conhece-lo. – falei olhando as gravuras no teto atentamente.

– Sua mãe?! – ele disse se sentando na cama com um olhar assustado

Os cabelos estavam todos bagunçados, e a cara de espanto tornou a cena mais engraçada, tossi uma risada.

– É.

– Mas porque? – ele falou sem graça – Não acho que seja uma boa ideia.

– Porque? – ele não respondeu – É que falei que você era meu amigo, e como não tenho amigos… Acho que ela ficou curiosa.

– Entendo – ele falou se levantando.

– Amanhã…

– Veremos – ele falou pegando a máquina fotográfica de sua mochila.

Ele se sentou na cama, colocou a máquina sobre o rosto…

– Fique parado aí – ele ordenou.

Um click e um clarão, fiquei cego, tropecei para trás, e ele me segurou às pressas. 

– Desculpa.

Dei uma gargalhada, ambos caímos na risada.

– Não sou acostumado com essas coisas. – falei

Ele deu um sorriso e olhou para máquina em sua mão.

– Ficou boa, quando eu for para cidade vou editar, revelar e te trazer.

– Certo – falei meio sem entender.

Ele caminhou até a mochila, jogou a câmera lá dentro e pegou um pequeno saquinho transparente, cheio de coisinhas coloridas.

– Prove-as. – falou jogando o pacote em mim

– O que isso?

– Balas, prove, você vai gostas… as roxas são minhas preferidas.

Me juntei à ele se sentando na cama, comi algumas das balas, enquanto ele mexia em seu celular, logo o mesmo tocou.

– E aí? – ele falou eu estava distraído.

– Que? – Quando olhei ele estava falando com a tela do celular.

– Oie, estou com saudades. Como você está? – uma voz feminina soou do aparelho.

Achei engraçado fiquei olhando. Dante parecia um bobo.

– To bem, olha Nanny, quero que conheça alguém muito especial.

Ele se aproximou de mim com o celular em mãos, era uma vídeo chamada. Eu achava que só dava para fazer pelo computador. Eu fiquei envergonhado. Havia uma garota linda do outro lado, loira, com maquiagem forte, pircings, jaquetas de couro. Parecia uma atriz de um filme de gangue.

– Oie! – ela falou toda animada com um lindo sorriso.

– Oi – disse tímido abaixando a cabeça logo em seguida.

Dante virou a o celular para ele mesmo.

– Nossa Dante que garoto lindo – a menina disse.

– Uh num é? Um príncipe mesmo – ele falou me olhando.

Agora eu fiquei mais sem graça ainda

– Não judie dele Dante – a garota falou – É sério, não o maltrate certo?

– Não vou fazer nada Nanny – disse Dante me lançando um outro olhar.

Ele então passou a mão no rosto e fechou a cara, como se Nanny tivesse dito algo errado.

– Certo… Olha lá em Dante...– a garota falou.

– Caralho Nanny! – ele falou meio alterado

– Vou ao banheiro falei me levantando às pressas.

Levantei e fui ao banheiro rapidamente, que tinha no quarto. Me olhei no espelho, eu estava assustado, e envergonhado. A garota havia dito seriamente "não maltrate ele."

Será que minha mãe tem razão? Será que ele é um cara perigoso, o que ela quis dizer com aquilo. Estava aflito, fiquei dentro do banheiro, andei de um lado para o outro, aquilo tinha me assustando. O que eu estava fazendo, estava sozinho em um quarto de um rapaz desconhecido. Porém se ele tivesse de fazer alguma maldade já teria feito, aquilo era assustador, eu não sabia mais o que pensar a respeito de Dante. Fiquei parado me observando no espelho. Estava aflito. Eu iria embora.

Escutei Dante andar pelo quarto, estava um silêncio, ele havia parado de falar com Nanny. Ficou um silêncio, abri o box do banheiro, havia apenas uma pequena janela, eu não conseguiria sair. Escutei bater a porta. Levei um susto, um calafrio me subiu à espinha. Enchi os pulmões, e soltei o ar lentamente.

– Tiê? – a voz de Dante ecoou atrás da porta – Está tudo bem aí?

– Si-si-sim, sim – gaguejei. – Já to… já.. estou saindo.

Eu iria abrir a porta, o sangue soava frio. Caminhei coloquei as mãos na maçaneta fria, e quando abri a porta Dante estava parado, me observando. Ficamos nos encarando, frente a frente, eu estava assustado como um cão.

– Tenho que ir embora – falei passando por ele.

– Porque? – ele falou segurando meu braço na mesma hora.

– Está tarde e... – eu não tinha palavras.

Ele então me puxou de volta para sua frente fortemente. Agora eu estava totalmente assustado sua afeição havia se transformado, de doce para agridoce. Eu não sabia o que fazer. Dante havia pagado a luz do quarto, só luz do banheiro nos reflitia. Sua respiração estava ofegante, e a minha mais ainda. Mas eu tentava manter a calma, meu coração parecia sair pela boca a qualquer instante. As mãos de Dante apertavam meu braço.

– Está me machucando Dante, me solta! – falei tentando tirar a mão dele de meus braços.

– Você tem medo de mim? – ele falou levantando o queixo.

Eu não disse nada, apenas o encarei.

– Olha para você, parece um animalzinho assustado – ele disse fazendo outra voz

Minha mãe tinha razão, não devemos confiar em turistas. Meu sangue fervia, sentia o suor gelado por trás de minha nuca.

– Sem gritar ok? – ele cochichou em meu ouvido. –Shhh

Ele chiou como se quisesse silêncio. Eu apenas balancei que sim com a cabeça, eu não sabia o que fazer, nem que perigo eu estava correndo. Olhei para o lado e notei que a janela estava fechada, não tinha mais saídas.


Notas Finais


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