História A Inesquecível - Capítulo 4


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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Charli, Charlotte, Dajan, Dakota, Debrah, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Letícia, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Priya, Professor Faraize, Professora Delanay, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette, Wenka
Tags Amor Doce, Lysandre
Exibições 14
Palavras 1.667
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, turu boum? Gente, os capítulos tão demorando pra sair, mas sério, entendam que eu preciso de um tempo pra encontrar o que escrever direito. Talvez eu trave um pouco daqui pra frente porque eu preciso escrever todos os arcos da fic. Masssssss por enquanto, eu fiz esse capzinho bem breve pra vuxeis! Tava com saudadinhas ♥
Já tom com um projeto de capa FIXO pra fanfic, mas isso só nos próximos capítulos!
♥♥ A gente se vê lá embaixo ♥♥

Capítulo 4 - A "Hard Rock" Deception


Fanfic / Fanfiction A Inesquecível - Capítulo 4 - A "Hard Rock" Deception

Óbvio que eu iria responder. Suspirei profundamente, evitando qualquer contato visual com Tia Agatha, que por sinal, com certeza deveria estar ás gargalhadas mentalmente. Pensei por um bom tempo sobre o que poderia responder. Por isso, rapidamente ponderei minhas possíveis ações:

1.    Eu poderia dizer que não iria desistir. Prós: Estaria falando a verdade, e pelo que sei, Lysandre é humano e não gosta de mentiras; Contras: Poderia soar confiante demais, sendo que nem pesquisado á respeito da música eu tinha;

2.    Podia dizer que iria desistir. Ah sim;

3.    Dizer que não havia pesquisado nada ainda. Prós: Era verdade. Não vejo quase pró algum além desse; Contras: Soaria grosseria ou falta de esmero demais;

4.    Visualizar e não responder. Prós: Nenhum; Contras: Vários.

Hmm. Achei melhor apenas mandar alguns emojis de risadas. Péssima opção também, mas achei ter soado mais misteriosa. Ou também posso ter me passado por uma completa retardada.

Para minha sorte, Lysandre não estava mais online e eu pude fazer o mesmo sem ter o dever de prolongar a conversa que nem havíamos tido.

-O que foi? – ergui minha cabeça latejante á Tia Agatha.

Ela levantou as duas sobrancelhas.

-Era a Rosalya? – questionou, desconfiada.

-Não – respondo, levantando-me do sofá – Eu realmente preciso terminar aquele desenho, Tia Agatha.

Fui farpeada com um intenso revirar de olhos.

-Oh, Deus! Dez horas sem desenhar? Será que meu coraçãozinho vai aguentar?

Dei de ombros e virei meu corpo. Verdadeiramente eu queria apenas arranjar um motivo para afastar meu atual tranquilo estado de espírito das perguntas sem sentido da minha madrinha. Talvez eu precisasse sim finalizar alguns contornos do desenho das asas de anjo e passar a segunda mão de tinta nas flores que estavam ao redor, mas vamos ser francos, eu passei minha tarde ouvindo a discussão do debate mais entediante de todos.

E mesmo que meu cérebro continuasse me dizendo para desenhar mais, outra parte dele dizia para relaxar. Concluí que escutar esta metade uma vez não faria mal algum e que talvez eu pudesse arranjar tempo para descobrir quem era a Gossip Girl ou chorar novamente com o episódio The Quarterback de Glee.

Controle-se, Dany.

Quando pude notar, eu estava relaxada, sem aquelas dores no peito e já não ouvia mais a minha perna batendo nas tábuas do chão com força, como um aviso da falta de ação. Estava apenas deitada na poltrona reclinável do andar de cima, onde era mais frio, assistindo Dear Eleanor em uma TV que costumava ser da minha tia e anotando as frases do filme, como eu gosto de fazer.

É um costume bem peculiar, mas era porque eu queria fazer um papel de parede pro meu quarto com todas as frases que eu visse em algum lugar e gostasse. Isso foi uma das coisas que minha psicóloga me mandara fazer e eu achei a ideia bem original.

Cara, como é bom se dar uma folga.

Ás vezes essas são as melhores coisas pelas quais vale a pena acordar.

Eu dormi no meio de alguma frase, porque senti minha mão riscar acidentalmente minha coxa no lugar do papel.

♪♪♪

O ruído de um carro havia me despertado algumas horas depois. Deduzi que seria bem tarde, pelo menos umas três ou quatro horas da manhã, quando ouvi minha mãe esbarrar em algumas coisas da loja, no andar de baixo.

Eu vou ser bem clara: Onde moramos é ao lado da loja. Bom, mais ou menos. A primeira coisa que se vê quando alguém para em nossa rua é o estabelecimento em que minha mãe trabalha, sim. Ao lado, bem grudada ao canto esquerdo, há uma garagem que abriga o carro da Tia Agatha e a minha bicicleta. Nesta mesma garagem, é possível ver uma pequena porta com o dizer “Bem Vindos”, feito pela mamãe, encrustado nela. Esta porta leva á todos os cômodos de uma casa normal, como banheiro, cozinha, sala...

Voltando á garagem, também podemos ver uma escada que leva ao andar de cima do qual me refiro. É basicamente um lugar que a mamãe havia mandado construir há um tempo atrás. Eu gostava de dizer que era meu segundo quarto, porque geralmente passava a maior parte do tempo lá. Tinha uma TV e um DVD, um sofá, uma mesinha amarela com um abajur cor-de-rosa, geladeira, uma churrasqueira pequena, pia, um jogo de cadeiras e uma mesa gigante, onde jantávamos algumas vezes que o Apolo nos visitava. Esse cômodo era largo e o maior que a casa inteira tinha e ficava exatamente bem em cima da loja, então eu podia ouvir tudo o que soava de baixo.

Mesmo que minha tia ganhe bastante no emprego de dentista e minha mãe no de vender e fazer roupas, surpreendentemente nossa casa não era muito grande como acho que estou fazendo parecer. Odiamos casas grandes. Os móveis parecem ficar avulsos nos espaços que sobram. Quando eu sair de casa, quero viver em um loft baratinho e olhe lá.

Eu sei que vocês devem estar pouco se lixando para a arquitetura da minha casa, mas enfim, foi só para esclarecer melhor. Eu pude ouvir a mamãe subindo as escadas da garagem, sinal de que ela queria verificar se eu continuava acordada. Quando finalmente meus olhos se acostumaram á escuridão e eu pude localizar sua silhueta em meio á pouca penumbra que havia, mamãe já havia notado que eu havia despertado e sorriu.

-Eu cheguei muito tarde? – ela perguntou, toda derretida.

Meus olhos pararam em nosso relógio de parede. Como eu havia previsto. 2:55 da manhã.

-Onde vocês estavam? –

Ela acomodou-se ao meu lado no sofá.

-Primeiro fomos a aquele Hard Rock Cofe, que você ama ir, e escutamos, adivinha o quê? Anos 80! Consegue acreditar?

Eu vou poupar sua pesquisa no Google para explicar o que é um Hard Rock Cafe. Apenas precisamos das seguintes palavras: Música/Bandas/Rock/Café. Um Hard Rock Cafe é basicamente um daqueles estabelecimentos com logos famosas, tipo um Mc Donald’s, mas ao invés dos hambúrgueres que eu, particularmente considero artificiais demais, nós temos muita bebida com cafeína e lanches mais interessantes, e com muito mais opção de comida vegetariana, para o meu alívio!

E o melhor de tudo de um local como aquele: Você toma café enquanto uma banda se apresenta ao fundo! É um show improvisado! E com cappuccino de canela!

Eu frequento aquela cafeteria com os meus amigos ou sozinha, geralmente depois das aulas, por conta da curta distância. Aquele Hard Rock me acompanhava desde pequena, antes do divórcio dos meus pais, quando eles ainda eram dois jovens malucos por rock’n roll que tentavam converter a filha de 4 anos á escutar Slipknot, Marilyn Manson e outros caras com maquiagem que meu pai possuía os CD’s. Foi uma época difícil, mas eu não me identifiquei com esse tipo de rock. Desculpa Manson, mas ainda prefiro a Monroe! Não que ela seja um símbolo de rock, mas a coisa com os diamantes foi de matar.

Para quem não entendeu: Ouçam Diamonds are a girl’s best friend da Marilyn Monroe. Foi quando eu estava tentando decorar a letra dessa música que meus pais descobriram que eu era uma rockeira de araque.

Então, de certa forma, sim mãe. Eu acreditava que tocavam músicas estilo anos oitenta.

-E depois? – eu me inclinei para indicar mais curiosidade

-Nós só ficamos lá. O restaurante estava cheio dos meus amigos e família dele. Foi como uma cerimônia improvisada. Tudo meio decorado, preparado... Descobri que o Louis e o Apolo são amigos e tudo já estava planejado. – suspirou mamãe. Eu podia visualizar os coraçõezinhos saindo de sua cabeça – O Mark é um romântico incorrigível, Dany! Ele fez a reserva, escolheu músicas para dançarmos... E tudo da forma como eu gosto. Simples, mas adorável.

Apolo 1 x Dany 0

-Tocou o que? – perguntei, com uma risadinha.

Ela deu de ombros, satisfeita.

-Você sabe do que eu gosto. Mas é claro, tocou muitas músicas de amorzinho. – ela parou de falar por um instante, como se estivesse tentando recordar de algo – Sabia que a banda do Lysandre tocou hoje?

Minhas sobrancelhas fizeram um arco completo por toda minha testa, pelas minhas atuais impressões.

-Oi?!

-Sim. Eles foram convidados pelo Mark. Você não me contou que seu namorado tocava tão bem! –

-Não é esse mãe. Esse é o Castiel.

-AH SABIA! SABIA QUE O LYSANDRE ERA O SEU NAMORADO! EU ESTAVA TE TESTANDO, SUA BOBA! – ela, literalmente, gritou. Ah, sério que eu fui enganada pela minha própria mãe?

Okay, relevei essa piadinha tosca e me concentrei no que era importante. Convidados? Hum. Bom saber. Minha expressão indignada não havia sido modificada, para o desagrado da mamãe.

-Eles foram o quê? Como assim? –

-Convidados, Danielle. A banda toda havia sido avisada do pedido e da “cerimônia” há semanas, porque eles precisariam ensaiar as músicas. – ela explicou ao entender meu rosto - Mark estava ouvindo o Lysandre conversar com esse tal Castiel na escola sobre arranjar mais dinheiro para o grupo e teve a ideia. Uma coisa completou a outra e assim vai.

A ficha caiu há metros de mim.

Então... Lysandre sabia sobre hoje á noite. Ele sabia sobre o pedido. Por isso ele sorriu quando olhou para mim pela tarde. Por isso ele parecia estar “alegre” ou seja lá o que aquela cara de peixe significasse. As peças, novamente ao dia, começaram á se encaixar.

-FILHO DA MÃE! –

Pedi licença da forma mais educada possível e desci as escadas do andar de cima, irritada e pisando duro, em busca do meu celular, que ainda se encontrava na sala desde o momento em que subi. Passei pela garagem e de quebra esbarrei naquela maldita bicicleta!

-Você vai acordar a sua tia, Danielle! – ouvi mamãe sibilar do andar de cima

Não respondi. Abri a porta da entrada de casa e voei até o sofá. Não importava se ele estivesse dormindo, escutando músicas, divagando sobre o nada, como fazia, pensando para onde vamos quando morremos ou qualquer coisa. Agora eu sabia exatamente o que responder. E não eram emojis.

Eu vou matar você.

 

♪♪♪


Notas Finais


Gente, espero que vocês tenham gostado desse cap! Não esqueçam de deixar a opinião de vocês nos comentários e, se gostarem, favoritar a fanfic! Se você quiser saber as novidades da fic - COMO SE FOSSE MUITAS, NE NAUM, VIADOS? SAHUASHSAU - é só me seguir ♥ Obrigada por lerem!
♥♥ Um beijo para vocês e até o próximo capítulo! ♥♥


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