História A irmã de Harry Potter - Capítulo 12


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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Alastor Moody, Alecto Carrow, Alice Longbottom, Alvo Dumbledore, Amycus Carrow, Andromeda Tonks, Angelina Johnson, Antonin Dolohov, Arabella Figg, Argo Filch, Ariana Dumbledore, Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Augusta Longbottom, Augustus Rookwood, Barão Sangrento, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Carlinhos Weasley, Cedrico Diggory, Cho Chang, Colin Creevey, Córmaco Mclaggen, Cornélio Fudge, Cuthbert Binns, Daphne Greengrass, Dênis Creevey, Dino Thomas, Dobby, Dolores Umbridge, Dorcas Meadowes, Draco Malfoy, Duda Dursley, Emmeline Vance, Evan Rosier, Fenrir Greyback, Fílio Flitwick, Fineus Nigellus, Fleur Delacour, Franco Longbottom, Fred Weasley, Gina Weasley, Godric Gryffindor, Gregory Goyle, Grope, Gui Weasley, Harry Potter, Helena Ravenclaw, Helga Hufflepuff, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Jorge Weasley, Katie Bell, Kingsley Shacklebolt, Lilá Brown, Lílian Evans, Lino Jordan, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Marcus Flint, Marlene Mckinnon, Merlin, Merope Gaunt, Mila Bulstrode, Molly Weasley, Mundungo Fletcher, Murta Que Geme, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Nymphadora Tonks, Olívio Wood, Penélope Clearwater, Percy Weasley, Personagens Originais, Petunia Dursley, Pomona Sprout, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Regulus Black, Remo Lupin, Rita Skeeter, Rodolfo Lestrange, Ronald Weasley, Rowena Ravenclaw, Rúbeo Hagrid, Salazar Slytherin, Severo Snape, Sibila Trelawney, Simas Finnigan, Sirius Black, Ted Lupin, Theodore Nott, Tiago Potter, Tom Riddle Jr., Valter Dursley, Viktor Krum, Walburga Black, Walden Macnair, Wilhelmina Grubbly-Plank, Yaxley, Zacharias Smith
Tags Harry Potter, Irmã De Harry Potter
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Palavras 2.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Capitulo 12


Chegamos a sala de DCAT e Remo não estava lá, todos sentamos, e o resto dos alunos tiraram o livro, penas e pergaminho das bolsas e começaram a conversar. Remo entrou na sala e piscou pra mim discretamente.

-Boa tarde – cumprimentou ele. – Por favor, guardem todos os livros de volta nas mochilas. Hoje teremos uma aula prática. Os senhores só vão precisar das varinhas.

Alguns alunos se entreolharam, preocupados.

-Certo, então – disse Remo quando todos se acalmaram. – Queiram me seguir.

Todos saímos da sala e seguimos em direção a sala dos professores, eu estava tão ansiosa para o Bicho Papão que estava quase saltitando de animação. Mal saímos de perto da sala e já encontramos o Pirraça flutuando de cabeça para baixo e entupindo a fechadura de alguma sala de chiclete.

Pirraça não ergueu os olhos até padrinho chegar a mais ou menos meio metro; então, agitou os dedos dos pés e começou a cantar:

-Louco, lobo, Lupin. Louco, lobo, Lupin...

Eu fiquei com vontade de azarar o Pirraça, mas sabia que Remo iria fazer isso.

Todos olharam para o padrinho para ver o que ele faria.

-Eu tiraria o chiclete do buraco da fechadura se fosse você, Pirraça – disse ele gentilmente. – O Sr. Filch não vai poder apanhar as vassouras dele.

O Pirraça não lhe deu atenção, eu dei um pequeno sorriso maroto. Remo deu um breve suspiro e tirou a varinha. Hora do Aluado, Eba!!

-Este é um feitiçozinho útil – disse à turma por cima do ombro. – Por favor observem com atenção.

Ele ergueu a varinha até a altura do ombro e disse:

-Uediuósi! – e apontou para Pirraça.

Com a força de uma bala, a pelota de chiclete disparou do buraco da fechadura e foi bater certeira na narina esquerda de Pirraça; o poltergeist virou de cabeça para cima e fugiu a grande velocidade, xingando. Eu comecei a rir baixinho.

-Maneiro, professor – exclamou Dino admirado.

-Obrigado, Dino – disse o padrinho tornando a guardar a varinha. – Vamos prosseguir?

Eles recomeçaram a caminhada, o resto da turma olhando Remo com crescente respeito. Remuxo nos conduziu por um segundo corredor e parou bem à porta da sala de professores.

-Entrem, por favor – disse ele, abrindo a porta e se afastando para os alunos passarem.

A sala dos professores. Uma sala comprida, revestida com painéis de madeira e mobiliada com cadeiras velhas e desaparelhadas, estava vazia, exceto por um ocupante. O Profº. Snape estava sentado em uma poltrona baixa e ergueu os olhos para os alunos que entravam. Seus olhos brilhavam e ele tinha um arzinho de desdém em volta da boca. Quando Remo entrou e fez menção de fechar a porta, Snape falou:

-Pode deixá-la aberta, Lupin. Eu prefiro não estar presente.

Ele se levantou e passou pela turma, suas vestes negras se enfurnando às suas costas. À porta, o professor girou nos calcanhares e disse ao colega:

-Provavelmente ninguém o alertou, Lupin, mas essa turma tem Neville Longbottom. Eu o aconselharia a não confiar a esse menino nada que apresente dificuldade. A não ser que a Srta, Garcia se encuba de assumir a tarefa por ele.

Neville ficou escarlate. Olhei chateada para o prof. Snape. Remo ergueu as sobrancelhas.

-Pois eu pretendia chamar Neville para me ajudar na primeira etapa da operação, e tenho certeza de que ele vai fazer isso admiravelmente.

Dei um sorriso debochado digno de James Potter, gostava do professor Snape por tudo que ele faz com o Harry coisa e tal, mas ainda sou filha de James Potter e detesto quando algum deles é humilhado e antes da aula de poções eu Neville já havíamos conversado, eu já o considerava um amigo.

A cara de Neville ficou, se isso fosse possível, ainda mais vermelha. Snape revirou os lábios num trejeito de desdém, mas se retirou, batendo de leve a porta.

-Agora, então – disse Remo, chamando, com um gesto, a turma para o fundo da sala, onde não havia nada exceto um velho armário em que os professores guardavam mudas limpas de vestes. Quando o professor se postou a um lado, o armário subitamente se sacudiu, batendo na parede. – Não se preocupem – disse ele calmamente porque alguns alunos tinham pulado para trás, assustados. – Há um bicho-papão ai dentro.

-Bichos-papões gostam de lugares escuros e fechados – informou padrinho. – Guarda-roupas, o vão embaixo das camas, os armários sob as pias... Eu já encontrei um alojado dentro de um relógio de parede antigo. – lembrava muito bem daquele dia, bicho-papão estúpido, descobri qual era meu maior medo aquele dia, nem sabia até aquele dia. – Este aí se mudou para cá ontem à tarde e perguntei ao diretor se os professores poderiam deixá-lo para eu dar uma aula prática aos meus alunos do terceiro ano. Então, a primeira pergunta que devemos nos fazer é o que é um bicho-papão?

Eu e Mione levantamos a mão.

-Srta. Granger – diz Remo

-É um transformista – respondeu ela. – É capaz de assumir a forma do que achar que pode nos assustar mais.

-Eu mesmo não poderia ter dado uma definição melhor – disse o Profº. Lupin, e o rosto de Hermione se iluminou de orgulho.

-Então o bicho-papão que está sentado no escuro aí dentro ainda não assumiu forma alguma. Ele ainda não sabe o que pode assustar a pessoa que está do lado de fora. Ninguém sabe qual é a aparência de um bicho-papão quando está sozinho.

Levantei a mão.

-Com licença, professor. Mas se alguém usar algum tipo de magia para ver através de paredes ou algo do tipo, esse bruxo não poderá ver o Bicho-papão sem que ele o veja?

-Um ótimo questionamento, não se tem certeza se alguém realmente sabe a verdadeira forma desta criatura, pois se realmente existir alguém, isto nunca foi divulgado. – Remo falou. Deu uma pausa e continuou – Muito bem quando eu o deixar sair, ele imediatamente se transformará naquilo que cada um de nós mais teme. Isto significa – continuou o Profº. Lupin, preferindo não dar atenção à breve exclamação de terror de Neville – que temos uma enorme vantagem sobre o bicho-papão para começar. Você já sabe qual é, Harry?

Hermione levantou a mão e eu olhei para ela, divertida.

-Hum... Porque somos muitos, ele não vai saber que forma tomar.

-Precisamente – concordou o professor e Hermione baixou a mão, parecendo um pouquinho desapontada. – É sempre melhor estarmos acompanhados quando enfrentamos um bicho-papão. Assim, ele se confunde. No que deverá se transformar, num corpo sem cabeça ou numa lesma carnívora? Uma vez vi um bicho-papão cometer exatamente este erro, tentou assustar duas pessoas e se transformou em meia lesma. O que, nem de longe, pode assustar alguém. O feitiço que repele um bicho-papão é simples, mas exige concentração. Vejam, a coisa que realmente acaba com um bicho-papão é o riso. Então o que precisam fazer é forçá-lo a assumir uma forma que vocês achem engraçada. Vamos praticar o feitiço sem as varinhas primeiro. Repitam comigo, por favor... Riddikulus!

-Riddikulus! – repetimos

-Ótimo – aprovou o Profº. Lupin. – Muito bem. Mas receio que esta seja a parte mais fácil. Sabem, a palavra sozinha não basta. E é aqui que você vai entrar Neville.

O guarda-roupa recomeçou a tremer, embora não tanto quanto Neville, que se dirigiu para o móvel como se estivesse indo para a câmara secreta.

-Certo, Neville – disse o professor – Vamos começar pelo começo:

Qual, você diria, que é a coisa que pode assustá-lo mais neste mundo?

Os lábios de Neville se mexeram, mas não emitiram som algum. Dei um sorriso sabendo o que ele disse.

-Não ouvi o que você disse, Neville, me desculpe – disse Remo animado.

Neville olhou para os lados meio desesperado, como que suplicando a alguém que o ajudasse, depois disse, num sussurro quase inaudível:

-O Profº. Snape.

Quase todo mundo riu. Eu estava gargalhando que nem  Até Neville sorriu como se pedisse desculpas. Remo, porém, ficou pensativo.

-Profº. Snape... Hummm... Neville, eu creio que você mora com a sua avó?

-Sim... Moro — disse Neville, nervoso. – Mas também não quero que o bicho-papão se transforme na minha avó.

-Não, não, você não entendeu – disse padrinho, agora rindo e eu segurei a risada. – Será que você podia nos descrever que tipo de roupas a sua avó normalmente usa?

Neville fez cara de espanto, mas disse:

-Bem... Sempre o mesmo chapéu. Um bem alto com um urubu empalhado na ponta. E um vestido comprido... Verde, normalmente... E às vezes uma raposa.

-E uma bolsa?

-Vermelha e bem grande.

-Certo então – disse padrinho – Você é capaz de imaginar essas roupas com clareza, Neville? Você consegue vê-las mentalmente?

-Consigo – respondeu Neville, hesitante, obviamente imaginando o que viria a seguir.

-Quando o bicho-papão irromper daquele guarda-roupa, Neville, e vir você, ele vai assumir a forma do Profº. Snape. E você vai erguer a varinha... Assim... E gritar "Riddikulus"... E se concentrar com todas as suas forças nas roupas de sua avó. Se tudo correr bem, o Profº. Bicho-papão-Snape será forçado a vestir aquele chapéu com o urubu, aquele vestido verde e carregar aquela enorme bolsa vermelha.

Ninguém conseguiu segurar a risada e o guarda-roupa sacudiu com mais violência.

-Se Neville acertar, o bicho-papão provavelmente vai voltar a atenção para cada um de nós individualmente. Eu gostaria que todos gastassem algum tempo, agora, para pensar na coisa de que têm mais medo e imaginar como poderia fazê-la parecer cômica...

Todos fecharam os olhos e eu imitei. Remo não me chamaria, sabíamos qual era o meu bicho-papão e ninguém poderia saber qual era.

-Todos prontos? – perguntou Remo

-Neville, nós vamos recuar – disse o professor. – Assim você fica com o campo livre, está bem? Vou chamar o próximo a vir para frente... Todos para trás, agora, de modo que Neville tenha espaço para agitar a varinha...

Todos recuaram, encostaram-se nas paredes, deixando Neville sozinho ao lado do guarda-roupa. Ele parecia pálido e assustado, mas enrolara as mangas das vestes e segurava a varinha em posição.

-Quando eu contar três, Neville – avisou Remo, que apontava a própria varinha para o puxador do armário. – Um... Dois... Três... Agora!

Um jorro de faíscas saltou da ponta da varinha do professor e bateu no puxador. O guarda-roupa se abriu com violência. Com o nariz curvo e ameaçador, o Profº. Snape saiu, os olhos faiscando para Neville. Neville recuou, de varinha no ar, balbuciando silenciosamente. Snape avançou para ele, apanhando alguma coisa dentro das vestes.

-R... R.. Riddikulus! – esganiçou-se Neville.

Ouviu-se um ruído que lembrava o estalido de um chicote. Snape tropeçou; usava um vestido longo, enfeitado de rendas e um imenso chapéu de bruxo com um urubu carcomido de traças no alto, e sacudia uma enorme bolsa vermelho-vivo.

Houve uma explosão de risos; o bicho-papão parou, confuso, formamos apressadamente uma fila e eu fiquei atrás de Harry, de modo que eu não enfrentaria o bicho, e o Profº. Lupin gritou:

-Parvati! Avante!

Parvati transformou a criatura em uma múmia, depois foi Simas que o transformou em um espírito agourento. O bicho-papão começou a se confundir, Dino foi pra frente e o transformou em uma mão decepada, depois Rony que o transformou em uma aranha gigante, peluda e feia.

Chegou a vez de Harry e Romo entrou em sua frente. A criatura virou a lua.

-Riddikulus – fala Remo calmo e a lua virou uma barata. – Para frente, Neville, e acabe com ela!

Craque! E Snape reapareceu. Desta vez, Neville avançou parecendo decidido.

-Riddikulus! – gritou, e, por uma fração de segundo, seus colegas tiveram uma visão de Snape com seu vestido de rendas antes de Neville soltar uma grande gargalhada e o bicho-papão explodir em milhares de fiapinhos minúsculos de fumaça, e desaparecer.

-Excelente! – exclamou Remo enquanto a classe aplaudia com entusiasmo. – Excelente, Neville. Muito bem, pessoal... Deixe-me ver... Cinco pontos para a Grifinória para cada pessoa que enfrentou o bicho-papão – dez para Neville porque ele o enfrentou duas vezes, cinco para Bianca pela sua curiosidade e questionamento do assunto e cinco para Harry e para Hermione.

-Mas eu não fiz nada — protestou Harry.

-Você e Hermione responderam às minhas perguntas corretamente no início da aula, Harry — respondeu Remo gentilmente. – Muito bem, pessoal, foi uma aula excelente. Dever de casa: por favor, leiam o capítulo sobre os bichos-papões e façam um resumo para me entregar...Na segunda-feira. E por hoje é só.

Todos saímos da sala dos professores falando sobre a aula.

-Essa foi à melhor aula de Defesa contra as Artes das Trevas que já tivemos, vocês não acham? – disse Rony excitado quando refaziam o caminho até a sala de aula para apanhar as mochilas.

-Foi à aula mais incrível, melhor que qualquer aula de DCAT da Beuxbatons. – digo pulando

-Ele parece um bom professor – comentou Hermione em tom de aprovação. – Mas eu gostaria de ter podido enfrentar o bicho-papão...

-O que ele teria sido para você? – perguntou Rony dando risadinhas. – Um dever de casa que só mereceu nota nove em dez?

-Não Rony. Nem a Mione teria um medo tão bobo. É obvio que seria tirar zero em tudo – digo revirando os olhos e nós dois rimos enquanto ela da um tapa nas nossas cabeças sem botar muita força.



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