História A irregular de Baker Street - Capítulo 9


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Categorias Sherlock Holmes
Personagens John Watson, Personagens Originais, Sherlock Holmes
Tags Hotson, Uma Família Nascendo, Uns Idiotas Se Declarando
Exibições 10
Palavras 1.259
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Slash, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem o atraso , é que tinha muita coisa para fazer . Então , aqui está?

Capítulo 9 - A mansão Fool LeMat



POV Watson 
Quando entrei na sala de manhã encontrei Rebecca sentada no chão ao lado de sua mala conversando com uma boneca  de modo descontraído e animado enquanto Holmes olhava o movimento da rua pela janela . Assim que me notou,  me cumprimentou e perguntou se eu iria com eles para a casa dos Fool LeMat. 
-- Se desejarem minha companhia ...
-- Sua companhia é sempre uma alegria para mim , meu caro Watson . - disse meu amigo .
-- Para mim também ! - acrescentou Rebecca animadamente .
-- Se é assim , vou arrumar minhas coisas . Conseguiu arrumar as suas , Rebecca ? - perguntei a garota .
-- A Sra Hudson me ajudou . Ah , o senhores poderiam não me tratar como uma garota em público ? - ela pediu em voz baixa . 
-- Tudo bem , Scott . 
-- Obrigado . - Rebecca riu encarando a boneca orelhuda em suas mãos . 
  Arrumei rapidamemte minha mala  e fomos até a estação para pegar nosso trem . 
  Conseguimos um vagão para nós e nos acomodamos em nossos bancos . Rebecca se sentou e voltou a pegar a estranha boneca , a segurando perto e janela como se o brinquedo pudesse ver o caminho que seguiamos e ouvisse oque sua dona lhe contava . 
 Holmes a olhava com certa concentração como se ela fosse um de seus casos mais intrigantes . Ele estendeu a mão para a boneca e pediu permissão para pega-la . Concedido o pedido , meu amigo a examinou cuidadosamente e me entregou quando terminou .
 Era um lobisomem de pano marrom , recheado de algodão e costurado a mão. 
-- Qual o nome dela ?  - perguntei devolvendo o objeto a sua dona.  
--  Ártemis.  -  explicou Rebecca abraçando o brinquedo com carinho - Minha amiga me deu de presente . Ela disse que afasta pesadelos . Não funciona sempre mas me trás um pouco de conforto saber que alguém se preocupa comigo .
-- Quem cuidava de você ? - perguntou meu amigo com o senho franzido .
-- Eu ... morava com meu tio e minha avó materna ...  se é  que posso chama-los assim ! - a voz dela estava carregada de amargura - Não cuidavam de mim , eles me trancavam fora de casa no frio , mal me davam comida . Quase morri de fome e frio diversas vezes se não fosse por Mag me levando para sua casa e cuindando de mim . Sempre me chamaram de filha do demônio ! 
  
 Rebecca se recusou a chorar mas se enrolou em torno de si e baixou a cabeça pelo resto da viagem . 
 Olhei para Holmes que me encarava de volta e compreendi que seus pensamentos eram os mesmos que os meus . Essa jovem já tinha sofrido demais e faríamos oque estivesse ao nosso alcance para proteger a pequena amazona que nos foi entregue como presente . 
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 POV Rebecca 
  A casa do tio do Gabriel era ENORME !
  Sério , tinha até um bosque em volta da mansão  . Não duvidaria nada se me contassem que aquele lugar tivesse uma própria lagoa com barco e tudo .   
 A casa era totalmente colorida  com cores vivas e chamativas . Havia um belo jardim na entrada da casa onde uma estátua feminina e delicada jorrava água na fonte ao seus pés . Em uma das janelas avistei a imagem triste de meu conhecido que , assim que notou nossa chegada , desapareceu . 
 O motorista que nos trouxe nos ajudou a descer nossas bagagens e se despediu de nós com um aceno de mão enquanto entrávamos na residência acompanhados por uma mulher velha e alta de cabelos brancos e olhos azuis claros e gelados ,que mais parecia uma sargento do que uma governanta . Assim que me viu passou um monte de regras ( que com certeza eu vou desobedecer ) e me deixou avisada sobre as consequências. 
 Ela nos  levou até a biblioteca no segundo andar ,onde o Sr Fool LeMat nos  recebeu com entusiasmo , principalmente a mim . 
-- Obrigado por vir , meu jovem ! - disse ele quase arrancando meu braço de tanto que o sacodia.  - Gabriel está muito animado para ve-lo ! - duvido que seja tanto quanto o senhor ...
-- Scott ? 

 Me virei e encontrei Gabriel de pé na porta nem talhada e  olhando para mim com um pouco de brilho nos ohos claros . Ele se aproximou de mim com um curvar nos lábios que lhe foi retribuído e pegou minha mão em um aperto afetuoso , uma gradecimento por te-lo consolado . 
 Balancei a cabeça recusando seu agradecimento,  não por vaidade mas por saber que aquilo era o mínimo que eu poderia fazer . Gabriel pareceu entender e  me pediu para acompanha-lo até seu quarto . Meio hesitante , assim o fiz e entrei em seu quarto . Não me surpreendi ao  ver que seu aposento também era gigantesco . 
 
-- É. .. um pouquinho ... grande, não é ? - ele estava com a cara toda vermelha de vergonha e parecendo desconfortável . 
-- Já vi maiores . - forcei um ar superior e empinei o nariz - Um poderia muito facilmente abrigar uma baleia azul que engoliu um navio inteiro .- vi de soslaio meu colega rir - Esse aqui - disse fingindo  fazer pouco caso do quarto - mal abrigaria uma orca! 
 Isso o fez sorrir abertamente mas logo sua alegria se foi e ele voltou a encarar os sapatos . 
-- Não gosto daqui ... - ouvi ele sussurrar .
-- Você se sente desconfortável?  
-- É muito grande e tudo cheira a riqueza ... - sua voz ainda estava desanimada - Eu nasci na pobreza , não fui feito para a riqueza .
-- Você não tinha muito contato com seu tio ? 
-- Ele sempre foi gentil e carinhoso comigo e com minha mãe . - respondeu Gabriel com uma cara sonhadora -Meu pai o odiava , por isso que não o via muitas vezes . Mas sempre que precisávamos ele nos ajudava . Sempre pedia para minha mãe ir morar aqui e fugir de ... meu pai . 
 O jeito como ele pronunciou "pai" me fez pensar que , se palavras matassem , aquele gordo já teria morrido há muito tempo . 
 Ficamos em silêncio por um tempo eu quebra-lo :
-- Tem algo interessante nessa casa para fazer ? 
-- Tem muito pouca coisa para fazer . - disse ele com uma cara dramática -  Graças aquela sapa velha ! 
-- É,  conheci a sargento ... rainha da simpatia . "Não quero nenhuma gracinha nem confusão nessa casa ! " . - imitei sua voz irritante e sua pode sa mandona . - " Sem risos , sem correria , nada de ficar acordado até tarde e se desrespeitar qualquer uma dessas regras ... - olhei para Gabriel com um olhar maquiavélico - Sofrerá castigos severos que lhe traram pesadelos pelo resto de sua vida ! " - o garoto estava rolando na cama de tanto rir - Como se a cara dela já não desse pesadelos  !
-- Verdade ! Mas ... - ele fez uma cara pensativa -  Ela não disse nada sobre darmos uma volta por aí , não é?  - sua face assumiu uma expressão relativamente criminosa .
-- É ... algo em mente ? - entrei em seu jogo espelhando sua expressão .
-- Digamos que sim ...




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