História A jornada - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Carrossel
Tags Carmiel, Ciriquina, Daléria, Jorgerida, Marilina, Paulicia
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Palavras 5.753
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - E começa tudo de novo!


Fanfic / Fanfiction A jornada - Capítulo 15 - E começa tudo de novo!

~ Alicia, Paulo e Lara ~

“Acorda, acorda, acorda! É meu aniversário!” E assim começava mais um dia na casa da família Guerra.

Lara, completando seu quinto aniversário naquele dia, invadiu o quarto dos pais, sem se importar que eles ainda dormiam ou que não fosse ainda 8h da manhã. A pequena se arremessou sobre a cama, ouvindo os dois arfarem pelo impacto com suas costas.

“Mamãe, papai, vocês ouviram? É meu aniversário! Agora eu tenho cinco aninhos!” Ela gritava, toda descabelada.

“Acho que até seus avós, lá do outro lado da cidade, estão ouvindo.” Riu Alicia, se virando embaixo da filha e a puxando para seu colo. “Parabéns, meu amorzinho.”

“Obrigada, mamãe.” A menininha se aconchegou nos braços dela, deitando a cabeça em seus ombros e encarando o pai com um sorriso.

“Ah, vem aqui meu pacotinho surpresa.” Paulo sentou, abraçando as duas e beijando o rosto da filha. “Feliz aniversário, Kinder Ovo.”

“Por que você fica me chamando assim, papai?” Questionou Lara, curiosa.

“Porque você foi a melhor surpresa que nós já ganhamos. Você foi tipo a surpresa do Kinder Ovo.” Explicou o homem, sendo fuzilado pela esposa.

“Quero um Kinder Ovo.” Os olhos da criança brilharam, fazendo os pais rirem. “Será que vem um bebê dentro?”

“Olha, se vier um quebra-cabeça é muito, mas eu compro um para você.” Prometeu Paulo.

“Vamos tomar banho com a mamãe, Lara, e o papai vai buscar seu Kinder Ovo e umas coisas gostosas para nós comermos no café da manhã. Que tal?” Propôs Alicia, recebendo um aceno afirmativo animado.

Aquele era, claro, um dia atípico na rotina da família. Geralmente não acordavam antes das 9h, considerando a hora em que chegavam em casa. E mesmo que Lara acordasse, ela ficava assistindo desenho até que os pais levantassem.

Ela sempre ia com eles para o restaurante a noite. Chegavam para abrir o local, junto com Jaime, às 17h. Marcelina deixava Lara com eles perto das 18h, após pegar ela e Enzo na escola, e a menina ficava com os pais até perto das 22h, quando subia para dormir acompanhada de Luísa, esposa do Palilo. Nesse meio tempo, fazia a lição com a ajuda da mãe, ou então ficava tentando tocar com o pai, nos dias de menor movimento.

E então, fechavam a lanchonete à 1h, e subiam render Luísa e afinal cair na cama. No dia seguinte, acordavam e passavam o quanto da manhã era possível com Lara, antes de levá-la para a escola e fazerem o que precisavam, em casa ou do restaurante. Como isso lhes dava pouco tempo com a menina, tinham dois dias de folga, que eram segunda, que o restaurante não abria, e quinta-feira, que era quando o grupo de amigos se reunia com as crianças.

“Cheguei.” Paulo gritou, entrando no apartamento. “Caramba, já arrumaram tudo.”

“Também, você demora muito, papai!” Reclamou Lara.

“É que eu fiquei esperando por isso.” Explicou o Guerra, tirando uma caixa da sacola e revelando um bolo cheio de raspas de chocolate.

“Eba!” Comemorou a pequena, animada.

“Mas você não cansa de mimar ela, não é?” Alicia saiu da cozinha, carregando uma jarra de suco e o bule de café.

“Hoje pode, morena.” Paulo deu um selinho na esposa, sorrindo. “Vamos cantar parabéns?”

“Mas só estamos nós aqui, papai.”

“E precisa de mais gente?” Questionou a mãe, ajudando o marido a pôr a velinha que havia trazido.

Lara se ajoelhou na cadeira, em frente ao bolo, enquanto seus pais se abaixavam ao seu lado e cantavam parabéns com ela.

“Agora fecha os olhos, assopra a velinha e faz um desejo.” Pediu a mais velha, tentando disfarçar a emoção, que sempre lhe tomava nos aniversários da filha.

Lara encarou a chama, fechou os olhos, encheu os pulmões e assoprou com força, logo depois sentindo os pais a abraçando e enchendo de beijos.

“Vocês estão chorando?” Perguntou Lara, confusa.

“Os adultos choram quando estão felizes, filha.” Garantiu o pai, sorrindo. “E o dia do seu aniversário é o mais feliz de todos.”

“Você mudou a nossa vida por completo, Lara, nos transformou em pessoas melhores e mais felizes. Você foi, realmente, a nossa melhor e mais linda surpresa.” Completou Alicia, acariciando o rostinho da menina. “Obrigada por isso.”

“Eu amo vocês, mamãe e papai. Obrigada por serem meus pais.” Lara os puxou para um abraço apertado, que os dois retribuíram de bom grado.

“Nós também te amamos, anjinho.” Paulo suspirou, se afastando. “Espera aí.”

Ele foi até o quarto e voltou com o violão. Lara sorriu, sabendo o que ele faria, e Alicia apenas revirou os olhos. A mulher sentou e colocou a filha sobre os joelhos, vendo o marido sentar na cadeira à frente e começar a dedilhar a melodia que encantava a criança desde que estava no ventre da mãe.

“You are my sunshine, my only sunshine, you make me happy when skies are grey. You'll never know, dear, how much I love you... Please, don't take my sunshine away.” Paulo cantarolou, observando os olhos idênticos brilhando em conjunto, e seu sorriso refletido naquele rostinho angelical que tanto amava.

 

~ Carmen, Daniel, Nina e Malu ~

Daniel estava acordado desde às 5h, preparando tudo. Por mais que Carmen falasse para o marido que era exagero, ele fazia isso desde o primeiro aniversário das filhas, e faria enquanto elas ainda morassem em sua casa.

“Bom dia, galo.” Carmen entrou bocejando, ainda de pijama.

“Galo?”

“Olha, acho que você acordou mais cedo do que ele.” Garantiu ela, lhe dando um selinho. “Mas ficou lindo, amor, como sempre.”

“Você acha que devemos acordar elas?” Perguntou o homem, ansioso.

“Acho que você precisa de um chá de camomila, para se acalmar.” Riu a mulher, parando na porta da cozinha. “Não entendo o porquê você fica tão pilhado no aniversário delas.”

“Porque é o dia que elas nasceram?” Ele disse o óbvio.

“Eu sei, Daniel, até porque foi de mim que elas saíram.” Lembrou Carmen, rindo mais ainda. Ela caminhou até o marido, o abraçando e dando um beijo. “O dia de hoje é especial para mim também, amor, mas nós precisamos conter nossos ânimos!”

“O dia de hoje era para ser só sobre elas, anjo, e acabou que elas dividem com sete amigos bem próximos.” Ele lembrou, os dois rindo. “Desde que você estava grávida, eu pensava que faria desse o dia mais incrível, sempre, o dia em que elas se sentiriam as rainhas do mundo, as meninas mais amadas do universo. E eu me esforço para fazer isso, pelo menos aqui, no café da manhã, quando somos só nós e elas são, realmente, o centro de tudo.”

“Você é um ótimo pai, Zapata. Não se esqueça disso nunca.” Carmen sorriu com os olhos marejados, beijando o marido.

A vida dos dois tinha mudado completamente após a chegada de Nina e Malu, há exatos cinco anos. Carmen parou de trabalhar até que elas entrassem na escola, com três anos, quando voltou a dar aula no mesmo lugar. Daniel também diminuiu consideravelmente sua carga de trabalho na empresa da família, além de ter decidido abrir mão da ONG que havia fundado, que passou a ser coordenada por outras pessoas de boa vontade. Agora, com as meninas um pouco maiores, ele e a esposa conseguiam ajudar ocasionalmente, e por mais que tivessem vontade, não voltaram a se comprometer fixamente, para poder estar sempre disponíveis para as filhas.

Todos os medos que tinham antes de Carmen engravidar, graças a Nina e Malu, se extinguiram. Daniel pôde enfim se deixar ter paz pelo que havia acontecido com sua mãe e irmão, enquanto Carmen conseguiu se perdoar pela história dos pais. A vida não se tornou mais fácil após se tornarem pais, novas dificuldades vieram, mas a existências das meninas, em momento algum, baqueou o que ela e o marido sentiam um pelo outro, muito pelo contrário... Por Nina e Malu, Carmen e Daniel se tornaram mais unidos e fortes!

“Mamãe? Papai?” Não perceberam que estavam abraçados há muito tempo até ouvir a vozinha fina. Se afastaram, virando e encontrando as meninas no corredor, sonolentas.

“Tá tudo bem?” Perguntou Malu, coçando os olhinhos.

“Tudo ótimo, minhas florezinhas.” Daniel sorriu, os dois caminhando até elas. Ele pegou Nina, enquanto Carmen pegava Malu. “Sabem que dia é hoje?”

“Nosso aniversário.” Nina lembrou, animada.

“Exatamente. Então... Feliz aniversário, meus anjinhos.” Desejou Carmen, enquanto ela e o marido prensavam as filhas em um abraço-sanduíche, fazendo as duas rirem deliciadas.

As duas eram, realmente, idênticas, mas era possível distingui-las. Malu acabou ficando um pouco mais alta que a irmã, e Nina tinha o rosto mais gordinho, além de ser mais sorridente. Para os pais, as diferenças minúsculas eram mais evidentes, como o comprimento do cabelo, sobrancelha, até pequenas pintinhas. Era assustador, mas conseguiam diferenciar as duas à distância, mesmo que estivessem usando a mesma roupa.

“Papai fez festinha?” Perguntou Malu, agarrada na mãe.

“Como sempre, princesa.” Daniel sorriu, colocando Nina na cadeira cheia de flores. “Um café da manhã real para minhas duas princesinhas... E para a rainha, também.”

“Vão aprendendo, meninas... Isso é um galã.” Carmen colocou a mais nova na cadeira, vendo-as rir. “E o que temos para o café da manhã, rei babão?”

“Tá gostando de tirar com a minha cara hoje, né?” Ele fez um biquinho, a abraçando pela cintura. “Sorte sua que eu estou de ótimo humor, anjo.”

“Beija, beija, beija.” Gritaram as gêmeas, surpreendendo os pais.

“O que foi isso?” Questionou a mãe.

“Ah, nós gostamos de ver vocês se beijando.” Explicou Malu.

“É, é tão lindo.” Completou Nina, os olhos brilhando.

“Se é assim.” Daniel deu um selinho delicado na esposa, vendo as filhas aplaudindo. “Duas românticas?”

“Acho que é influência da Laura.” Riu Carmen, se afastando dele e começando a abrir as bandejas. “Hum, que capricho! Pão de queijo, frios, biscoitos, frutas...”

“Tudo o que elas têm direito. Inclusive...” Daniel entrou na cozinha, saindo pouco depois com um bolo decorado em rosa e roxo. “O bolo.”

“O rosa sou eu!” Gritou Nina.

“E eu sou o roxo.” Comemorou Malu.

“É, o bolo é das duas.” Daniel colocou na mesa, pegando uma velinha no bolso e colocando em cima. “Querem cantar agora ou depois de comer?”

“Você acha que elas vão comer alguma coisa antes desse bolo?” Perguntou Carmen, divertida.

“Então, antes de cantarmos, eu quero dizer uma coisa, para vocês duas...” Daniel se ajoelhou ao lado da cadeira de Malu, sentindo os olhos já marejando. “O papai ama vocês, com todo o coração. Vocês duas são a melhor coisa que já aconteceu, na minha vida e na vida da mamãe, e nós não podemos nem colocar em palavras o quanto nós agradecemos pela vida de vocês duas. Vocês são fortes, guerreiras, vencedoras, e eu tenho certeza que a vida de vocês vai ser maravilhosa, cheia de coisas incríveis e de sonhos extraordinários. E nós dois vamos estar aqui, sempre, apoiando e incentivando vocês, para vocês chegarem aonde quiserem.”

“É, meninas, é isso mesmo que o papai disse.” Carmen ajoelhou ao lado de Nina, a garganta apertada pelo choro. “Obrigada por terem nos escolhido como seus pais.”

“Nós também amamos vocês.” As meninas disseram juntas, sendo abraçadas novamente pelos pais, ficando assim por um tempo.

“Vamos cortar o bolo?” Perguntou Daniel, vendo-as sorrir e assentir. Ele acendeu as velinhas e começaram a cantar, todos juntos.

Ele e Carmen sorriram um para o outro, por cima da cabeça das filhas, o coração transbordando gratidão por, apesar de todos os seus esforços contra, Nina e Malu terem resolvido ficar.

 

~ Margarida, Jorge e Luca ~

Margarida abriu os olhos, encarando o par de fubecas azuis à sua frente. Sorriu, vendo o sorriso ser refletido no rostinho infantil.

“Bom dia, meu amor.” Saudou, sentindo Luca se atirar sobre ela.

“Bom dia, mamãe.” Ele disse, se aconchegando a ela de forma dengosa.

“Feliz aniversário, meu pequeno príncipe.” Ela desejou, já sentindo que iria começar a chorar.

“Obrigado, mamãe.” Luca sorriu, fechando os olhos, sendo imitado por ela.

Não demorou para que outro par de braços o envolvesse, causando sorrisos na mãe e no filho.

“Feliz aniversário, campeão.” Jorge disse com a voz rouca de sono, beijando as costas do filho.

“Obrigado, papai.” Luca sentou, encarando os dois. “Por que vocês sempre choram no meu aniversário?”

“Antes de você nascer, Luca, nós tentamos ter um bebê várias vezes, mas nunca conseguíamos.” Contou Margarida. “E quando nós estávamos desistindo, você chegou.”

“Você foi a coisa que o papai e mamãe mais quiseram, sonharam e esperaram, filho. Você é como um anjinho que o Papai do Céu mandou para nós, Luca... E nós choramos porque estamos felizes e agradecendo pela sua vida.” Completou Jorge, vendo o sorriso do garotinho.

“Eu sei disso, papai.”

“Ah é?”

“É, mamãe. Eu ouvia vocês dois me chamando, lá de cima.” Ele disse, dando de ombros. “Vocês pediam para vir um anjinho para vocês, e eu vim.”

“Verdade?” Perguntou Margarida, sorrindo.

“É... Eu escolhi vocês dois, para vir e dar muito amor para vocês.” Luca se jogou sobre eles de novo, os abraçando com força.

“Bom, obrigado por isso então, campeão.” Jorge disse com a voz embargada, acomodando melhor a mulher e o filho contra seu peito.

Por mais que fossem dizer para os outros que achavam que isso era graça de Luca, esperto como o menino era, em seu íntimo, Jorge e Margarida acreditavam no que ele tinha lhes dito. Só eles sabiam o quanto tinham rezado e pedido por aquele filho, e a benção que sua chegada havia sido.

A mulher, sem peso ou culpa, deixou o trabalho de lado e resolveu se dedicar só ao garoto, mesmo após ele entrar na escola. Jorge, acostumado a colocar o trabalho à frente sempre que necessário, tornou Luca sua única prioridade, largando tudo sem hesitar quando se tratava do menino.

No fundo, sempre sentiram que Luca os tinha escolhido, e queriam fazer por merecer a confiança dele e de Deus que, como a Cavalieri costumava dizer, “entregou um de seus anjinhos para eles”.

“Nós podemos ir naquela padaria legal, lá perto da casa da vovó?” Luca perguntou após um tempo de silêncio.

“Hoje é seu dia, amor, podemos fazer o que você quiser.” Concordou Margarida, acariciando os cabelos escuros do menino.

“Mas o papai pode chegar tarde no trabalho?”

“Hoje eu não vou trabalhar, Luca. Hoje o papai é inteiramente seu, o dia todo.” Prometeu Jorge, vendo os olhinhos azuis brilharem.

“Então eu vou trocar de roupa, tá bom? Vou colocar minha roupa do Superman. Você coloca a sua, papai?”

“Coloco, filho...” Riu o loiro, vendo o garotinho sair correndo. Ele encarou a esposa, secando as lágrimas dela. “Espero que sejam de alegria.”

“A mais pura e sincera.” Ela sorriu de volta, recebendo um beijo na testa. “Obrigada por nunca ter desistido, Jorge.”

“Eu iria até o fim do mundo se fosse preciso, caipirinha.” Ele lembrou, a abraçando mais apertado. “I'd go hungry, I'd go black and blue. I'd go crawling down the avenue. No, there's nothing that I wouldn't do, to make you feel my love.”

“Essa música.” Ela fungou, o encarando. “I could make you happy, make your dreams come true. Nothing that I wouldn't do.”

“Go to the ends of the Earth for you... To make you feel my love.” Viraram para a porta, vendo Luca ali só de cueca, um sorriso sapeca no rosto. “Eu gostei quando vocês cantaram essa música para mim, na barriga da mamãe.”

“Vem aqui, seu pestinha.” Jorge mandou, vendo que a esposa havia caído no choro de novo. O menino se jogou sobre os pais novamente, sendo abraçado por eles. “Nós te amamos, Luca... Você não consegue nem dimensionar o quanto.”

“Consigo, papai... Porque eu também amo muito vocês.”

 

~ Marcelina, Mário e Enzo ~

Marcelina acordou sentindo a respiração do marido em sua nuca, e riu pelas cócegas. Sua risada despertou Mário, que se mexeu depressa, assustado.

“Calma, grandão.”

“Acho que perdi hora, pequena.”

“Hoje você está de folga, amor, esqueceu?” Ela perguntou, virando de frente para ele.

“Ah é...” Ele riu, a abraçando pela cintura. “Que horas são?”

“Passa das 9h.”

“E o Enzo ainda está dormindo?” O casal arqueou a sobrancelha, conhecendo o filho que tinha. “Um braço engessado no aniversário não é o bastante?”

“Desconfio que a missão pessoal da vida dele é engessar todos os membros pelo menos uma vez antes dos 10 anos.” Garantiu Marcelina, jogando as cobertas longe e se levantando.

Mário bocejou e se espreguiçou, imitando a esposa e se levantando. Ela ajeitou o cabelo e deu a mão para ele, os dois saindo do quarto já atentos para qualquer travessura do filho, que aparentemente havia herdado todo o espírito peralta do tio favorito.

O encontraram, claro, na sala, pulando no sofá com uma tigela de cereais na mão.

“Enzo Ayala, você está querendo quebrar o outro braço?” Repreendeu a mãe, vendo o garotinho sorrir.

“Não, mamãe, só um está bom.” A resposta inocente acabou gerando risos no casal. Enzo colocou seu pote de lado, pulando por cima do encosto para o colo do pai.

“Enzo, cuidado.” Bronqueou Mário, mas ria.

“Hoje é meu aniversário!” Gritou o menino, animado.

“Nós sabemos, meu amor.” Marcelina os abraçou, enchendo o rosto do garotinho de beijos. “Feliz aniversário, meu menino maluquinho.”

“Obrigado, mamãe.”

“Feliz aniversário, tampinha.” Desejou Mário.

“Hey, eu já sou quase do tamanho da mamãe!”

“Não precisa me humilhar também, né?” Reclamou a mulher, fazendo um biquinho que arrancou risos dos dois homens da sua vida. “Já tomou café sozinho, filho?”

“Comi um pouco de sucrilhos, tava com muita fome.” Ele fez uma careta. “Mas agora vou comer com vocês!”

“O estômago é seu, amor, sem sombra de dúvidas.” A Ayala revirou os olhos, indo para a cozinha. “Alguma preferência para o café, aniversariante?”

“O bolo que está escondido na geladeira.”

“Enzo, era uma surpresa para você.” Reclamou o pai.

“Mas eu fiquei surpreso quando vi ele, papai, de verdade.” O garotinho deu um sorriso idêntico ao da mãe, amolecendo depressa o coração do pai.

“Sorte que é seu aniversário, moleque.” Garantiu Mário, caminhando para a cozinha com ele no colo.

A verdade é que, por Mário e Marcelina, Enzo viveria em uma redoma. Sempre tiveram muito medo que seu coração voltasse a dar problema, e por isso, era super protetores com o filho. Até o momento em que, afinal, entenderam que aquele coração tinha lutado tanto para sobreviver para poder aproveitar sua vida ao extremo.

E por mais que ainda fossem bastante cuidadosos com o menino, resolveram aproveitar todos os sonhos dele. Mário o ensinou a andar de skate, Marcelina o ajudava com a bicicleta, sempre jogavam bola com ele na quadra do prédio (mesmo que a mulher fosse péssima no esporte).

O braço quebrado havia sido uma tentativa de imitar o Superman, no sítio dos avós de Marcelina, algumas semanas antes. Ele apostou com Lara que conseguia voar e pulou da caixa d’água, ganhando um gesso de presente antecipado de aniversário.

“Muito bem, rapazinho, aqui está seu bolo.” Marcelina colocou a guloseima sobre a mesa, colocando uma velinha em cima. “Quer que eu acenda?”

“Não precisa.” Pediu, envergonhado.

“Não precisa ter medo do fogo, filho.” Garantiu Mário, ajoelhando ao seu lado.

“E se explodir, papai?”

“Não vai, Enzo. Isso não é um incêndio, é só uma vela de aniversário.” Prometeu o pai, estendendo a mão para ele. “Confia?”

“Confio.” Ele agarrou certeiro o indicador do homem, como sempre fazia quando tinha medo.

“Posso acender?” Pediu Marcelina de novo, sorrindo com doçura.

“Pode.”

A mais velha acendeu a vela, vendo o filho apertar o dedo do marido com mais força. Se abaixou ao lado do garoto e o abraçou, enquanto cantavam juntos.

“Agora apaga, filho.” Pediu Mário.

“Vocês apagam comigo?” Pediu o menino, temeroso.

“No três. Um, dois, três.” Contou a mãe, enquanto assopravam juntos. “Viu, meu amor? Não aconteceu nada.”

“É, não aconteceu.” Enzo sorriu, encarando os pais. “Mamãe, papai?”

“Fala, meu anjo?”

“Eu amo vocês. Muitão.” Ele declarou, vendo os olhos dos dois se encherem de lágrimas.

“Nós também te amamos, pequeno.” Mário beijou a testa dele, enquanto Marcelina beijava o rosto. “Agradecemos todos os dias pela sua vida e por cada batida do seu coração.”

“Desculpa por ser tão espoleta.” Ele disse baixinho, envergonhado. “O vovô Roberto falou que eu devia ser mais comportado, porque meu coraçãozinho tem defeito e que vocês lutaram um montão para eu nascer bem, e eu fico aprontando.”

“Ah, meu anjo, não liga para o que o vovô diz, ele é reclamão.” Marcelina acariciou o rostinho do menino. “Sabe por que nós lutamos tanto, filho?”

“Por quê?”

“Para você poder viver e fazer tudo, tudo, tudo o que você quiser! Seja pular da caixa d’água jurando que o Superman, aprender a andar de skate ou surfar, pular de paraquedas, o que você quiser!” Garantiu ela, sorrindo com os olhos cheios de lágrimas. “A cada vez que eu pensava no seu coraçãozinho podendo parar, dentro da minha barriga, eu só pensava que queria que ele funcionasse direitinho, para você poder curtir toda a sua vida!”

“E você ficou triste de voltar da África, papai?” Perguntou Enzo, triste. “O vovô falou disso também.

“Você sabe que a minha mãe morreu quando eu era pequeno, não é?” O menino assentiu. “Depois disso, tudo o que eu mais queria era um dia me casar e ter um filho, uma família minha. Quando eu tive que voltar da África, eu fiquei um pouco chateado sim... Mas sabe quando isso desapareceu, de uma vez por todas?”

“Não.”

“Aqui.” Mário pegou o celular. Ele e Marcelina tinham concordado em só contar a história de Enzo para ele quando o menino perguntasse, o que esperavam que fosse dali alguns anos. Mas seu sogro havia antecipado bastante as coisas. “Sabe o que é isso?”

“Não...”

“Isso é você, dentro da barriga da mamãe.”

“Mas como?” Enzo perguntou, confuso.

“Para fazer seu coraçãozinho funcionar direito, o médico precisou operar você, dentro da minha barriga. E você ficou com medo, então pediram para o papai ir falar com você. E do mesmo jeito que você faz até hoje, quando está com medo, você segurou o dedo dele para se acalmar.” A mãe tentou explicar de uma forma que a cabecinha infantil entendesse.

“Nesse momento, quando você segurou minha mão, se eu ainda tinha alguma tristeza por ter voltado da África, ela foi embora, totalmente.” Prometeu Mário. “Enzo, o Papai do Céu mandou você para nós de surpresa, sem avisar, sem nos preparar, e mandou com você uma missão enorme: proteger um serzinho de luz, com uma grande missão.”

“E que missão seria essa?”

“Espalhar amor. Porque você é só amor, filho, por onde você passa. Mesmo que seja espoleta e arteiro, você é um poço de amor e carinho, e contagia a todos com isso. Nós dois temos muito orgulho de você, Enzo, não importa o que mais ninguém diga.”

“Vem cá, filho.” Mário abraçou os dois, mantendo a pequena família unida. “Você ainda é pequeno demais para ficar se preocupando com isso. Você só precisa saber que nós te amamos, e que não nos arrependemos de nada do que fizemos por você.”

“Eu sei, papai.” Ele sorriu. “Eu também amo muito vocês.”

 

~ Maria Joaquina, Cirilo e Emma ~

Cirilo entrou em casa, exausto. Tinha como regra não pegar plantão no aniversário de Emma, mas teve uma emergência inadiável no hospital e precisou sair às pressas na tarde anterior, só conseguindo chegar em casa àquela hora.

Sabia que a filha e a esposa não estariam chateadas, entendiam seu trabalho, mas nos quatro anos anteriores tinha despertado Emma com Maria Joaquina, os três comemorando juntos. E naquele ano, aquilo não tinha sido possível.

As encontrou no atelier da esposa, a menina sentada no colo da mãe em frente à mesa de desenho, as duas falando em voz baixa sobre algo que Majo rabiscava no papel.

“Cadê a aniversariante do dia?” Perguntou alto, atraindo a atenção das duas.

“Papai!” Emma pulou do colo da mãe, correndo e se atirando sobre ele. “Tava com muita saudade.”

“Eu também, minha princesa.” Ele se levantou com ela agarrada no seu colo. “Não consegui chegar a tempo de te acordar.”

“Não tem problema... Você fez a moça sarar?”

“Fiz, meu anjo, fiz sim. Ela está muito bem agora.” Prometeu o pai, sorrindo. Encarou Majo, que se aproximava. “Eu preciso dormir um pouco, amor.”

“Eu sei, lindo, a gente também.” Ele ficou confuso. “Como você não ia dormir em casa, a Emma não quis dormir. Ela cochilou um pouco, mas logo acordou e disse que ia te esperar, para dormirmos e acordarmos todos juntos no aniversário dela.”

Cirilo encarou a filha, que sorria com meiguice para ele. A abraçou, beijando seu rosto repetidas vezes. Maria Joaquina sorriu, os abraçando também.

“Feliz aniversário, razão das nossas vidas.” Desejou a mulher, beijando as costas da filha.

“Nosso anjo de pureza e bondade.” Completou Cirilo, encarando a filha. Agora, com sono, seus olhos eram mais escuros, mas geralmente eram verdes intensos como os da mãe. Ela na verdade era uma miniatura de Maria Joaquina, com a diferença que a pele era bem mais bronzeada que a da mais velha.

“Nós podemos comer antes de dormir? Eu to com um pouquinho de fome.” Pediu a menina, dengosa.

“Claro que podemos, filha.” Concordou o homem, pegando a mão da esposa e indo com elas para a sala. “Aliás, eu trouxe algo para você.”

“O quê?”

“Olha ali.” Ele indicou o urso de pelúcia gigante na sala, no qual Eevee, o cachorrinho da família, já dormia. “Sua irmã já gostou do presente.”

“Um ursão!” A menina pulou do colo do pai, correndo até o presente. A cachorrinha acordou e correu para sua dona, que a abraçou e foi até o presente.

“Você realmente adora mimar ela, não é?” Perguntou Majo, abraçando o tronco do marido e recebendo um beijo na testa.

“Sempre que eu puder, minha linda.” Garantiu Cirilo, os dois encarando a filha. “Aliás, parabéns para você.”

“E por que, posso saber?”

“Há cinco anos, você se tornou oficialmente mãe.”

“E você se tornou oficialmente pai. Antes de mim, até. Porque eu estava lá, apagadona, e você estava cuidando da nossa princesa.” Maria sorriu, lhe dando um selinho.

“Negativo com negativo dá positivo, e egoísmo com egoísmo da bondade.” Ele citou o mantra de suas vidas, os dois sorrindo.

“Não, Cirilo... Amor, quando é puro, gera mais amor e coisas boas, apesar de tudo que tenta maculá-lo.” Declarou Maria Joaquina. “Vamos dormir?”

“Achei que a Emma queria comer...” Ele virou para a filha, vendo que ela havia dormido abraçada com o urso e a cachorrinha. “Ou não.”

“Sendo bem honesta, eu comi a noite toda com ela. Só o que eu quero é cair na cama por algumas horas, com vocês dois.” Confessou Majo, bocejando.

“Então vamos, amor...” Ele caminhou até o sofá e pegou a filha e a cachorrinha, reencontrando a esposa e subindo a escada, para mais um dia de sono em família.

 

~ Valéria, Davi, Sara, Liam e Ravi ~

Tinha cinco anos que eles não sabiam direito o que era dormir sozinho. Até podiam ir para a cama em dois, mas quase sempre acordavam em cinco. E aquele dia, com certeza, não era diferente.

Acordaram com Sara deitada por cima do pai, Liam largado de travessada entre os dois, e Ravi agarrado com a mãe. Se encararam e sorriram um para o outro.

“Bom dia, Valerinha.”

“Bom dia, Davizinho.”

“Você consegue se mexer?”

“Mais ou menos... O Ravi está com as pernas enroscadas na minha.”

“A Sara está nas minhas costas, não consigo me virar sem derrubar ela.” Acabaram rindo um para o outro. “Acha que eles demoram para acordar?”

“Não... Já acordei.” Liam bocejou, causando risos nos pais. “Sara, Ravi... Acorda, seus preguiçosos.”

“Liam, olha como fala com seus irmãos.” Bronqueou o pai.

“É, bobão... Hoje é nosso aniversário, você não pode xingar a gente.”

“Mas você me xingou também, Sara!”

“Querem acordar no aniversário de vocês já ficando de castigo?” Questionou a mãe, vendo-os se calarem. Ela encarou Ravi, que ria. “Só você que se comporta, né amorzinho?”

“Porque ele não sabe falar direito, né?” Resmungou Liam, cheio de ciúme, se jogando sobre a mãe, com Sara logo atrás.

“Ciumentinhos. Aliás... Feliz aniversário, amores da mamãe.” Desejou a jornalista, beijando os três.

“Hey, todo mundo esqueceu do papai, é isso?” Reclamou Davi, vendo os filhos rirem. Eles se jogaram sobre ele, que usou o braço livre para puxar Ravi para o braço. “Feliz aniversários, anjinhos.”

“E onde estão os nossos presentes?” Questionou Sara, ficando de pé.

“Sara Ferreira Rabinovich, isso é pergunta que se faça?” Repreendeu a mãe.

“Ué, mas é verdade. Aniversário é dia de presente.” Liam se levantou com a irmã, sério.

“Presentes.” Concordou Ravi, animado.

“Pega para eles, amor.” Pediu Davi, rindo.

“Venham logo, seus danadinhos.” A jornalista se levantou, com os dois maiores a seguindo.

Davi se levantou com calma, ajudando Ravi a sair da cama e colocar os aparelhos, os dois caminhando sem pressa para sala. Sara e Liam não tiveram nenhum tipo de sequela e se desenvolviam bem, mas por motivos que nem os médicos podiam confirmar, Ravi apresentou muitas complicações após dois dias do nascimento. Ficou internado um mês a mais que os irmãos, tinha muitos problemas no desenvolvimento motor e cognitivo, e requeria muitos cuidados.

O pai já tinha escolhido deixar o trabalho após o nascimento dos três, e isso foi uma benção. Valéria trabalhava das 8h às 17h, e Liam e Sara iam para a escola à tarde. E nesse horário, Davi se dedicava totalmente para Ravi e tudo o que o filho necessitasse. E Valéria não era uma mãe relapsa, como a sogra havia afirmado certa vez. Sempre que Ravi tinha alguma consulta diferente, um novo começo de tratamento ou qualquer coisa assim, ela faltava no trabalho para acompanha-lo e poder se inteirar de tudo, para poder fazer sua parte em casa, quando chegava do trabalho.

A vida com três crianças não era fácil, nem de longe era simples, ainda mais com uma tendo necessidades especiais. Mas não existia nada no mundo que Valéria e Davi queriam mais do que os filhos, então enfrentavam todos os desafios que vinham com garra, determinação e o maior dos sorrisos no rosto.

“Olha, Ravi, nossos presentes.” Liam correu até o gêmeo idêntico, o apoiando e o ajudando a ir para a sala, debaixo dos olhares babões dos pais. “Sara, me ajuda a sentar ele.”

“Espera aí.” A menina largou seus presentes, apoiando o irmão até que ele estivesse sentado. “Toma, esse é seu.”

“Rasga?”

“Pode rasgar, é só puxar.” Concordou Liam, mostrando como fazia.

Valéria caminhou até o marido, o abraçando e recebendo um beijo carinhoso na testa. Não era fácil, mas valia muito a pena.

 

~ Final feliz ~

Lara corria pela lanchonete, agitada. Conferia pela décima vez se estava tudo no lugar, enquanto os pais a encaravam, gargalhando.

“Acho que trocaram ela e o Enzo na maternidade. Ela parece demais com a Marcelina.” Comentou Alicia, abraçada com o marido.

“Olha, eu não quero destrocar não, viu? O Enzo tá fazendo o Mário ter cabelos brancos muito cedo.” Brincou o Guerra, vendo que a porta se abria. “Falando no diabo...”

“Sei que você ama a gente, cara, não precisa deixar tão na cara.” Brincou Mário, vendo o filho e a sobrinha se abraçarem com força.

“Parabéns, Enzo!”

“Para você também, Lara! É nosso aniversário.” Os dois pulavam juntos, animados.

Por incrível que pudesse ser, a maior alegria dos nove era fazer aniversário no mesmo dia. Inclusive se gabavam disso para os colegas da escola, afinal, viviam uma situação extremamente rara e única.

“Ele também estava ansioso?” Perguntou Paulo, abraçando a irmã.

“Contando as horas. Nem para a festa, no sábado, ele estava assim.” Confessou Marcelina. “Tudo porque nós íamos comemorar aqui na lanchonete.”

“Sorte que hoje é segunda e ela não abre.” Riu Alicia, abraçando o sobrinho.

“E sorte que eu amo fazer lanches para os meus sobrinhos favoritos.” Jaime apareceu da cozinha, logo sendo abraçado por Enzo. “Hey, mais um aniversariante!”

“Hoje vai ter nove, tio!”

“Vocês me fazem ficar pobre com presentes.” Suspirou o Palilo, vendo os amigos rirem.

Não demorou para o local estar cheio. Os aniversariantes eram abraçados e paparicados por todos os presentes, que consistiam em seus avós e tios, além dos pais.

“Olha aquilo, gente, que amor.” Suspirou Margarida, vendo Lara e Luca ajudando Ravi a andar, com todo o grupinho ao lado.

“Eles têm tanta paciência, né?” Perguntou Laura, maravilhada.

“O Enzo fala que fica triste por o Ravi não conseguir fazer as mesmas coisas que ele, e que não acha certo eles irem brincar e deixar o amigo sozinho. Então, quando o Ravi está junto, eles procuram coisas que ele consiga fazer, para ele não se sentir de fora.” Contou Marcelina, toda coruja.

“A Nina invocou que vai criar pernas robóticas para ele.” Carmen negou com a cabeça, rindo.

“É realmente filha de um casal de nerds.” Aporrinhou Alicia.

“A verdade é que eles são um grupo de amigos mais unido até do que nós fomos, e serão por muito tempo.” Valéria decretou, emotiva. “Ai, gente, o dia de hoje me deixa uma manteiga.”

“Se fosse só você, nós dávamos um jeito. Mas chegou o dia do aniversário deles, eu fico sem estrutura.” Suspirou Maria Joaquina.

“Mamãe, nós podemos cortar o bolo?” Pediu Malu, animada.

“Acho que podemos, querida.” Carmen olhou o relógio. “Chama seu pai e seus tios, pode ser?”

Logo, as crianças estavam atrás do grande bolo, com seus nomes escritos na cobertura, e cercados por seus pais. Cantaram parabéns na mesma bagunça de sempre, gritando a cada um dos nomes, antes de apagarem a vela gigante de 5, todos juntos.

“Uhul, discurso.” Gritou Kokimoto, causando risos.

“Eu quero contar uma coisa.” Pediu Lara.

“Eu também.” Gritou Emma.

“Eu e a Malu também.” Avisou Nina.

“Eu vou ganhar um irmãozinho.” Gritaram os aniversariantes todos juntos, ficando chocados. “Vocês também?”

Atrás dos filhos, os casais se encaravam.

“É sacanagem, né?” Gargalhou Paulo.

“Nós resolvemos usar um embrião que tinha restado, e vingou.” Contou Valéria, embasbacada.

“No nosso caso, foi falta de camisinha mesmo. Mas dessa vez, intencional.” Mário deu de ombros.

“Quanto tempo?” Perguntou Jorge.

“8 semanas.” Disseram todas juntas, arregalando os olhos novamente, enquanto Jaime gargalhava entre os convidados.

“Ah, cara... Vai começar tudo de novo!” Profetizou o Palilo, vendo a discussão se formar no bolo entre os adultos, enquanto as crianças se abraçavam e comemoravam.

Fim?


Notas Finais


E, afinal, chegamos ao fim dessa jornada! Uma jornada que foi maravilhosa e deliciosa de viver e escrever, repleta de momento felizes e emocionantes! Deu um trabalho enorme escrever essa fic, eu precisei fazer muita pesquisa sobre gestação, cirurgia, parto, amamentação... Mas o resultado me deixou plenamente satisfeita e realizada!
Obrigada a todos e todas que estiveram comigo nesses três meses de fic, e espero que tenham gostado tanto quanto eu! Essa interrogação no FIM? foi só para causar mesmo, não vai ter segunda temporada!
Lara, Luca, Nina, Malu, Enzo, Emma, Sara, Ravi e Liam... Tia Waal amou escrever sobre vocês! Até porque, Lara, Luca e Liam são meus futuros filhos, então amei poder usar esses nomes HAHAHAHA Amor tem quatro letras, gente, e essa fic veio para eu mostrar isso!
Um grande beijo, e até um próxima oportunidade!


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