História A ladra das Lembranças perdidas - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Mistério, Original, Suspense
Exibições 5
Palavras 1.293
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Ps: Essa é a principal
Ps²: Em todos os caps, vou colocar a imagem de um personagem da história.

Capítulo 1 - O divórcio e o novo empréstimo


Fanfic / Fanfiction A ladra das Lembranças perdidas - Capítulo 1 - O divórcio e o novo empréstimo

-SAI DAQUI!- Ordenou minha mãe, enfurecida, quase não raciocinando- NUNCA MAIS QUERO VER A SUA CARA!

Eu cobri minhas orelhas com a mão para omitir um pouco do barulho, mas foi em vão.

-E EU A SUA!- Gritou de volta meu pai, igualmente furioso.

Um segundo de silêncio, mas não custou muito para o som porta fechado-se com força dar eco na casa.

Sai correndo de meu quarto, e após ver a situação de minha mãe, a abracei com cuidado, para não machuca-la.

Ela estava chorando, entrelaçando seus braços extremamente finos em sua barriga, como se estivesse fechado-se de tudo enquanto tentava usufruir de seu carinho próprio.

Não dissemos mais nem sequer uma palavra, não queria faze-la chorar mais e ela estava em péssimas condições até pra emitir um suspiro.

Hoje, meu pai atrasou-se um pouco para chegar em casa, mas quando voltou, estava com a cara do pecado.

Com a gravata do trabalho amarrotada, a camisa branca comum aberta, sem mostrar de sinais que os botões foram respeitados e o hálito de bebida, ele começou a inventar mil desculpas, todas inacreditáveis.

Pelo menos, até confessar os acontecimentos do dia no meio da briga, por impulso.

“-Eu tô cansado de você- Reclamou ele, cambaleando e cuspindo as palavras com desgosto- Esse corpo de pálido não dá satisfação pra homem nenhum nesse mundo.

-O que disse?- Ameçou minha mãe com raiva.

-Eu peguei um gostosa hoje, muito melhor que você- Apontou o dedo, e mostrou um sorriso abrangente em rosto”

Depois disso, a conversa durou até agora pouco, e o resultado de toda discussão não foi um dos melhores.

Provavelmente minha mãe já suspeitava que aquilo em sua relação não era amor, mas não isso que a preocupava, era em como me sustentar sem um parceiro para ajuda-la.

Seu trabalho como empregada não era um dos melhores, e ela mal conseguia pagar as contas com o seu salário, que era dado por pessoas ricas, porém egoístas.

Ela me mandou dormir um tempo mais tarde, disse que iria ficar bem e para não incomoda-la mais.

Decidi obedece-la para não diminuir mais seu orgulho.

Caminhei preocupada até a cama e deitei, fechei meus olhos e respirei fundo.

Eu sabia que o dia de amanhã não seria melhor.

***

Pela manhã, acordei desperta, porém não animada, por saber que o ânimo da minha mãe não havia melhorado.

Vesti uma calça rasgada, um tênis velho e una blusa escrito "I don't Give a sip" para ir a escola.

Claro, minhas roupas nem sempre ficavam limpas e bonitas como a das meninas de classe auta da escola, mas não Havia nada que eu pudesse fazer, e embora pudesse, não mudaria, pois já estou satisfeita com as minhas roupas atuais, as quais minha mãe compra com tanto carinho a mim.

Fui para a escola sem tomar café da manhã por falta de fome, mas não ouvi nenhuma reclamação por aquela que cuidava de mim.

Caminhei com a bolsa nas costas e uma expressão neutra, para não demonstrar ao mundo que estaria triste com o recente abalo emocional daquela que havia me carregado no ventre.

Ao chegar na escola, fui recebida por Katherine, que estava fazendo o mesmo de sempre:

Escrevendo xingamentos em outras línguas.

Se eu pudesse tentar adivinhar, chutaria que as línguas que ela brincava com as palavras eram francês, espanhol, português e japonês.

Como ela tinha uma mente boa para aprender novas línguas, usufruía do conhecimento para meios não confessionais.

Sabia que ela aprendeu a maioria desses palavriados pesquisando na internet, mas tinha certeza que Katherine obrigou Lizzie para ensinar-lhe os xingamentos em japonês, que que a mesma nasceu no local onde a língua é falada.

Sentei atrás da garota, que acenou de leve para mim.

Ela tinha cabelo rosa tingido, sempre acompanhado de penteados diferentes, por sua dona ter como hobby enfeitar-lo todos os dias, cada vez mais diferente e bonito. Seus olhos eram azuis escuros, quase negros, tão eletrizantes quanto um raio.

-Mano, que tédio- Reclamou ela bufando- Cadê o Sawyer? Ele tem chegado atrasado nesse dias e...- Katherine mordeu a língua ao perceber que o citado anteriormente havia entrado na sala de aula.

Sawyer era um dos meus melhores amigos, tinha cabelo liso castanho, com as laterais raspadas; Olhos verdes claros e sardas quase imperceptíveis no rosto.

Como sempre, ele usava sua corrente de por no pescoço costumeira, embora não tivesse significado algum até agora.

Ele caminhou até o meu lugar para me cumprimentar, me fazendo sorrir de lado para encoraja-lo.

-Oi, bom dia Marrie- Disse com um sorriso de canto de boca.

-Caralh...- Katherine novamente mordeu a língua, sabia que seria suspensa se tivesse esse linguajar na escola pela diretora- Caramba Sawyer, que demora da porr...- Era muito difícil para ela- Que demora! Por que isso?

-Agora sou obrigado a chegar cedo?- Desfez o sorriso anterior e revirou os olhos, já se retirando pela falta de paciência.

-Espera!- Chamou Katherine, segurando seu pulso- Idiota Hipócrita, Wren vai faltar, e apenas eu sei o motivo.

De repente, ele parecia mais convencido a ficar.

-O que você quer?- Perguntou ele com a voz rouca e irritada.

Ela deu um de seus sorrisos maldosos novamente, e soltou mais uma de suas típicas frases.

-Nada não, queria apenas uma desculpa para tirar seu tempo e te chamar de idiota Hipócrita- Comentou rindo- Deu certo.

Sawyer revirou os olhos mais uma vez e virou as costas, voltando ao seu lugar para esperar o professor.

Então, agora que ele havia saído, ela iria ficar sua atenção em minha.

-Recentemente, eu percebi que o Florest tá ficando cada vez mais Idiota- Notou ela, quando viu o citado passar pela porta- Será que eu consigo fazer ele soltar um palavrão?

-Katherine, você sabe que ele pode ser suspenso, né?- Lembrei-a tentando faze-la mudar de ideia, mas a mesma apenas deu um sorriso maldoso, indicando o efeito contrário.

-Claro que eu sei.

Ele virou-se para a frente para começar a gritar, mas foi detita pelo professor, que a olhou com apreensão assim que entrou pela porta.

-Pu...- Segurou a língua- Poxa vida, mas que cocô, vai se fu..- Aquilo realmente não era uma coisa fácil- Lascar.

Ela deu-me uma última trocada de olhares e sussurrou:

-Na próxima ele é suspenso.

-Tomara que não aconteça isso a você.

-Cala a boca e presta atenção na aula, Marie- E virou-se para frente, só pra disfarçar na frente do educador, para da-lo a entender que fui a causadora da conversa.

Essas eram uma das consequências de ser amiga de Katherine, ela não liga se você levar a culpa no lugar dela, embora as vezes demonstre um pouco de compaixão com perguntas constrangedoras nas horas vagas.

Entretanto, ela não era só um fruto podre, apenas não gostava de demonstrar afeto.

Era o jeito dela, ninguém poderia muda-la.

O professor deu a introdução de sempre e Ordenou aos alunos para abrirem os livros escolares nas páginas desejadas, e Alertou que depois da leitura das páginas, ele passaria um teste surpresa.

-Depois me perguntam por que eu o odeio- Comentou Katherine baixo, resmungando e abrindo o livro.

O dia passou-se rápido como páginas de um livro sendo lido por um leitor apressado e curipso, ou seja, em quase um piscar de olhos.

O dia foi comum, mas como disse Katherine, Wren faltou.

Junto a ele, Lizzie também fez o ato, o que muitas pessoas agradeceram ou reclamaram; diferente de Wren, que ninguém havia sentido falta fora Sawyer.

Eu não queria voltar ao meu lar, mas sabia que precisava dar forças para a minha mãe e ajudar no trabalho doméstico.

Cheguei em casa cedo, devido a minha preocupação, mas eu não era a única.

Assim que abri a porta, recebi um abraço apertado por parte da minha mãe, que chorava em meu ombro.

Embora eu não soubesse exatamente o motivo, devolvi o ato.

-Consegui uma fonte de renda- Informou ela, dando-me a entender que o choro não era de tristeza, e sim de felicidade- Finalmente vou poder cuidar da minha filhinha.

Fiquei feliz por era, mas ainda estava confusa.

Como uma empregada doméstica, com um salário extremamente baixo, pôde ter ficado tão confiante?

-Temos uma cafeteria, começamos a cuida-la amanhã mesmo.



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