História A Lei da Sobrevivência - Capítulo 18


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Categorias Eliza Taylor-Cotter, Elle Fanning, The Walking Dead
Personagens Aaron, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Elle Fanning, Enid, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Hershel Greene, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Personagens Originais, Rick Grimes, Tara Chambler
Exibições 58
Palavras 1.145
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VISH SPOILER ALERT NA CAPA ALERRTA

Capítulo 18 - "Infinito finito" - Cassandra


Fanfic / Fanfiction A Lei da Sobrevivência - Capítulo 18 - "Infinito finito" - Cassandra

Aquilo foi muito inesperado. Quer dizer, estávamos no meio de um caos, em perigo, expostos a uma situação ruim e ele me beija. Eu não sabia ao certo o que fazer, e o que movimentar. Célia uma vez me fez chupar uma laranja, como se fosse uma boca. Mas dois lábios não parecem uma laranja.

Deixei que Carl conduzisse aquela coisa toda.

Meu sangue fervia, principalmente quando ele me puxou com força, fazendo o espaço entre nossos corpos desaparecer. Sentia seu tórax contra meu corpo. Sentia suas pernas encostadas nas minhas. Seu peito que se movimentava depressa fazia uma pressão contra meu corpo.

E embora, parecia uma coisa concretizada, eterna e em loop, durou bem pouco. Logo ele me soltou, dando um beijo suave no canto da boca por fim. Ele desgrudou seu corpo do meu e tirou sua mão de meus cabelos, sem se embaraçar em meus fios cacheados. Instintivamente, abri meu punho que segurava sua camiseta, e soltei seu braço.

Eu não sabia como agir. Não sabia se falava algo, ou se ficava calada. Não sabia nem se era correto manter um contato visual no momento. Eu estava travada, olhando para o chão, mordendo a parte interna dos meus lábios, e coçando meu braço timidamente.

Carl colocou as mãos no bolso da calça jeans. Percebi que ele estava me observando, ainda estávamos muito próximos. Eu ainda conseguia sentir sua respiração bater em meu rosto, por mais fraca que seja. Ele deu uma risada tímida pelo nariz. Notei que ele se aproximava de novo. Sem tocar as mãos em mim, deu-me um beijo na testa. Mas um beijo diferente. Um beijo pesado, apertado, do tipo que arrepia a nuca e estremece o estômago.

Na nossa lateral, Michonne e mais algumas pessoas que eu não conhecia nos observavam meio sem entender. No meio do caos, dois adolescentes se beijando. Aquilo me deixou realmente envergonhada.

- ãhn, eu tenho algumas armas aqui. – Disse, mostrando as coisas que eu estava segurando, distribuí com quem podia e fiquei com meu revólver em mãos, e Carl com um pedaço de pau que eu não sei de onde diabos ele tirou aquela coisa.

Todos fomos na mesma direção, protegendo uns aos outros, e Carl dava um jeito de ficar colado a mim.

- Seu braço, Cass. – Ele se colocou em minha frente, entrelaçando sua mão a minha.

- Estou bem, sério. – abri um leve sorrisinho. Ele me olhou e parou por um segundo, senti que ele ia me beijar novamente, mas ainda bem, que ele não o fez. Ele apenas sorriu e passou sua mão em minha bochecha. Eu estava fervendo, meu rosto queimava ao seu toque meu corpo estremecia ao seu olhar. Isso tudo era novo demais para mim.

Logo encontramos com Rick, Daryl e outras pessoas que eu não conhecia, mas que provavelmente era do grupo de Rick.

Daryl me olhou surpreso, e fez um sinal de positivo para mim.

E em meio àquilo tudo, eu não via Célia. Todos já estavam reunidos, menos Célia, onde estaria ela?

Fomos em uma posição, todos juntos até a saída, matando os zumbis e pessoas que estavam ao nosso caminho. E então saímos depressa dali. Corremos até onde estavam enterradas nossas armas. Carl ainda segurava minha mão. Soltei-o para ajudar Rick a desenterrar a bolsa. E então, corremos mais até estarmos no meio do mato. Paramos um pouco para respirar.

- E Célia? Vocês a viram? – Perguntei. Rick mudou sua expressão para uma cara confusa.

- Como assim? Ela estava com você! – Disse ele, ajeitando sua postura e me olhando preocupado.

Olhei para Rick, e para todos os rostos dali, que estavam em dúvida. Então olhei para o chão. E senti minhas pernas fraquejarem. Desabando de joelhos ao sujo e embarrado.

- Oh não! – Exclamei, sentindo, pela primeira vez, desde o primeiro dia do apocalipse, meus olhos marejarem. Aquilo me gerou a maior sensação de desconfortável que já senti em toda minha vida.  – Oh Não! – Gritei novamente, deixando agora, minhas lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Todos me olhavam confusos, principalmente Rick, que parecia antes, ser impressionado com minha pose de durona. – Não, não! NÃO! – Gritei mais uma vez.

Carl abaixou-se, largando suas coisas ao chão, ele puxou-me para perto e eu desabei em seus braços, apertando forte sua camisa, enquanto a mesma encharcava com minhas lágrimas salgadas. Fiz força até com meu braço que estava com um buraco aberto, do tiro de raspão. A tensão fez o ferimento tornar a sangrar.

- Meu Deus do Céu! – Carl disse preocupado comigo, colocando sua mão no meu macucado, apertando forte para estancar. A dor daquilo pareceu ficar obsoleta, pois algo bem mais forte doía em mim. A dor de perder a única parte viva da qual eu ainda tinha.

Sempre disse que não vivia por mim mesma, pois esse mundo é uma merda, e não nos proporciona vontade de permanecer vivos. Eu vivia por ela, respirava por ela e lutava por ela. Ao mesmo tempo que vivíamos brigando, discutindo por coisas fúteis, e como ela me fazia ficar irritada, eu gostava disso, pois me lembrava o que é ser humano, o que é sentir algo de fato.

Mas agora, eu não queria sentir nada, eu queria apenas ela comigo. Sobrevivemos tão bem por tanto tempo, no meio de centenas de milhares de pessoas mortas-vivas que cambaleavam e sentiam fome de carne humana. E eu a perdi para um grupo de humanos. Humanos.

Nunca vou me perdoar, não devia ter me separado, podíamos ter agido juntas, unidas. Mas não, eu me separei, eu quis mais uma vez provar que não sou criança. Mas é só o que eu sou, uma mera garotinha perdida em meio às ruínas de um mundo que não existe mais. Juramos estar juntas no infinito. Porém, esse infinito mostrou-se finito. 

- Precisamos de algo para estancar o sangue, rápido! – Gritava uma moça com olhos claros, eu mal via seu rosto, minha visão estava totalmente embargada em função das lágrimas que afundavam meus olhos.

- Aqui. – Rick rasgou um pedaço da manga de sua blusa, vindo em minha direção e puxando meu braço com leveza, senti meus dedos se soltarem da camisa de Carl, que eu ainda agarrava com força. Senti a pressão do tecido sendo amarrado ao meu braço.

Meu corpo começou a fraquejar de tal forma que eu não tinha mais controle. As lágrimas ainda corriam, mas minha voz não saía mais.

Todos conversavam sobre algo que eu não prestava mais atenção. A única coisa que eu ouvia era a voz de Carl, pedindo para que eu ficasse acordada.

- Não dorme Cass, fica comigo, não dorme, não... – Foram as últimas coisas que eu ouvi, entonações de preocupação vindas da doce voz de Carl, no qual desmaiei sobre seus braços.

O mundo só é um lugar feliz quando se tem alguém para amar. E agora, eu não tenho mais. 


Notas Finais


CHOREI ESCREVENDO GENTE SÉRIO


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