História A lenda de Godshin - A ascensão de Clítio - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: ~, ~ManiacBlack e ~Pokemaniac97

Postado
Categorias Pokémon
Tags A Lenda De Godshin, Aldg, Drama, Interativa, Pesado, Pikachu, Pokémon, Pokémons, Romance, Sangrento, Yaoi, Yuri
Visualizações 60
Palavras 2.573
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Caros leitores, não pus os interativos nesse capítulo pois os meus planos consistem em colocá-los no próximo, devido ao fato de que Jason, Charlie e Silena estarão começando sua jornada. Se gostarem da fic, deixem seu favorito e seu comentário dando sua opinião,e críticas construtivas são sempre bem-vindas.

Capítulo 2 - A partida


Fanfic / Fanfiction A lenda de Godshin - A ascensão de Clítio - Interativa - Capítulo 2 - A partida

18/07/2009 - Aquacorde, região de Kalos.

 

É incrível como quatro anos podem passar rapidamente. Depois da noite em que me encontrei com Charlie e Silena, a primeira coisa que fizemos foi ir até o centro pokemon mais próximo (o de Aquacorde, no caso). Passamos a noite lá, eu me alimentei muito bem, recebi doses de glicose e de vitaminas nas quais eu estava com deficiência, confesso que a agulhada doeu mais do que eu esperava, mas a sensação de estar saudável era boa, ainda mais com Charlie e Silena me mimando. Eles compravam lanches, chocolates, conversavam muito comigo, me davam atenção durante o tempo em que fiquei internado, que foi um dia e meio.

Depois de recebida a minha alta, fomos até uma loja de suprimentos, onde Silena e Charlie compraram uma bolsa e uma pokedex nova para mim, além de comida enlatada, pacotinhos de suco em pó, barras energéticas, analgésicos, pokebolas, poções de cura para os pokemon, um rolo de cordas, dentre outros artigos essenciais para a nossa jornada. Logo quando chegamos à rota dois, encontramos o que viria a ser a minha primeira batalha. Um Fletchling nos encarava com curiosidade.


 

— É a sua hora de brilhar, Jason. — Disse Charlie, confiante.

Eu solto Fennekin pela primeira vez, e ele encara o outro pokemon com curiosidade. Fletchling, percebendo a ameaça, ele voou para cima de Fennekin, que, aguardando ordens minhas que não chegaram, recebeu uma bicada entre os olhos. Fletchling usou o peck contra Fennekin.

— Use o growl! — Eu ordenei, inseguro, conferindo os golpes de Fennekin.

Fennekin deu seu rosnado habitual, mas não pareceu afetar muito, pois Fletchling se adiantou na direção dele e o acertou com Tackle. Fennekin já estava cambaleante. Devia ser uma das primeiras batalhas daquele pokemon, mas eu ordenei novamente:

— Growl!

Fennekin repetiu o que fez da primeira vez, mas Fletchling usou o peck novamente e venceu Fennekin.

— Certo, deixe comigo. — Disse Charlie, se adiantando na minha frente, enquanto Fletchling começou a me fulminar com o olhar. — Heracross! — O pokemon besouro encarou o pokemon pássaro, estudando-o. — Close combat!

Heracross partiu rápido como um raio para cima de Fletchling e começou a espancar o pokemon pássaro, que foi vencido com facilidade. Charlie recolheu o seu pokemon e eu me senti envergonhado pela batalha desastrosa que tive. Silena pegava uma das poções de sua bolsa, uma amarela escrita “revive”. Ela disse para eu soltar Fennekin e começou a pingar a poção em sua boca.

— Jason, o growl serve para enfraquecer o ataque do oponente. — Disse ele, enquanto Silena colocava o revive na boca de Fennekin, que já começava a dar sinais de consciência. — Use… — Ele olhou junto comigo para a pokedex. — Use o scratch da próxima vez… Use golpes mais ofensivos, Jason.

Fennekin recobrou a sua consciência, deitado no colo de Silena, e olhou para mim com uma expressão triste.

— Ei, Fennekin. — Eu disse para meu pokemon. — Não foi culpa sua, sei que você deu o seu melhor e sei que pode melhorar mais ainda. — Disse para ele, enquanto acariciava a sua cabecinha amarela.

— Outra coisa, Jason — Disse Silena, enquanto guardava o revive em sua bolsa. — Lembre-se de ensinar evasivas para Fennekin. Ele pode ser muito ágil por ser pequeno, e com isso ter evasivas muito boas, e ele tomará menos dano.

 

Isso pareceu animá-lo, e ele se levantou e me lambeu. Seguimos viagem, paramos para comer, usando um pequeno fogareiro portátil para esquentar a comida enlatada. Rapidamente seguimos viagem, e apareceu um Bunnelby. Eu lutei usando os ensinamentos que Charlie e Silena me passaram, e eu o venci. Não tínhamos interesse em capturá-lo, então nós o deixamos estirado no meio do mato até ele se recuperar.

Depois de um tempo caminhando, Charlie disse:

— Treinador. — Ele sussurrou para Silena, apontando para um garoto que coletava frutas de uma árvore. — Eu ou você?

 

— Eu vou, tudo bem? — Perguntou Silena, segurando seu pulso e olhando-o profundamente para em seus olhos.

— Certo — Concordou Charlie, meio embasbacado.

Silena olhou para o jovem treinador e o desafiou com confiança. O garoto, que devia ter cerca de quatorze anos, soltou um Raticate e Silena soltou a sua Kirlia. Com muita facilidade ela o venceu, e pegou uma recompensa generosa em dinheiro.

— Está vendo, Jason? — Perguntou ela, enquanto dava o dinheiro para Charlie guardar. — Assim, estamos ganhando muito dinheiro. Você vai ser bom que nem nós, talvez até melhor, e se quiser vai conseguir vencer treinadores também e conseguiremos mais dinheiro ainda.

— Você ainda pergunta se eu quero? — Perguntei, maravilhado. — Vamos ficar ricos!                       

Charlie e Silena riram. Era um momento descontraído muito gostoso. O clima estava agradável.

Continuamos caminhando até escurecer. Quando escureceu, Charlie e Silena concordaram em fazer uma parada. Nos embrenhamos no meio da mata até acharmos uma clareira. Rapidamente Charlie tirou um retângulo pequeno com botãozinho vermelho. Ele pressionou o botão e, quase que instantaneamente, como se fosse mágica, o retângulo virou uma barraca que caberiam facilmente três pessoas. Dentro, possuía um forro muito fofo, lençóis e travesseiros. Nós nos deitamos, com um pouco de espaço separando as costas de Silena da minha, e dormimos como pedras.

Na manhã seguinte, acordei primeiro que os dois, levantei meu tronco e percebi que Charlie e Silena estavam abraçados. Silena possuia doze anos e Charlie quatorze, o que, para mim, era idade de namorar, mas eles não namoravam, mesmo parecendo muito namorados. Tomamos um café da manhã composto de café solúvel com leite em pó, pão com margarina e granola com mel, e seguimos viagem, rumo a achar mais batalhas para lucrarmos.

Com essa mesma rotina por dois anos, juntamos tanto dinheiro que conseguimos alugar uma casa em Aquacorde e ainda sobrava para vivermos com luxo. Nossos pokemons estavam tão  bem treinados que qualquer batalha vencíamos com facilidade. Nós esperávamos os treinadores virem nos desafiar em nossa casa, pois colocamos placas indicando batalhas e dando o caminho de casa. Mal parecia que dois anos antes eu apanhava de meu pai na nossa casa em Vaniville.

Alugamos uma casa grande com três quartos, quatro banheiros, cozinha e sala de estar em Aquacorde. Fennekin já tinha evoluído primeiro para Braixen, depois para Delphox. Ele estava fortíssimo, pois eu usava somente ele para batalhas, e vencia a grande maioria delas.  Charlie e Silena tinham seis pokemons cada. Por falar neles, no começo eles não dormiam juntos, era cada um em um quarto.



 

22/10/2011 - Aquacorde, região de Kalos

 

Agora, eles dormem juntos, e provavelmente rolam nus na cama toda noite, pois ela treme que é uma beleza e eu ouço gemidos de Silena de vez em quando. Agora, fazem dois anos que vivemos nessa casa. Estamos planejando começarmos uma jornada rumo ao estrelato, ou seja, ganhar as insígnias e, posteriormente, a Liga Kalos. Apesar de Charlie e Silena serem como irmãos para mim, eles me fizeram estudar durante todos esses anos. Eu tinha que estudar matemática, estratégias e geografia de Kalos, além dos treinos e lutas com outros treinadores.

Enfim, estávamos vivendo no luxo mas o nosso trabalho nunca terminava. Naquela noite em particular, estávamos traçando rotas alternativas que passavam por cidades com ginásios. Depois de conseguirmos as oito insígnias, competiríamos na Liga.

— Você precisa capturar mais pokemons, Jason. – Dizia Silena, vindo com o mesmo papo chato de sempre que eu odiava ouvir. — Só o Delphox não vai ganhar sempre.

— Você precisa parar de me pentelhar. Ele só tem quatro derrotas na vida toda. — Eu falei, bufando.

— Muito engraçado, mocinho. — Disse ela, enquanto Charlie chegava da cozinha com um pote grande de granola, mastigando ruidosamente.

— O que foi? — Perguntou Charlie, se sentando ao lado de Silena e falando de boca cheia, fazendo voar diversos pedaços de granola mastigada no rosto de Silena, o que a fez contorcer o rosto de nojo.

— Charles! — Ela só o chamava assim quando estava brava.  — Você não tem educação? Não fale com a boca cheia!

— Não. — Ele disse com um sorriso todo incrustado de granola. Eu cometo o erro de dar risada, e Charlie ri da minha risada, o que faz voar mais granola no rosto de Silena, que estava vermelha de tanta raiva.

Ele dá risada da granola que voou no rosto de Silena e ainda mais granola vai parar nas bochechas brancas dela, mas ele engole e aquilo acaba. Ela ainda estava mal humorada (ainda mais quando viu que eu estava sufocando o riso), quando Charlie volta a falar:

— Então, seguiremos massacrando os líderes de ginásio. No caminho, Jason vai capturar os pokemons que achar interessantes. — Disse ele, revisando o nosso plano todo enquanto Silena soltava seus cabelos de cor de caramelo. — E vai treiná-los batalhando com cada treinador que encontrarmos. Depois de vencidos todos, competiremos na liga. — Completou ele.

— Sim. – Confirmei.

Ficamos mais umas horas planejando outros detalhes, como: comida, poções, pokebolas, etc. Era quase meia noite, quando Silena diz:

— Já é hora de dormir. — Sentencia Silena. — Todos nós.

— Vai você. — Eu respondo. — Tenho onze anos, já posso decidir a hora de dormir.

— Ótimo. — Disse ela, mal humorada.

Eu bocejei e disse:

— Mas talvez agora seja uma boa hora para dormir.

Ela deu um sorrisinho, puxou a mão de Charlie que já estava quase dormindo sentado na cadeira e os dois vão ao seu quarto.

— Boa noite. Não façam barulho se forem fazer sexo. Amo vocês. — Digo para meus irmãos de consideração.

 

— Nós te amamos também. — Disse Charlie, enquanto eles entravam no quarto e trancavam a porta.

 

Eu vou ao meu quarto cinco minutos depois. Caminhei pelo corredor que levava da sala de estar até os quartos. Parei na frente da porta do meu quarto, que estava fechada. Quando encostei na maçaneta, sinto um arrepio horroroso na coluna. Uma sensação de que algo estava errado, eu sentia isso. Tentei afastar esses pensamentos, entrei no meu quarto e rapidamente acendi a luz.

Eu abri meu armário e peguei meu pijama, então fui até o banheiro. Entrei lá, acendi a luz que é refletida pelos azulejos azuis. Entrei no banho quente e comecei a higienizar meu corpo. Eu estava lavando minhas axilas quando escutei um barulho. Eu desliguei o chuveiro, pensando que era algo envolvendo Charlie e Silena. Mas não era. Uma música muito parecida com aquelas de igreja pentecostal de Arceus era tocada. Órgãos e violinos podiam ser escutados, e vozes cantando. Esse não era o gosto musical de Silena e muito menos de Charlie, mas conclui que eles deviam ter ligado a televisão do quarto em que eles estavam ou algo assim. Eu continuei um banho com a música assustadora tocando no fundo.

Quando terminei a ducha, a música misteriosamente parou. Foi tipo, no mesmo momento em que eu fechei o registro do chuveiro e a água parou de cair. Eu estranhei, mas concluí que Charlie e Silena deviam ter desligado a televisão para dormir ou para se pegar. Vesti meu pijama, escovei meus dentes, lavei meu rosto e fui para a cama. Meu quarto era razoavelmente grande, com uma beliche, um armário e uma televisão. Eu me posicionei na frente do interruptor, que ficava a cerca de dois metros da minha cama.

Em cima do interruptor, colada na parede por fitas, estava uma foto minha, de Charlie e Silena. Sorri ao lembrar dos velhos tempos e apaguei a luz. Quando eu apaguei a luz, olhei para a foto no escuro, percebo dois pontinhos brilhantes amarelos saindo dela. Acendi a luz novamente, e de onde vinham esses pontos luminosos eram meus olhos. Apaguei novamente a luz e os meus olhos na foto brilharam com uma luz amarela. Eu acendi a luz. Aquilo estava muito estranho.

Depois de ficar um tempo cogitando se eu estava louco, eu apaguei a luz novamente para ver se aquilo ia acontecer de novo, e graças a Arceus não aconteceu. Eu caminhei até a minha beliche, que estava vazia e coberta pelo lençol azul e parcialmente coberta pelo travesseiro branco. Subi na cama de cima, que era a que eu gostava de dormir. Enquanto eu estava deitado, com a luz apagada, eu senti um estranho sentimento crescendo lentamente no fundo da minha mente. Aqueles pontos amarelos nos meus olhos na foto, a música... Será que tudo estava relacionado?  Meus olhos pesaram e eu não resisti. Eu adormeci.

Quando eu acordei do nada de um sono profundo por qualquer motivo, demorei alguns segundos pra eu realmente entender o que estava acontecendo. A névoa do sono estava em meus olhos, mas alguma coisa tinha me acordado no meio da noite. Uma coisa estava se movendo, não havia dúvida disso. De início, eu não estava certo do que era, tudo estava quase completamente escuro, exceto pela fraca luz da rua que vinha da janela fechada.  Enquanto o meu sono ia se desfazendo lentamente, eu escutava um barulho, o som de algo se movendo no lençol da cama de baixo do beliche.

O som dos lençóis se movendo, no escuro, como se alguém que não conseguisse dormir estivesse tentando ficar confortável na cama de baixo. Eu fiquei deitado, incrédulo, tentando concluir que o som era a minha imaginação ou no máximo que Delphox tinha escapado da pokebola (ele vive fazendo isso), vindo dormir comigo e estava tentando achar uma posição confortável. Sim, tinha que ser isso.

Com esse pensamento, eu me virei para a parede, fechando os meus olhos com a esperança de que eu ia conseguir dormir de novo. Enquanto eu me movia, o barulho da cama de baixo cessou. Eu achei que tinha perturbado Delphox, mas então percebi que o visitante da cama de baixo era muito mais assustador que o meu pokemon tentando dormir. Era como se ele tivesse descoberto que eu tinha acordado, e descontente com a minha presença, o dorminhoco incomodado começou a se sacudir e virar violentamente, como uma pessoa tendo um ataque epiléptico. Eu conseguia ouvir o lençol se contorcendo, girando com uma velocidade crescente.

 

Meu medo apertou, não como o mal estar que tive quando acordei, mas agora potente e aterrorizante. Meu coração acelerou, batendo dolorosamente em meu peito e meus olhos entraram em pânico, procurando qualquer coisa naquele escuro absoluto que pudesse me tirar dali. E foi nessa hora que eu simplesmente gritei por instinto. Gritei por Charlie e Silena.

Eu consigui ouvir os passos vindos do outro lado da casa, mas quando eu comecei a respirar aliviado que meus amigos estavam vindo me salvar, o beliche começou a tremer violentamente, como em um terremoto, batendo contra a parede. Eu não queria pular do beliche com medo que a coisa me alcançasse e pegasse, me levando para a escuridão, então eu fiquei lá, com meus dedos brancos de tanto apertar o lençol em volta de mim. Eu esperei o que pareceu uma eternidade, mas a porta finalmente se abriu e eu deitei banhado em luz quando Charlie e Silena entram no quarto rapidamente acendendo a luz.

Pelo olhar  de horror no rosto dos dois, eles devem ter ouvido a cama sacudir. Eu chorei enquanto Silena me consolava, falando para eu levar um colchão e dormir com eles. Eu fiz isso, deitei no chão do quarto deles e levei alguns minutos para me acalmar e adormecer.

No dia seguinte, devido a esses acontecimentos esquisitos (eu contei para eles da música e dos meus olhos na foto, além de ter contado o que aconteceu quando eu acordei), decidimos pegar estrada e começar a nossa jornada. Arrumamos nossas malas, compramos suprimentos  e pegamos estrada, deixando a casa que tínhamos alugado e o que quer que tenha me aterrorizado para trás. Ou pelo menos era assim que pensávamos.

 


Notas Finais




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