História A lenda dos cristais - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Final Fantasy V
Tags Final Fantasy
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Palavras 2.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Finalmente a história começa. Aqui vou apresentar os personagens principais e espero que, para quem tenha jogado o jogo, de aquela sensação de nostalgia. As cenas não são totalmente fieis ao game, mas são fortemente inspiradas nele e espero que vocês gostem do resultado. Então, aproveitem e boa leitura!

Capítulo 2 - Capitulo I


Fanfic / Fanfiction A lenda dos cristais - Capítulo 2 - Capitulo I

Não havia nada para comer e o estomago de Burtz não ajudava muito lembrando-lhe isso o tempo todo. Estava no meio da floresta, ou, como lhe parecia, no meio do nada. Apenas arvores e arbustos ao seu redor (infelizmente nenhuma arvore frutífera). Sentado de cócoras na areia ele tentava matar o tedio cutucando as chamas de sua fogueira com um graveto. Burtz tinha dezoito anos de idade, um corpo atlético e um espirito aventureiro. Seus cabelos eram castanhos e ele vestia uma roupa simples, carregando uma trouxa apenas com e essencial. Vivia sem rumo, viajando pelo mundo, conhecendo pessoas, fazendo amigos e inimigos. Para ele não havia vida melhor.

 Naquele exato momento porem estava entediado e talvez por isso, e também pelo fato de viajar sem a companhia de nenhuma outra pessoa, começou a falar com seu chocobo.

- É Boco, eu sei o que esta pensando essa jornada não esta nada animada não é?

Boco era uma ave bípede de penugem amarela do tamanho aproximado de um cavalo. Embora vivessem em florestas os chocobos não eram agressivos e poderiam ser domados e utilizados como meio de transporte. Era comum que essas aves fossem usadas por viajantes, comerciantes e ate mesmo por cavaleiros. E era comum também que criadores tivessem vários deles e os vendessem a um bom preço.

Burtz era um andarilho e com certeza não poderia pagar um bom preço. Para sua sorte porem havia encontrado um filhote de Chocobo uma vez, a alguns anos atrás, o nomeara de Boco e o levara consigo em suas andanças pelo mundo. Boco então se tornara seu melhor, e ironicamente seu único, amigo. Os dois eram companheiros inseparáveis e naquela manhã estavam sentados ao redor de uma fogueira lamentando sua falta de sorte de não terem o que comer.

- Mas uma jornada não é sempre animada, as vezes ela é só... chata – disse olhando para o fogo e não para o animal que inclinou sua cabeça levemente.

O plano de Burtz era de chegar a uma cidade o quanto antes, aonde poderia ir a uma taverna e saber das novidades com os viajantes. Poderia beber um pouco, talvez encontrasse alguma moça interessante, porque não? Isso com certeza acabaria com seu tedio.

Infelizmente porem a floresta não era segura. Estava repleta de goblins, criaturinhas pequenas, mas astuciosas e traiçoeiras que roubavam qualquer coisa que colocassem os olhos. Burtz odiava goblins, eles eram rápidos e sumiam tão depressa que se um pegasse algo seu provavelmente você nunca recuperaria o objeto. Burtz já havia sido roubado tantas vezes por aquelas criaturas que já havia perdido a conta.

Devido aos goblins era preciso se mover com cuidado nas florestas, e por causa desse cuidado o avanço era sempre mais lento. Burtz esperava poder chegar a uma cidade logo, e se tivesse sorte chegaria em um ou dois dias.

            - Eu queria que algo acontecesse... – disse entediado, quase desejava um ataque de goblins para lhe tirar a monotonia – sabe Boco eu sei que as coisas não vão cair do céu, mas...

            Mas a frase nunca foi terminada, um estrondo enorme e um tremor de terra agitaram toda a floresta. Boco se levantou assustado e Burtz caiu no chão de tanto susto. Aves voaram todas ao mesmo tempo, deixando a segurança de seus ninhos.

            Burtz se levantou com pressa, com uma revigorada e talvez não aconselhável, empolgação em seu rosto. Normalmente quando alguém sente um tremor assim vai para longe, mas Burtz era um aventureiro e como tal flertava com o perigo. Boco não era diferente. O animal moveu as patas para jogar areia na fogueira, apagando-a e deixou que seu amigo monta-se nele.

            - Vamos Boco!! Rapido!!!

            O chocobo moveu-se rapidamente. Chocobos são realmente rápidos e em pouco tempo eles atravessaram uma grande parte da floresta. Não foi preciso andar muito porem para descobrir os sinais do que quer que houvesse causado aquele estrondo. Varias arvores haviam sido derrubadas. O caminho estava difícil de se locomover por isso Burtz pediu para que Boco parasse. Ele desceu do animal.

            - Me espere aqui amigo, volto logo.

            Boco piou em tom de preocupação, e Burtz apenas sorriu acalmando seu amigo e então seguiu sozinho. Não tinha medo do que pudesse surgir, Burtz tinha uma espada presa as costas e não lhe faltava habilidade ou experiencia para usa-la.

            Então ele ouviu um grito e correu na direção do som. Encontrou uma garota caída no chão com um pequeno grupo de goblins ao redor dela, três ou quatro. A garota se debatia desesperada tentando se levantar e chutar os goblins, mas as criaturas agarravam suas pernas e braços e tentavam carrega-la floresta a dentro. Apesar da resistência da moça os gobins estavam tendo êxito e conseguiam domina-la.

            - Saiam dai criaturas imundas!!! – gritou Burtz sacando sua espada e correndo na direção aos goblins.

            Os goblins não são criaturas muito ameaçadoras, pelo menos se pensarmos de forma pratica. São pequenos, medindo cerca de um metro a um metro e vinte, possuem pés curtos e pele marrom escura, embora hajam variações de cor. A natureza não foi generosa com eles, são fracos e a inteligência não compensa, até porque o forte deles com certeza não é a inteligência. Como não são inventivos e inteligentes para criar objetos, mesmo os mais simples, vivem do roubo e por isso habitam as florestas esperando viajantes desavisados para furtar-lhes tudo que tiverem.

Os goblins olharam para Burtz correndo, depois para a garota que se debatia em seus braços.

            - Corram!!! – gritou o líder dos goblins ou talvez fosse apenas o mais inteligente deles por ter chegado primeiro a conclusão de que não poderiam lutar enquanto carregavam uma refém.

            E eles correram, largaram a moça no chão e sumiram entre os arbustos da floresta. Burtz sentiu-se tentado a ir atrás deles, de tanto que os odiava, mas estava mais preocupado com a moça. Ficou em pé ao seu lado e ajudou-a a se levantar, depois guardou a espada e perguntou se estava tudo bem.

            - Sim, sim... obrigada – a moça vestia botas simples e tunica laranja simples que deixava os seus braços a mostra. Era jovem, talvez da mesma idade que ele. Tinha um corpo delicado e cabelos cor de rosa. Estava ainda muito assustada pelo acontecido e precisou de alguns segundos para se recompor.

            - Eles te machucaram? – perguntou preocupado.

            A moça limpou a sujeita de suas roupas, respirou fundo e olhou para Burtz, depois conseguiu dar um sorriso de agradecimento.

            - Estou bem. Na verdade eu estava bem ate ter esse tremor de terra e então vieram esses golbins todos de uma vez! – Burtz achou engraçado como a voz da moça passou de gratidão para indignação, ele achou que ela com certeza não estava acostumada a viajar porque esse tipo de coisa acontecia o tempo todo.

            - Eles são umas pestes esses goblins mesmo, por isso sempre aparecem em bando. A proposito me chamo Burtz e você? – perguntou estendendo a mão. Não conhecia a moça, mas a repulsa por goblins já era algo que sabia terem em comum.

            A moça deixou sua indignação de lado e apertou a mão de Burtz.

            - Me chamo Lenna... – ela fez uma pausa pensativa e olhou ao redor um pouco confusa – a proposito, Burtz, você sabe se estamos perto do santuário do vento?

            Era uma pergunta engraçada porque eles não estavam nem um pouco perto do santuário do vento, Burtz ia dizer isso quando um gemido chamou a atenção dele e de Lenna.

            - O que foi isso? Será que mais alguém foi atacado pelos goblins? – perguntou Burtz.

            - Acho que deve ter ficado desnorteado devido a queda do meteoro – respondeu Lenna olhando para uma direção. Quando Burtz fez o mesmo percebeu espantado que havia um enorme meteoro caído ali perto. A pedra era gigantesca, maior do que uma casa, e ele se sentiu um idiota por não ter percebido aquilo antes.

            Burtz estivera tão preocupado com Lenna e os goblins que nem havia percebido aquela pedra gigante, mas tudo fazia sentido, havia sido a queda do meteoro que causara todo aquele tremor.

            - Eu o vi caindo do céu na minha direção – explicou ela - graças a deus não me esmagou... se eu estivesse a alguns metros adiante... – disse dando um suspiro preocupada.

            O gemido se repetiu e os dois foram atrás do som. Logo encontraram um senhor de meia idade caído. Apesar da idade ele parecia robusto e vigoroso, vestia uma roupa amarela e possuía um cabelo grisalho e barba da mesma cor. Burtz estava começando a achar que resgatar pessoas parecia ter se tornado a moda do dia.

            Lenna correu até o homem para ajuda-lo e Burtz fez o mesmo em seguida. O homem estava desnorteado, mas depois de alguns minutos acordou, parecia confuso e perdido. Ele sentou-se no chão colocando a mão na cabeça.

            - O senhor esta bem? – perguntou Lenna de forma delicada colocando a mão no ombro do idoso – aonde o senhor mora? É perto daqui?

            O homem continuava com a mão na cabeça e parecia não ter ouvido Lenna, ela já ia repetir a pergunta quando ele respondeu com uma voz cansada.

            - Não lembro... aonde estou?

            No meio do nada, era o que Burtz queria dizer, mas Lenna foi mais gentil e deu uma resposta melhor.

            - O senhor está a algumas léguas do reino de Tycon.

            O nome não pareceu despertar nenhum interesse nele e o senhor olhou ainda confuso e aturdido para os dois.

            - Eu me chamo Burtz e esta é Lenna. Como se chama?

            - Não lembro... eu... não consigo em lembrar...

            Lenna e Burtz o olharam confusos, a garota puxou Burtz para um canto e falou-lhe em voz baixa.

            - Ele esta com amnesia, deve ter batido com a cabeça devido ao tremor...

            - Sim, mas o que fazemos com ele? Não pudemos deixa-lo aqui.

            - Galuf! – disse o homem com êxtase, os dois o olharam confusos e ele explicou – meu nome, é Galuf, agora me lembro.

            Lenna disse que ele ficaria bem e que se havia lembrado o nome com o tempo o resto de suas memorias voltariam. Burtz disse que ele deveria ter cuidado pois era perigoso para um homem de sua idade viajar sozinho mas Galuf sorriu e disse de forma energética.

            - Eu posso me cuidar acredite!

            Foi estranho ate para ele dizer isso, era como se por instinto Galuf soubesse de algo, de que não era tão indefeso apesar da idade. Burtz levou os dois ate Boco e disse que deveria continuar com sua viagem. Lenna então lembrou-se de que também tinha um lugar para ir.

            - Verdade, preciso ir ao santuário do vento depressa.

            Galuf deu um salto ao ouvir aquele nome, como se tivesse sido atingido por um raio.

            - Santuário do vento é isso! Eu preciso ir para lá, tenho certeza que tenho um forte motivo para ir para esse lugar!

            Lenna então o convidou a ir com ele, afinal era sempre bom ter companhia. Os dois então se prepararam para partir. Burtz havia achado Lenna interessante, e Galuf era do tipo de pessoa carismática que era fácil gostar, mas ele tinha que seguir em sua viagem e se despediu dos dois.

            - Dizem que é um lugar bonito o santuário do vento, mas é um lugar muito antigo então tenham cuidado ok? Podem haver perigos ali muito piores que goblins.

            - Você fala como se goblins fossem um perigo – retrucou Galuf com bom humor – quem teria medo daqueles duendezinhos?

            Burtz trocou um olhar com Lenna que ficou vermelha devido ao que aconteceu. Como para se justificar a garota mostrou uma espada que estava presa a sua cintura.

            - Não tem problemas, sei me defender.

            Burtz não tinha muita certeza disso, mas estava mais intrigado com a qualidade da arma. Era uma espada sutil, decorada com ouro e uma esmeralda. Não era o tipo de coisa que se encontrasse por ai. Ele se surpreendeu por os goblins não terem conseguido roubar isso dela.

            - Hmmm... se você diz. Então, boa viagem aos dois.

            Galuf apertou a mão de Burtz e agradeceu. Lenna se aproximou e ficou encarando o amigo, havia criado uma simpatia por ele, algo em Burtz lhe inspirava confiança. Ela segurou a mão dele com as duas mãos e sorriu tímida.

            - Você vai para algum lugar em especifico?

            - Não, o bom de viajar pelo mundo é exatamente isso.

            Ela apertou um pouco mais firme na mão de Burtz, precisou reunir um pouco de coragem para dizer o que diria a seguir.

            - Porque não vem conosco então? Sei que parece estranho, acabamos de nos conhecer, mas acredite eu não vou ao santuário do vento a passeio. Algo esta acontecendo e o meu... – ela ia dizer algo, mas hesitou – meu rei, foi verificar e não mais voltou.

            - Seu rei?

            - Lorde Tyrell, rei de Tycon – explicou Lenna, havia preocupação sincera em seus olhos – o vento esta perdendo a força, algo aconteceu com o cristal e por isso minha majestade foi ate lá, mas ele não deu noticias e estou preocupada por isso estou indo pessoalmente lá. Eu ficaria feliz se você viesse comigo também Burtz, tenho certeza que sua ajuda será útil e será recompensado além do mais... – ela corou um pouco antes de prosseguir – eu simpatizei com você, gostaria muito de que viajássemos juntos.

            Burtz refletiu sobre aquilo tudo. Sabia que algo estava errado com o vento embora não lhe tivesse passado na cabeça ir ao santuário averiguar. O santuário era um local sagrado e barrado a entrada da maioria das pessoas. Além do mais o que ele poderia fazer? Era um andarilho e nada mais.

            Mesmo assim um andarilho ia atrás de aventuras e tesouros certo? Ir ao santuário do vento com certeza seria uma grande aventura, e Lenna havia falado em recompensa então teria seus tesouros também. Além do mais Burtz havia simpatizado com Galuf e com Lenna também. Viajar apenas com Boco era bom, mas muitas vezes era solitário.

            - Ok Lenna, vamos ao santuário do vento juntos – e ao dizer isso a garota abriu um largo sorriso.

            E assim três estranhos se uniam em prol de um único objetivo. Burtz achou aquilo engraçado, havia conseguido companheiros de viagem por puro acaso. Talvez os três se separassem depois do santuário do vento, talvez fortes amizades fossem forjadas entre eles. Burtz não sabia, aquilo só o futuro diria. Mas ele não pensava no futuro, não planejava sua vida, deixava que os ventos do destino guiassem seus passos e como os ventos haviam parado ele iria com seus próprios pés ao santuário do vento e descobriria o porque.


Notas Finais


Então o que acharam?? Espero que não tenha ficado monotono porque acho que o começo é assim mesmo, no decorrer a história vai ficando melhor ;). Comentarios são sempre bem vindos!


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