História A lenda dos cristais - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Final Fantasy V
Tags Final Fantasy
Visualizações 4
Palavras 3.524
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capitulo! Tenho que admitir que por cada capitulo mostrar apenas uma cena da história eu provavelmente demorarei muito para terminar essa fanfic (isso se terminar), mas espero conseguir ao menos acabar a "primeira temporada", quem jogou o jogo sabe a que me refiro.

É isso, espero que gostem da leitura e para os que estejam curtindo a fic talvez ate de vontade de jogar o jogo de novo hein? rsrs

Capítulo 3 - Capitulo II


Fanfic / Fanfiction A lenda dos cristais - Capítulo 3 - Capitulo II

- Dormir sob as estrelas é tão bonito... você tem sorte de ter noites assim sempre Burtz – disse Lenna admirando o céu estrelado. O grupo havia caminhado o dia inteiro e agora haviam parado para descansar. Estavam sentados em uma clareira e ao redor de uma acolhedora fogueira se aqueciam.

- Esse é o problema Lenna “sempre”, se fosse uma vez ou outra seria uma maravilha, mas dormir o tempo todo aqui é horrível. Tem os goblins, o frio, os mosquitos, os ladrões, sem falar que uma cama e muito mais confortável que a grama. Não que eu me importe de dormir na grama, mas uma cama é bem melhor.

Lenna cogitou tudo isso, mas mesmo assim ainda estava amando estar ao ar livre. Boco havia gostado muito dela e as vezes dava bicadas carinhosas em seus ombros. A ideia de viajar era nova para ela, de uma forma que a deixava temerosa e excitada ao mesmo tempo. Vivera a vida inteira no castelo de Tycon sob a proteção de seu pai, das amas e dos soldados. Gostava de seu lar claro, mas a sensação de liberdade era nova e ela aprendera que estava gostando daquilo.

- Burtz porque você se tornou um andarilho? Não sente saudades de casa? – perguntou curiosa, ela queria saber mais sobre os seus companheiros de viagem. Como Galuf não sabia nada sobre si mesmo restava-lhe perguntar a Burtz.

Burtz pensou por alguns instantes antes de responder.

- Não a nada que me prenda a minha casa Lenna. Minha mãe morreu de doença quando eu era muito jovem e meu pai... – sua expressão ficou triste e ela pensou que ele não diria mais nada, mas depois de uma longa pausa ele prosseguiu – meu pai sumiu pelo mundo em alguma jornada. Esperei por ele por anos, mas ele nunca voltou.

Lenna o olhou com pena, sua mãe também havia morrido quando ela era pequena e seu pai partira. Lenna sentiu um aperto forte no peito temendo que nunca mais fosse velo novamente. Sentiu uma vontade enorme de chorar, mas conseguiu conter as lagrimas.

- Então foi por isso que se tornou um andarilho? Para ir atrás de seu pai? – perguntou triste. Não estava gostando do rumo daquela conversa, mas sentiu que era necessário conversar sobre isso.

Burtz jogou um graveto nas chamas para atiça-las e depois respondeu com um sorriso torto.

- Sim, ao menos foi assim de inicio. Eu procurei muito pelo meu pai, mas depois... depois eu percebi que o mundo era lindo e cheio de coisas maravilhosas e passei a viajar apenas pelo meu prazer. Conhecer pessoas novas, enfrentar monstros, aprender diversas coisas – ele riu – você não tem ideia da quantidade de coisas que aprendi. Um velho em Worus me ensinou sobre plantas venenosas e um soldado me ensinou a melhor forma de amolar a lamina de uma espada. Aprendi muitas outras cosias também, nem todas muito uteis admito!

Lenna percebeu que haviam palavras que ele não havia dito. Que na verdade Burtz havia percebido, em algum momento de sua viagem, que seu pai não mais voltaria. Ele havia desviado o assunto, falado com humor do que aprendera, mas ela percebeu que fizera isso porque não queria falar de seu pai. Lenna queria perguntar sobre isso, mas achou que seria indelicado. Afinal como ela poderia perguntar sobre o passado de seu amigo se ela mesma mentira sobre o seu? No final das contas Galuf era o mais sincero daquele grupo afinal ele nada tinha a esconder.

Galuf estava dormindo um sono pesado. Ela olhou para ele com curiosidade e percebeu que Burtz fazia o mesmo.

- Qual você acha que é a história dele? – perguntou Burtz.

- Eu não sei... talvez ele seja um ferreiro.

Burtz riu e ela olhou-o indignada. Não achava que seu palpite havia sido ruim.

- Ah e o que você acha espertinho? Tem uma hipótese melhor? - ´perguntou em um tom de diversão.

Burtz estava esperando por aquela pergunta pois já tinha a resposta na ponta da língua.

- Aposto que ele era um comerciante que viajava muito por causa de seus negócios. Se casou uma vez mas a mulher o deixou então ele ficou desgostoso com a vida, entrou para o exercito aos vinte e oito anos...

- Espere ai! Espere ai!! – interrompeu Lenna impressionada com o absurdo – de onde você esta tirando tanta informação?! Você esta inventando tudo como se a história dele fosse um livro em branco!!!

- Concordo! – Galuf se sentou rindo. Os outros dois levaram um susto pois juravam que ele estava dormindo pesado – se alguém vai ficar inventando minha história que seja eu – ele riu de novo e então cruzou os braços pensativo – bem, vamos começar. Eu era um nobre, conheci minha esposa aos vinte anos ela era a filha de um duque. Nos casamos em uma linda festa... ah sim, como foi linda! – disse fingindo um tom sonhador.

- Não devia ser muito inteligente se casou-se com você – disse Burtz cheio de malicia e ele e Lenna caíram na risada.

- Ah, mas é inteligente sim, e muito bonita não tanto como a nossa Lenna mas mesmo assim muito bonita.

Lenna corou e entrou na brincadeira perguntando como ele e sua esposa haviam se conhecido. Galuf pintou seu passado com histórias mirabolantes e onde não podia exagerar mais Burtz inventava mais detalhes absurdos e assim os três ficaram conversando ate altas horas da noite, depois de muito falarem do passado começaram a conversar sobre o futuro. Burtz revelou que gostaria de se tornar um grande guerreiro e descobrir algum grande segredo, uma civilização perdida ou algo do tipo. Galuf como não lembrava de nada disse que queria do futuro conhecer o mundo e as belezas que ele tinha a oferecer, e ainda completou, em tom animado que ainda era jovem e esperava sim encontrar uma mulher. Lenna por sua vez disse que esperava que no futuro as relações entre os três grandes reinos Tycon, Worus  e Karmak fosse mais amistosa e que não houvessem tantas guerras.

Eles dormiram muito tarde e acordaram no dia seguinte com Boco fazendo muito barulho e bicando-os para que despertassem. O chocobo havia sido o único que dormira cedo e por isso queria logo voltar a viagem enquanto os outros ainda estavam mais dormindo que acordados.

Após muito protesto os três se levantaram e seguiram viagem. Seguiram viajam a manha e a tarde inteira e não tiveram muitas surpresas. Quando chegou a noite o grupo se deparou com uma caverna. Os três queriam entrar, mas Boco odiava lugares fechados, tinha um verdadeiro pavor e não adentrou na caverna por mais que Burtz insistisse.

Vencido pelo cansaço Burtz pediu que seu amigo ficasse do lado de fora enquanto ele, Lenna e Galuf averiguariam o local. Ele prometeu ao chocobo que logo voltaria e depois de um longo abraços dos dois eles entraram.

A caverna estava muito escura e era difícil se m sem tropeçar em uma pedra ou escorregar em uma poça d´agua. Havia alguns morcegos ali o que fez Lenna ficar apavorada e agarrar Burtz com força procurando proteção. Ele aceitou o abraço e andou junto dela para faze-la se sentir mais segura, mas, em seu íntimo, perguntou-se, novamente, se a garota sabia mesmo se defender.

- Não era para ter goblins aqui também? – observou Galuf, e essa pergunta fazia muito sentido. Os goblins andavam pela floresta e ficavam ali para roubar humanos, mas normalmente faziam das cavernas suas moradas. Era estranho não terem visto nenhum goblin ainda e o grupo já estava na caverna a mais de vinte minutos.

- Era... e estou com um mal pressentimento por não estar vendo nenhum aqui – respondeu Burtz olhando com cautela para os lados – me faz suspeitar que se eles não estão por aqui é porque tem algo ainda pior vivendo nesta caverna.

- É... espero que não passem de suspeitas – disse Galuf em um tom serio e sombrio. Para Burtz pareceu que Galuf era alguém experiente em batalhas. A forma cautelosa como o homem andava e olhava para os lados o fazia pensar isso. Talvez sua história de que ele fora um soldado não estivesse longe da verdade.

O grupo andou mais um pouco. Burtz observou que havia rastros que indicavam que a caverna não estava abandonada e ia falar aos demais, mas não foi necessário pois, como se para confirmar o que ele acabara de descobrir, eles ouviram passos e se esconderam atrás de uma pedra.

Um homem cambaleava cantarolando uma cantiga sobre saquear e lutar. O grupo percebeu duas coisas, primeiro que era um pirata devido as suas roupas e a espada presa a cintura e a segunda... ele estava completamente bêbado.

- Otimo, piratas... odeio piratas – disse Burtz com desdém e Lenna começou a perceber que haviam muitas coisas que Burtz não gostava. Ela queria saber se havia algo que ele gostava pois ele vivia dizendo que viajava para ver as belezas do mundo.

- Piratas sempre andam em bandos, se um deles esta aqui deve ter mais uma dúzia, precisamos sair imediatamente – respondeu Galuf, os dois falavam aos sussurros.

- Não, isso é bom! – o rosto de Lenna se iluminou como um cientista ao ter uma grande ideia.

- Desculpe Lenna, mas desde quando piratas é bom? Na melhor das hipóteses eles vão nos roubar e na pior eles...

- Você não entende Burtz? – ela o cortou, ainda empolgada – piratas tem navios e com um navio poderemos chegar ao santuário do vento em pouco tempo!

O pensamento fazia sentido, mas Burtz ainda não conseguia imaginar como iriam derrotar um bando de piratas e roubar seu barco.

- Vamos segui-lo – disse Lenna pois o pirata já estava sumindo de vista e a caverna era um emaranhado de caminhos confusos.

Nem Galuf nem Burtz achavam aquela uma boa ideia, mas não tinham coragem de deixar Lenna fazer aquilo sozinha pois a garota avançou e seguia o pirata em segredo. Mesmo a contragosto os outros dois fizeram o mesmo.

O pirata andou pela caverna cantando completamente embriagado. Andava quase caindo de tão bêbado que estava e os três estavam começando a pensar que era apenas um bêbado perdido. O homem entrou em uma ala diferente da caverna, uma galeria. As paredes estavam adornadas com bandeiras piratas e havia mesas de madeira e bancos ali. Haviam barris de rum também e caixas com ouro, joias e outros espólios. O local tinha algumas portas o que sugeria que haviam cômodos ali. Os cômodos poderiam ser depoistos ou dormitórios, ele não sabia. Mas independente do que houvesse nos cômodos era claro que aquela caverna não era um abrigo temporária e sim uma base regular usada pelos piratas.

O local era uma maravilha, com a exceção de que estava repleto de outros piratas, inúmeros deles. Burtz tentou conta-los e chegou ate vinte e dois. Mesmo que estivesse errado e fossem menos não poderiam ser derrotados por apenas três pessoas, e Burtz ainda não acreditava de que Lenna poderia ser útil em batalha por mais que ela exibisse aquela espada bonita na cintura.

Os piratas estavam sentados bebendo, cantando, jogando cartas e alguns ate brigando. Um pequeno numero, dois ou três, já muito afetados pelo álcool dormiam pesado no chão.

- Não precisamos lutar contra eles – disse Lenna. O grupo estava escondido observando os piratas a uma distancia segura – vamos deixar que eles fiquem tontos de tanto beber e caiam no sono. Depois roubamos o navio e pronto!

O plano era perfeito, na teoria, mas Burtz duvidava que pudesse funcionar e imaginava que o mais provável é que eles acabassem mortos e que Lenna fosse violentada antes disso. Afinal era isso que eles faziam: roubar, matar e violar mulheres.

- Você acha mesmo que todos eles vão desmaiar de tanto beber? – perguntou Burtz sem esconder o sarcasmo na voz – com certeza deve ter alguns que ficarão sóbrios pois estarão de vigília.

O argumento de Burtz era logico, mas nenhum dos piratas parecia sóbrio, pelo contrario, parecia que eles disputavam para ver quem ficava bêbado mais rápido. Galuf não poupou um comentário cheio de humor.

- Seja lá quem ficou de vigília, acho que ninguém avisou a ele porque, pelos deuses, duvido que estes homens consigam andar em linha reta por dois metros!

E era verdade estavam todos muito bêbados. Parecia sorte demais, e Burtz começou a acreditar que o plano de Lenna daria mesmo certo. Eles não precisaram esperar muito mais do que uma hora para todos os piratas caírem no sono. Andaram cautelosamente para não acordar ninguém. Burtz teve que se controlar para não pegar nada do tesouro dos piratas, para não fazer barulho. Galuf e Lenna pareciam não se importar tanto com o tesouro, Lenna em especial nem lhe deu interesse.

O grupo passou pelos piratas com sucesso e seguiram um caminho na caverna que parecia ter algo a frente, provavelmente o barco ao qual eles procuravam.

No caminho eles se deparam com um pirata que estava quase, dormindo, mas ele ainda estava acordado e quando viu três pessoas estranhas ali sacou sua espada. Burtz ia fazer o mesmo, mas Lenna foi mais rápida puxando sua arma e se colocando na frente do inimigo. Como o caminho era um corredor estreito só havia espaço para uma pessoa por vez. Burtz temeu pela vida de Lenna, mas a garota moveu sua espada rapidamente, com o primeiro movimento desviou o golpe do inimigo e com o segundo desarmou-o, Burtz ficou surpresa, havia uma graça e estilo naquele jeito de manejar uma espada.

- Aonde esta o barco de vocês? – perguntou Lenna colocando a lamina na garganta do pirata.

- Não acha que aqui é perigoso para você mocinha? – zombou o pirata, mesmo desarmado e com uma espada pronta para decapta-lo ele não tinha muito medo. Ou era muito corajoso ou simplesmente não acreditava que uma moça delicada como Lenna iria realmente mata-lo. Talvez os dois, mas Burtz suspeitava que era a segunda opção.

- Com licença Lenna – Galuf tomou o lugar de Lenna e apontou seu machado na direção do pirata. Ele tinha aquele machado consigo desde que acordou, mas não havia tido oportunidade para descobrir se sabia mesmo maneja-lo. Agora essa oportunidade havia surgido – então meu amigo, porque não responde a dama? Eu vou odiar ter que cortar você ao meio.

O sorriso de Galuf dizia o contrario e ele parecia estar doido para cortar aquele pirata. O homem deve ter percebido isso pois começou a suar frio. Ele disse que o navio estava ancorado ali perto, apenas seguindo a direita. Galuf agradeceu com um golpe com a lateral do machado na cabeça do homem que o fez desmaiar. Lenna olhou para o homem inconsciente, ela sentiu uma certa inveja de não ser tão ameaçadora quanto Galuf, sentia que era muito subestimada e não gostava disso.

- Vamos indo, antes que ele ou outro acorde – disse Burtz sem antes revirar os bolsos do pirata e descobrir, frustrado, que o homem não tinha nada de valor para roubar.

O grupo seguiu em frente e em pouco tempo viram o navio pirata. Era grande, assustador e belo... da forma que os navios piratas podem ser bonitos, com aquela beleza macabra. Tinha velas roxas com o símbolo característico da caveira pirata. Burtz assobiou ao ver o navio.

- Odeio piratas, mas o navio deles... tem estilo.

O grupo seguiu ate o navio e entrou nele. Estava todo preparado para partir, mais um sinal de que eles estavam mesmo com sorte. Burtz correu ate o mastro com um sorriso de orelha a orelha e Lenna imaginou se, como muitos garotos, ele havia sonhado em ser pirata algum dia.

- Vamos colocar essa coisa na água! – disse animado.

- Nossa eu não sabia que você sabia pilotar isso! – exclamou Lenna admirada.

- Não sei, mas não deve ser tão difícil! – disse Burtz em um tom animado o que fez Lenna revirar os olhos. Ela achava que o excesso de otimismo era o maior defeito do amigo.

- Sem o vento para impulsionar as velas te garanto amigo, é muito difícil.

Quem havia falado era um pirata que surgira a alguns metros deles. Vestia uma camisa verde e possuía cabelos lilás longos. Burtz não entendeu de onde aquele pirata havia aparecido ate que percebeu que eles haviam se dirigido direto para o mastro imaginando que o navio estava vazio, mas estavam errados. O pirata devia ter saído de uma das cabines e outros saíram também. Haviam sete ao todo cada um portando uma arma e pronto para usa-la. Aqueles piratas não estavam bêbados.

- Ah verdade, tinha esquecido deste detalhe – Burtz sorriu desembainhado a espada. Lenna fez o mesmo e Galuf estava pronto para o combate segurando seu machado.

O pirata de cabelos roxos deu pouca atenção as armas, como se elas não representassem a menor ameaça. Sacou um punhal e encarou Burtz profundamente.

- Peguem o velho e a garota – disse aos seus companheiros sem tirar os olhos de Burtz – esse aqui é meu.

Trés dos piratas foram em direção a Lenna e o mesmo numero a Galuf. Burtz ficou preocupado e pensou em ignorar o pirata e lutar contra eles, mas como se lendo seus pensamentos o pirata de cabelos rocos se adiantou.

- Devia se preocupar com você mesmo, afinal quem esta em maior perigo aqui é você. Me chamo Faris e sou o capitão deste navio. Não a ninguém aqui tão perigoso quanto eu... você vai descobrir isso em breve, quando seu sangue estiver no chão.

Faris não disse mais nada e partiu para o ataque. Burtz pensou ter a vantagem por possuir uma espada, mas Faris bloqueou seus golpes com precisão. Eles trocaram alguns golpes sem nenhum dos dois conseguir alguma vantagem e Burtz teve que concordar com Faris. Era ele quem corria mais perigo ali.

Galuf movia seu machado com força e nenhum dos piratas tentava se aproximar muito dele com medo de ter um membro decepado. Lenna também e saia bem, e mesmo enfrentando três inimigos estava segura movendo sua espada com graça e aparando todos os golpes desferidos por seus inimigos.

Burtz atacou de novo e de novo, mas Faris se movia rápido e desviava dos ataques. Em um movimento impetuoso ele avançou contra Burtz e seu punhal dançou no ar fazendo um corte na bochecha do aventureiro. Se ele não tivesse recuado no ultimo instante teria tido seu rosto desfigurado.

- Nada mal... – Faris sorriu e parecia estar se divertindo muito com a luta – fazia tempo que não me divertia tanto em uma luta, pena que vou te matar.

- Você fala mais do que luta! – provocou Burtz voltando a atacar. Faris se defendeu duas vezes, mas o terceiro golpe quase acertou-lhe. E pela primeira vez Burtz percebeu preocupação no semblante do capitão.

Gritos surgirem do interior da caverna e vários piratas apareceram portando suas armas. Não pareciam mais bêbados, a animação da batalha parecia que trazia de volta a sobriedade. Eles estavam prontos para a lutar. Em menos de um minuto haviam quase vinte piratas no navio. Nenhum deles ousou interferir na luta de seu capitão, por isso cercaram Lenna e Galuf que recuavam cada vez mais frente a tantos inimigos. Burtz olhou para seus amigos com pavor, sabia que não teria como eles vencerem os piratas e, mesmo que ele próprio derrota-se Faris, seria massacrado pelos seus homens.

A derrota ficou estampada em seu rosto e isso pareceu desanimar Faris que se divertia com a luta, mas também o havia aliviado, pois nem mesmo ele tinha certeza se poderia ganhar aquela luta se a mesma se prolongasse.

- Acho que nossa luta acabou – disse o capitão e Burtz foi forçado a concordar, ele jogou sua espada no chão em sinal de rendição.

Sem esperança alguma de vencer Galuf e Lenna fizeram o mesmo. Os piratas recolheram as armas de seus inimigos. Faris guardou sua adaga e olhou fixamente para os reféns. Sendo o capitão a vida dos três estavam em suas mãos e bastava uma palavra para que eles fossem degolados.

- Prendam eles – disse o capitão – amanha decido o que fazer com a vida desses ladrãozinhos.

Era quase cômico pirata reclamar de ladrões sendo que os mesmos viviam disso. Burtz queria ter dito isso a Faris, mas devido a sua situação, preferiu ficar calado o que foi uma decisão inteligente. Desesperada Lenna se adiantou, mas os piratas a seguraram firme. A garota gritou clemencia.

- Não faça nada conosco eu sou a princesa de Tycon e eles são meus protegidos!!

A revelação causou um riso geral em todos os piratas, menos em Faris que a encarou friamente. Galuf e Burtz estavam abismados com a noticia e nem sabiam como reagir.

- Eu posso provar! – gritou ela tentando calar os risos. E então retirou um pingente que trazia consigo mostrando-o ao capitão. Por um segundo o olhar de Faris se alterou, adquirindo uma chama de interesse e surpresa, mas então o pirata voltou a sua expressão fria e disse em voz seca.

- Prendam eles... agora – e então partiu para sua cabine.

Os piratas puxaram os reféns ignorando os protestos de Lenna e os levaram em direção as suas prisões.


Notas Finais


Então o que acharam? Faris ta arrasando!!! Espero que estejam gostando da personalidade de cada um. É obvio que, como toda fanfic, adaptamos a personalidade dos personagens com nossa subjetividade então espero que o resultado tenha ficado interessante. Qualquer critica ou elogio ou o que for... só falar nos comentarios ;)


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