História Palette - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Girls' Generation
Personagens Taeyeon, Tiffany
Tags Snsd, Taeny, Taeyeon!centric
Visualizações 63
Palavras 846
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


nada contra cinza

Capítulo 1 - Único; a linguagem das cores


Fanfic / Fanfiction Palette - Capítulo 1 - Único; a linguagem das cores

  Um longo dia caloroso de domingo, parques lotados e sorvetes derretidos. Posterior ao velho sábado de sempre, cinza e chateante, que fazia o sol tremer com medo das escuras nuvens no céu, sumindo e nos deixando sozinhos.

Sábados onde pessoas correm nas ruas, passos apressados e milhares de vidas, todas desaparecendo em um piscar de olhos.

   A minha mente sempre me trazia a sua lembrança, de um dia anterior ao domingo, que o sol finalmente criou coragem e enfrentou seu maior inimigo. Podia imaginar do telhado de minha casa, a grande batalha do século.

O grande carro cinza de mudanças cercando parte da rua, que de dentro, saia sua familia. Pai, mãe, o pequeno menino que carregava em mãos dois bonecos, e dentro da mente, a imaginação.

Você coloriu, bagunçando todo o cinza que voltava a cidade, junto a seu pequeno irmão, que minha mente desenhava como um forte super herói.
 
   Com a rosa na cabeça, vermelho nos lábios e os olhos castanhos virados em minha direção, fiz como o sol, fugindo assim que vi o seu lindo sorriso, meu maior inimigo.

Papai e mamãe gritavam dentro de casa, enquanto meu irmão temia, e eu pensava como estava difícil o mundo fora dos livros. Não poderia chorar, mas poderia sentir no peito como doía ver papai bêbado, mamãe cansada e Heechul temendo a eles, bravo e triste.
 
   Nova e escura noite de domingo, onde as brigas iriam para a lata do lixo, junto a comida do dia anterior.
Tudo parecia ter sido resolvido, pelo menos por esse dia não haveriam mais discussões e todos se sentariam a mesa.

   Tacando o grande saco preto ao lado da casa, parando para sentir o cheiro das flores do jardim.
Me lembravam a infância, que pude aproveitar com toda a imaginação e olhares profundos sobre o mundo. Enquanto estávamos no balanço do parquinho, minhas amigas diziam que eu era diferente.

   Sem ao menos perceber, você veio até mim com um olhar inocente e o sorriso cheio de brilho. Você possuia luz e me fazia acender.
Enquanto conversávamos, eu sentia piscar dentro de mim, algo que havia sido perdido. Era diferente, era especial ouvir as batidas que meu coração fazia, quando me peguei pensando em você, sentada na mesa de jantar.

  Antes de dormir, imaginei um mundo especial onde a lua brilhava, como meu coração quando ouvi seu nome.
Foi reviver uma das boas lembranças em familia, que poucas vezes tínhamos em casa.

  Na segunda, onde tudo era muito deprimente, me lembrei das aulas de matemáticas. Temia muito à professora e tive que lutar todas as vezes para passar de ano, já que meu forte era a imaginação e não a realidade. Números era uma barreira entre Taeyeon e boas notas.

Sua mãe veio até minha casa, junto a você, e eu que subia as escadas, parei na metade para ver o seu sorriso envergonhado quando os olhos encontraram ao meus.
Meu coração não parava, eu queimava.

   Observava sentada no telhado o mundo escuro que apenas minha mente podia ver.
Não olhava para ele, apenas para você, que coloria a calçada que passava em cores fortes.
Seus cabelo em uma trança, com as flores entre fios.
Seu irmão com a capa vermelha nas costas, caindo e sorrindo, junto a você preocupada com o pequeno joelho ralado.
 
   Um longo dia caloroso de domingo, parques lotados e sorvetes derretidos.
Fiquei esperando por você, sentada no telhado quente.
Já podia dizer que era tarde, e você atravessou a esquina com aquele garoto.
Todo a cor que me cercava ficou escura e o caloroso domingo partiu para o sábado, a segunda, e todos os murchos dias, onde sentada em meu telhado eu via o tempo passar diante da chuva que molhava meu curto cabelo loiro.

Tiffany, você passava sorridente junto a ele, mas não acendia a minha luz. E o seu olhar diante do meu não me trazia alegria.
Virou sombra, e eu estava desaparecendo.
 
  Foi após a longa discussão de domingo a noite que tomei coragem para dar uma volta, sair do telhado e sentir algo novamente.
A bicicleta estava empoeirada, mas mesmo assim subi, pedalando rápido até a pequena ponte.

Foi uma surpresa ver como arrancava as flores de seu cabelo, e soluçava com as lágrimas, que pude ver quando me sentei ao seu lado.


Você se aconchegou em meu ombro, que estava coberto pelo meu casaco preferido. Estava perdida junto a você, sentada na beirada daquele ponte escura, onde o vento batia forte.

  Eu tirei o meu casaco e botei em você.
Seu olhar encontrou ao meu e duas luzes se acenderam. O meu coração bateu e explodia vermelho, a sensação de estar nova após passar tempos perdida.

 O seu lábio encostou no meu, e nos beijamos. Você tinha a mão em meus cabelos loiros e eu, na sua cintura.
 
  Tudo parecia ter passado com um flashback em minha cabeça, refazendo e fazendo ações, o mundo brilhava agora, colorido e florido.

    Não havia mais cinza, havia apenas nós duas.
Rosa e azul em harmonia, abraçadas em um lilás, abaixo da noite estrelada.


Notas Finais


ainda não tenho nada contra cinza


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