História A little Hope - Capítulo 17


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Bebê, Capitan Swan, Família, Hope
Exibições 63
Palavras 1.524
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Marienne da Suécia


Fanfic / Fanfiction A little Hope - Capítulo 17 - Marienne da Suécia

O quarto de hospedes era tão mórbido quanto qualquer outro cômodo daquele castelo. Os lençóis eram macios e brancos, as paredes e móveis escuros e uma caminha de solteiro ficava do outro lado, Hope dormia ali desde que chegara.
     Emma estava ansiosa aguardando o momento mais doloroso de sua vida. Usava um roupão de ceda por cima da camisola, mas por algum motivo não conseguia achá-lo confortável. Seus olhos miravam unicamente a boneca loira sobre a cama da filha... temendo um futuro em que os detalhes como aquele deixassem sua rotina para sempre.
      Killian abriu a porta e a esposa só notou sua presença quando sentiu sentar-se ao lado dela. Suspirou virando o corpo em sua direção. Killian tinha um sorriso estampado no rosto e isso feria ainda mais a princesa, pois ela sabia que segundos depois ele não estaria mais ali:

_Precisamos conversar! – ela informou sentindo-se sufocar.

      As feições do professor mudaram drasticamente para preocupação:

_Eu sei... – murmurou tentando convencer-se de que não era nada de mais.

       Emma pôs uma mecha de cabelo atrás da orelha e como diria o ditado “comece pelo começo”:

_Quero te contar a história... – pronunciou sentindo um arrepio percorrer a coluna – de uma princesinha... – Killian não falou nada apenas continuou a encará-la – Killian... quando eu tinha três anos... meu avô faleceu... e minha mãe entrou em depressão quase que instantaneamente...

_Emma o que...? – tenteou questionar, mas foi interrompido.

_Sempre quis conhecer minha história então... ouça bem... – pediu mantendo o tom de voz manso – Killian... quase não me lembro dela – confessou sentindo as lagrimas acumularem na extremidade dos olhos – estava tão fechada que meu pai achou melhor mandar-me para um lugar mais feliz – Emma suspirou criando coragem para continuar – foi tudo menos... feliz! Eu passei tanto tempo... – fechou os olhos como se as lembranças fossem as piores de sua vida – tanto... tempo apenas tentando saber quem ela era... passei anos vagando sozinha nesse mesmo palácio... me apaixonei também – contou e Killian enrugou a testa, pois sabia de quem se tratava – quando fiz dezesseis anos minha mãe foi seqüestrada... ainda não faço idéia do que aconteceu... só sei que naquele dia alguma coisa mudou em mim, quem eu julgava ser o amor da minha vida partiu meu coração e... eu considerei a hipótese de acreditar... minha mãe... eu a amava... e ela parecia me amar também... eu a chamei de covarde por tanto tempo, mas era na verdade... a mulher mais corajosa que eu conheci.

      Emma olhou para o marido sem acreditar que até aquele ponto não havia chorado:

_E isso se encaixa...? – perguntou temendo a resposta.

_Killian... eu amo Carl Philip!

     Aquela sentença pareceu puxar uma alavanca. Killian então viu-se frente a frente com esposa e criou coragem de dizer o a muito vinha evitando:

_Estou tão cansado! – exclamou ficando em pé e passando as mãos pelos cabelos com certo desespero – sempre com esses sentimentos confusos e essa vontade insana de continuar... sozinha! Por que de uma hora para outra? Se é que vossa alteza concede-me a honra de saber a verdade!

_Não pude controlar! – Emma acrescentou de pressa – também não acreditava que ódio se transformaria em amor em tão pouco tempo. Juro Killian... você me ensinou que o amor existe e que há pessoas pelas quais devemos lutar, mas... sentimentos mudam! Niguém nunca me amor de forma tão pura quanto você... eu realmente não faço idéia do que te dizer agora.

      Killian pareceu que iria desabar naquele instante, mas manter-se firme fazia parte de seu lema. Ele então apontou para a cama da filha sentindo as lágrimas acumularem nos seus olhos:

_Isso é você quem vai resolver!

     Dito isso ela deixou-a sozinha e Emma nunca pensou que dizer adeus seria tão difícil.

---/---/---

_MAMÃE!

      Emma ouviu a voz da filhinha que entrava no quarto e sentiu o coração contrair no mutuo sentimento de que talvez não fosse mais ouvir aquela linda voz:

_Oi Hope, vem querida – Emma levantou-se limpando o rosto para retiras os vestígios de lágrimas e pegou a menina nos braços – vamos tomar banho.

      Horas mais tarde estavam as duas sentadas no chão de carpete e brincando de casinha com os brinquedos de porcelana dados pelo príncipe Harry da Inglaterra.
      Hope colocava as louças na mesinha de brinquedo recebendo a ajuda da mãe que temia quebrar os presentes que custavam mais que sua casa em Detroit. Vestindo pijama branco de bolinhas coloridas e com mais nos pezinhos ela ajeitava a boneca Emma para que ficasse sentada e aproveitasse o chá da tarde:

_Eu te amo mamãe! – disse Hope distraída com os brinquedos.

       Tais palavras fizeram com que Emma sentisse que iria engasgar, e o jeito com que a menina afirmava os sentimentos faziam-na sentir-se culpada por amar oura pessoa:

_Hope – Emma tomou as mãozinhas da filha entre as suas e quando estava quase dizendo o mesmo... a coragem foi embora – quero te mostrar uma coisa.

     Ela pegou a menina nos braços e pôs sobre a cama,vasculhou uma gaveta da cômoda até achar o que procurava. Foi até a menininha e mostrou duas fotos de um bebê loira do vestido azul.

_Quem é? – Hope perguntou confusa, por um instante achou que era Leonore, mas descartou e hipótese ao lembrar-se que era muito grande para ser ela.

_Sou eu!

      Hope levou as mãos até o retrato e olhou espantada como se fosse a coisa mais bonita que já vira:

_Bonitinha – sussurrou rindo.

     Emma aproveitou o momento e olhou para a garotinha.

_Sabe Hope... estive com você por pouco tempo, mas parece que te conheço desde sempre... talvez seja só uma coincidência, resultados psicológicos de alguém com a mente conturbada ou apenas algo sem valor necessário... ou talvez seja por que é assim que nos sentimos quando amamos alguém.

      As duas se abraçaram mal sabendo que aquela seria a última vez.

---/---/---

      Emma estava na varanda do quarto observando o luar e com uma pontada de culpa. Hope dormia em sua cama e ela nem notou quando Carl Philip aproximou-se:

_Falou com ele? – perguntou o príncipe meio sem jeito pela presença da criança.

_Sim... Killian concordou em me deixar falar com a Hope uma última vez antes de irem...

_Sophia aceitou melhor do que eu imaginava – ele sorriu.

     Emma suspirou varando-se para olhar a menina que dormia lindamente:

_Então... só falta dizer adeus.

_Ou te logo – confortou Carl.

   Eles não sabia que na manhã seguinte, nem Hope nem Killian estariam mais lá.

                                                          6 meses depois...

Querida Emma...
      Por estar triste de mais agora pode ser que não chegue a abrir está carta. O futuro destas palavras são destinados a passar anos, trancafiadas numa gaveta esquecida.
      Não sei ao certo como escrever pra você quando meses já se passaram.
      Sei que parece imperdoável ao seus olhos querida, mas... me perdoa?
      Dizem que o perdão é o grande ato de bravura... Perdão por ter ido embora sem me despedir, mas eu juro Emma... que se olhasse nos seus olhos e visse a mesma dor que eu estava sentindo... seria incapaz de sentir-me confortável com esta partida outra vez.
      Pensei muito sobre partir... e isso meu bem... era o melhor a se fazer. Nossas vidas se separaram de uma forma que não consigo nem compreender, entendo que esteja confusa, mas Emma... não me odeie, pelo amor de Deus!
       Foi cruel de mais... eu realmente entendo! E um fio de arrependimento ainda me corrói internamente quando lembro que tirei a Hope de você. E não sabe o quanto isso me machucou em todas as noites mal dormidas quando minha filha gritava pelo seu nome fazendo-me engolir que sem ter consciência de meus atos... acabei te tirando dela também.
      Não tem noção do quanto você é maravilhosa Emma... seu pudesse ao menos ver. Entenda por favor que não quero minha filha crescendo na realeza e sendo submetida aos desastres e farsas da monarquia.
      O príncipe vai te fazer feliz... confio nele. Te amo, mas não por estar bravo que não te quero perto da Hope.
      Meu amor... chega uma hora em que precisamos desistir dos sonhos de criança... e seguir em frente, é difícil, mas quando você vê os olhos do seu bebê... passa a viver dos sonhos que criou para ele. E um dia... espero que tenha o mesmo e que possa compreender o porque de eu te manter afastada dela.
      Espero também que você enfie nessa linda cabecinha loira... que família não é apenas quem tem o nosso sangue, mas quem permaneceu ao nosso lado quando tudo desabou.
       Quando eu olho pra trás eu não sei o que dizer além de... obrigada. Você estava certa o tempo todo... de todas as coisas que já tive na vida, Hope é de longe a melhor delas e eu precisava que alguém me mostrasse isso. Você me mostrou, por esse motivo tenho uma grande divida com você.
      Estou muito confiante e creio que logo eu e Hope vamos nos dar muito bem e viver da forma que ela sempre sonhou. Quero que saiba que eu desejo tudo de bom na sua vida, mas sinceramente fico feliz em contar que minha filha pergunta menos por você a cada dia... e a cada noite também.

Ass: Killian



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