História A little Hope - Capítulo 8


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Bebê, Capitan Swan, Família, Hope
Exibições 115
Palavras 1.838
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Muito tempo já se passou para nós


Fanfic / Fanfiction A little Hope - Capítulo 8 - Muito tempo já se passou para nós

Detroit, Michigan, Estados Unidos da América/2 meses depois...

      Durante os meses que se passaram, Killian visitou incontáveis escolas de educação infantil convencido de que a pequena Hope precisava deixar os muros da casa da avó e abrir-se a novas oportunidades. Teve que se desdobrar entre consultar os locais de ensino, cuidar da filha, planejar aula e lecionar na faculdade.
       Hope foi matriculada, embora sem o consentimento de Virgínia, que estava se saindo mais babona que o necessário. Ela achava que Hope tinha traumas de uma vida ilegal e fechada, mas no fundo admitia que era uma situação necessária na vida de qualquer criança.
       Killian encarregou-se de comprar matérias escolares, escolheu de princesas, pois sabia que ela iria gostar. E uniformes para verão e inverno.
       Buscando adaptar a filha as questões estudantis, Killian conversou com ela “vô tê amigo papai?” foi a primeira pergunta de Hope que ficou eufórica quando foi confirmado o questionamento.
       Então o grande dia chegou.
       Segunda – feira, 6:30 da manhã de um dia nublado. Killian acordou com o som agudo do despertador e logo que abriu os olhos lembrou-se que dia era. Quando foi ao quarto de hóspedes que agora pertencia a filha, ela estava dormindo de chupeta, abraçando a boneca Emma e com o paninho colado no rosto.
       Ao aproximar-se ele tocou a pontinha do nariz de Hope que acordou sobressaltada pelos dedos frios do pai. O cheirinho de bebê impregnou o quarto, esse cheiro que agora Killian conhecia tão bem.
       Foi mais fácil do que ele imaginava, tirou a filha da cama, substituiu o pijama azul pelo uniforme com desenho de castelo, penteou os cabelinhos e prendeu-os. Hope ficou meio encabulada, mas logo melhorou com a promessa de que conheceria alguém especial no café da manhã.

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       Uma cena nova se iniciou no pequeno café na Orange Street. Killian Jones entrou no estabelecimento segurando a mão da filhinha uniformizada com uma das mãos e a mochila da Branca de Neve na outra. Killian limpou o ambiente com os olhos até encontrar quem queria.
       E ali sentado sozinho, com uma xícara de café presa nos dedos, encarando o jornal matinal e vestindo um terno caprichoso estava Liam Jones o filho mais velho de Virgínia. Killian quase que por instinto, pegou a filha no colo e andou até a mesa do irmão:

_Hope... esse é o seu tio Liam! – pronunciou chamando a atenção do moço concentrado na leitura.

      Liam ergueu o olhar e pode ver com clareza a sobrinha, sorriu abertamente como se não acreditasse no que estava vendo:

_Olá Hope! É um prazer conhecer uma garota tão bonita quanto você – disse tocando sua mãozinha e olhando de escanteio para o irmão que permanecia de pé com a filha nos braços.

      Logo os três estavam sentados. Hope ao lado do pai e de frente com o tio que acabara de conhecer. A menina parecia ignorar completamente a presença de Killian a medida que sua afinidade com Liam foi crescendo:

_Vochê também tem um bebê? – ela perguntou espantada e sem acreditar no que Liam havia dito.

_Ele já é grandinha, mas está ansioso pra te conhecer! – Liam sorriu ao ver a empolgação nos olhos da garotinha.

_Qual nome dele? – perguntou curiosa, dando pulinhos de alegria.

_Luke! – respondeu Liam lembrando do rostinho de seu filho.

_Eu gotei! Nome bonito! – Hope sorriu.

_Precisamos ir mocinha... – informou Killian encarando o relógio em seu pulso – hora da aula.

      Hope sentiu o estômago embrulhar, mas mesmo assim estendeu os braços em direção ao pai que pegou-a no colo e logo em seguida encarou Liam:

_Vochê vai jantá com a gente? – perguntou esperançosa.

_Não posso querida... eu tenho que voltar pra minha cidade hoje... mas eu volto e trago o Luke junto... combinado?

_Cobinado titio pilata!

_Titio pirata? – perguntou Killian quando os dois se afastaram de Liam.

_Shim! Polquê ele nada num balco... igual o capitão Ganso...

_É Gancho Hope – Killian corrigiu sorrindo.

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_Diga tchau pro papai Hope! – a professora incentivou.

       Hope encarava o pai com certa dúvida. Segurava as mãos da professora insegura e com medo, mas ela era corajosa, então acenou um adeus doído com a mãozinha solta e os portões se fecharam. A professora Elsa pegou-a no colo e as duas acenaram para Killian, Hope abraçou a professora recusando-se a derrubar as lágrimas que se acumulavam no cantinho de seus olhos... assim as duas entraram na escola deixando Killian sozinho, ele nem percebeu que ainda acenava.
       Killian sentiu o celular vibrar, era Ruby, sua irmã caçula:

_Alô! – atendeu tentando manter a emoção fora de voz.

_Mamãe foi levar o Liam no aeroporto e me chantageou para ligar e perguntar como foi com a Hope! – do outro lado da linha Ruby sorriu divertida sentada no banco do refeitório escolar e ajeitando a camisa do uniforme.

_Ela é uma Jones... é resistente... eu estou realmente atrasado irmã... preciso ir pra faculdade!

_Tchau irmãozinho! – despediu-se ela .

      Killian desligou o celular e andou até o carro com o coração partido. Não contém a ninguém, mas é bem possível que ele estivesse sofrendo mais do que Hope.

Estocolmo, Suécia, Palácio Real de Estocolmo 7:28

       Emma estava linda naquela manhã. Seus cabelos estavam presos em um coque trançado, ela usava um vestido azul e brincos grandes, estava pronta para reencontrar alguém muito especial. Quando pisou na entrada do palácio onde vivam o rei Gustavo e a rainha Silvia recebeu olhares curiosos dos guardas que não a viam desde a adolescência, e agora ela era diferente da menina sozinha que perdeu a mãe, agora era uma mulher linda e espirituosa.
       Parou na porta principal, um homem baixinho que usava óculos redondos e grandes, uniforme nas cores amarelo e azul e estava certamente muito mais magro do que Emma lembrava parou em frente a ela sem reconhecer a bela moça que instruiu durante parte da vida:

_Quem é você? – perguntou com firmeza – apresente-se!

_Também senti sua falta Chirster! – Emma sorriu.

      Christer retirou os óculos e olhou-a surpreso, nunca foi capaz de esquecer aquele sorriso travesso que era tão custoso de se ver. A pequena princesa que corria pelo castelo esperando a mãe que no fim das contas estava morta, a princesa que admirava com todas as forças o avô que nunca chegou a conhecer, se dúvida a princesa mais inteligente que teve a honra de ensinar na vida:

_Marriene! – o guarda a reconhecer – achei que nunca mais te veria.

_Eu também achei que não fosse voltar... mas agora... tenho que falar com Madeleine... se não se incomoda... – ela apontou para a porta que ainda estava fechada.

_Claro, claro!

_Obrigada!

      Christer fez sinal para que abrissem a porta e ofereceu o braço para Emma que enganchou nele sendo conduzida até dentro do lugar ainda mais luxuoso do que ela lembrava, rapidamente dois guardas surgiram fazendo menção de revistá-la, mas foram impedidos por Christer:

_Não estão vendo seus urubus! – repreendeu os dois – essa aqui é a princesa Marriene, sobrinha de vossa majestade o rei Carlos Gustavo... aposto que ele irá amar saber que vocês dois não a trataram com devido respeito!

      Os guardas que eram jovens até de mais para trabalhar num posto tão alto curvaram-se imediatamente e correram dali, Emma riu achando graça da cena:

_Você não muda mesmo Christer! – ela balançou a cabeça divertida e retomaram a caminhada.

_Não posso dizer o mesmo de você alteza! – comentou o guarda.

_Pra que tanta formalidade? – Emma repreendeu – sou só eu...

_Parece mais feliz desde a última vez que te vi... porém está curiosamente mais vazia... Marriene – ele sorriu com a última sentença.

_Tenho passado por altos e baixos – ela viu que já estavam na sala principal – um dia eu te conto Christer... preciso rever alguém... – sorriu empolgada.

_Boa sorte alt... quer dizer... Marriene! – Ela acenou abrindo a porta.

       Ao entrar na sala bem decorada e branca com detalhes em ouro puro, Emma não pôde evitar as lembranças não tão boas de voltarem na memória. Parada num canto vazio, estava a filha mais nova do rei Carlos Gustavo,a princesa Madeleine Tereza Amélia Josefina duquesa de Hälsingland e Gästrikland, sem dúvida a mais bela moça de todo o reino.
      Madeleine estava agora casada com Chistopher O’Neill, um banqueiro Britânico. A princesa estava grávida de oito meses e Emma pode ver a barriga sobressaltada da moça vestida com simplicidade e só falou quanto Christer fechou a porta dando privacidade para as princesas:

_Assim você me esnoba! – Madeleine fingiu estar magoada exibindo sua voz fina e seu sotaque sueco amável.

_Só me arrumei por medo de encontrar sua mãe – disse Emma aproximando-se mais da prima e levando a mão em direção a sua barriga – posso? – Madeleine consentiu e Emma tocou o local onde um herdeiro do trono estava – princesa Madeleine usando calças jeans? – perguntou em tom provocativo – eis algo que não se vê todo dia!

Madeleine deu uma tapinha de brincadeira nas mão de Emma fazendo-a tirar por reflexo:

_Não toca na ferida! – disparou fingindo mágoa – não consigo mais usar minhas roupas... estou grávida!

      Emma encarou o barriga saliente de Madeleine e tentou o máximo que pôde não transparecer a mágoa de ser incapaz do mesmo:

_Seu irmão foi me ver um dia desses – comentou tentando claramente mudar de assunto.

_Senta aí! – mandou Madeleine e Emma obedeceu – quer chá? – perguntou apondo a bandeja que repousava na mesinha de centro, nela haviam as mais lindas e bem decoradas louças que Emma havia visto.

_Melhor não... não quero destruir as xícaras de duzentos anos!

      As duas riram e conversaram sobre o passado. Emma acabou aceitando o chá e como já era esperado ela derrubou uma das louças provando o quanto era desastrada. Emma explicou para a prima sobre sua separação temporária e Madeleine revelou algo em primeira mão:

_É uma menina! – ela disse sorrindo – Christopher queria surpresa, mas eu não agüentei e vi o exame... vou ter uma garotinha... – ela contou acariciando a barriga.

_Meus parabéns! – Emma não conseguiu disfarçar a inveja – eu tenho que ir Madeleine... Karin quer fazer compras e eu pensei em ir junto.

_Ok querida! Nos veremos em breve – aquilo soou como uma promessa.

_Tchau! – Emma levantou-se e seguiu o guarda Christer até a entrada do palácio.

      Quando as portas se fecharam e Madeleine se viu sozinha novamente, ela tirou do bolso o telefone celular que pertencia a Emma e que roubou durante conversa, para desbloquear a princesa digitou “Dary” uma junção de David e Mary que Emma havia inventado quando pequena:

_Tão previsível! – comentou revirando os olhos – desculpe Marriene... mas isso é para o seu bem! – e com calma abriu os contatos até encontrar Killian Jones, pigarreou e apertou para telefonar.

_Alô! Emma? – perguntou a voz masculina do outro lado que parecia desesperado por respostas.

_Não é a Emma... meu nome é Madeleine sou uma princesa!

_O que está fazendo com o celular de Emma.

_Fica quietinho! – Madeleine pediu – tenho algo que você vai querer saber Killian... sua esposa está na Suécia... numa “casa” herdada por Leopoldo!

_Mas...

_Isso é suficiente... bye bye baby! – Madeleine desligou sorrindo.

      Parece que agora o casal não tem mais escolha é mesmo?


Notas Finais


Gostaram gente? Espero que sim. agentedastrevas.


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