História A little Hope - Capítulo 9


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Bebê, Capitan Swan, Família, Hope
Exibições 164
Palavras 2.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpe pelos erros, não pude corrigir. Beijos!

Capítulo 9 - Um adeus temporariamente incerto


Fanfic / Fanfiction A little Hope - Capítulo 9 - Um adeus temporariamente incerto

Durante a semana que se passou Hope foi cada dia mais amando a escola, já não parecia mais importar-se com o fato de ficar longe de casa, armava uma briga se sugerido faltar a aula. Naquela manhã ensolarada ele carregou-a até os portões da escola e entregou-a nas mãos da senhorita Arendelle com a promessa de que voltaria antes que o necessário.
      Quando chegou na escola, lá por volta do 12:00, Killian teve que praticamente arrastar a filha para o carro, pois essa se recusava a abandonar a escola no meio período. No caminho de casa ele pediu que o almoço fosse embrulhado. Em casa ele deu banho em Hope, botou nela um vestido azul de algodão, calçou-lhe as sandálias e pediu que colocasse seus brinquedos favoritos em uma mala separada da de roupas que ele fez.
      E os dois saíram com pressa do prédio indo em direção a casa de Virgínia e Joel. Lá a criança pareceu nem ligar para o pai e corria fugindo do avô que imitava um monstro. Na hora de partir Killian ajoelhou-se na altura dos olhinhos esverdeados de Hope e pronunciou com uma pontada de culpa:

_Hope... o papai vai viajar hoje e volta amanhã – as palavras foram mais custosas de dizer do ele realmente acreditava.

_Pol quê? – ele perguntou arregalando os olhos.

_Porque o papai... – Killian decidiu falar a verdade – o papai vai... vai buscar a sua mamãe.

_OBAAA! – ela exclamou para a surpresa de todos – te amo papai – Hope lhe deu um beijo sem notar o choque que aquelas palavras causaram-lhe – agoia vai! Vai iogo! Minha mamãe quê vochê!

      Sem muita escolha ele despediu-se da filha. Passou em casa para pegar suas malas e rumou ao aeroporto prestes a embarcar para Estocolmo a capital da Suécia.

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       Duas pessoas que num passado recente se amaram muito caminhavam em direção ao café “familj recept”, um que Madeleine admirava desde os nove anos. E em direções opostas, os pensamentos de ambos fluíram. Enquanto Killian permanecia centrado em tirar sua esposa do país gelado. Emma por sua vez, tentava decidir entre abraçar ou matar Madeleine.
      E a medida que se aproximavam do local o nervosismo aumentava, pois uma conversa longa iria definir seus destinos em diante, poderiam optar por permanecer firmes em suas escolhas ou deixar que novos horizontes se expandissem.
      Quando Killian pisou no estabelecimento e removeu os fones de ouvido, se viu em uma situação particularmente desagradável com uma recepcionista que não falava inglês, foram minutos até que ela o abandonasse numa mesa próxima a uma janela e voltasse para o posto suando frio.
      Sem fazer a menor idéia de como pedir café em sueco, Killian ficou apenas o copo d’água que lhe fora oferecido pelo garçom elegante. Após beber um pouco da água que parecia amarga pelo gostinho tradicional do nervosismo inevitável, Killian varreu o café com os olhos. Foi então que ele a viu chegar e em seu subconsciente, invejou a facilidade com a qual Emma gesticulava com a mesma moça que o atendera minutos atrás. Ele tentou não irritar-se pelas lembranças da partida dolorosa. Não foi difícil, considerando que Emma estava ali e vinha caminhando em sua direção. Tão linda quanto dá última vez que a vira.
     Sem que se desse conta, ele estava em pé esperando que ela se aproximasse. E seus corações passaram a bater desesperadamente quando os olhos azuis encontraram os verdes:

_Oi! – Emma cumprimentou com a voz contida, tentando o máximo não demonstrar a emoção de vê-lo.

      Killian sem importar-se com a formalidade, abraçou-a, e no curto período de tempo as pessoas ao redor pareceram sumir, deixando que os dois desfrutassem de um momento a sós:

_Senti sua falta... – sussurrou ele sem ter coragem de encerrar o abraço.

_Killian... – seu tom de voz denunciava que o sentimento era recíproco.

       E os dois se beijaram suavemente, um beijo magoado e cheio de saudades vindas de ambos os lados. Killian desejou que aquele contato durasse para sempre, porém Emma distanciou-se para tocar seu rosto:

_Você está bem? – ela quis saber olhando bem pra ele – parece... cansado!

_Não consegui dormir... é uma longa história... precisamos conversar! – ele disse voltando a se sentar.

      Emma fez o mesmo e confirmou com a cabeça:

_Eu sei... tem que ser feito – ela sussurrou para si mesma – eu preciso te contar uma coisa meu amor... – ela disse tomando as mãos dele entre as suas – e é algo... que... é meio ruim... e... não se vai me perdoar...

_Me traiu Emma? – ele perguntou com uma dose de humor, pois sabia que ela nunca faria isso.

_Não... – Emma riu baixinho – é meio que pior...

      “Se você soubesse” pensou Killian em silencio:

_Não importa o quanto se estenda... não é pior do que eu irei te contar.

      Emma pareceu temer um pouco, mas achava que nada seria mais ruim do que ser uma princesa em sigilo absoluto:

_Irá destruir o que resta do meu emocional? – ela perguntou esticando-se sobre a mesa.

     Killian tomou uma de suas mãos e depositou um suave beijo nessa:

_Eu espero que não!

      Eles sorriram um para o outro, perdidos em suas duvidas mais profundas:

_Mas eu te amo... – ele sussurrou na esperança de amenizar o impacto da bomba.

_Te amo também – a mesma estratégia utilizada por dois amantes que nunca separavam as mãos.

_Não quero te machucar... – ele disse alisando a palma das mãos dela.

_Já fez isso! Meses atrás! – questionou voltando corroer-se pela mágoa.

_Me perdoe Emma... mas o que tenho para te contar... ou irá destruir tudo... ou irá consertar o que se quebrou! – ele concluiu olhando para a garçonete.

_Tudo ou nada... – Emma sussurrou botando um mecha da cabelo atrás da orelha – quer beber alguma coisa? – ela perguntou notando seu desconforto de estar em um país particularmente desconhecido.

_Eu adoraria – ele riu da própria falta de jeito.

      Emma gesticulou com a mão chamando a moça de cabelos loiros usando uniforme preto e alaranjado até a mesa deles:

_två kaffe och dua vänligen munkar! (dois cafés e duas rosquinhas por favor) – Emma pediu esbanjando sua fluência no sueco.

_något annat? (algo mais?) – perguntou .

_Nej! (não)

       Quando a moça se retirou para cozinha, Killian olhou Emma com certa admiração:

_Como consegue?

_Anos de prática! – ela sorriu.

      Minutos depois a garçonete lhes entregou os cafés e Emma observou atentamente a reação de seu marido ao que parecia ser uma situação nova. Killian levou a xícara até os lábios, bebeu o líquido e fez careta tentando ao máximo controlar a vontade de cuspir a bebida:

_Santo Deus! – exclamou pondo a língua para fora – o que é isso.

_O café aqui é forte... o norte-americano é quase um chá perto do café sueco – Emma ria das descobertas icônicas de Killian – e não usamos açúcar... nem leite... por isso a rosquinha... ajuda a deixar mais doce – ela riu mordendo o acompanhamento e bebendo o chá rapidamente.

_Eu vou ficar com a água! – ele decidiu com medo de beber o que era forte de mais.

       Segundos em silencio se passaram até que Emma resolveu fazer uma revelação um tanto quanto chocante:

_Meu avô era príncipe da Suécia – ela riu nervosa mordendo sua rosquinha.

_Isso é... nem um pouco ruim...

_Achei que fosse contra a monarquia – Emma pareceu surpresa com a falta de reação vinda dele.

_Contra a forma de governo... não contra princesas... Emma... quero te contar uma coisa e o que você precisa saber antes de mais nada é... eu não sabia até alguns meses atrás.

      Emma pareceu congelar por um instante, a xícara em seus dedos voltou a descansar no pires, ela o encarou pensando em todas as situações possíveis para aquele argumento:

_Prossiga... – pediu sentindo um nó formar-se em sua garganta.

_Quando começamos a namorar eu tinha acabado de sair de um relacionamento momentâneo – ele explicou enrolando o máximo que podia.

_Eu sei... – Emma concordou congelada na cadeira.

_Há mais ou menos quatro meses atrás uma garota me procurou... uma clandestina e... junto dela estava uma criança... – Emma não podia acreditar no que já sabia que viria a seguir – de dois anos... é minha filha!

      A maneira com que a última sentença foi pronunciada causou um impacto em Emma, pois o Homem que até pouco tempo atrás tinha um colapso ao ser apresentada a suposição de ter uma criança por perto... agora referia-se a uma garotinha como “minha filha”:

_Deus... – foi só o que ela conseguiu pronunciar e depois de enxergar um cenário em que ela e Killian viviam felizes ao lado da criança, Emma percebeu que esquecera de um detalhe importante – e a mãe da menina? – perguntou embora temesse a resposta.

_Era uma clandestina Européia, vivia numa vila afastada da civilização e... morreu de overdose a algum tempo, uma amiga dela me trouxe a Hope.

       Automaticamente Emma lembrou-se do dia em que a garotinha atendera seu telefonema, pensou em contar para Killian... mas não! Aquilo era algo só dela:

_Hope... ela sabe que eu existo?

_Não só sabe como te chama de mãe desde o momento em que viu sua foto na casa da minha mãe!

      Emma sorriu sentindo-se feliz pela primeira vez em muito tempo, os sentimentos que aconteceram dentro dela naquele instante eram tão maravilhosos que não consigo descrevê-los:

_Está sorrindo? – perguntou Killian espantado.

_Quando posso conhecer minha filha? – ela perguntou e ao notar o espanto do marido complementou – todos nós temos segredos, e se ser uma princesa em sigilo não lhe abalou... uma filha não irá me abalar também... posso vê-la?

      Killian, maravilhado com os últimos acontecimentos, retirou o celular do bolso e mostrou as fotos de Hope, a menina loira de olhos castanhos esverdeados... um bebê... a imagem de uma bebê causava em Emma uma emoção indescritível:

_Volta pra casa Emma! – Killian suplicou enquanto ela mudava o rolo da câmera para ver as demais imagens da filha.

_Volto! – Emma concordou sem pensar, encantada com a hipótese de realizar seu maior sonho.

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      Killian organizava as coisas de Emma novamente em uma mala de couro preta, a mesma que Emma carregara furiosa até dentro do elevador de seu prédio a quatro meses atrás e agora tudo parecia estar muito distante, pois ela conheceria Hope, a vida voltaria a ser completa.
      Estava tão entretido guardando as coisas para a viajem de volta à América que deixou de reparar na esposa que parecia desesperada com o telefone celular encostado na orelha. O assunto devia ser sério, pois ela prendia os cabelos entre os dedos como se isso a fizesse relaxar.
      Depois de um tempo ela voltou para o quarto, com os olhos marejados e encolhendo-se na blusa como se as mangas dela pudessem amenizar seu sofrimento e sem pensar duas vezes disparou:

_Não posso voltar para os Estados Unidos! – exclamou sentindo raiva de si mesma.

_O que? Por quê? – Killian estava confuso.

_A rainha... – a voz de Emma era um sussurro – a rainha teve um ataque cardíaco... Chistopher e Madeleine estão em Londres prestes a dar luz... Victória entrou em choque vai precisar de Daniel ao lado dela... o rei... bem... ele é o rei... tem muitas obrigações e Carl Philip vai passar nove meses na marinha... preciso ficar com ela... pelo menos por enquanto... cuidar dessa família pra depois criar a minha própria.

      Sem ter muito o que dizer para confortá-la, Killian concordou, como poderia negar-lhe o direito de cuidar da tia que foi como uma mãe a vida toda. Ele apenas abraçou-a:

_Sinto muito... – Emma sussurrou entre as lágrimas.

_Hope esperou meses pra te ver – ele disse encarando os olhos dela – pode esperar mais um pouco.

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     Killian e Emma corriam de mãos dadas pelo aeroporto:

_Pegou tudo? Não esqueceu nada? – ela perguntava a cada passo.

_Não Emma... vou sobreviver.

      Os dois se encararam e Emma tomou a iniciativa de beijá-lo, com uma voracidade meramente desnecessária:

_Eu te amo!

_Também te amo! – Killian concordou.

_Diga pra Hope que é temporário ok? Eu vou voltar pra casa assim que a rainha estiver bem... e eu espero que ela melhore logo... – Emma dizia eufórica com medo de não ser o suficiente para a criança.

_Eu direi – Killian concordou dando-lhe um último beijo.

      Ele se afastou e antes que perdesse a oportunidade, Emma gritou o mais alto que pôde:

_Diga pra nossa filha que eu a amo!


Notas Finais


Gostaram pessoas? Espero que sim, até a próxima, não me matem!


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