História A Little Light - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alfa, Amizade, Família, Lobos, Romance
Exibições 20
Palavras 1.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Super Power, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - The wolf


Mackenzie Woodlyn:

Eu já estou pronta há uns 10 minutos, mas eu não me sinto preparada, preparada para ir lá e ver se eu finalmente encontro minha mãe, eu não quero encontra-la assim, em um necrotério, não estou preparada para saber que eu a perdi, que ela se foi.

Theo está me apressando a um tempo, e eu sempre digo que estou quase pronta, talvez por que eu não queira ir.

***

O necrotério está um pouco cheio, claro, não foi pouco os corpos encontrados e como estava cheio, teremos que entrar um de cada, não tem nenhuma ordem de chamada ou algo assim, podíamos ir quando estivermos preparados desde que seja tudo organizado.

Algumas pessoas queriam acabar com tudo logo e entraram de uma vez, preparado ou não, outros não queria nem mesmo estar aqui.

Eu estou desligada de tudo, apenas escuto os choros desesperador de quando alguém reconhece algum corpo e quando eu me dou conta, faltava apenas eu.

Eu olho para Theo que está sentado ao meu lado e me olhando também.

- Olha Mackenzie, mantenha a calma – aconselha ele – Pode ser que sua mãe não esteja lá dentro.

- Você pode ir comigo? – pergunto – Se ela estiver lá, não quero estar sozinha.

Ele balança a cabeça afirmando.

- É claro – afirma ele.

Theo estende sua mão para eu segurar.

Respiro fundo, é agora ou nunca, ignoro tudo o que sinto e seguro na mão de Theo.

E então entramos.

Há vários corpos em mesas de ferro com lenções cobrindo cada um, o local é frio, mas eu quase não percebi.

- São 25 corpos – diz uma moça que trabalha ali – 19 já foram identificados.

Ela tira o lençol do rosto do primeiro, não é ela, na verdade é um rapaz da cor morena, parece ser jovem.

Fiz sinal com a cabeça negando ser a pessoa que procuro e a moça cobre o rosto de novo.

Fomos para o próximo.

Mas antes que a moça revelasse quem era, eu vejo um corpo coberto em outra mesa, seu braço está caído para fora da mesa e então eu vi sua mão.

Sua mão tão delicada, enrugada pela idade e com a aliança que ela nunca tirou desde que se casou com meu pai e que nem mesmo quando se tornou viúva ela não ousou tirar.

Eu me aproximei e nesse instante começa se formar lagrimas em meus olhos, minhas mãos começam a tremer e eu paro de respirar.

A moça tira o lençol de seu rosto e eu pude ter certeza de que é ela.

O mundo para de girar para mim, e eu só ouço meu coração bater e mais nada, não consigo tirar os olhos de minha mãe, eu me enchi de tristeza, de raiva, desespero e estou chorando feito uma criança.

Theo me abraça e mesmo assim não tiro os olhos dela. O que eu estou fazendo comigo? Me torturando vendo esse corpo? Eu não quero mais ver.

Fecho os meus olhos desejando me desligar de tudo, eu queria parar de sentir essa dor por um tempo, para que eu possa recuperar forças e continuar de onde eu parei.

Mas não é possível fazer isso, é necessário que eu continue como o resto de força que eu tenho.

***

Theo Parrish:

“Mackenzie? Uma loba?”

Falta algumas horas para o dia nascer e Mackenzie está pela floresta.

Assim que a lua cheia apareceu, Mackenzie revelou seu poder,  e assim como eu, acho que ela não sabe, porque estava descontrolada.

 Eu tinha ouvido um barulho estranho no quarto de Mackenzie e quando eu fui ver seus olhos estavam brilhantes, amarelados e principalmente brilhantes. Ela pulou a janela quando me viu e eu fui atrás dela.

Ela estava dominada pelo efeito da lua cheia, estava descontrolada e podia fazer mal a alguém.

Tentei controlar Mackenzie de todas as formas, mas ela estava forte e não me reconhecia, quando eu me aproximava ela me atacava e estava ficando cada vez mais difícil. E depois de tantas tentativas, ela conseguiu com que eu a perca de vista.

Eu sei o que é isso, já passei pelo o que Mackenzie está passando, na verdade, todos os lobos passaram por isso, uma pequena parte de você quer se controlar e uma grande parte quer se entregar ao poder da lua.

O sol já havia nascido e eu a encontrei em um celeiro de uma fazenda abandonada.

Ela estava sentada encostada em uma pilastra grande e redonda, não está suja de sangue o que é um bom sinal, quando me aproximei ela balançou a cabeça duas vezes de um lado para o outro, parece exausta.

Me agacho em sua frente e ela abre seu olhos devagar e se assusta com o ambiente.

- O que estou fazendo aqui? – ela pergunta se desesperando, ela coloca suas mãos na cabeça e aperta seus olhos, como se sentisse uma forte dor – O que aconteceu?

- Calma – digo passando as mãos em seu cabelo – Você não lembra do que aconteceu?

- Não, eu não sei do que está falando – diz ela ainda desorientada – O que aconteceu?

Ela não sabe mesmo sobre o que ela é, mas como não sabe? Como foi que ela se tornou uma loba sem saber?

Eu não disse mais nada, apenas peguei meu celular e liguei para Liam.

- Hey Theo – diz ele animado como sempre – Eu tenho uma novidade, encontrei o sequestrador, aquele tentou levar a star. Woodlyn... Ok, não foi só eu...

- Liam! – tento faze-lo calar a boca, mas ele continua falando.

- A equipe me ajudou, mas eu que me arrisquei em vários momentos e eu...

- LIAM! – desta vez tive que gritar e só assim ele se calou – Eu preciso de ajuda.

Liam chega um tempo depois com o carro e eu ajudo Mackenzie a entrar no carro, eu a coloco no banco de trás e eu entro no passageiro e então Liam começa a dirigir.

Mackenzie parece meio tonta e seu cabelo está bagunçado.

- O que vocês estavam fazendo tão longe do hotel? – perguntou Liam sem tirar o olho da estrada.

- O que eu posso dizer é que eu e Mackenzie tivemos uma noite muito longa – respondo observando Mackenzie pelo retrovisor – Nos leve para uma lanchonete ou algum lugar assim.

Liam se calou e fez o que eu pedi, nos levou para uma lanchonete, estacionou o carro e então ficou me olhando.

- Pode me deixar a sós com ela – pedi antes que ele fale alguma coisa.

Liam bufou, mas saiu do carro e entrou na lanchonete, eu fiquei uns segundos calado, queria encontrar a forma certa de falar para ela sobre a noite que tivemos.

- E então... – ela se aproxima e eu olho para ela – Vai me falar o que aconteceu comigo?

Eu respirei fundo e expliquei pra ela tudo, comecei falando sobre o mundo que na verdade não é igual ela vê, quer dizer, não via, depois eu falei o que ela é. Ela ficou a história toda me olhando como se eu fosse um louco que falava coisa com coisa, ela não acredita.

- Você só pode estar brincando – ele voltou a se encostar no banco e balançou a cabeça – Essas coisas sobre lobos em forma de homem, ou sei lá o que é são só histórias para crianças dormirem... A minha mãe contava essas histórias para mim.

- Eu também achava isso – digo olhando-a sério – Achava que isso não passava de uma história, até eu ser atacado por um lobo alfa na minha última noite na Big House, por conta desse ataque eu também me tornei um deles.

- O que? – ela se espanta.

- Eu sou igual a você – digo e ela se cala ainda com a cara de quem não acredita.

Eu respirei fundo e fechei meus olhos, me concentrei, quando abri eles estavam brilhantes e amarelados. Mackenzie ficou olhando boquiaberta, quase que ela grita, mas se segurou.

- Como que você faz... Isso? – ela pergunta de vagar e passa seu dedo em baixo do me olho.

- Acredita em mim agora? – pergunto.

Ela tira sua mão do meu rosto e fica calada por alguns minutos.

- Acho que eu tenho que encontrar meu irmão, tenho que falar com ele – diz ela – Mas antes... Como você faz isso com os olhos?

Eu abro um sorriso e abaixo a cabeça.

Descobrir sobre Mackenzie foi uma surpresa e muito estranho, principalmente porque eu descobri uma coisa que nem ela sabia, eu escondia o que eu era para ela porque eu achei que ela não fosse igual, claro, e que ela poderia se assustar.

Eu e ela ficamos no carro por mais alguns minutos, ela parecia confusa, ficava se perguntando como ela é uma loba e não sabia, eu também me perguntava a mesma coisa, alguém devia estar escondendo isso dela, talvez o irmão dela ou a mãe, mas por que?


Notas Finais


O que acharam? Espero que tenham gostado.
Bjss?


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